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A mulher que quase estragou a festa durante encontro do PR

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Ainda trajada de preto, como na véspera, quando interrompeu a conferência de imprensa, Ulika Gisela da Paixão Franco dos Santos conta como chegou à sala, mesmo não sendo jornalista e, por isso, não estar autorizada a participar do evento, muito menos intervir.

A jovem, magra e com aspecto frágil, fruto talvez da anemia falciforme (doença que lhe foi diagnosticada aos 14 meses), chegou perto das 9h00 ao hotel, onde estava hospedado o Presidente da República, João Lourenço, e a Primeira-Dama, Ana Dias Lourenço. Tomou o pequeno almoço e aguardou pelo melhor momento para abordar o Presidente. Conta que, ao tomar conhecimento que o Chefe de Estado estaria em Lisboa, escreveu para a Presidência da República Portuguesa, para os ministros da Justiça de Angola e Portugal, Assembleia da República, Gabinete do Primeiro-Ministro e para os ministros dos Negócios Estrangeiros e das Relações Exteriores.

Na carta, enviada uma semana antes da chegada do Presidente angolano a Lisboa, Ulika pedia a todos ajuda para intervirem junto do Chefe de Estado para a receber. Apenas do Gabinete do Primeiro-Ministro português recebeu resposta, mas sem garantias de satisfazer a solicitação.

A oportunidade

Ulika estava avisada da conferência de imprensa desde a véspera, aproveitando-se dos contactos que mantém com a imprensa, fruto do seu trabalho de assistente de comunicação.
“Mandei mensagens a alguns editores e directores dos órgãos, que estariam na conferência de imprensa, a perguntar-lhes se alguém faria a pergunta sobre o 27 de Maio”, conta, para depois explicar que não teve resposta na altura. Só no dia seguinte viria a saber que ou a Lusa ou a TSF colocaria a questão ao Presidente. “Só foi esperar”, acrescenta, sublinhando que não foi difícil entrar na sala, já que os jornalistas não foram identificados e, também, alguns estavam mesmo à procura do local exacto. “Entrei e sentei-me na segunda fila”, afirma.

Entretanto, a oportunidade chegou quando a jornalista da TSF colocou a questão sobre o 27 de Maio. “Não queria ser mal educada e peço desculpas ao senhor Comandante”, afirma, com certa emoção na fala, sublinhando que tem consciência dos embaraços causados ao Presidente da República e demais autoridades.
“Apenas queria aproveitar a oportunidade para perguntar ao nosso Presidente, se seria capaz de pedir desculpas aos familiares do 27 de Maio e, também, para lhe pedir que, em vez de desenterrar as ossadas, identificá-las por DNA, como muitos defendem, que seria muito caro e Angola tem outras necessidades, que se construísse um memorial, um jardim com os nomes dos mortos nas árvores, para que as crianças conhecessem a história”, afirma.
Mudanças em Angola

Ao contrário do que disse no momento da conferência de imprensa, Ulika afirma que vai constantemente a Luanda e que vê com muita esperança a mudança operada. “Por isso é que tive a coragem de falar com o Comandante”, afirma e explica o porquê é que prefere chamar Comandante ao Chefe de Estado: “Ele é mais do que um Presidente, é um homem corajoso, que fez a sua travessia no deserto e se manteve firme. É de facto um Comandante, um militar capaz de operar mudanças em Angola”. Ulika, que esteve em Luanda em Setembro último, afirma que nunca antes tentou abordar as autoridades, porque não se sentia confortável. “O nosso antigo Presidente era alguém que falava pouco e, pelo que sei, pessoas assim também ouvem pouco e que, certamente, nunca me ouviria nem chegaria até ele”, afirma, ao mesmo tempo que resume o perfil de João Lourenço: “não é um peão”.

Mestre em Comunicação e Cultura pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e em Filosofia pela Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, Ulika é neta de Gentil Viana, que diz ter pago as propinas e ajudado durante a sua estadia em Portugal.

