Início Site Página 269

SAFENET LDA abre escritório no Patriota

0

A SAFENET LDA, a única empresa qualificada na montagem de redes de protecção para varandas e piscinas. Abriu oficialmente os seus escritórios no Patriota na rua dos presentes.

Na ocasião o Administrador da empresa Adilson Gouveia, afirmou que com este passo a sua organização pretende garantir maior comodidade, aos seus clientes quando dirigirem-se aos escritórios para obterem mais informações.

O responsável garantiu ainda que este ano a SAFENET LDA, estará voltada no ramo da construção civil. Actualmente a empresa garante 7 postos de trabalho directo.

É importante relembrar que em Angola existem poucas empresas especializadas e certificadas para a montagem de redes de protecção. Só na Centralidade do Kilamba já aconteceram mais de três acidentes resultantes de quedas das janelas e varandas do edifício na sua maioria as vítimas são menores, no mês de Setembro 2018 a centralidade do Sequele também
registou um acidente que resultou na morte de um menor de 3 anos.

Evite acidentes com os seus familiares aposte na protecção da sua família com os serviços da SAFENET.

Para ver imagens dos trabalhos já realizados pela SAFENET LDA, visite o
facebook: SaFenet ou envie um Email para: safenetangola@gmail.com ou contacte o terminal telefónico: 927 782323 ou 997782323.

A Safenet é a aposta de qualidade e segurança para sí e para a sua família.

Veja às fotos da abertura do escritório:

Saham e parceiros doam 5 milhões de Kwanzas para ajudar crianças

0

No âmbito da actuação de responsabilidade social, a SAHAM Angola Seguros, juntamente com a empresa Villas&Golfe e o Grupo Amizade, fizeram a entrega do valor de cinco milhões de kwanzas às escolas Dom Bosco e Carlos Tesche com o objectivo de ajudar crianças.

Os valores são fruto do leilão solidário organizado pelas empresas Villas&Golfe e SAHAM Angola Seguros, no âmbito do Torneio Villas&Golfe International Cup, realizado no mês de junho, que beneficiou o Grupo de Amizade.
Margarita Mexicano, presidente do Grupo de Amizade e Embaixatriz de Portugal em Angola, expressou os sinceros agradecimentos pelas pessoas que se juntaram para que essa açcção se tornasse real.

“O Grupo de Amizade agradece profundamente a realização do leilão promovido pelas empresas Villas & Golfe e a SAHAM Angola Seguros. Naturalmente este acto não teria sido possível sem a generosidade do escultor Etona que entregou uma das suas obras e a Ideal Drinks que doou uma garrafa de vinho Magnum para serem leiloadas.Paulo Bracons, CEO da SAHAM Angola Seguros, explica que foram apenas os facilitadores e tudo fizeram para criar condições para que este evento se promovesse.

“A responsabilidade da nossa organização é mais do que procurar o lucro, mas também estarmos inseridos nas comunidades e promover para a sua evolução. É particularmente gratificante ver que doações como estas têm efectivos resultados” Afirma Paulo Bracons.

Os valores doados, serão destinados a compra de mobiliário para equipar a Escola Dom Bosco, que ao mesmo tempo beneficiará cerca de 1300 alunos de ensino primário e secundário. De igual modo, a escola Carlos Tesche destinará os valores à compra de carteiras para equipar as salas de aulas e dar mais um passo para ter a escola de sonhos.

Preço da farinha de trigo baixou

0

Os revendedores grossistas baixaram o valor do saco de farinha de trigo de 50 quilos a preços de mercado para oito mil kwanzas, o mesmo que o Entreposto Aduaneiro de Angola (EAA) anunciou para as vendas iniciadas ontem, para defender o preço do pão.

A informação foi veiculada ontem ao Jornal de Angola pelo administrador do EAA Fernando Sobrinho, que atribuiu o realinhamento da estratégia dos grossistas às notícias publicadas neste e outros órgãos de comunicação social, dando conta da intervenção pública destinada a defender o preço do pão.

Fernando Sobrinho revelou sexta-feira ao Jornal de Angola que o EAA tinha preparado uma venda maciça de farinha de trigo adquirida às moagens nacionais, com descargas em curso de 2.400 sacos por dia no Entreposto, a oito mil kwan-zas por saco de 50 quilos, para fazer frente à especulação promovida por comerciantes grossistas.

