Moniz Silva, pré-candidato à
presidência da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), visando o ciclo
olímpico 2020/2024, apresenta antes do dia 15 do corrente, de forma detalhada,
as linhas de força do seu programa de acção, em conferência de imprensa.
O empresário justificou que o
encontro com os profissionais da Comunicação Social não aconteceu antes por
questões relacionadas com a agenda e acredita ser este o momento ideal para
abordar os pontos altos do programa de gestão do órgão reitor.
Com experiência de quase duas
décadas como vice-presidente para o basquetebol do 1º de Agosto, o empresário
promete fazer reformas na estratégia de marketing e equipar a FAB de meios
tecnológicos.
O antigo dirigente militar
considera o rejuvenescimento dos hendecacampeões uma premissa que deveria ser
imediata. Por outro lado, reconhece que os desafios são “enormes” face ao
potencial da instituição.
No seu entender, o alcance das
metas passa por incutir uma filosofia de planeamento de trabalho para cada
ciclo olímpico e de organização baseada nos objectivos estratégicos.
Moniz recordou que foi durante o
seu mandato que o 1º de Agosto conquistou os primeiros títulos na Taça dos
Clubes Campeões Africanos em sénior masculino. É com base nesse traquejo que
vai delinear alguns pontos do seu plano de gestão na Federação.
O proprietário da MSI Lda,
detentora da maior cadeia de farmácias em Angola, visitou no passado dia 22 de
Agosto o Sporting Clube de Luanda, no quadro da responsabilidade social da
empresa, e ofereceu um par de tabelas para a reactivação do basquetebol de
formação.
Em declarações a este diário, o pré-candidato descartou a possibilidade de se tratar de um acto com carácter eleitoral: “As pessoas podem estar a especular, mas é importante realçar que o Sporting não faz parte da população votante; foi um gesto de reconhecimento a um clube centenário e histórico, como fazemos com outros”.
Por outro lado, recordou os
jogadores que passaram pela formação leonina e que “contribuíram fortemente”
para o engrandecimento da modalidade no país, casos de José Carlos Guimarães
(treinador) e Olímpio Cipriano, ainda no activo, ao serviço do Petro de Luanda,
bem como de Zezé Assis, já falecido.
Apoios chegam de vários estratos
A antiga capitã da Selecção
Nacional e do 1º de Agosto, Nacissela Maurício, manifesta-se favorável à
pretensão do empresário em assumir os destinos da FAB.
Fora das quadras há quatro anos,
a ex-praticante recordou a gestão e o ambiente de trabalho criado pelo
pré-candidato ao serviço do clube rubro e negro nas vestes de vice-presidente
para a modalidade.
“É uma pessoa exigente e
competitiva; teve um papel fundamental nas inúmeras conquistas alcançadas por
nós quer a nível doméstico quer internacional. Além de ser um bom gestor,
conhece os meandros do basquetebol no seio da FIBA-África pelos anos que esteve
à frente do 1º de Agosto”, justificou.
António da Luz, comentarista para
o basquetebol da Rádio Cinco, enalteceu a competência administrativa do antigo
homem forte para a “bola ao cesto” da equipa militar e destacou a vasta
experiência.
O poste Felizardo Ambrósio
asseverou que Moniz Silva tem muita competência para agregar à modalidade:
“Precisamos de um homem com visão, capaz de tirar o basquetebol do buraco. Ele
não vai à Federação em busca de melhores condições, mas para agregar valor e
desenvolvê-lo com projectos que tenham pernas para caminhar”.
Neste momento, a FAB é gerida por
uma Comissão de Gestão “ad hoc” liderada por Gustavo da Conceição, cuja equipa
integra Tony Sofrimento, Anselmo Monteiro, Bi Figueiredo e Brendau “Dinho”
Júnior