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Vendedores ambulantes temem que Operação Resgate combata os pobres

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Eles alertam para aumento da violência e da fome

A Polícia Nacional (PN) de Angola dá início na próxima terça-feira, 6 de Novembro, à Operação Resgate que visa, segundo a corporação, combater a venda desordenada em locais impróprios e resgatar a autoridade do estado angolano.

Os vendedores ambulantes, que se dizem vítimas de acção da polícia, afirmam que a operação visa combater os pobres e não a pobreza.

O porta-voz da PN, comissário Orlando Bernardo, a proibição da venda de diversos produtos na via pública, tais como alimentos, acessórios de decoração de viaturas, telemóveis, recargas telefónicas, calçados, roupas e outros bens, tem como objectivo desincentivar o crime.

Mas para vendedores ambulantes ouvidos pela VOA, esse combate vai aumentar o nível de criminalidade, prostituição e a fome no país.

“Esta é uma atitude negativa. Se acontecer nós as mulheres vamos ser prostitutas e teremos muitos bandidos”, disse uma zungueira.

José Cassoma, presidente da Associação de Vendedores Ambulantes de Luanda (AVAL), apela a uma maior ponderação das autoridades durante a Operação Resgate.

“O Governo não pode lutar contra o povo. Os zungueiros são a maioria das populações”, sustentou Cassoma.

Entretanto, Orlando Bernardo reitera que a venda ambulante é uma actividade lícita e quem a exerce deverá continuar a exercê-la, desde que, seja em locais que serão indicados pelas autoridades administrativas.

Angolanos perderam a capacidade de poupar

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Actualmente, a maioria dos cidadãos angolanos não consegue efectuar poupanças, devido à perda do poder de compra, motivado pela subida galopante dos preços dos bens e serviços, que se repercutem na qualidade de vida da população, principalmenre de baixo rendimento.

Interpelados pelo Jornal de Angola, alguns cidadãos foram unânimes em afirmar que devido ao mau momento financeiro que Angola atravessa, não conseguem fazer poupanças.
Mário Jorge, funcionário público, disse que antes de o país mergulhar na crise financeira, auferia 43 mil kwanzas e conseguia com o seu salário comprar a alimentação para a famíia, algumas peças de roupa para os filhos, dar um avanço na obra de casa e, ainda assim, poupar algum dinheiro.
Mas, actualmente, com 115 mil kwanzas de salário, não consegue suprir as mesmas necessidades de quando ganhava menos. Contou que, em 2013, comprava uma caixa de coxas de frango por 1.800 kwanzas, mas, neste momento, o produto é adquirido a cinco mil kwanzas.

“Naquela altura, com dez mil kwanzas, conseguia comprar a cesta básica completa, que aguentava o mês todo”, frisou, para acrescentar que, agora, com 30 mil kwanzas, não consegue comprar alimentos para o sustento da família.
Mário Jorge explicou que para suprir as outras necessidades, que o seu salário não cobre, tem de recorrer a empréstimos. “E nos dias de hoje, ninguém empresta dinheiro para devolver sem juro.”
Mário Jorge salientou que devido à crise financeira o seu salário não chega até ao meio do mês seguinte.
“Quando recebo o ordenado, três ou quatro dias depois fico sem dinheiro, porque ele já tem um caminho direccionado, no-meadamente a alimentação, a propina da faculdade, a escola do filho, o sinal da televisão, o pagamento da água,da energia e outras despesas.”

Mário Jorge disse que está há quatro anos sem conseguir dar um avanço na obra de casa, apesar de hoje auferir um salário superior ao de anos atrás.
Raimundo Domingos, também funcionário público, já não se lembra da última vez que conseguiu poupar dinheiro, desde que a crise financeira se instalou no país. “O meu salário sai do mesmo jeito que entra”, disse para acrescentar: “Antes da crise financeira, eu conseguia fazer poupanças, que me aguentava até ao final do mês seguinte, mas, hoje, nem sequer dez dias ele faz”, lamentou.