Uma escalada da procura provocou, há duas semanas, uma ruptura dos stocks de farinha de trigo no EAA, levando a uma paralisação das vendas desse produto, com o que os preços do saco de farinha de trigo de 50 quilos subiram para dez mil kwanzas em Luanda e 12 mil nas outras, contra os 5.300 kwanzas a que são comprados no Entreposto.

A reacção do mercado resultou no alinhamento do preço do saco de farinha de trigo ao do Entreposto, revelou Fernando Sobrinho, notando que ontem, no primeiro dia da retoma das vendas do produto, não foi verificado naquele estabelecimento qualquer incremento da procura.

“Ninguém apareceu” no EAA, declarou Fernando Sobrinho, avançando duas causas prováveis para esse comportamento: a primeira acha-se na probabilidade da informação relativa ao início das vendas não ter chegado a tempo às panificadoras, sendo a segunda a de que os especuladores decidiram realinhar a estratégia de preços, antecipando uma colagem ao EAA.

Fernando Sobrinho colocou ainda a hipótese dada com informações obtidas da Associação dos Industriais de Panificação e Pastelaria de Angola (AIPPA) das panificadoras terem como prática a compra nos estabelecimentos mais próximos. Contudo, só uma pesquisa prevista para hoje vai determinar as causas do comportamento do mercado.

A intervenção do EAA deu-se quando as panificadoras reduziram o volume do pão, como aconteceu em Luanda, ou quando aumentaram o preço do pão carcaça (de 50 gramas) de 20 para 25 kwanzas.

O plano de contingência adoptado pelo EAA consubstancia-se numa rápida aquisição de farinha de trigo às moagens nacionais e numa importação de oito mil toneladas em Novembro, o que vai consolidar a intervenção.

A decisão é vender a farinha directamente às panificadoras, sem o fazer aos grossistas pela propensão destes para a especulação, de acordo com as informações prestadas sexta-feira por Fernando Sobrinho.

Lewis Hamilton vence na Russia

0

Casas novas para candidatos de 2017

0

Trabalhadores- da função pública e de empresas públicas e privadas que se candidataram no ano passado à aquisição de residência numa das centralidades de Luanda começam a receber as casas este mês.

De acordo com uma fonte da Imogestin, este mês vão ser entregues 2.627 habitações na centralidade Zango 8000, 336 na Urbanização Zango 0 e 338 na Urbanização do KM 44. Este mês, segundo a Imogestin, não estão previstas novas vendas de habitações na modalidade de venda ao público livre, por via do portal www.imocandidaturas.co.ao.

“A venda livre ao público, de um total de quatro mil habitações através do portal www.imocandidaturas.co.ao será realizada logo que estejam concluídas as infraestruturas externas que condicionam a sua comercialização, nos diferentes projectos habitacionais localizados em Luanda”, indica um comunicado da Imogestin.

A informação vem desmentir rumores postos a circular nas redes sociais, segundo os quais neste mês de Outubro iam ser realizadas novas vendas através do portal www.imocandidaturas.co.ao em diversos projectos habitacionais do Estado, sob gestão da Imogestin, na província de Luanda.A empresa garante anunciar o início da venda ao público livre através da comunicação social e das suas páginas nas redes sociais, com pelo menos 30 dias de antecedência.

A Imogestin já entregou 1.318, sendo 505 na Urbanização do KM 44 e 813 na Urbanização do Capari, todas vendidas no ano passado, através do portal de candidaturas, na modalidade de venda livre ao público.
A Imogestin colocou à disposição dos interessados os telefones 948505076 e 992608525, além do e-mail imocandidaturas@co.ao. Nos escritórios localizados nas centralidades também se prestam esclarecimentos.

A vida no Hospital Prisão de São Paulo

0

Há quase dois anos que o Hospital Prisão de São Paulo, no distrito do Rangel, em Luanda, não conhecia movimento igual ao dos últimos dias. Na altura, estavam, naquele local, alguns presos do chamado processo 15+2.