Ulika liderou projectos de consultoria em comunicação e relações públicas para organismos como o Ministério da Cultura de Angola, entre 2013 e 2014 (um dos quais durante o Fenacult, no mandato da ministra Rosa Cruz e Silva), Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) e a União dos Escritores Angolanos (UEA), além de vários projectos em Portugal.
Consultora de Comunicação e Relações Públicas, é sócia gerente da Agência Unipessoal por si fundada em Junho de 2013, a UPF – Comunicação e Relações Lda.

Aos 42 anos, a mulher, que é familiar directa de Paixão Franco, antigo PCA do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), de quem diz ter um amor incondicional, mostra o multicaixa de um dos bancos angolanos e afirma que guarda sempre as suas poupanças para passar o resto dos seus dias em Angola. “A minha mãe já está cansada, penso que já não sai daqui. Mas eu vou à minha terra”, afirma, esperançada na mudança.

O incidente

A conferência de imprensa ia a meio quando a jornalista da TSF perguntou ao Presidente João Lourenço se o Governo angolano pensa reparar as famílias afectadas pelo “27 de Maio”. Antes mesmo de o Presidente responder, a jovem, que se identificou como órfã do trágico acontecimento, interrompeu a jornalista para ler um poema do pai, Adelino António Ribeiro dos Santos (Betinho), alegadamente assassinado na ocasião.

Apesar da inoportuna interrupção, o Presidente João Lourenço ouviu a cidadã angolana enquanto falava sobre o pai, pediu mesmo a assessores que a deixassem falar, mas não a deixou ler o poema por respeito aos jornalistas presentes.

Ainda assim, o Presidente João Lourenço respondeu à questão e disse que “o 27 de Maio é um dossier delicado, porque naquela ocasião Angola perdeu alguns dos seus melhores filhos” e que o “Estado angolano já reconheceu em diversas ocasiões, a última das quais muito recentemente”. O Presidente referia-se ao pronunciamento recentemente feito pelo ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Francisco Queiroz, na Assembleia Nacional, onde reconheceu ter havido “excessos por parte do Governo, naquela altura”. “Estamos abertos ao diálogo, para ver como se pode reparar as feridas profundas que ficaram nos corações de muitas famílias, por causa destes tristes acontecimentos”, concluiu o Presidente.

Luanda vai ser capital mundial da Paz em 2019

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A ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, anunciou ontem, em Lisboa, que o país vai albergar em 2019 a Bienal da Paz, que durante cinco anos promoverá o nosso país ao título de capital mundial da paz e da amizade entre os povos dos cinco continentes e da diáspora. Segundo a ministra, que falava durante uma confraternização com artistas e representantes da comunidade angolana em Portugal, o convite foi feito pela directora Geral da Unesco, Sra Andrew Azulay, aquando da visita do Presidente João Lourenço à sede da organização das Nações Unidas da Educação e da Cultura em Julho.

O evento servirá para o país mostrar o potencial cultural e o seu compromisso para com o processo de reconciliação entre os angolanos. A dirigente da Cultura no país avançou que, presidente da república assegurou dar todo o apoio para o sucesso do evento. Deste modo, a escolha de Angola para albergar o evento comprova o respeito e a credibilidade do país ao nível internacional’’no que toca à defesa da paz, da amizade e fraternidade entre os povos, assente numa base de diálogo, de mutualismo e de concertação.

Identidade cultural

Dirigindo-se à comunidade de artistas presentes, a ministra da Cultura apelou aos membros da diáspora para continuarem a dignificar Angola nos actos e iniciativas que contribuam para reafirmar a grandeza da alma e identidade angolanas, através de modelos de resiliência, generosidade e determinação, qualidades que caracterizam os angolanos. Carolina Cerqueira referiu ainda que o novo ciclo político que o país conhece requer de todos patriotismo, comprometimento com a defesa do bem comum e do interesse nacional.

Semana cultural

A semana cultural em Portugal, em saudação à visita do presidente angolano, fez mostras de várias manifestações culturais como moda, gastronomia, música, pintura, dança, artes plásticas e literatura. Valdemar Bastos, Té Macedo, Nadir Tati, Etona, Edy Tussa, Maria Borges, Rose Palhares e Guilherme Guizefe são alguns dos artistas que participaram nas diversas manifestações culturais realizadas na capital portuguesa.

