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Estudantes da UAN criam aplicativo móvel para facilitar o processo de inscrição

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Por: GURU

Tratam-se dos estudantes que pertencem ao Departamento de Ciências da Computação da Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto.

Os estudantes receberam a ajuda necessária dos respectivos professores no sentido de criarem o aplicativo.

O mesmo projecto fornece informação sobre os cursos, os documentos necessários para a inscrição, o calendário de actividades do processo de exames de acesso 2019.

O aplicativo móvel permite aos candidatos ver o dia, o período, a hora e a turma onde prestarão a prova. Depois dos Exames poderão, igualmente, consultar a sua nota.

O aplicativo móvel está disponível em:

https://play.google.com/sigea
https://play.google.com/store/apps/details?id=uan.sigea.wawingisebastiao.mb
UAN: www.uan.ao

Angola adere à janela electrónica do comércio externo

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Angola vai aderir à plataforma da Janela Única de Comércio Externo a partir de 2021, com vista a facilitar o movimento de mercadorias nas fronteiras.

A ferramenta electrónica, apresentada esta quinta-feira, em workshop, em Luanda, pelo Ministério das Finanças, através da Administração Geral Tributária (AGT), em parceria com o Ministério do Comércio, prevê a redução do tempo de desalfandegamento e custos, além de conferir maior segurança e rapidez na tramitação dos processos aduaneiros.

A plataforma electrónica, que está a ser desenvolvida com base no Decreto Presidencial 220/18, de 25 de Setembro, fixa requisitos para melhorar o controlo das exportações, determina um sistema informático único para o comércio internacional e impõe uma fiscalização adequada do mar territorial e da costa do oceano atlântico.

Com projecto, Angola busca melhorias e eficiência dos serviços aduaneiros, seguindo exemplos de países como o Uganda, Moçambique, Singapura e China.

Deste modo, os agentes que intervêm na cadeia do comércio externo, passam a apresentar, num ponto único de entrada, declarações e despachos aduaneiros padronizados, com vista a cumprir com as exigências refutatórias referentes à importação, exportação e trânsito de mercadorias.

O projecto “ Janela Única Electrónica” está inserido numa iniciativa da AGT, que conta com o financiamento da linha de crédito da China.

Trata-se de um processo que visa acabar com a burocracia que dificulta o bom ambiente de negócios.

Operadores económicos determinam opção da Janela Única

O ministro das Finanças, Archer Mangueira, apontou as principais medidas que vão ditar a implementação da Janela Única do Comércio Externo, com destaque para a instalação do Guiché Único, a revisão e padronização na emissão de licenças, autorizações, certificados que várias entidades governamentais passam a obrigar a sua apresentação.

Ao falar na abertura do workshop sobre Implementação da Janela Única do Comércio Externo, referiu que os operadores portuários, aeroportuários, despachantes, agentes de navegação e de transporte aéreo, bancos comerciais, transitários, importadores e exportadores são os que determinam a opção pela Janela Única Electrónica.

Deste modo, acrescentou, com a submissão de informação electrónica numa única vez, num único ponto de entrada, pelo operador económico, todas as entidades relevantes passam a ter acesso ao mesmo, tornando mais célere, menos custos e formalidades, bem como documentação standartizada.

Archer Mangueira justificou o projecto, apontando a necessidade do governo adaptar os serviços de modo a que possa responder de forma eficiente, num ambiente cada vez mais concorrencial, tendo em conta o volume cada vez maior de trocas comerciais.

O workshop, que teve como prelector, Jonathan Koh, perito em experiência reconhecida em Janela Única, contou com a presença do ministro do Interior, Ângelo da Viegas Tavares, secretários de Estado, técnicos ministeriais e operadores económicos.

TAAG negoceia compra de novos aviões com Boeing e Bombardier

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A transportadora aérea TAAG vai negociar o fornecimento de novas aeronaves a partir de 2020 com a Boeing e a Bombardier, no âmbito do processo de renovação da frota, conforme despacho presidencial consultado hoje pela Lusa.