Hoje é a “casa” do ex-presidente do Fundo Soberano de Angola, José Filomeno dos Santos (Zenu), do ex-ministro dos Transportes, Augusto Tomás, do director-geral do Conselho Nacional de Carregadores (CNC), Manuel António Paulo, e seu adjunto, Rui Moita, entre outros. Mais antigo “inquilino” é Quim Ribeiro, ex-comandante da Polícia Nacional em Luanda. Ismael Diogo, presidende da FESA, tornou-se até ontem no mais recente “morador” (ver última página).

A acalmia do local é interrompida às 10h00. Várias pessoas concentram-se no portão principal. É momento da visita, que vai até às 12H30. Antes, o visitante passa por um ritual rotineiro: entrega o Bilhete de Identidade, que é levado para o detido confirmar se conhece e se está disposto a recebê-lo. Se confirmado, o visitante paga 150 kwanzas e pode entrar. O tempo de permanência no interior é determinado pelo visitado e depende do número de pessoas a receber durante as duas horas e meia.

Com capacidade para internamento de 200 pessoas, a instituição presta atenção primordial aos reclusos com problemas de saúde. É o que aconteceu com as quatro últimas figuras que deram entrada ao Hospital Prisão com problemas de hipertensão. Uma fonte da unidade afirma que o quadro pode ter sido agravado pela crise emocional, devido ao impacto resultante da condição de recluso.

“Quando o detido tem uma crise emocional, isso acontece”, afirma a fonte. Acrescenta que funcionários da cadeia procuram algum preso mais próximo para levantar o moral de quem está mal.

O Hospital Prisão de São Paulo está dividido em três blocos: A, B e C. Zenu dos Santos, Augusto Tomás, Rui Moita, ex-director adjunto para a área Técnica do CNC, e Manuel António Paulo, director da mesma instituição, estão no Bloco C, que é também a área mais controlada e com segurança reforçada. Nem todos os funcionários chegam aos reclusos. A ideia, segundo a fonte do Jornal de Angola, é evitar, por exemplo, fotografias ou vídeos. Os funcionários que interagem com os reclusos são indicados pela direcção da cadeia.

Um detido ordeiro

As celas do Bloco C têm capacidade para albergar quatro reclusos cada, mas, nas que acomodam os “presos mediáticos”, apenas estão duas pessoas. Cada cela tem um televisor. O aparelho é desligado às 21H00, através de um centralizador, uma regra da cadeia, por se entender que, a partir dessa hora, o espaço precisa de silêncio absoluto.

As casas de banho das celas estão desactivadas, razão pela qual os detidos aproveitam a hora do banho de sol, cujo período é das 10H00 às 12H00 e das 16H00 às 18H00, para fazerem as necessidades fisiológicas. O recluso é quem decide o tempo que deseja ficar com o visitante. Se decidir por ficar apenas com uma pessoa das 10 às 12, pode fazê-lo. A escolha é dele.

A cadeia garante as três principais refeições, mas o recluso pode optar pela comida que vem da família. Apesar de colocados no mesmo bloco, Zenu dos Santos, Augusto Tomás, Rui Moita e Manuel António Paulo estão em celas diferentes. A de Zenu dos Santos é contígua à de Augusto Tomás, mas não se cruzam. Quando acordam, fazem exercício matinal, tomam o pequeno-almoço e vão para o banho de sol. Mas nesse período não se encontram, porque cada um fica na sua área reservada, em função das disposições das celas. Todos estão sem a farda prisional.

A fonte do hospital fala em escassez de uniformes em todo o sistema penitenciário. “A cadeia de São Paulo não tem fardas, mas o problema é nacional”, explicou a fonte. Por isso, os quatro usam, sobretudo, roupa desportiva, ténis sem atadores e, às vezes, chinelos. Desde que deu entrada, Zenu dos Santos quase não fala com ninguém. É o que mais visitas dispensa. É visto como um recluso reservado, de poucas palavras, mas cumpridor das orientações dadas pela direcção da cadeia.

“Obedece a tudo e só fica a ler”, conta a fonte. Zenu optou pela restrição de visitas, tendo, por exemplo, se recusado a receber alguns primos.“Há muitas pessoas, algumas das quais ele não conhece, incluindo religiosos, a solicitarem visitas a Zenu. Mas ele não quer contacto com muita gente”, disse a fonte ao Jornal de Angola. Quando tomou conhecimento das condições da cadeia, no dia em que deu entrada, foi lacónico e só dizia “sim”, “ok”, “tudo bem”, “para mim, tanto faz”. Em relação à comida, Zenu disse que podia comer a refeição da cadeia ou a que vem da família. Aproveita o período de banho de sol para ler. Recebeu da família dois livros, roupas e cobertores.

