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Ministro do interior garante aumento salarial dos agentes de terceira classe da polícia nacional

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O Ministro do Interior Ângelo de Barros da Veiga Tavares anunciou este sábado, no Instituto Superior da Polícia, Osvaldo Serra Van-Dúnen, que os agentes vão ter os seus salários duplicados ainda este mês, a informação foi avançada no acto central de comemoração dos 40 anos da instituição que dirige.

Ângelo Veiga Tavares, entende que a classe de agentes é a mais vulnerável na sua condição social e por serem eles que estão nas ruas diariamente, mais facilmente caem na tentação do suborno, este aumento foi priorizado para esta classe, na medida que  a revisão da tabela salarial permitirá, por exemplo, que o agente de terceira da Polícia Nacional, último escalão na corporação, duplique  o seu salário, ou seja aquele que ganhava 58 mil kwanzas, doravante  passará a auferir, a partir do final deste mês  116 mil.

O governante enumerou ainda, outros projectos em curso que visam melhorar a capacidade de resposta dos órgãos do Ministério do Interior, com destaque para aquisição de viaturas, material não letal, restauração da frota de helicópteros da PN e revisão da tabela salarial dos efectivos.

O acto central dos 40 anos do Ministério do Interior foi marcado com um desfile das forças e meios e serviu, também, para homenagear os antigos ministros e vice-ministros do sector e altos responsáveis dos órgãos executivos centrais.

Afreximbank: Angola como estudo de caso de combate à corrupção

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O economista-chefe do banco pan-africano Afreximbank considerou que Angola é hoje um “estudo de caso” no processo político de combate à corrupção e elogiou as reformas feitas pelo Presidente João Lourenço.

“Angola foi sempre um grande destino de investimento. Lembro-me de lá ir quando estava no Banco Mundial e ver uma série de jatos. Mas isso não era investimento certo”, recordou Hippolyte Fofack, em entrevista à Lusa, à margem dos encontros anuais do banco que decorreram em Moscovo.

Esse investimento era muito direcionado para o “capital intensivo sem impacto na população”, algo que Fofack acredita que vai mudar: “A indústria em que estamos a insistir é de trabalho intensivo que ajuda a reduzir a desigualdade”.

A desminagem do país vai permitir uma maior aposta na agricultura e existem projetos de indústrias locais, até na área farmacêutica, considerou.

Em 2015, quando os preços das matérias-primas baixaram, “muitos que viviam em Angola saíram por causa da falta de liquidez”.

“Os investidores foram em massa para Angola quando o petróleo subiu e depois fugiram quando o preço baixou. Isso é gente que quer o dinheiro rápido, mas nós preferimos o investidor paciente”, explicou Fofack.

Mas nos últimos anos, “alguém [José Eduardo dos Santos], que foi Presidente durante 40 anos, escolheu pessoalmente outra pessoa para lhe suceder [João Lourenço]. E o atual Presidente “não precisou que [José Eduardo dos Santos] morresse e está a lutar contra a corrupção sabendo que a corrupção está, de algum modo, ligada a quem o nomeou”, resumiu.

“É um estudo de caso” e Angola tem hoje como Presidente “alguém que está comprometido em colocar o país no caminho certo e melhorar a governação”.

Kilamba tem novo administrador

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O Governador de Luanda Sérgio Luther Rescova Joaquim efectou hoje mexidas no seu pelouro, dentre elas, está a nomeação do novo administrador para o distrito da cidade do kilamba.

Murtala António José Marta, é o novo homem forte do kilamba, foi nomeado hoje em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Administrador do Distrito Urbano do Kilamba, Município de Belas. O novo inquilino da mais moderna centralidade do país foi diretor dos serviços a comunidade durante o 2012 à 2013.

De acordo com as prerrogativas que a lei lhe confere, o Governador Provincial de Luanda,  procedeu ainda as seguinte às seguintes exonerações e nomeações:

Exonerações:

1- É, o Senhor Noivito Agostinho Pedro, exonerado do cargo de Administrador do Município do Icolo e Bengo, para o qual havia sido nomeado por despacho n.º 202/GGPL/2018, de 19 de Abril;

2- É, o Senhor Vicente Francisco Soares, exonerado do cargo de Administrador do Município da Quiçama, para o qual havia sido nomeado por despacho n.º 60/GGPL/2016, de 19 de Fevereiro;

3- É, o Senhor Mateus António da Costa, exonerado do cargo de Administrador do Município de Belas, para o qual havia sido nomeado por despacho n.º 58/GGPL/2016, de 25 de Fevereiro;