De acordo com o documento, de 14 de janeiro, o Presidente angolano aprovou o plano de reestruturação e modernização da frota daquela transportadora aérea estatal, autorizando o ministro dos Transportes a “celebrar contratos de compra e venda de aeronaves com as empresas Boeing e Bombardier”.

O despacho autoriza ainda o ministro dos Transportes a “desencadear os instrumentos para estruturar e montar a operação de financiamento para a aquisição das aeronaves” e a “negociar o refinanciamento de duas aeronaves Boeing 777-300 ER”, adquiridas pela TAAG nos últimos anos.

A medida é justificada pelo Presidente angolano com a “transformação e modernização” da TAAG — Linhas Aéreas de Angola SA, que “é um elemento fundamental para a consolidação da política do poder executivo para o setor da aviação civil angolana”, e face à “importância da renovação da frota” da companhia de bandeira de Angola para a “dinamização da sua política empresarial e concretização dos seus objetivos estratégicos”.

Os ministros das Finanças e dos Transportes, em conjunto com a administração da TAAG, são igualmente autorizados “a proceder ao início da negociação com os diferentes financiadores disponíveis” para esta operação de compra dos novos aviões — em quantidade não especificada no documento -, bem como a concluírem as “diferentes fases dos processo de cobertura de financiamento do fornecimento das aeronaves para os anos 2020 e seguintes”.

Uma informação anterior da administração da TAAG apontava para o objetivo de aquisição, a partir deste ano, de 11 aviões de médio curso, no âmbito do programa de modernização da companhia, além de aeronaves de última geração do tipo Boeing 787, para as rotas de longo curso.

A decisão tem também como pano de fundo a conclusão das obras de construção do novo aeroporto de Luanda.

A atual frota da TAAG é composta por 13 aviões Boeing, três dos quais 777-300 ER, com mais de 290 lugares e que foram recebidos entre 2014 e 2016. A companhia conta ainda com cinco 777-200, de 235 lugares, e outros cinco 737-700, com capacidade para 120 passageiros, estes utilizados nas ligações domésticas e regionais.

A Lusa noticiou em novembro que a privatização parcial da transportadora aérea estatal angolana TAAG prevê a venda de até 10% do capital social a outras companhias aéreas, nacionais ou estrangeiras, segundo o novo estatuto da empresa.

O documento, aprovado por decreto presidencial de 26 de novembro, assinado pelo Presidente angolano, João Lourenço, refere que o capital social da TAAG está avaliado em 700.000 milhões de kwanzas (cerca de 2.000 milhões de euros), representado por 2.000 milhões de ações ordinárias.

“Serão obrigatoriamente da titularidade do Estado ou de outras entidades pertencentes ao setor público as ações representativas de, pelo menos, 51% do capital social em cada momento existente”, lê-se no estatuto da companhia aérea de bandeira angolana.

Define igualmente que “a transmissão e a oneração de ações pertencentes ao Estado ou a qualquer entidade do setor público fica sempre dependente da autorização do titular do poder executivo [Presidente da República]” e que a administração da TAAG deve recusar a venda de participações caso coloque em causa a revogação da licença de exploração de transporte aéreo da sociedade.

Não é ainda permitido ultrapassar o limite de 10% de ações subscritas exclusivamente por trabalhadores e reformados do setor dos transportes, e 10% de ações “por uma ou várias companhias aéreas estrangeiras” como “parceiras tecnológicas”.

Está ainda previsto um limite de 2% de ações a subscrever por “qualquer entidade privada nacional, e pública ou privada estrangeira”.

Juventus conquista a Supertaça de Itália com golo de Cristiano Ronaldo

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A Juventus conquistou esta quarta-feira a Supertaça de Itália, ao vencer o AC Milan por 1-0, com um golo de Cristiano Ronaldo aos 61′. Num encontro disputado na Arábia Saudita, os campeões transalpinos levaram a melhor com CR7 a assumir novamente papel preponderante, naquele que foi o seu primeiro título pela Juve e o 28.º da carreira.