Consolo entre detidos

Por seu lado, Augusto Tomás, ex-ministro dos Transportes, faz exercício pela manhã, acompanhado de um médico, para baixar a pressão arterial. Da lista dos reclusos mediáticos é quem se apresenta mais disponível a receber todas as visitas. É também o mais conversador. No primeiro dia, enquanto criavam as condições na sua cela (colocação de um beliche e de um televisor), o ex-ministro dos Transportes ficou algumas horas na cela do músico Robertinho, este, entretanto, agora em prisão domiciliária.

Rui Moita e Manuel Paulo deram entrada com os níveis de tensão muito altos. O primeiro tinha inclusive as pernas inflamadas e a crise emocional afectou-o tanto, que chegou mesmo a ter desmaios, no primeiro dia, conta a fonte.

“Quando recuperou os sentidos, perguntou onde é que estava”.

Por isso, tem recebido um atendimento médico redobrado. Os funcionários também foram pacientes a explicar-lhe que estava na cadeia. O ex-ministro dos Transportes, a pedido de funcionários, esteve ao lado de Rui Moita até este recuperar.

Manuel Paulo também tem atendimento redobrado, devido à pressão e à idade avançada, 68 anos. Por isso, a esposa pediu aos funcionários que reduzissem o número de visitas.

De acordo com um ex-recluso, sábado é dia de pelada. Durante algumas horas, os detidos formam equipas e jogam uma pelada tipo futebol de salão, para descontrair e exercitar. Portanto, hoje há jogo.

Uma cadeia cheia de “memórias”

Construída na década de 1960, pela administração colonial, a Cadeia de São Paulo foi um dos alvos da acção anti-colonial do 4 de Fevereiro de 1961, onde havia vários nacionalistas presos.

Anos mais tarde, já com o país independente, a cadeia voltaria a ser muito falada, por albergar o grupo de mercenários estrangeiros que foi capturado nos confrontos pré-independência. Na altura, estiveram igualmente detidos vários membros da chamada Revolta Activa. Depois dos acontecimentos do 27 de Maio, a cadeia foi o local para onde foram encaminhados muitos dos chamados fraccionistas.

Reinaugurado em Dezembro de 2011, pelo então Vice-Presidente da República, Fernando da Piedade Dias dos Santos, depois de dois anos de reabilitação e ampliação, como Hospital Prisão de São Paulo, o estabelecimento está localizado no Município do Rangel e recebe reclusos de todas as unidades penitenciárias do país. Mediáticos foram, também, os detidos do conhecido processo 15+2, há cerca de dois anos.

Depois das obras iniciadas em 2009, o Hospital Prisão de São Paulo conta agora com novas áreas para as direcções Clínica e de Enfermagem, salas de Urgência, Raio X, Bloco Operatório, Laboratório de Análises Clínicas e Farmácia.

Os serviços, nesta unidade, são assegurados por 114 técnicos de saúde, nove médicos, 10 psicólogos clínicos, 87 técnicos de enfermagem e 15 de diagnóstico terapêutico. O Hospital Prisão de São Paulo dispõe de seis gabinetes para Consultas Externas e dois para as Urgências e área de internamento para funcionários.

Fonte: Jornal de Angola-Adelina Inácio

Fineza Teta mostra “Fragmentos” em Talatona

0

Retratos com cores fortes, traços singulares e identidade africana que expressam a sua marca ímpar é a proposta da artista Fineza Teta “Fisty” para a exposição individual “Fragmentos” a ser aberta ao público na segunda-feira, às 18h30, no Hotel de Convenções de Talatona (HCTA), e que fica patente até 31 de Outubro.

A exposição vai contar com dez obras de escultura e de pintura de acrílico e óleo sobre tela, que são retratos com cores fortes, traços singulares e identidade africana que expressam a marca ímpar da artista.

Com obras que fazem parte do acervo da Seven Arts, mais propriamente da “Colecção Gerações”, a exposição conta com trabalhos exclusivos que revelam diferentes impressões e cenários artísticos.