4- É, o Senhor André Soma, exonerado do cargo de Administrador do Município de Viana, para o qual havia sido nomeado por despacho n.º 236/GGPL/2018, de 19 de Abril;

5- É, a Senhora Njiila Liberte Pires da Conceição de Carvalho, exonerada do cargo de Administradora do Município de Talatona, para o qual havia sido nomeada por despacho n.º203/GGPL/2018, de 19 de Abril;

6- É, o Senhor Ermelindo da Silva Gonçalves Pereira, exonerado do cargo de Vice-Presidente para Área Política Social, Assuntos Comunitários e Ambiente da Comissão Administrativa da Cidade de Luanda, para o qual havia sido nomeado por despacho n.º 363/GGPL/2018, de 31 de Julho;

7- É, o Senhor Manuel António Sebastião, exonerado do cargo de Director do Gabinete Provincial de Acção Social, Cultura Juventude e Desportos, para o qual havia sido nomeado por despacho n.º864/GAB.GOV/2015, de 9 de Julho;

8- É, o Senhor António Manuel Fiel, exonerado do cargo de Administrador do Distrito Urbano do Sambizanga, para o qual havia sido nomeado por despacho n.º 242/GGPL/2018, de 19 de Abril;

9- É, o Senhor Hélder Manuel Jardim do Nascimento Balsa, exonerado do cargo de Administrador do Distrito Urbano da Ingombota, para o qual havia sido nomeado por despacho n.º 193/GGPL/2016, de 26 de Abril;

10- É, a Senhora Mariana Domingos Francisco Cunha, exonerada do cargo de Administradora do Distrito Urbano da Samba, para o qual havia sido nomeada por despacho n.º 196/GGPL/2016, de 26 de Abril;

11- É, o Senhor Miguel Silva de Almeida, exonerado do cargo de Administrador do Distrito Urbano dos Ramiros, para o qual havia sido nomeado por despacho n.º 1230/GGPL/2016, de 30 de Dezembro;

12- É, o Senhor Eduardo Costa Gabriel, exonerado do cargo de Administrador do Distrito Urbano do Zango, para o qual havia sido nomeado por despacho n.º 948/GGPL/2016, de 24 de Novembro;

13- É, o Senhor Euclides Joaquim Faria da Costa, exonerado do cargo de Administrador do Distrito Urbano da Baia, para o qual havia sido nomeado por despacho n.º 1236/GGPL/2016, de 30 de Dezembro;

14- É, o Senhor Tomás Muanza, exonerado do cargo de Administrador Comunal da Barra do Cuanza, para o qual havia sido nomeado por despacho n.º209/GGPL/2016, de 26 de Abril;

15- É, o Senhor Fernando Ernesto Binge, exonerado do cargo de Administrador Municipal Adjunto para Área Técnica, Infraestruturas e Serviços Comunitários do Município de Viana, para o qual havia sido nomeado por despacho n.º 101/GGPL/2017, de 13 de Março;

16- É, o Senhor Tomás Bica Mumbundo, exonerado do cargo de Administrador Municipal Adjunto para o Sector Político e Social do Município de Cacuaco, para o qual havia sido nomeado por despacho n.º 364/GGPL/2018, de 31 de Julho;

17- É, a Senhora Isabel Luís Domingos João, exonerada do cargo de Administradora Adjunta para Área Política, Social e da Comunidade do Distrito Urbano do Lar do Patriota, Município de Talatona, para o qual havia sido nomeada por despacho n.º 50/GGPL/2017, de 19 de Janeiro.

Nomeações:

1- É, o Senhor Miguel Silva de Almeida, nomeado em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Administrador Municipal do Icolo e Bengo;

2- É, a Senhora Mariana Domingos Francisco Cunha, nomeada em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Administradora Municipal de Belas;

3- É, o Senhor Fernando Eduardo Manuel, nomeado em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Administrador Municipal de Viana;

4- É, o Senhor Ermelindo da Silva Gonçalves Pereira, nomeado em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Administrador Municipal de Talatona;

5- É, o Senhor António Manuel Fiel, nomeado em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Administrador Municipal da Quiçama;

6- É, a Senhora Isabel Luís Domingos João, nomeada em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Directora do Gabinete Provincial de Acção Social, Família e Igualdade do Género;

7- É, o Senhor Manuel António Gonçalves, nomeado em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Director do Gabinete da Cultura, Turismo, Juventude e Desporto.