Sobre o evento

A actividade envolveu os países africanos numa corrente destinada à promoção de uma cultura de paz, de harmonia e de irmandade entre os povos através de actividades e manifestações culturais e cívicas, envolvendo as elites africanas e representantes da sociedade civil, autoridades tradicionais e religiosas, assim como intelectuais, artistas e desportistas.

Pretende-se ainda a criação de um movimento africano que possa disseminar a importância da cultura de paz, tendo em conta o desenvolvimento e afirmação dos países africanos em vários domínios, particularmente na defesa dos direitos humanos e das minorias, assim como o combate à corrupção. A comissão organizadora da Bienal da Paz de Luanda é coordenada pela ministra da Cultura, Carolina Cerqueira.

Fonte: J. Opaís/LD

Donald Trump promete “capturar e prender” imigrantes que entrem ilegalmente nos EUA

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Mandatory Credit: Photo by Andrew Harnik/AP/REX/Shutterstock (9447254j) President Donald Trump arrives at Palm Beach International Airport in West Palm Beach, Fla Trump, West Palm Beach, USA - 02 Mar 2018

O Presidente americano pediu ao México e outros que parem a caravana de imigrantes

O Presidente americano, Donald Trump, implorou ao México e aos países da América Central, neste Domingo 25 de Novembro, que parem a caravana de imigrantes que se dirige aos Estados Unidos.

O México por seu lado diz estar disposto a deixar que os cidadãos que procuram asilo nos Estados Unidos fiquem em seu território até terem os casos decididos pelos tribunais de imigração dos Estados Unidos.

Donald Trump, que tem usado o Twitter para fazer estes pedidos, escreveu também nessa rede social que a oposição, os democratas neste caso, estão a criar este problema.

Trump disse no final do dia de sábado que os imigrantes na fronteira a sul, -na sua maioria das Honduras, Guatemala e El Salvador – “não vão ser autorizados a entrar nos Estados Unidos até os seus pedidos forem individualmente aprovados em tribunal. Vamos autorizar a entrada apenas àqueles que entrarem legalmente.”

Trump disse também que a sua administração vai usar a táctica “capturar e prender”, sem a hipótese de libertar esses detidos em território americano.

Trump acrescentou ainda que se for necessário, vai encerrar a fronteira com o México.

Organização da Quinta Janela custa quase duzentos milhões

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Duzentos milhões de kwanzas é o valor estimado para a quinta e última janela do Torneio Africano de Qualificação, a decorrer em Luanda, de 30 deste mês a 2 de Dezembro, prova selectiva para o Campeonato do Mundo, China´2019.

Tony Sofrimento, director de prova, explicou algumas das exigências da FIBA

A informação foi avançada ontem, por Tony Sofrimento, director executivo da prova, durante uma conferência de imprensa que decorreu no Pavilhão Multiusos do Kilamba. Na ocasião, Sofrimento fez um rescaldo do que está a ser feito administrativamente de acordo o caderno de encargos.Nesta altura, segundo aquele dirigente, os preparativos do evento encontram-se na recta final.

“A ideia é realizar uma prova com o nível solicitado pela FIBA”. Preocupada em fazer o melhor, a FAB tomou várias medidas para fazer desta janela uma realização exemplar, a par de outras, segundo o secretário-geral, Nelson Sardinha.

A primeira delegação a escalar a capital angolana, segunda-feira, às 12h00, é a do Egipto. As selecções do Chade, Tunísia, Camarões e Marrocos chegam dois dias depois. As mesmas ficam instaladas no UI Hotel, em Talatona e Cacuaco. A Selecção Nacional está alojada desde ontem no HCTA.

Os bilhetes serão comercializados no valor de dois mil kwanzas para a bancada central e mil para a bancada geral. Os mesmos serão adquiridos na sede da FAB, na Cidadela Desportiva, e no Multiusos do Kilamba. O início das vendas e os outros pontos para a comercialização dos ingressos, serão anunciados oportunamente.
Para o serviço de gestão da bilhética e controle de pessoas, foram criadas comissões técnicas e desportivas, um consórcio das empresas Torcida e Mark Sport.