Para Ciro Neves, fundador da Seven Arts, “o projecto incentiva, colecciona e documenta a Arte Contemporânea em Angola. Além disso, a Seven Arts cria o intercâmbio entre a arte contemporânea angolana e do mundo, fundindo a expressão artística de diferentes culturas, panoramas e contextos históricos”.

Detentora de diversos prémios de âmbito nacional e internacional, Fisty destacou-se ao receber o Grande Prémio de Pintura Ensa-Arte 2014, sendo a primeira mulher a receber a distinção nos mais de vinte anos de existência do concurso. Além disso, a artista já recebeu menções honrosas em diferentes exposições: Fundação Irida, em 2004, na Rússia, pela exposição “Primavera” e Ensa-Arte, em 1998, pela obra intitulada “O Casamento”. Fisty participou em diversas exposições de prestígio como a Expo Saragoça 2007, Expo Xangai 2010, Expo Coreia 2012 e Expo Milão 2015.

Ciro Neves disse que a Seven Arts valoriza a arte contemporânea angolana com a “Colecção Gerações”, que conta com obras de diferentes artistas que marcam o cenário político, social e cultural do país, desde os Mestres Kapela, Gonga, Van, António Ole, passando por Fisty, Francisco Vidal, Guilherme Mampuya, Januário Jano, Paulo Kussy, Ricardo Kapuka, até aos expoentes da nova geração Cristiano Mangovo, Mumpasi Meso, Uófole e Alcides Malayka.

Devo sair (do berço) da casa da velha?

0

A Bíblia diz que o homem deve juntar-se a uma mulher e ambos serão uma só carne, viverão juntos e multiplicarão a sua semente; e um ditado popular diz que “Quem casa quer casa”, mas na verdade, não há uma idade certa para sair da casa dos pais.

Noutros lados do mundo, em alguns países com sociedades mais evoluídas, aos 18 anos de idade, os filhos adquirem a independência financeira por parte dos seus progenitores e em alguns casos vivem sozinhos ou em apartamentos partilhados.

Mas cá na banda, e acredito que em qualquer parte do mundo também assim seja, a realidade é bem semelhante. Para um(a) jovem viver sozinho(a) deve primeiramente ter uma fonte de sustentabilidade. Com as variadíssimas situações económico-financeira que nos assolam, não há “salo” nem pra quem estudou até o “tutano”, como e quando sair do berço? O salário mínimo no nosso país ronda aos 25 mil Kwanzas ou menos. Vamos supor alguém que ganha 45 mil kzs e tem já 2 filhos, deve encontrar uma casa que a renda mensal ronda os 10 mil Kwanzas, adicionando as propinas das duas crianças (já que muitas famílias angolanas são detentoras de alguma ilusão mesmo tendo pouco), a alimentação, a indumentária, pagar a TV e outras despesas necessárias. Nota-se que a este valor talvez só em zonas suburbanas, onde depois do almoço ninguém mais anda porque corre o risco de ser assaltado.

Como vai então o jovem cidadão conseguir sair da velha? Se até as casas das centralidades já acabaram e as que sobraram são para os filhos dos “Nguvulos” que ainda estão a se formar lá fora. Se pelo menos os terrenos de construção dirigida fossem atribuídos regularmente e as autoridades criassem as mínimas condições de habitabilidade seria mais fácil esta mudança, mas toda mudança encontra resistência até mesmo quando é para o bem.

Na verdade, economicamente é mais viável ficar na velha, rachar as despesas mensais com o colectivo e ir aguentando assim, até um dia aparecer uma “fesada” de conseguir um terreno para construir o quarto e sala ou conseguir um “cúbico” no Zango 10 mil.

Para quem está na velha, não deve levar a peito tais insultos sociais porque a situação não está favorável para todos, mas não deve cruzar os braços e sim continuar a batalhar para conseguir sair da casa aonde nasceu e cresceu e ter a sua própria.

Fonte da imagem: Redes sociais

Executivo constrói novas centralidades

0

O Executivo vai avançar, em breve, com a construção de mais sete centralidades nas províncias do Bengo, Malanje, Cuanza-, Cuanza-Sul, Cunene, Zaire e Lunda-Sul que não beneficiaram inicialmente do programa, anunciou ontem, em Luanda, o director nacional da Habitação, Adriano Silva.

