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O que muda em Angola com o estado de emergência

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O estado de emergência entra em vigor em Angola a partir de sexta-feira. Estabelece restrições de circulação em território nacional e a possibilidade de confinamento compulsivo em casa ou estabelecimentos de saúde.

O decreto presidencial que declara o estado de emergência em Angola, com início às 00:00 de 27 de março e fim às 23:59 de 11 de abril, devido a “uma situação de iminente calamidade pública”, pressupõe a suspensão parcial de alguns direitos.

Entre estes estão o direito de residência, circulação e migração para qualquer parte do território nacional, podendo ser impostas pelas autoridades “as restrições que julgarem necessárias para se reduzir o risco de contágio por circulação comunitária”.

As medidas podem incluir “confinamento compulsivo da pessoa visada em domicílio próprio ou em estabelecimento de saúde indicado pelas autoridades públicas” e interdição das deslocações e da permanência na via pública, que não sejam justificadas, por exemplo no exercício de atividades profissionais, assistência médica e medicamentosa, abastecimento de bens ou serviços imprescindíveis.

Será o Governo a definir em que situações e com que finalidade a liberdade de circulação, “preferencialmente desacompanhada”, se poderá manter. As autoridades podem também impedir a entrada no território nacional ou condicioná-la “à observância das condições necessárias para se reduzir significativamente o risco de propagação da pandemia”, através do confinamento compulsivo de pessoas.

Durante este período poderá ser requisitada “a prestação de quaisquer serviços e a utilização de bens móveis e imóveis, de unidades de prestação de cuidados de saúde, de estabelecimentos comerciais e industriais, de empresas e outras unidades produtivas”.

Da mesma forma pode ser imposta a obrigatoriedade de abertura e funcionamento, o encerramento ou a modificação da atividade, da quantidade e do preço dos bens produzidos e dos serviços prestados por determinadas empresas.

As autoridades podem determinar que quaisquer trabalhadores de entidades públicas ou privadas se apresentem no serviço e passem a desempenhar outras funções, para outras entidades, nomeadamente no caso de trabalhadores dos setores da saúde, da proteção civil, da segurança e da defesa.

Manifestações restritas e greves suspensas

Fica suspenso o direito à greve em tudo o que possa comprometer o funcionamento de infraestruturas críticas ou de unidades de prestação de cuidados de saúde e de setores económicos vitais para a produção, o abastecimento e o fornecimento de bens e serviços essenciais.

Podem ser também estabelecidas restrições à realização de reuniões e de manifestações, assembleias ou congressos que impliquem uma aglomeração superior a 50 pessoas.
Também para reduzir o risco de contágio poderão ser limitadas ou proibidas celebrações de cariz religioso e de outros eventos de culto ou culturais como funerais, casamentos, batizados, comemorações de aniversário, romarias e procissões, com mais de 50 pessoas.

O Presidente João Lourenço justifica a necessidade de tomar providências adicionais, no quadro das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das boas práticas de prevenção e combate à expansão da covid-19, “no âmbito das quais têm sido tomadas medidas de severa restrição dos direitos e liberdades, em especial no que concerne aos direitos de circulação e às liberdades económicas”.

Surgido na China, em dezembro, o novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 450 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 20.000. O continente africano registou 69 mortes, ultrapassando os 2.631 casos.

Covid-19: 20 mil testes e máscaras chegam hoje em Luanda

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This photo taken on February 18, 2020 shows a worker sorting face masks being produced to satisfy increased demand during China's COVID-19 coronavirus outbreak, at a factory in Nanjing, in China's Jiangsu province. - The medical equipment factory switched surgical instruments and dental equipment production lines to a mask production line to meet the increased demand. (Photo by STR / AFP) / China OUT (Photo by STR/AFP via Getty Images)

Um carregamento contendo 20 mil testes de diagnóstico laboratorial, 100 mil máscaras médicas, mil roupas de protecção e escudos chegam, hoje, a Luanda, numa doação da Fundação Jack Ma e Alibaba.