As listas de pré-acreditação, para os órgãos de comunicação social, podem começar a ser entregues hoje, na recepção do órgão reitor. Por outro lado, o director de prova esclareceu que os jornalistas podem, opcionalmente, fazer a acreditação no site da FIBA.

Serão três partidas por dia. A primeira está agendada para as 15h00, a segunda às 17h30 e a última às 20h00, horário reservado à disputa dos jogos da selecção angolana, durante toda a competição.

“Existe um caderno de encargos a cumprir , desde o nível de hotéis, pavilhão, segurança e internet. Devemos nos sentir orgulhosos por isto. Reunimos todas as condições exigidas pela FIBA”, ressaltou Tony Sofrimento.

Foram feitos contactos com as embaixadas de Angola de modo a facilitar os vistos de entrada das respectivas delegações ao nosso país. De igual modo, o Serviço de Emigração e Estrangeiros (SME) está a trabalhar em parceria com a FAB, no sentido de emitir os vistos de fronteira para aqueles países onde não há representação diplomática.

Angola ocupa a segunda posição do Grupo E, com 15 pontos, atrás da Tunísia (já qualificada), que comanda o grupo, com 18 pontos.

Comunidade do Tapo em Luanda vive em condições difíceis

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A comunidade de Tapo Localizada em Luanda no Município de Belas, nas proximidades da Barra do Kwanza, vive em condições de  pobreza acentuada, para termos noção a imagem que acompanha este texto, é de uma escola improvisada, é assim que a Associação Juvenil de Ajuda as Comunidades (AJACOM) e o Grupo NC – Núcleo  de Comunicação, reuniram-se e têm estado a suprir algumas carências e a envolver vários parceiros no sentido de minimizar a situação difícil que os moradores daquela circunscrição vive.

No âmbito das ajudas e parcerias que as instituições acima citadas têm conseguido, foi feita uma doação na passada terça-feira  de bens perecíveis aos moradores da Comunidade do Tapo. desta feita a empresa Angonabeiro ouviu o grito de socorro destes moradores, por intermédios dos padrinhos deste projecto, a Angonabeiro doou 163 pacotes de achocolatado em pó Deltacao e 96 pacotes de leite Puro. Ainda assim a comunidade está com falta de quase tudo, desde a água potável ao saneamento básico, incluindo escolas.

A ONG AJACOM tem apoiado esta comunidade com várias acções que permite minimizar as necessidades prementes das 478 pessoas, entre crianças, jovens e idosos que sobrevivem com o que conseguem arrecadar com a pesca artesanal, o artesanato e a salina.

A directora de Marketing da Angonabeiro, Joana Miranda,  mostrou-se sensibilizada a esta causa e juntou-se às várias empresas que tem apoiado com o seu melhor dentro da sua responsabilidade social.

“Fico muito feliz por fazer parte desta corrente que visa trazer um pouco de alento a estas crianças. Pude ver o sorriso delas de felicidade. Este também é o papel que as empresas devem desenvolver”.

Para a AJACOM, as ONGs têm o dever de servir ao povo. Devem ajudar o Executivo a colmatar as carências. “Este é o papel da sociedade civil. Temos que fazer o nosso papel,  que é o de  ajudar o Executivo, neste momento também estamos a fazer um trabalho com as crianças que ainda não têm BI. Aproveitamos a campanha para que elas possam ter este importante documento”, disse Bibiana Cavili, secretária executiva desta organização filantrópica.

Já a professora Sofia Bunga diz esperar, das ajudas que recebe,  poder ver erguida uma escola naquela localidade: “Temos pessoas com vontade de aprender a ler e a escrever, mas não o podem fazer por falta de uma escola. Eu vou ajudando a dar as bases com o pouco que sei, mas não é o suficiente. Por isso apelo ao Governo e a sociedade civil, que nos ajudem a realizar este sonho de ter uma escola, uma vez que as poucas crianças que estudam têm de andar cerca de 10 quilómetros para chegar à escola mais próxima”, avançou a professora Sofia como é carinhosanente chamada.