O goleador Cristiano Ronaldo não escondeu o orgulho por ter marcado o golo que valeu a conquista da Supertaça italiana frente ao Milan (1-0) e realçou que espera ser o primeiro de muitos títulos pela Juventus.

CR7 avançou que “Foi um jogo muito difícil, estava muito calor e era complicado jogar nessas condições. Estivemos bem, criamos muitas oportunidades e obviamente estou muito feliz por ter marcado o golo da vitória. Estou feliz, porque era a minha intenção começar 2019 com um troféu. Tenho o meu primeiro título com a Juve e estou muito contente! É apenas o início, vamos passo a passo. Vencemos esta Taça, agora temos de trabalhar arduamente para alcançar o próximo troféu. A Série A é sempre o principal objectivo, estamos no topo da tabela, mas ainda faltam muitos jogos e vai ser duro, pelo que temos de continuar a trabalhar”, afirmou Ronaldo.

O craque português dedicou o golo solitário a todos que o apoiam, “Quero dedicar este golo à minha equipa, à minha família, amigos e todos à volta do mundo que gostam da Juve e do Cristiano”.

Governador ausculta gestores de empresas de recolha de lixo

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Os responsáveis das seis empresas de recolha de resíduos sólidos em Luanda, reuniram-se segunda-feira, com o governador provincial, Sérgio Luther Rescova, a quem apresentaram as suas dificuldades laborais.

 

De acordo com Miguel Branquinho, director geral da empresa de limpeza Vista West, que falou à imprensa, no final do encontro, o mesmo serviu de antevisão sobre a evolução dos próximos tempos, relativamente a liquidação da dívida para com as empresas de recolha do lixo.

Fez saber que durante o encontro, que decorreu a portas fechadas, o governador solicitou das empresas de limpeza e saneamento de Luanda, alguma melhoria dos seus trabalhos.

Disse terem recebido garantias do governador de que os pagamentos serão melhorados e apontou a falta de financiamento como sendo a principal dificuldade que enfrentam.

Cada empresa tem uma dívida diferente com o governo. Segundo Tchino de Sousa, director provincial do Gabinete do Ambiente e Gestão dos Resíduos da província de Luanda, a reunião serviu para apresentar as empresas de limpeza pública ao governador, uma vez que tem como uma das prioridades, no seu mandato, a limpeza pública.

Fez saber que o governo tem uma dívida global para com as empresas, orçada em 66 mil milhões de kwanzas, que a tempo oportuno será liquidada.

A província de Luanda conta com seis empresas de recolha de lixo, nomeadamente, a Queiroz Galvão, responsável pelo município de Luanda, Vista Weste, municípios do Talatona e Belas, Nova Ambiental, por Viana, Rota Ambiental, pelo Cacuaco, Elisal, por Cazenga e Sã Ambiente por Icolo e Bengo e Quiçama.

Entretanto, o interior de vários bairros da periferia da cidade está a algumas semanas com grandes amontoados de lixo, deixando mesmo intransitáveis algumas ruas.

No dia da sua apresentação aos funcionários do GPL, (08 de Janeiro), pelo ministro da Administração do Território e Reforma do Estado, Adão de Almeida, Sérgio Luther Rescova, afirmou que vai apostar em um sistema multidisciplinar, no qual o profissionalismo das operadoras de limpeza e a sensibilização dos cidadãos deverão ser fundamentais, para melhorar a limpeza e saúde pública.

Na ocasião, referiu também que a melhoria dos jardins e outros espaços públicos para organização e embelezamento da província, abertura, recuperação ou melhoramento das vias secundárias e terciárias, bem como o sistema de drenagem das águas merecerão igualmente especial atenção.