Os suprimentos médicos chegam às 7h30, numa aeronave da companhia Ethiopian Airlines, no âmbito de uma iniciativa global de combate à Pandemia do Coronavírus (Covid-19), nos países africanos. A Fundação Jack Ma e Alibaba pretende distribuir, pelo continente, 1,1 milhão de kits de testes e seis milhões de máscaras para o continente africano prevenir-se do Covid-19. “Nós não podemos ignorar o potencial perigo em África e pensar que este continente de 1,3 mil milhões de pessoas vai milagrosamente escapar à crise. O mundo não faz ideia das consequências nefastas da pandemia do Covid-19 em África”, disse recentemente Jack Ma, para justificar o seu gesto.

África tem ainda uma longa marcha para conter o surto do novo coronavírus que já infectou mais de 400 pessoas no continente. Pelo menos 30 países africanos já têm casos do Covid-19. Maior parte dos países africanos dispõe de fracos sistemas de Saúde já sobrecarregados de doenças como cólera, malária e ébola.

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Sorteados terrenos infra-estruturados do Kilamba

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Os 560 lotes destinados aos cidadãos que se inscreveram de forma presencial e/ou via internet para a aquisição de terrenos infra-estruturados no Kilamba foram sorteados hoje, terça-feira, em Luanda.

O sorteio transmitido em directo na Televisão Pública de Angola (TPA) contou com a participação de 54. 986 candidatos.

Os terrenos estão direccionados para a construção de habitações, lojas, serviços de saúde, educação, cultura, lazer, entre outros.

Pretende-se que a implementação de equipamentos esteja alinhada com o objectivo de construir uma cidade sustentável e adaptada aos desafios do futuro, em conformidade com a legislação fundiária existente e com as boas práticas do ordenamento do território e urbanismo a nível internacional.

Dimensões e preços dos terrenos

O lote mais pequeno nessa zona é de 15 por 25 metros, correspondente a 375 metros quadrados de área total.

O preço do terreno é calculado em função da área bruta de construção, tipologia do projecto arquitectónico e o número de pisos.

A título de exemplo, as estruturas de uso misto o metro quadrado custa USD 150, o multifamiliar USD 141, ao passo que na zona para habitação unifamiliar o metro quadrado varia entre 96 a 150 dólares, ao câmbio do BNA.

O pagamento é feito em 20 por cento de entrada na assinatura do contrato, o restante é pago em parcelas de até 60 meses (5 anos).

País vai receber 15 mil testes de diagnóstico

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Angola vai receber 15 mil testes para o apoio no diagnóstico de casos suspeitos do Covid-19, anunciou, ontem em Luanda, a ministra da Saúde. Em conferência de imprensa que serviu para actualização de dados, Sílvia Lutucuta esclareceu que, deste número, 10 mil virão da China, onde se deu o epicentro da doença, enquanto os restantes vão ser enviados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Outro país com quem vamos ter uma abordagem directa sobre o assunto é Cuba, que desde sempre foi nosso parceiro no combate a várias patologias”, acrescentou a ministra, precisando que o apoio do país caribenho será com o envio de especialistas em Epidemiologia, Cuidados Intensivos, Virologia e Pneumologia.

O número de casos positivos subiu para três, depois de terem sido anunciados, no sábado, os dois primeiros. Segundo a ministra da Saúde, o terceiro caso trata-se de um cidadão angolano, de 23 anos, proveniente de Espanha, com escala em Portugal, no voo do dia 17 deste mês. Sílvia Lutucuta voltou a apelar ao reforço de medidas de prevenção.

COVID-19: Angola regista terceiro caso

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Angola regista o terceiro caso positivo do novo coronavírus(Covid-19), a informação foi avançada nesta segunda-feira (23), pela ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, em conferência de imprensa.

Trata-se, de mais um cidadão angolano, de 23 anos, proveniente de Espanha, com escala em Portugal, no voo do dia 17 do corrente mês.

Este caso faz parte das 13 amostras suspeitas processadas no domingo (22), pelo laborátorio de investigação de saúde, segundo o relatório técnico da Comissão Interministerial da COVID-19, que imprensa teve acesso.

De acordo ainda com o documento, duas amostras pendentes estão em processamento.

Até domingo(22), foram processadas 169 amostras que deram os três casos positivos para o novo coronavírus, sendo que os pacientes, indica o relatório, estão em condições estáveis.  