Evento internacional da cerveja chega a Angola

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Segundo uma nota chegada a nossa redacção, a Puro Malte vai promover o Beerfest (festival da cerveja) em Luanda, nos próximos dias de 30 de Novembro a 02 de Dezembro, das 12 horas a meia noite, na avenida Pedro de Castro Van-dúnem Loy, propriamente no morro bento, este é o primeiro evento deste género, organizado no nosso país. E vai contar com a presença de  grandes artistas nacionais como Yola Semedo, Irina Vasconcelos, Dj. Paulo Alves e a banda internacional Rock Planet, em três dias de muita diversão.

No evento haverá degustação de uma das bebidas mais consumidas em todo mundo.  A acção terá como apresentadores Creusa Nhanga e Sérgio Rodrigues. pretende-se reunir as maiores cervejarias da capital, haverá ainda uma feira e apresentação do produto “Cerveja Artesanal” com rótulos brasileiros e africanos. A intenção é que a iniciativa reúna cerca de 1.800 pessoas.

Vale ressaltar que a fabricação de cerveja artesanal tem tido grande destaque nos últimos anos por fomentar o empreendedorismo e o surgimento de várias versões da bebida, criadas por verdadeiros apaixonados por cervejas.

A Puro Malte Beerfest irá decorrer no entorno da Cervejaria Puro Malte, no Morro Bento, e terá barracas padronizadas para reunir marcas das principais cervejas nacionais: Cuca, N`gola, Nocal, Sagres, Luandina e Tigra, juntamente com cervejas artesanais. Para além disso, haverá  barracas de petiscos, serviços de tatuador, charutaria, salão de beleza, bazar de roupas e muitas actividades e brincadeiras.

A inciativa é inspirada na famosa e mundialmente conhecida festa alemã OktoberFest – evento que reúne, anualmente, seis milhões de pessoas de diversos países.

De acordo com a revista Forbes, em 2017, o mercado mundial de cerveja movimentou USD 281 bilhões. A expectativa é que até 2021, esta cifra ultrapasse os USD 309 bilhões. Parte desta arrecadação é estimulada pelos festivais de cerveja que reúnem centenas de milhares de pessoas em diversos países, o que auxilia a aquecer o mercado local, na medida em que estimula o turismo, para além de ser uma opção de distração.

 

 

Janny Sikazwe, árbitro que prejudicou o 1ºde Agosto sancionado pela CAF

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O árbitro zambiano Janny Sikazwe foi suspenso pela Confederação Africana de Futebol (CAF), na sequência de suposta actuação tendenciosa no jogo da meia-final da Liga dos Clubes Campeões entre o Esperance de Túnis e o 1º de Agosto, disputado no dia 23 de Outubro, no Estádio Olímpico de Radés, na Tunísia.

Depois do mau comportamento na referida partida, em que o representante angolano perdeu por 2-4, o juiz está sob inquérito por “fortes suspeitas de corrupção”, segundo a Rádio 5.

A suspensão foi confirmada pelo secretário-geral da Associação de Futebol da Zâmbia (FAZ), Adrian Kashala, ao Daily Mail, publicação disponível na Internet no link http://epaper.daily-mail.co.zm/.

Coadjuvado pelos seus compatriotas Romeo Kasengele e Kawe Chansa, o “homem do apito”, que representou o continente africano no último mundial da Rússia, neste desafio de Radés teve uma actuação reprovável, que demonstrou ignorar por completo as leis e regras do futebol, levando ao “colo” a formação tunisina.

O 1º de Agosto foi eliminado nas meias-finais, ao perder, em Radés, diante do Esperance de Tunis, por 2-4. Na primeira mão, os militares venceram, no 11 de Novembro, por 1-0.

O Esperance de Tunis acabou mesmo por conquistar a prova com vitória no último jogo da final (duas mãos) sobre o Al Ahly do Egipto, por 3-0.

info@kilambanews.com

Dos Santos responde a Lourenço: “Entreguei o País com mais de 15 mil milhões de dólares”

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O ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos, respondeu hoje, em conferência de imprensa, ao actual Chefe de Estado, João Lourenço, afirmando que deixou mais de 15 mil milhões de dólares nos cofres do Estado.