O programa deve ser retomado com a construção de 200 fogos habitacionais em 130 municípios, dos 163, e vai ser acompanhado com a edificação de aldeamentos auto-sustentáveis em alguns municípios, segundo Adriano Silva.
O director nacional da Habitação falava numa conferência de imprensa conjunta entre o Escritório da UN-Habitat em Angola, o Centro de Investigação Científica e Arquitectura da Universidade Lusíada, a Development Workshop (DW) e o Centro Cultural Brasil Angola, realizado por ocasião do projecto “Outubro Urbano”, que reflecte sobre temas em torno do desenvolvimento urbano.

Adriano Silva justificou a decisão de construção de mais centralidades com o facto de, nos últimos anos, não obstante o êxodo rural que se deu em Luanda e outras cidades do país, haver uma permanente busca pela satisfação das necessidades em termos de habitação social.

O responsável anunciou que o Executivo vai retomar igualmente o programa de construção de 200 fogos habitacionais em 130 municípios já identificados. O Executivo vai ainda promover a construção de infra-estruturas integradas e edificar aldeamentos auto-sustentáveis através de um projecto-piloto a ser iniciado, em breve, no município do Belize (Cabinda). “Para tornar tudo isso mais efectivo e compacto, o Executivo lançou mão a programas de requalificação urbana e mobilidade urbana”, indicou o responsável.

O objectivo, segundo Adriano Silva, é tornar a qualidade de vida dos cidadãos mais estável e tornar as cidades mais funcionais e sustentáveis. “Pretendemos reflectir sobre os novos paradigmas daquilo que é o desenvolvimento urbano sustentável. Daí, estarmos a realizar esta plataforma”, disse.

Para o responsável, todas estas acções levadas a cabo pelo Executivo conferem uma avaliação positiva quanto ao desenvolvimento urbano, na medida em que promovem a melhoria dos níveis de habitabilidade, mobilidade urbana e garantem cidades sustentáveis, resilientes e funcionais.

O “Outubro urbano” enquadra-se nas comemorações do Dia Mundial do Habitat, que na primeira segunda-feira de Outubro abre com o tema “Gestão Municipal de Resíduos Sólidos” e termina com a celebração do Dia Mundial das Cidades, a 31 de Outubro.

Segundo a chefe do Escritório da UN-Habitat em Angola, Ana Bragança, o “Outubro urbano” vem na sequência do fórum político de alto nível realizado em Nova Iorque, que assentou na revisão dos objectivos sustentáveis que têm a ver com a construção de cidades resilientes e sustentáveis. Paisagista de formação, Ana Bragança defende que as cidades, com o realce para as de Angola, devem ser construídas com base na equação da resiliência, para fazer face a eventuais situações de calamidade e alterações climáticas.

Entrega de casas gera polémica no Zango

0

Setenta e duas famílias que viviam em situação de risco, na chamada Ilha Seca, no distrito urbano do Zango 3, em Viana, começaram a ser realojadas desde a madrugada de terça-feira, 25, para o projecto Kangamba, no Zango 4, num processo de distribuição que está a ser contestado pelos antigos ocupantes, por falta de transparência.

A coordenadora da comissão de moradores da Ilha Seca, Catarina João Francisco, apontou algumas irregularidades, alegando que a lista apresentada à administração, na altura em que foi feito o cadastramento no ano passado, continha 126 famílias, mas apenas 72 foram contempladas no processo.
“O processo de realojamento não está a cumprir com o acordo feito anteriormente. Esperávamos ser mais respeitados e tratados com dignidade, porque, apesar de termos vivido em casas de chapa, não merecemos ser tratados desta forma. Temos aqui pessoas idosas e algumas com deficiência física”, disse agastada, Catarina Francisco.

Uma casa está a ser partilhada por duas famílias, o que está a gerar polémica, uma situação que segundo a coordenadora da comissão de moradores “não corresponde com o acordo feito”, na medida em que existem pessoas com mais de seis filhos e “não é possível estarem acomodados nestes compartimentos de um quarto e sala.”