Fonte: Angop

Toyotas Fortuner alvos de ladrões no Kilamba

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Na madrugada da última terça feira, (15) no quarteirão A foram vandalizadas três viaturas de marca Toyota modelo Fortuner.
Os ladrões partiram os vidros laterais traseiro e levarem as placas electrónicas.
É a febre do momento dos marginais. Recorde-se que a 300 metros do quarteirão A existe esquadra da Polícia e mesmo assim os ladrões não se sentem intimidados.

Em Fevereiro de 2017, O Comando Provincial da Polícia Nacional em Luanda lançou na centralidade do Kilamba, na zona do KK 5000, um projecto-piloto de policiamento de proximidade. O principal objectivo deste serviço é implementar uma nova filosofia de trabalho que visa uma colaboração com a população e que actua na prevenção de crimes, aconselhamento jurídico e familiar.

O que é certo é que de lá para cá este policiamento de proximidade não tem vindo a surtir o efeito desejado uma vez que na centralidade do Kilamba, vários têm sido os assaltos sofridos por cidadãos na calada da noite. Viaturas são vandalizadas, residências assaltadas e outras acções delituosas. Para denuncias e auxilio da polícia de proximidade no Kilamba pode contactar: 943 189 649 facebook: https://www.facebook.com/pages/category/Community-Organization/Agentes-de-Proximidade-Policial-na-Centralidade-do-Kilamba-763050477064567/

Ausência de espaços culturais no Kilamba, preocupa moradores e fazedores de arte

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Os Fazedores de artes mostram-se preocupados com a ausência de espaços para o ensino e divulgação das artes, preocupação bem acolhida pelos moradores que pretendem ver os seus filhos desenvolverem os seus talentos nas várias artes.

É assim que, as empresas de produção cultural RL, do realizador Carlos Araújo, e a Kimbo Kicuá, do actor Raúl do Rosário, manifestam-se preocupadas com ausência de espaços culturais e de actividade para entreter e educar os milhares de residentes da centralidade do Kilamba. Por essa razão, os fazedores de cultura entendem ser ‘inconcebível’ e preocupante a concentração destes milhares de cidadãos naquela nova urbanização, sem que tivessem tido em conta no seu ‘menu’ a componente cultural. “Há muitas ofertas de bebidas alcoólicas mas, espaços para educar culturalmente os moradores inclusive as crianças através da arte e cultura não existem”, observou o também actor, Raul do Rosário, tendo por esta razão anunciado a implementação de um projecto de massificação cultural denominado “Ngola Kilamba”.

Trata-se de uma iniciativa, segundo explica, que prevê a massificação das diferentes formas de manifestação cultural com destaque para a exibição de peças teatrais, música, dança, poesia inclusive “spoken word”. O projecto a ser implementado no jardim, defronte à Administração da centralidade do Kilamba, contempla três sessões para crianças e adultos, ao longo da semana. A organização esclarece que a iniciativa surgiu nas redes sociais após a identificação da “fragilidade ou Lacuna” da administração local, na gestão dos espaços virados para a cultura tendo entregue, na sua maioria, a privados para a feitoria de quiosques de comes e bebes.O referido projecto, cujo lançamento oficial esta agendado para este Sábado, 19, está montado um palco numa área de aproximadamente 20 metros de largura e 25 de comprimento, podendo albergar mais de 400 pessoas embora ainda faltem cadeiras.

Varias figuras das nossa música desde artistas a amantes da arte estarão presentes para testemunhar o evento, que vai contar com a exibição dos grupos teatrais Elinga Teatro e Kissanguluca (referências na divulgação da cultura Folclórica) e também a actuação da Banda musical Ocasião, em que integram conceituados da música popular urbana angolana, dentre eles o Maranax e o Chiley. “O apadrinhamento da cultura deve ser maior e é fundamental para que tenhamos um alcance maior”, referiu um dos coordenadores do projecto que sublinha a necessidade de cedência de um dos anfiteatros de uma das escolas, dado o secretismo que encerra os ensaios de peças teatrais.