8- É, o Senhor Hélio Nelson de Aragão dos Santos, nomeado em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Administrador do Distrito Urbano do Benfica, Município de Talatona;

9- É, o Senhor Tomás Bica Mumbundo, nomeado em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Administrador do Distrito Urbano do Sambizanga, Município de Luanda;

10- É, o Senhor Paulo Maka Simão Zady, nomeado em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Administrador do Distrito Urbano da Baia, Município de Viana;

11- É, o Senhor Hélder Manuel Jardim do Nascimento Balsa, nomeado em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Administrador do Distrito Urbano da Samba, Município de Luanda;

12- É, o Senhor Africano André Pedro, nomeado em Comissão de Serviço, exercer o cargo de Administrador do Distrito Urbano do Golfo, Município do Kilamba-Kiaxi;

13- É, o Senhor Euclides Joaquim Faria da Costa, nomeado em Comissão de Serviço, exercer o cargo de Administrador do Distrito Urbano do Zango, Município de Viana;

14- É, o Senhor Ruí Josefo Duarte, nomeado em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Administrador do Distrito Urbano da Ingombota, Município de Luanda;

15- É, o Senhor Tomás Muanza, nomeado em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Administrador do Distrito Urbano dos Ramiros;

16- É, a Senhora Ana da Conceição Nambi Manjolo, nomeada em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Administradora do Distrito Urbano do Sequele, Município de Cacuaco;

17- É, o Senhor Murtala António José Marta, nomeado em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Administrador do Distrito Urbano do Kilamba, Município de Belas.

 

Governo continua a analisar melhor momento para aumentar preço dos combustíveis

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O Governo angolano está a analisar se é o momento adequado para aumentar o preço dos combustíveis, uma recomendação do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a redução de subsídios do Estado, disse o ministro das Finanças.

Archer Mangueira disse que, a ser feito um aumento aos combustíveis, será no âmbito de uma recomendação geral do FMI.

“Foi uma recomendação geral que o Fundo fez, em relação à necessidade de reduzir o nível de subsídios e essa redução passa por ajustamentos de preços de bens fixados”, referiu Archer Mangueira, em declarações à rádio pública angolana.

O titular da pasta das Finanças em Angola sublinhou que cabe agora ao executivo angolano, no âmbito do programa tem levado a cabo de estabilização macroeconómica, “ver, primeiro, se são recomendações que se encaixam bem, e, segundo, o momento adequado de as aplicar”.

Há cerca de um ano, o governante angolano tinha já admitido um cenário de aumento dos preços dos combustíveis no país, mas em paralelo com medidas para mitigar efeitos negativos na vida das famílias.

A mesma intenção chegou a ser admitida pelo presidente do conselho de administração da Sonangol, Sebastião Pai Querido Gaspar Martins, aquando da sua tomada de posse, em maio deste ano, indicando apenas que decorre um trabalho conjunto de concertação “de modo a que todos se sintam satisfeitos” com o ajustamento dos derivados de petróleo.

“O certo é que tem de ser um preço que satisfaça de modo financeiro os cofres do Estado, mas que também faça com que a população não seja penalizada”, disse na altura o presidente da petrolífera estatal angolana.

Para o FMI, ajustar o valor da venda dos combustíveis serviria para “refletir as mudanças nos preços internacionais” e na taxa de câmbio, introduzindo “um mecanismo automático de ajuste de preços”.

Angola, apesar de ser o segundo maior produtor de petróleo em África, importa cerca de 80% dos combustíveis que consome, devido à reduzida capacidade de refinação interna.

Para manter os preços artificialmente baixos, o Governo atribui subsídios aos combustíveis, que já sofreram em outros anos alguma redução.

Paulo de Almeida vai expulsar polícia que maltratou criança em viana

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O comandante-geral da Polícia Nacional disse, ontem em Luanda, que
os efectivos da corporação que cometem “acções reprováveis
socialmente”, manchando a imagem da Polícia vão ser expulsos e
encaminhados para os órgãos de Justiça, para serem
responsabilizados criminalmente.

Segundo o JA, o comissário-geral Paulo de Almeida fez estas
considerações durante o acto que marcou o 23º Aniversário da
Polícia Fiscal, que decorreu na Unidade Fiscal Marítima, na Ilha de
Luanda.

Paulo de Almeida fez menção aos dois últimos casos que chocaram a
sociedade, concretamente o da criança de nove anos, que foi
brutalmente agredida por uma inspectora-chefe da corporação, e o do
agente que disparou contra à esposa, por recusar engomar uma camisa.