A reportagem do Jornal de Angola constatou no local, que as casas do projeco Kangamba foram concebidas para T3, mas a Administração do Distrito Urbano do Zango fez a entrega das residências às famílias sem as mínimas condições. Há falta de energia eléctrica, de água e de casas de banho. As portas, janelas e paredes não estão rebocadas, as ruas não foram asfaltadas, denotando-se também a falta de saneamento básico.

Catarina Francisco disse que a falta de transparência no processo de distribuição das casas tem-lhe tirado o sono e a paz de espírito, por estar a ser acusada de facilitar pessoas que não estavam na lista de cadastramento.

Disse que a Administração do Distrito Urbano do Zango distribuiu casas para 80 famílias, quando na verdade só 72 fazem parte da lista em que constam 126 no total.

“Tenho recebido ameaças de agressão por parte das famílias que não receberam casa. Infelizmente, surgiram pessoas infiltradas que não estão na lista e receberam, por isso peço à administração para conferir a lista das 126 famílias, para dar solução a este caso”, salientou.

Devido a esta situação, ainda há famílias a dormirem ao relento na Ilha Seca, porque já foram destruídos todos os casebres de chapa erguidos no local, uma situação que está a causar revolta àqueles que não foram beneficiados e que estão à espera de uma solução, há mais de seis anos.

Muitos dos ocupantes da Ilha Seca viviam em tendas, em 2012, nos arredores do cemitério de Viana e na antiga Escola Comandante Jika, na Maianga, num total de 450 famílias, mas, destes, apenas 230 foram beneficiados com casas no Zango 4. A senhora Quintas José, 41 anos, tem oito filhos. Apesar de ter recebido uma casa, diz não saber “como vai conseguir sobreviver num quarto e sala.” Durante quase sete anos, ela viveu na Ilha Seca e está desempregada, os filhos tiveram que abandonar a escola.

“Sou mãe e pai ao mesmo tempo, já não aguento viver nesta condição, até para conseguir alguma coisa para comer tem sido difícil, dependo de alguns biscatos para sobreviver”, lamentou.

Francisca João Diogo, 58 anos, uma das beneficiárias, lamenta as condições precárias da casa que recebeu, argumentando que apenas trocou as chapas pelas paredes de blocos. “Não acredito que neste tempo ainda dão casas sem as mínimas condições possíveis, temos de fazer necessidades no saco e baldes para depois ir depositar no lixo.”

Oportunistas

O administrador-adjunto para a área Técnica Infra-estruturas e Serviços Comunitários do município de Viana, Fernando Binge, confirmou que foram entregues casas a 80 famílias que estavam na Ilha Seca.
Fernando Binge confirmou que a administração fez o cadastramento de 126 famílias, em 2017, mas o número foi aumentando por pessoas que construíram de forma ilícita casas de chapa na Ilha Seca, no meio de estradas e passeios.

“Esta prática tem sido uma constante no município de Viana, existem vários grupos identificados que fazem ocupação ilegal de espaços, esperando que a administração ofereça casas, mas estes já se encontram a contas com a justiça.

Esta situação tem de acabar, porque este número de pessoas só aumentou depois de termos feito o cadastramento”, explicou o administrador-adjunto.

O dirigente salientou que a administração descobriu ainda que muitas famílias com nome na lista nem sequer viviam na Ilha Seca, eram simples aproveitadores que ocuparam espaços para depois serem beneficiados.

O processo de realojamento começou na madrugada de terça-feira, às 2h00, tendo a Polícia Nacional feito um cerco à zona e, como muitos estavam ausentes, foram contabilizadas as 80 que estavam presentes. Fernando Binge garantiu que todas as famílias retiradas da Escola Comandante Gika receberam casas, tendo reconhecido a posterior ter havido falhas no processo relativo ao realojamento dos moradores da Ilha Seca.

O dirigente justificou que foram entregues casas evolutivas, atendendo a urgência em alojar as famílias devido às chuvas que se aproximam, “pelo número elevado, achamos por bem fazer divisão de uma casa para duas famílias.

“As condições sanitárias e outros acabamentos vão ser criados, consoante as possibilidades. Mas para quem morava num compartimento de dois metros quadrados, pensamos que ali têm melhores condições de habitabilidade.”

O mais importante era tirar as pessoas da zona de risco, sujeitas a serem atropeladas e arrastadas pelas inundações em tempo de chuva, argumentando que “ a vida humana é o bem maior, por isso deve ser preservada”.