Pulquéria Marta, professora, entende que só seria possível fazer poupança se os preços dos produtos no mercado baixassem. A educadora sublinhou que por mais vontade que se tenha de poupar, o actual custo de vida não permite.
Quem corrobora da mesma opinião de Pulquéria é Imaculada Manuel, que disse ser impossível, nos dias que correm, viver apenas do salário. Contou que a maior parte do seu salário, se não todo, tem servido apenas para as despesas de casa. />Para não recorrer constantemente à dívida, contou que joga “kixiquila” com os colegas de serviço, uma opção que, segundo nos contou, tem permitido resolver várias situações que o salário, em si, não conseguiria.
“É difícil fazer poupança quando no mercado os preços não param de subir”, salientou.

Custo de vida aumentou

Restiny Henriques, formado em Gestão, disse que o facto de as pessoas não estarem a efectuar poupanças não significa que estão a gerir mal os seus rendimentos, mas porque o custo de vida no país aumentou, o que tem estado a dificultar a vida das famílias.

Autor do livro “Estabilizar a Economia e Valorizar o Kwanza”, o especialista acrescentou que com a desvalorização da moeda nacional, o poder de compra dos angolanos reduziu-se significativamente, por causa da inflação.
“Em função disso, muitas pessoas perderam a capacidade de poupar”, frisou.
Restiny Henriques explicou que a actual fase financeira que o país atravessa faz com que muitas famílias deixem de ter excedente nos seus ordenados para poupança. “Não acredito que as pessoas estão a conseguir poupar como gostariam”, declarou.

A perda da capacidade de poupar, alertou o gestor, pode afectar negativamente o funcionamento dos bancos comerciais, que precisam desses valores para, entre outras tarefas, darem crédito aos clientes que solicitam. O gestor apela ao Executivo para trabalhar no sentido de inverter o quadro, pelo facto de a ausência de poupança privar as famílias de certos bens essenciais para a sua sobrevivência.

Restiny Henriques disse que em caso de doença, se a família não tiver alguma poupança pode perder um dos seus membros desnecessariamente. “É a poupança que nos livra de situações imprevisíveis”, realçou.
Apesar de o actual momento financeiro do país não permitir que muitas famílias façam poupanças, Restiny Henriques aconselha as mesmas a fazerem um esforço, no sentido de pouparem algum dinheiro. “É muito arriscado caminhar sem poupança, devido aos actos imprevisíveis que pode surgir a qualquer momento e, muitas vezes, quando o salário ainda não caiu.”

O Dia Mundial da Poupança, que hoje se assinala, foi criado com o intuito de alertar os consumidores para a necessidade de disciplinar gastos e de amealhar alguma liquidez, de forma a evitarem situações de endividamento. A ideia de criar uma data especial para promover a noção de poupança surgiu em Outubro de 1924, durante o primeiro Congresso Internacional de Economia, realizado em Milão.

José Filomeno dos Santos ouvido no tribunal

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Antigo presidente do Fundo Soberano de Angola regresso à prisão de São Paulo onde está detido desde 24 de Setembro

O antigo presidente do Fundo Soberano de Angola, José Filomeno dos Santos, foi ouvido nesta terça-feira, 30, no Tribunal Provincial de Luanda, tendo regressado à Cadeia de São Paulo, onde se encontra detido desde 24 de Setembro.

O porta-voz dos Serviços Penitenciários, Meneses Cassoma, confirmou à VOA a ida do filho do antigo Presidente José Eduardo dos Santos, ao tribunal sem avançar mais detalhes.

“José Filomeno dos Santos esteve durante quatro horas no Tribunal Provincial de Luanda e já se encontra no estabelecimento carcerário”, disse Cassoma, confirmando que a prisão preventiva mantém-se.

A Procuradoria-Geral da República de Angola (PGR) aplicou a 24 de Setembro deste ano a medida de coação pessoal de prisão preventiva a José Filomeno dos Santos e Jean-Claude Bastos de Morais, director-geral da Quantum Global, empresa que geria valores do Fundo Soberano de Angola.

Além de um crime de burla de 500 milhões de dólares, eles respondem também pelos crimes de associação criminosa, corrupção, recebimento indevido de vantagem, entre outros.

Sabe-se que José Filomeno dos Santos fez-se acompanhar dos seus advogados.

A VOA contactou a equipa de advogados de José Filomeno dos Santos mas não obteve qualquer resposta.

Angola não é atraente ao investimento externo directo

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Controlo da economia pelo Estado, corrupção e excessiva concentração da economia no petróleo estão na origem da baixa taxa IDE, diz consultora

O controlo da economia pelo Estado, a corrupção e a concentração na exploração petrolífera estão na origem do baixo nível de Investimento Directo Estrangeiro (IDE) em Angola, diz o coordenador da consultora EY, que publicou esta semana o relatório Atratividade Africana.