Afirmou que, embora os casos tenham ocorrido fora do âmbito
profissional, constitui uma atitude reprovável, uma vez que “nós
juramos ser o exemplo da ordem, do respeito à Lei, e dos direitos
humanos, pelo que não pode um agente da autoridade ser autor de
acções bárbaras contra o próximo”.

Paulo de Almeida recordou que a disciplina e a ética profissional, o
brio, a firmeza na actuação e o respeito ao cidadão, devem
constituir atitudes de postura do agente da Polícia Nacional.

O comandante-geral da Polícia Nacional mostrou-se preocupado com
algumas anormalidades verificadas nas fronteiras do país, “do ponto
de vista funcional, organizativo e de segurança”.

A este respeito, acrescentou que a Polícia, em colaboração com a
Administração Geral Tributária, e o Serviço de Migração e
Estrangeiros, e demais serviços, estão a trabalhar para reverter a
situação.

info@kilambanews.com

Centralidades tornam-se centros de empregos temporários

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Os quarteirões das centralidades do Kilamba, KK 500, Vida Pacífica, Zango Zero e Km44, em Luanda, têm servido de locais de concentração de pessoas que procuram empregos permanentes ou temporários.

Expostos nos pontos principais com materiais que identificam as suas habilidades, como latas com tintas, vassouras, antenas parabólicas, ferros de engomar, homens e mulheres biscateiros dispõem de todo e qualquer tipo de trabalhos domésticos e de reparação desejados.

Provenientes de vários pontos da província de Luanda, os serviçais são mulheres e homens que, a partir das sete horas da  manhã, marcam presença nos locais, na ânsia de conseguir alguma ocupação que garanta valor monetário para o sustento familiar, embora saibam que os dias são diferentes em termos de contratos diários.

Para o trabalho doméstico ou de reparação, não existe uma tabela fixa de preços, pois os trabalhos são pagos mediante as negociações entre as partes, o que os torna arriscado, devido à desonestidade de certos contratados e contratantes, como explica Ana Domingos, engomadeira, e José Ernesto, canalizador, que estão nesta vida há quatro anos.

Ana Domingos diz que pode dar-se o caso de engomar, mas a solicitante não aprovar o serviço feito, logo o valor combinado é desfeito, deixando o biscateiro prejudicado.

O risco de contratação é maior para os patrões que colocam as residências à disposição de biscateiros desconhecidos durante  muitas horas, sujeitos a  furtos de objectos  pessoais e de alimentos, como é o caso de Joana Nunes, moradora do  Kilamba.

A moradora explica que, por duas vezes, precisou de limpar a casa e deu conta do desaparecimento de alguns objectos e, dias depois, na esperança de reclamar à diarista, foi ao local de concentração e  surpreendeu-se  com o desaparecimento dela.

Situação diferente teve Sandra Faria, que há sete anos contratou Rosa da Costa como diarista e permanece até hoje com a família, sem suspeita.

Sandra Faria afirma que a escolha foi por intuição, devido à necessidade de ter uma auxiliar no lar.

Segundo Josefa André, Inês Mendes, Júlia Milonga e Domingas Vunla, gostariam de ser trabalhadoras permanentes, por garantir salário seguro no final de cada mês, mas tem sido difícil encontrar emprego definitivo.

Revelam, igualmente, terem sido contratadas por agências de prestação de serviços domésticos, mas o salário é reduzido, sendo mais rentável trabalhar por conta própria.

António Manjongo informa que, no início do processo de ocupação das centralidades, os valores ganhos por dia eram consideráveis, face ao volume de trabalhos solicitados pelos moradores, mas hoje reduziu consideravelmente. “Há dias em que nada levamos  para casa”, desabafa.

Os jardineiros, os limpadores dos edifícios e os porteiros são os que fazem parte da lista de empregados domésticos com trabalho fixo, apesar de usufruírem um salário muito baixo, que varia de 15 a 20 mil  Kwanzas  mensais.

Nalguns casos, os jardineiros e porteiros, para reforçarem a renda, ainda se sentem obrigados a ajudar os moradores a subirem com as compras, a limpar os carros e a exercer outras actividades.

Fonte: Angop

Sonangol: Computadores activados para processar os salários

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A Sonangol teve de instalar o programa de gestão empresarial SAP em alguns computadores para processar os salários de Junho, mas permanece parcialmente privada da rede informática depois do que a companhia considerou, há pouco mais de uma semana, ter sido uma “tentativa de ataque cibernético”.