 

Fonte: O País

Standard Bank inaugura agência no Kilamba com novo conceito

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O Standard Bank de Angola (SBAO) conta a partir desta segunda-feira, 14 de Janeiro, com mais um local de atendimento dos seus clientes localizado no Shopping Xyami – Kilamba. O lançamento do novo balcão enquadra-se na estratégia de expansão, promoção de empregos e afirmação do Banco no mercado.

Com 7 (sete) novos postos de trabalho e uma área total 300m2, o balcão número 27 do Standard Bank de Angola irá implementar um novo conceito de atendimento, denominado Move your way, que implica rapidez e dinamismo no atendimento ao cliente.

O balcão do Kilamba conta com uma máquina de depósitos com o mesmo horário de funcionamento que o Shopping Xyami, sendo isso um diferencial. Com dois ATM’s na entrada da agência e mais dois no exterior junto a loja da Worten, o novo balcão irá atender de segunda à sexta-feira entre as 9h e as 16h, e aos sábados das 9h às 12h.

Com uma rede comercial composta por 18 Agências, 3 Centros de Empresa, 3 Postos de Atendimento e 2 Suites Private, o Banco encontra-se adequadamente posicionado no território angolano, nomeadamente nas províncias de Cabinda, Luanda, Cuanza Sul, Benguela, Huíla, Huambo e Namibe. Contando deste modo, com uma distribuição de 26 canais físicos espalhados por 7 Províncias.

O Standard Bank de Angola continua empenhado em expandir a sua marca no mercado local providenciando uma grande variedade de serviços e soluções para clientes e parceiros, e ainda na promoção de emprego. O Banco ambiciona posicionar-se como instituição de referência no contributo para uma economia mais próspera. e oferecer diversidade de opções e serviços na maior centralidade do país.

Mini-autocarros circulam com limites no Kilamba

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A Direcção de Tráfego da Viação e Trânsito negou ter proibido os mini-autocarros de circularem na Centralidade do Kilamba, mas revelou ter imposto limites na circula-ção destes naquele perímetro urbano da província de Luanda, disse ao Jornal de Angola fonte da Associação Nova Aliança dos Taxistas de Angola.

Na segunda e terça-feira, um grupo de taxistas de mini-autocarros manifestou-se, no Kilamba, diante dos agentes da Polícia Nacional, que naqueles dias tentaram impor limites na circulação destes veículos que efectuam serviço de transporte de passageiros.

De acordo com o presidente da Nova Aliança dos Taxistas de Angola, os motoristas de mini-autocarros, não organizados e nem legalizados nas associações de taxistas existentes no país, não cumprem com as regras estabelecidas pela Direcção Nacional de Viação e Trânsito sobre paragens obrigatórias.

Os taxistas de mini-autocarros são também acusados de não respeitarem o Decre-to Presidencial 155/15 de 2017, que proíbe que viaturas com 15 a 30 lugares circulem no interior das centralidades ou em perímetros do centro da cidade.
Diariamente, na centralidade do Kilamba, circulam mais de 20 mini-autocarros, a maioria dos quais fazem paragens desordenadas, por baixo dos prédios, em concorrência desleal com os táxis convencionais legalizados para exercer a actividade de transporte de passageiros, disse Geraldo Wanga.

Para o líder da Associação Nova Aliança dos Taxistas de Angola, os motoristas de mini-autocarros “criaram um conflito com as autoridades sem razão e de forma negativa, do qual a agremiação não se revê e demarca-se da mesma”.

Geraldo Wanga disse também que o encerramento da principal via da centralidade do Kilamba não visa impedir a circulação dos mini-autocarros, como alguns agentes têm vindo a fazer crer, mas sim para possibilitar a realização de trabalhos de ma-nutenção de uma conduta de água, por parte da EPAL, que deve durar pelo menos cinco dias, segundo o comunicado da empresa divulgado pela comunicação social.