José Eduardo dos Santos, que convocou uma conferência de imprensa na nova sede da Fundação Eduardo dos santos, garantiu ter deixado mais de 15 mil milhões de dólares nas contas do Banco Nacional de Angola (BNA).

“Vou começar por dizer que não deixei os cofres do Estado vazios, quando na segunda quinzena do mês de Setembro de 2017 fiz a entrega das minhas funções ao novo Presidente da república. Nessa altura, nas contas do Banco Nacional de Angola, estavam mais de 15 mil milhões de dólares como reservas internacionais liquidas. O gestor dessas contas era o senhor governador do BNA (Walter Filipe)”.

O antigo Presidente afirmou a necessidade de “prestar alguns esclarecimentos” sobre a forma como conduziu a coisa pública durante os 38 anos de Governo, sem, no entanto, mostrar qualquer disponibilidade para responder a perguntas dos jornalistas.

A resposta de Dos Santos surge cinco dias depois de o actual Presidente da República (PR), João Lourenço, ter afirmado, numa entrevista ao jornal português Expresso, que tinha encontrado os cofres do Estado vazios quando tomou posse.

Nesta entrevista citada pela Lusa, João Lourenço criticou a forma como o seu antecessor no cargo, José Eduardo dos Santos, procedeu na fase de transição do poder, dizendo que não houve uma “verdadeira passagem de pasta”, o que o obrigou, nos primeiros meses no Palácio da Cidade Alta, a um trabalho redobrado para se inteirar da real situação do país.

“Esperava uma verdadeira passagem de pasta em que me fosse dado a conhecer os grandes dossiês do país e isso, de facto, não aconteceu”, lamentou João Lourenço, que aproveitou ainda para dizer que esse momento de transição foi quando se deu conta da “anormalidade” dos últimos actos do ex-Presidente José Eduardo dos Santos.

“Estivemos diante de uma anormalidade, com despachos feitos em vésperas da minha investidura, nomeadamente, entre outros, sobre o porto da Barra do Dande, para favorecer quem pretendiam favorecer”, disse, numa clara alusão referência à concessão da obra a uma empresa ligada à sua filha, Isabel dos Santos, a Atlantic Ventures.

Quanto a José Filomeno dos Santos, também filho de José Eduardo dos Santos, que está actualmente preso por suspeitas de ter tentado retirar dinheiro do Fundo Soberano, de que era administrador, João Lourenço recordou a crise das finanças do Estado que encontrou há um ano, quando tomou posse.

Além da crise económica, “ainda houve a tentativa de retirada dos parcos recursos do Estado de cerca de 1,5 mil milhões de dólares para serem depositados numa conta no exterior de uma empresa de fachada”, declarou o PR ao Expresso.

Feira dos Municípios junta 250 expositores

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A Feira dos Municípios e Cidades de Angola, que decorre na cidade de Benguela, de hoje até sábado, junta no Estádio Nacional Ombaka 250 empresas oriundas dos 164 municípios do país e representantes de seis departamentos governamentais.

Segundo a directora – executiva do evento, Suzana Pereira, para minimizar os custos dos expositores e visitantes, as unidades hoteleiras da província estão a oferecer paco-tes especiais, a partir de 5 mil kwanzas, por noite.

A organização chegou a um acordo com a TAAG, que, enquanto durar o evento, vai fazer um desconto de 20 por cento, nas tarifas dos voos de e para Benguela. Semelhante entendimento obteve da transportadora rodoviária Angoreal. “Tentamos minimizar eventuais constrangimentos logísticos, para facilitar a vida dos visitantes de outras paragens”, referiu.

Suzana Pereira afirmou, que Benguela reúne as condições técnicas e logísticas para albergar um evento desta magnitude, que requer afinamentos na iluminação pú-blica e na rede de distribuição de água.
Hoje, de acordo com a organização, a entrada é reservada a convidados à cerimónia de inauguração, mas a partir de amanhã, o evento é aberto ao público, das 11 da manhã às 19 horas, sem qualquer custo.