Informações obtidas pelo Jornal de Angola indicam que a companhia também está a tentar restabelecer o Outlook, um software de gestão de e-mails, ao mesmo tempo que decorrem trabalhos para reiniciar o sistema.

Os trabalhos em curso consistem na formatação de todas as estações de trabalho (computadores ligados à rede) para eliminar vírus, mas também toda a informação crítica disponível, o que pode resultar em danos de grande magnitude pelo facto de muita dessa informação poder residir unicamente em estações de trabalho e não em servidores.

Fontes disseram não haver uma previsão para a conclusão dessas operações, como também não há uma avaliação dos danos provocados pelo que terá sido a tentativa de uma intrusão maléfica, como a companhia definiu o ataque.
Os técnicos que estão a desvendar o problema mantêm sigilo rigoroso, não havendo, entre os trabalhadores, informações susceptíveis de alimentar rumores.

As informações obtidas pelo Jornal de Angola um dia depois de a Sonangol ter anunciado a “tentativa de ataque cibernético”, apontam para a exposição a um vírus andróide, usado em telemóveis, como a natureza da infecção que não foi neutralizada pelo sistema.

Os dados obtidos na altura revelavam que o ataque cibernético anunciado pode ter-se limitado à “negação de serviço” (DoS, na sigla ingle-sa), quando os efeitos da intrusão se resumem ao encerramento dos computadores e à consequente paralisação dos serviços.

Em alguns computadores, o vírus apenas os tornou inoperantes, uma situação DoS, mas noutros, encriptou irreversivelmente todos os ficheiros, tornando-os inacessíveis, o que também pode conduzir à chocante conclusão de que se tratou de um ataque com múltiplos vírus.

As estações de trabalho foram atacadas, mas não está claro se os servidores também, o que seria um grande desastre, de acordo com fontes deste jornal que afirmam desconhecer a verdadeira magnitude dos danos ou se as informações danificadas tinham backup (cópias de segurança) seguros. O comunicado em que a Sonangol anunciou a ocorrência declarava que as infra-estruturas da Direcção de Tecnologias de Informação (DTI) tinham sido afectadas por “uma tentativa de ataque cibernético” que deixou a empresa paralisada.

A companhia revelou na altura que, para conter o ataque, tomou várias medidas cautelares para a protecção dos activos críticos, entre as quais se inclui o encerramento dos sistemas informáticos e a rede de comunicações.
O documento afirmava que estavam em curso trabalhos para o restabelecimento da infra-estrutura e reposição dos serviços, o que até ontem não tinha acontecido.

A imprensa chegou a pu-blicar números que apontavam para sete mil computadores afectados pelo ataque, bem como temores de que dessa acção tenha resultado o acesso, por parte dos intrusos, a informação privilegiada da companhia.

JavaScript e Java continuam a ser as linguagens de programação mais populares

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O inquérito realizado pela JetBrains assinala também o rápido crescimento do Python e a evolução promissora do Go, linguagem de programação criada recentemente pela Google.

A JetBrains divulgou o seu relatório State of Developer Ecosystem 2019, tendo concluído que o Java ainda é a linguagem primária mais popular. O inquérito da empresa de desenvolvimento de software revelou ainda que o JavaScript é a linguagem de programação mais usada em geral, mas destaca o facto do Python ter vindo a crescer a grande velocidade.

O estudo inquiriu cerca de 7.000 programadores de todo o mundo, revelando que o Python não só é a linguagem mais estudada do momento (27% afirmaram ter estado a aprendê-lo nos últimos 12 meses) como é também a preferida pelos developers e a terceira linguagem primária mais utilizada globalmente. As principais situações em que o Python é usado pelos programadores incluem análise de dados, web development, machine learning e escrita de scripts de automação.

O relatório da JetBrains revelou ainda que, embora o Go seja ainda uma linguagem recente, é também a mais promissora. A linguagem criada pela Google tinha em 2017 uma participação de 8%, atingindo agora os 18%. Além disso, foi a linguagem escolhida pelo maior número de programadores quando questionados sobre qual gostariam de adotar ou migrar.

Mercado imobiliário:Faltam moradias de média e baixa rendas

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Embora os agentes do sector imobiliário garantam ter havido uma redução, os preços dos apartamentos em Luanda, mesmo com a crescente oferta e contribuição do Governo, continuam altos.