A Associação Nova Aliança de Taxistas de Angola desconhecia o conflito que opunha aqueles agentes transportadores e a Administração da Centralidade do Kilamba e tão logo soube, fez-se deslocar à sede do poder local para se inteirar da situação, onde foi esclarecida sobre o mal entendido que existia. Geraldo Wanga disse que aproveitou o encontro com os responsáveis da Administração do Kilamba, para chamar a atenção dos seus confrades, motoristas de mini-autocarros, para a necessidade de cumprirem com o regulamento estabelecido no Decreto Presidencial sobre mobilidade urbana dos táxis.

Os taxistas de mini-autocarros foram, na ocasião, aconselhados a fazerem parte de uma das associações de taxistas existentes em Luanda para continuarem a exercer as suas actividades de forma legal, porque, nos últimos meses, tem-se notado muitas irregularidades na forma de actuação desses meios de transporte de passageiros.

Os motoristas que fazem a rota Golfe II/Kilamba de-vem deixar os passageiros nas imediações ou nas paragens obrigatórias, disse o líder da ANATA, que referiu que, além de circularem pelo interior da centralidade, os mesmos estacionam debaixo de alguns prédios, o que não é permitido.

“Tanto os táxis azul e branco como os mini-autocarros têm limites estabelecidos dentro das centralidades de Luanda, e os mini- autocarros não cumprem, o que está a preocupar as autoridades locais”, afirmou Geraldo Wanga.

Os profissionais vão exercer a sua actividade de forma legal, disse a propósito Ge-raldo Wanga, que garantiu que os mini-autocarros vão continuar a circular na centralidade do Kilamba, mas de forma limitada.

Fonte: JA

Ética nas nomeações e exonerações

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1.NOMEAÇÕES

Quando se quer nomear alguém para um cargo, deve-se falar com a pessoa em causa, de modo a que ela possa reagir, aceitando ou declinando o convite. Em alguns casos, a pessoa proposta (ou já nomeada) pode não ter disponibilidade para a assunção do cargo ou não se sentir preparada para o efeito.

Quando uma pessoa não tem competência para assumir um determinado cargo, ela, humildemente, pode redigir uma carta com um conteúdo similar ao apresento em seguida:

«Vossa Excelência, Senhor Presidente da República, muito obrigado pela consideração que tem pela minha pessoa, ao me ter proposto para exercer o cargo de Ministro da Sabedoria. Seria uma honra fazer parte do seu Executivo. Contudo, não me sinto preparado (competente) para desempenhar o cargo que me propõe.

Estou disposto a desempenhar outras funções, que não sejam nas áreas X e Y, pois, pela razão mencionada. Para mim, é importante que eu me sinta à vontade para a assunção de um determinado cargo, de modo a melhor servir.

Vossa Excelência, independentemente da sua reacção, desejo-lhe bons êxitos na sua actividade política e governativa! Com elevada consideração, Joaquim Peixe Cru da Silva».

Não deve haver nomeações feitas de surpresas. Tampouco não deve haver atitudes persecutórias a uma pessoas que tenha recusado desempenhar determinado cargo, visto que, como disse a pessoa a quem é dirigida (ou imposta) a nomeação poderá, por várias razões, não estar disposta, disponível ou, ainda, não ter competência para tal. Impor o exercício de um determinado cargo constitui uma violação dos direitos e liberdades de cada cidadão. Por outro lado, o impositor perde a moral para apresentar críticas à eventual má governação do Ministro por imposição.

Para a nomeação e tomada posse de um indivíduo a um determinado cargo é necessário que:

  1. Sobre o qual haja a presunção de poder vir a desempenhar o cargo que é lhe proposto, com base em determinados factores;
  2. O mesmo tenha sido formalmente convidado, nomeadamente, por carta ou correspondência electrónica;
  3. Ele manifeste formalmente o seu prévio acordo;
  4. Se certifique que o mesmo não esteja abrangido por quaisquer incompatibilidades; e
  5. Ele faça uma declaração de como não está impossibilitado de exercer do cargo que lhe tinha sido indicado, por ter sido condenado a pena de prisão ou por contra si estar pendente um processo, cujo desfecho poderá dar azo a sua exoneração, nomeadamente, crimes de homicídio, corrupção e crimes conta a segurança do Estado.