Graham Thompson lembra que Angola está na cauda dos países que menos recebem investimentos externos e que é o sétimo país a partir do fim na lista Doing Business, num universo de 189 partidos.

Angola recebeu apenas dois projectos de investimento directo estrangeiro em 2017 e três em 2016, o que, para a consultora EY, explica uma “enorme dificuldade” de fazer negócios no país.

“Uma das causas é o controlo da economia por parte do Estado que não facilitou a entrada de investimento externo e muitas das grandes multinacionais sequer pensam investir em Angola devido aos elevados riscos”, explica Thompson, lembrando que as autoridades não têm tomado medidas para mudar esta situação.

Aquele especialista aponta também “a fraca classe média que, sem poder de compra, não atrai investimentos”.

Entre as principais tarefas a serem desenvolvidas pelo Governo angolano Graham Thomsom enumera a desburocratização, a abertura do mercado de capitais e a facilitação de pagamento de impostos e o repatriamento de dividendos.

Aquele consultor reconhece o esforço do Presidente João Lourenço no combate à corrupção, mas diz ser necessário muito mais.

“Necessitam mais resultados para combater a corrupção e tanto a mudança de liderança como reformas vão lado a lado”, concluiu Graham Thompsom.

Luanda acolhe prova de Vinhos Sul-africanos

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A Wosa(Wines Of South Africa), em parceria com o Departamento de Agricultura do Cabo Ocidental e a (Wesgro)agência sul-africana de promoção e apoio ao investimento do turismo do cabo Ocidental, promove em Luanda, no dia 01 de Novembro de 2018, no HCTA restaurante La Piazza Del Forno, um jantar com degustação de vinhos, com objectivo de promover e divulgar a qualidade reconhecida dos vinhos sul-africanos junto dos consumidores angolanos.

A divulgação dos vinhos da Africa do Sul, em Angola enquadra-se no Projeto Khulisa que desde 2015 através dos mídia angolanos apresenta o potencial dos vinhos produzidos em terras sul-africanas. O consumo com moderação e o mais importante, de uma forma responsável é a mensagem que WOSA tem mantido junto dos consumidores em Angola.
Os produtores de vinhos da África do Sul, têm reservado tempo para visitar Angola e para promover as suas marcas directamente junto do público.

Representantes da Cape Dreams Wines e da LaRicMal Wines, estarão a disposição durante o evento e posteriormente na loja Shoprite do Belas Shoping para apresentar a marca popular sul africana LERATO.

Klay Thompson marca 14 triplos em jogo contra os Bulls

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SUICÍDIO

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Tinha imensos problemas na vida
Por essa razão, decidi suicidar-me
Pensei que fosse eterno descanso
Todavia, tive uma estadia infernal
Um inesquecível e duro tormento
Assim, nunca mais me suicidarei!

Dura experiência debaixo da terra
As ravinas e os tremores de terra
O calor, inundações e os bichinhos
Deixam-me em chorosa amargura
Chorei de imenso arrependimento
Nunca mais me suicidarei! Nunca!

Experimentei situações horrendas
Foi uma estadia cheia de espinhos
Muita escuridão e calor sufocante
Nunca mais me suicidarei! Nunca!

Deus da ressurreição reuniram-se
Devido ao meu grande sofrimento
E permitiram que eu ressuscitasse
Por isso, agarro esta oportunidade
Para viver em paz comigo mesmo
E desincentivar o horrível suicídio

Quero ser uma influência positiva
Para os que planeiem suicidar-se
Suicidar-se é uma péssima opção
Tirar a vida a ti mesmo é horrível

Não te enterres em águas fluviais
Nem te asfixies nas águas do mar
Suicidar-se é uma péssima opção
Não te afogues em álcool e droga
Nem te envenenes num acidente
Suicidar-se é uma péssima opção

José Carlos de Almeida
(Joseca Makiesse)
E-mail: jca1203@yahoo.com
29.10.2018

Burlas das imobiliárias assustam INADEC e AADIC

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O mercado imobiliário preocupa o instituto público e a Associação de Defesa dos Consumidores, face ao elevado número de reclamações. AADIC propõe, para já, a criação de uma sala exclusiva para julgamento de defraudação a clientes.

O Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Inadec) e a Associação Angolana de Defesa do Consumidor (AADIC) classificam como “imensamente assustador” o número e o tipo de reclamações que, geralmente, recebem contra as imobiliárias.

As queixas mais frequentes são de natureza contratual, como atrasos na entrega das moradias, entrega de imóveis inacabados, aumento do valor inicialmente acordado e recusa de reembolso em caso de incumprimentos.

A imobiliária Jefran é tida como a que mais defraudou clientes, tanto no Inadec como na AADIC. Até Março deste ano, o instituto público de defesa do consumidor havia recebido 70 queixas de burlas. Cinco meses depois, o número quintuplicou para os 350. E foi essa tendência crescente, associada à incapacidade ou “falta de vontade” da empresa em reembolsar os clientes, que impeliu o Inadec a encerrar a instituição, nos termos do artigo 26 da lei 15/03 de 22 de Julho.

Encurralada, face à interdição, a empresa endereçou uma petição ao Inadec, manifestando a vontade de resolver o impasse, ao que o instituto respondeu negativamente, por alegada falta de garantias.

“Para nós, não basta uma documentação, é necessário que haja acções no sentido de mostrar ao Inadec e aos lesados, que, de facto, alguma coisa está a ser feita”, sublinhou Wassamba Neto, chefe de departamento de resolução de litígios da instituição, tendo garantido que as reivindicações contra outras empresas do sector são “irrelevantes”, dado que têm sido “solucionadas atempadamente”.

Mais do que o Inadec, a AADIC tem registado denúncias contra as empresas dos projectos Vila Vitória; Imogestin; Jefran; Dois amigos; Cooperativa do Cajueiro; AJRV, bem como a JG-Silva, sendo a Jefran a mais sonante, por concentrar mais de 500 queixas. No entanto, as queixas contra a Imogestin podem, a médio prazo, suplantar as da Jefran, dado que são registadas mais de duas a três reclamações diárias.

Fonte: Valor Económico

Lewis Hamilton é campeão da Formula 1

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Bolsonaro: “Meu Governo será defensor da Constituição, da democracia e da liberdade”

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Brazilian presidential candidate Jair Bolsonaro (PSL), speaks during the second presidential debate ahead of the October 7 general election, at Rede TV television network in Sao Paulo, Brazil, on August 17, 2018. , / AFP PHOTO / NELSON ALMEIDA

Presidente eleito do Brasil com 55, 49 por cento dos votos

O Presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, prometeu que o seu Governo será um “defensor da Constituição, da democracia e da liberdade”, no discurso de vitória lido, em casa, no Rio de Janeiro, e transmitido ao vivo pelas redes sociais.

Bolsonaro falou depois de conhecer os resultados de 96,27 por cento das urnas que lhe davam 55,49 por cento dos votos, contra 44, 51 por cento de Fernando Haddad, do PT.

“Faço de vocês minhas testemunhas de que esse Governo será um defensor da Constituição, da democracia e da liberdade. Isso é uma promessa, não de um partido, não é a palavra vã de um homem, é um juramento a Deus”, afirmou Bolsonaro, garantindo que o seu Executivo “não flertará com o comunismo”.

“Estou muito feliz e missão não se escolhe nem se discute, se cumpre. Nós juntos cumpriremos a missão de resgatar o nosso Brasil”, declarou, afirmando que terá condições de governabilidade e cumprirá todos os compromissos assumidos.

“Temos tudo para sermos uma grande nação. Temos condições de governabilidade dados aos contactos que fizemos nos últimos anos com parlamentares, todos os compromissos assumidos serão cumpridos com as mais variadas bancadas, com o povo em cada local do Brasil que me estive presente”, assegurou Bolsonaro.

Com estes resultados, Jair Bolsonaro sucede a Michel Temer como 38.º Presidente da República Federativa do Brasil.

A posse será a 1 de Janeiro de 2019.

Capitão do exército reformado e defensor da ditadura militar – regime que vigorou no Brasil entre 1964 e 1985 -, Jair Messias Bolsonaro nasceu a 21 de março de 1955 (63 anos) e iniciou a carreira política composições extremas e discursos agressivos em defesa da autoridade do Estado e dos valores da família cristã.