Os primeiros dois casos positivos do novo Coronavírus (Covid-19) no país foram anunciados pelas autoridades no sábado(21).

São dois angolanos do sexo masculino, com idades entre os 36 e 38 anos, que entraram em Angola nos dias 17 e 18 do corrente mês, vindos de Portugal.

Fonte: Angop/KN

COVID-19: Licença para empregadas domésticas

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A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, aconselhou os empregadores a dispensarem as empregadas domésticas, como forma de prevenir a propagação do COVID-19, entre os angolanos, depois de Angola registar, neste sábado, dois casos positivos.

Essa orientação enquadra-se na mensagem à Nação do Presidente da República, João Lourenço, a propósito da pandemia, e ao Decreto  Legislativo Presidencial Provisório n.º 1/20 de 18 de Março, que estabelece uma série e medidas para prevenir a doença e sua propagação.

Sem contemplação, na conferência de imprensa de anúncio dos dois primeiros casos positivos da doença em Angola, Sílvia Lutucuta pediu senso humanista, sensibilidade e solidariedade aos empregadores, tendo em conta os riscos que ambos correm de contrair o vírus.

Por causa da complexidade do novo Coronavírus, formas “esquisitas” de contágio, perigosidade e sua rápida propagação, várias instituições públicas e privadas fecharam as portas, enquanto outras adoptaram os serviços mínimos, com a redução de funcionários nas instalações.

info@kilambanews.com

COVID-19: Mercados do 30 e Catinton registam enchentes

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Com o anuncio da existência 2 casos confirmados pelo COVID 19 no país, pelo Ministério da saúde, no último sábado 21 de Março. A nossa equipa de reportagem deslocou-se até aos mercados informais do Catinton e do 30, onde foi possível verificar um fluxo de clientes “anormal” que pretendiam levar para casa mantimentos necessários para sobreviverem a uma possível quarentena obrigatória.

Os clientes, afirmam na nossa reportagem que há uma grande especulação de preços devido o aumento da procura e que é importante a fiscalização fazer o seu trabalho, uma vez que não há salário que aguente a enorme subida dos preços da cesta básica, só para ter noção um balde de tomate está no valor de 5 mil kwanzas, nesta fase da pandemia do COVID 19.

Outra preocupação de realce é o incumprimento das principais medidas, para prevenir a doença e a sua propagação, como evitar-se aglomerados com mais de 200 pessoas, uma vez que o aglomerado de pessoas deve ser evitado e tal facto não tem vindo acontecer nestes mercados onde foi possível verificar pela equipa de reportagem do KILAMBANEWS, a falta de proteção como máscaras e luvas por parte de vendedores e clientes.

E no âmbito da prevenção contra o Covid-19, o Governo Provincial de Luanda prevê criar, nos próximos dias, centros de acolhimento provisórios para albergar crianças, adolescentes, jovens e adultos que vivem na rua.

Para a criação desses espaços, o governador de Luanda, Sérgio Luther Rescova, orientou os administradores municipais a identificarem, imediatamente, lugares nas suas municipalidades.

info@kilambanews.com

Livrete será substituído por Documento Único Automóvel (DUA) este ano

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Documento Único de Identificação do Veiculo, substitui o “livrete”, ainda este ano.

O comandante-geral da Polícia Nacional anunciou para este ano, a mudança da Carta de Condução e a emissão do documento único de identificação do veiculo.

Paulo de Almeida, que falava ontem nas celebrações do 41º da Direcção de Trânsito e Segurança Rodoviária, anunciou, também, a realização de inspecções periódicas e obrigatórias dos veículos.

Segundo a Angop, o comissário-geral disse estar em discussão se a Polícia deve continuar a ser a entidade emissora da Carta de Condução, livretes, matrículas e efectuar a inspecção de automóveis ou não.

Acrescentou que em muitas partes do mundo existem agências públicas e privadas que se encarregam deste trabalho, hesitará em afastar e responsabilizar todos os que prevaricarem. Paulo de Almeida admitiu a existência de actos de corrupção no seio da Polícia de Trânsito e noutros órgãos da corporação, advertindo que os agentes que estiverem envolvidos serão severamente punidos.