Embora os agentes do sector imobiliário garantam ter havido uma redução, os preços dos apartamentos em Luanda, mesmo com a crescente oferta e contribuição do Governo, continuam altos. No entanto, a presidente da Comissão Executiva da Imogestin SA, Branca do Espírito Santo, garante que o negócio caminha para um sentido em que se assistirá à redução e estabilização dos preços em determinadas zonas. O estudo da Proprime sobre o mercado imobiliário revela que os sectores de habitação e escritórios continuam a dominar a oferta e a procura mantém-se em expansão, sendo que, relativamente à habitação, não existe oferta que vá ao encontro da esmagadora demanda por moradias de média e baixa renda.

A vice-presidente da Associação dos Profissionais Imobiliários de Angola (APIMA), Branca do Espírito Santo, revela que o mercado regista uma grande procura por armazéns nas imediações do Porto de Luanda. Acresce que actualmente existem sete centros comerciais de relevo e aguarda-se a abertura de mais 11 em vários pontos da cidade.“Existem ainda três projectos de retail parks, bem como a construção de quatro pólos turísticos no país, nomeadamente em Malange, dois em Luanda e Kuando Kubango, que poderão impulsionar este segmento”, revelou a também presidente da Comissão Executiva da Imogestin SA.

De acordo com os dados a que a E&M teve acesso, no centro da cidade, o valor médio de um apartamento T1 é de 980 mil dólares, o T2 custa perto de 1,500 milhões de dólares, o T3 ronda os 2,130 milhões de dólares e o T4 está a 2,750 milhões de dólares. Na Maianga, o T1 custa 523 mil dólares, o preço do T2 ronda os 840 mil dólares, o T3 valerá 1,185 milhões de dólares e o T4 custa 1,894 milhões de dólares.Os valores ligeiramente mais baixos, mas ainda muito longe da capacidade de compra da maioria, verificam-se na zona de Viana, onde não há oferta de T1 e o T2 custa 215 mil dólares, sendo que o T4 está avaliado em 265 mil dólares.

Fonte: Economia & Mercado

Angotic lança pequenos satélites produzidos em Angola

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Arranca amanhã no Centro de Convenções de Talatona(CCTA) o maior evento de tecnologias de informação e comunicação de África, neste âmbito, especialistas de várias Universidades angolanas lançam quarta-feira, 19 de Junho, durante o Angotic o primeiro pequeno satélite produzido em Angola denominado ” Cansat”, na localidade de Cabo Ledo, em Luanda .
Os primeiros testes dos Cansats, para melhor preparação do lançamento dos pequenos satélites produzidos pelos formandos, foram feitos com sucesso no dia 11 deste mês .

Os testes de lançamento dos Cansats, ocorreram em Cabo Lebo e envolveram, dentre outras entidades , a Força Aérea Nacional (FAN) que disponibilizou um helicóptero para a operação .

Os resultados dos testes realizados no local do lançamento dos Cansats mostraram que os pequenos satélites devem ser lançados a uma altitude máxima de 400m, com uma velocidade do vento não superior a 14km/h, a fim de estimar uma posição precisa de recolha dos pequenos satélites mediante as coordenadas GPS para uma melhor comunicação com a estação terrena. A comunicação traduziu-se na recepção de dados telemétricos vindos dos Cansats e envio de comandos a partir da estação terrena para os pequenos satélites.
O lançamento do Cansat está enquadrado no Fórum e Exposição Internacional de Tecnologias de Informação ” Angotic “, que o Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação organiza de 18 a 20 de Junho no Centro de Convenções de Talatona ( CCTA).

O curso de construção e lançamento de pequenos satélites tem como objectivo principal a transferência de conhecimentos teóricos e práticos para a academia nacional sobre Ciência e Tecnologia Espacial. Engloba questões como o porquê da exploração espacial, generalidades sobre pequenos satélites, desenho de uma missão de satélite, o Cansat angolano, práticas de montagem de Cansat, testes, lançamento, recolha e análise dos dados.
O curso teve a duração de quase um mês . Abriu no dia 17 de Maio e encerrou no dia 14 de Junho de 2019.
A formação contou com a participação de mais de 126 formandos de cerca de 26 instituições de ensino superior de Angola, provenientes de várias províncias do País, entre elas, Luanda, Cabinda, Lunda-sul, Lunda Norte e Malange.

O ” Cansat” é a representação de um satélite real num volume de lata de refrigerante de 330 ml, criado pelo Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN) do Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação com o concurso do Departamento de Ciências Espaciais e Pesquisa Aplicada (DCEPA) em cooperação com a comunidade académica angolana.