Quanto à parte final do ponto 5. Dependerá da posição do Presidente da República, tendo em conta a presunção de inocência.

 EXONERAÇÕES

Da mesma forma que um individuo é convidado, formal ou informalmente, para desempenhar um determinado cargo, demonstrando consideração e alguma ética, em caso de exoneração, ele deve ser previamente comunicado da sua exoneração. Não é aceitável que um dignitário, estando num convívio familiar com grandes emoções ou estar a atravessar uma situação de saúde com consequências psicológicas positivas, receber a comunicação da sua exoneração, via rádio ou televisão (noticiários). Que falta de ética! Que falta de consideração!

Durante a liderança do Presidente José Eduardo dos Santos as exonerações via comunicação social eram frequentes. Houve vezes, que o mesmo exonerava e viajava, como se quisesse dizer: «Não quero ouvir lamentações!». Devido ao culto de personalidade ou mera imitação, muitos governantes com poderes de exonerar, faziam o mesmo.

É importante dizer que um Ministro, quando pretende pedir demissão, deve redigir uma carta ao Presidente da República, manifestando as razões da sua desistência. Contudo, ainda assim, ele deve ficar à espera da sua aceitação. Ora, se os Ministros demissionários têm de apresentar formalmente a sua pretensão, a Presidência da República (Presidente), através dos seus serviços, eticamente, deve enviar uma comunicação prévia. E havendo necessidade de a comunicação da exoneração ser mais célere, há sempre a possibilidade de se garantir essa celeridade, de modo a se evitar que o Ministro exonerado pratique determinados actos de gestão ou destrua elementos de prova da prática de crimes, que tenham servido de fundamento do seu afastamento.

 3.DEMISSÕES


Todos as pessoas que desempenhem determinado cargo têm a possibilidade de pedir demissão, por várias razões, designadamente, desacordo com a política, governação ou gestão levada a cabo pelo seu chefe ou incongruências frequentes de posições do órgão colegial de que faça parte.

Em Angola, amiúde, o poder acaba por ser reduzido, limitando, assim, o poder de uma determinado governante, que, à partida tinha imenso poderes. Porém, ainda assim, os Ministros que exercem as suas funções com contragosto, mantêm-se cargo. Eu não entendo e nunca entendi esse tipo de desgosto e sofrimento. A ideia que se tem em, Angola, é a de que  «ser Ministro Kuia», ou seja, é muito bom.


Se vários Ministros pedem demissão ou ameaçam pedir demissão, geralmente, tira-se ilações sobre a personalidade ou poder executivo do líder. Ele a caba por ser paulatinamente contestado.

Cada Ministro deve ter consciência de que os cargos não são eternos e de que os mesmos devem exercidos com o principal escopo de servir o País, mas não de se servir. Quando os Ministros tiverem, de facto, consciência disso, pedirão demissão em casos de desacordo com posições e políticas contrárias às suas convicções e poderão ter uma vida normal, como a de ir a um restaurante, conviver com os amigos, sem ter necessidade de se esconder ou esperar que a «poeira sente».


Não faz sentido um Ministro continuar a fazer parte de um órgão colegial com contragosto. Se ele for exonerado, perde a legitimidade ou a moral para convocar a impressa com o fito de expor as eventuais razões da sua exoneração ou apresentar críticas à governação. Esse governante perde a consideração social. O que se diz em relação à governação central, é válido em relação à governação local e à gestão de instituições e empresas, publicas e privadas.

Espero que os Ministros tenham coragem de pedir demissões em caso de incompatibilidade de ideias, de modo a terem credibilidade em caso de possíveis a presentação de críticas e sugestões positivas.

Por amor ao próximo e de forma pedagógica, redijo este texto.

Por:José Carlos de Almeida

(Joseca Makiesse)