Os serviços de trânsito, disse, estão conotados com actos de corrupção que mancham a imagem da Polícia e a corporação não vai tolerar.

info@kilambanews.com

Sorteio dos terrenos do Kilamba acontece dia 24/03

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Os primeiros beneficiários de terrenos infra-estruturados na centralidade do Kilamba, em Luanda, serão conhecidos na próxima terça-feira (24), a partir das 10h00, durante um sorteio a ser transmitido pela Televisão Pública de Angola (TPA), soube hoje a Angop.

O sorteio vai contar com a participação de cinquenta e quatro mil e 986 candidatos que se inscreveram, de 10 Dezembro de 2019 a 10 Janeiro deste ano, para aquisição de um lote de terreno infra-estruturado (espaço com arruamentos, drenagem, pontos de ligação de água potável, energia eléctrica e internet).

Segundo o administrador da Empresa Gestora de Terrenos Infra-estruturados (EGTI), Kilson Gouveia, para esse número de candidatos estão disponíveis 560 lotes, destinados aos cidadãos que se inscreveram, de forma presencial e/ou via internet, para a aquisição de terrenos infra-estruturados no Kilamba, que teve a duração de 30 dias.

O respectivo sorteio será feito através de uma plataforma informática que escolherá aleatoriamente o código do candidato, atendendo à especificidade da tipologia do terreno sorteado, tal como aconteceu com o sorteio para aquisição de residências no Zango 5, realizado a 20 de Fevereiro último.

De acordo com a fonte, os candidatos aos terrenos estão distribuídos em seis tipologias, sendo 41 mil e 265 cidadãos concorreram aos terrenos para construção de habitação unifamiliar (vivendas), seis mil e 628 para multifamiliar (edifícios de até 5 pisos) e 925 para construção de infra-estruturas de cultura/lazer.

Para a área do comércio vão concorrer cinco mil e 251 candidatos, ensino 566 e saúde 351.

Em função do número de lotes (560) disponíveis, apenas 468 lotes estão destinados à tipologia para construção de habitações unifamiliares, 61 multifamiliar, sete para ensino, cinco para saúde, oito para o comércio e 11 para cultura/lazer, que serão sorteadas de forma individual.

Assim sendo, afirma Kilson Gouveia, haverá seis sorteios no mesmo dia, nomeadamente, sorteio para os terrenos de habitação unifamiliar, multifamiliar, comércio, cultura, ensino e saúde.

Em cada um desses sorteios, prossegue, o software irá gerar, automaticamente pelo algoritmo computacional, uma lista de precedências que deverá conter apenas o código de candidatura, a ser publicado no site da EGTI (www.egti.gov.ao) e no Jornal de Angola.

Os sorteios serão coordenados e supervisionados pelo Instituto de Supervisão de Jogos, em colaboração com o Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC).

A comercialização dos terrenos está aberta a pessoas individuais e colectivas, nacionais e estrangeiras, que possuam capacidade de aquisição dos terrenos infra-estruturados e de construção.

Dimensões e preços dos terrenos

O lote mais pequeno nessa zona é de 15 por 25 metros, correspondente a 375 metros quadrados de área total.

O preço do terreno é calculado em função da área bruta de construção, tipologia do projecto arquitectónico e o número de pisos.

A título de exemplo, as estruturas de uso misto o metro quadrado custa USD 150, o multifamiliar USD 141, ao passo que na zona para habitação unifamiliar o metro quadrado varia entre 96 a 150 dólares, ao câmbio do BNA.

O pagamento é feito em 20 por cento de entrada na assinatura do contrato, o restante é pago em parcelas de até 60 meses (5 anos).

Segundo o presidente do Conselho de Administração da EGT, Pedro Cristóvão, os preços dos terrenos têm como referência o dólar, porque os custos de infra-estruturação dessas áreas foram determinados nessa moeda estrangeira.

A Empresa Gestora de Terrenos Infra-estruturados (EGTI, E.P.) é propriedade do Estado angolano, criada em 5 de Março de 2015, por Decreto Presidencial nº 58/15.

Tem por objectivo atender a necessidade de instituir uma estrutura empresarial encarregue pela administração de forma mais racional dos terrenos infra-estruturados do domínio público e privado do Estado angolano.