“ Não percam a oportunidade de vir conhecer o país, na primeira pessoa, conhecer a realidade dos 164 municípios de Angola, nesta que é uma oportunidade única aberta a todos os cidadãos, nacionais e estrangeiros, interessados em saber onde é que se produz a melhor banana, a melhor mandioca, o melhor mel, enfim, o melhor que há em Angola”, apelou. Além das potencialidades económicas, de acordo com Suzana Pereira, os municípios podem apresentar ao longo do evento o seu património cultural, através de grupos de dança e outras manifestações.

A directora- executiva da feira convidou as universidades a juntarem-se à iniciativa, “uma vez que o estudante de hoje será o empresário de amanhã”.

Trocas comerciais

O vice -governador do Moxico, para o sector Político, Social e Económico, Carlos Alberto Masseca, convidou os empresários de Benguela a investirem naquela província do Leste.

À frente da delegação que representa a província do Moxico, na Feira dos Municípios e Cidades de Angola, Carlos Alberto Masseca incentivou, ainda, os empresários de Benguela a alargarem o seu mercado para o Moxico.

Sobreviventes do 27 de Maio pedem “reposição de justiça” a João Lourenço

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Presidente - João Lourenço

Sobreviventes da repressão à alegada tentativa de golpe de Estado de 27 de Maio de 1977 em Angola escreveram uma carta aberta ao Presidente João Lourenço em que pedem justiça e a entrega dos restos mortais das vítimas.

Na carta, os sobreviventes elogiaram as declarações de João Lourenço, sobre a necessidade de uma reconciliação com a História, considerando “um sinal de boa vontade” a intenção de devolver os restos mortais das vítimas.

Os sobreviventes pedem ainda a João Lourenço, que efetua uma visita de Estado a Portugal entre quinta-feira e sábado, que “seja elaborado e divulgado o registo de todos os detidos e dos depois desaparecidos” e em relação a estes que “seja dada nota às famílias da razão do seu desaparecimento”.

Os signatários consideram que esta listagem é possível de fazer recorrendo a arquivos, nomeadamente do ex-Tribunal Militar, ex-Tribunal Popular Revolucionário, ex-DISA (polícia política) e do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), “e dos não menos relevantes interventores do Estado Angolano ainda vivos” para esclarecer “este processo que deixou marcas tão profundas na sociedade angolana”.

“A sua chegada ao poder em Angola reanimou a esperança perdida, depois de o ouvirmos manifestar a necessidade de uma reconciliação com a História”, escreveram, lamentando nunca terem recebido uma resposta às cartas enviadas sobre assunto ao ex-Presidente José Eduardo dos Santos.

“Há mais de 40 anos que temos vindo a apresentar, em uníssono com as suas famílias, junto das autoridades angolanas, em particular do ex-presidente da República e do MPLA – Partido do Trabalho, José Eduardo dos Santos, aquilo que se pode considerar o mínimo dos mínimos de reposição de justiça na memória coletiva”, referem.

Os primeiros signatários, luso-angolanos, lembram a João Lourenço que nasceram durante o colonialismo e que se dedicaram à luta anti-colonial.

Alcançámos, com o sacrifício sabido, a independência de Angola a 11 de Novembro de 1975, mas, chegados a 27 de Maio de 1977 fomos presos, enxovalhados, torturados e sobrevivemos à tragédia, ao contrário do que sucedeu com muitos “desaparecidos”, homens e mulheres, na sua maioria jovens que se entregaram à revolução angolana.

A 27 de maio de 1977, uma alegada tentativa de golpe de Estado, numa operação aparentemente liderada por Nito Alves – ministro do Interior desde a independência (11 de novembro de 1975) até outubro de 1976 -, foi violentamente reprimida pelo regime do então Presidente angolano, Agostinho Neto.

Entre os 11 nomes dos responsáveis, divulgados então pelo Governo, estavam Nito Alves, José Van-Dúnem e a sua mulher Sita Valles, militante da União dos Estudantes Comunistas (UEC) em Portugal e que passou a militar no MPLA em meados de 1975. Os seus corpos, bem como os dos restantes, nunca foram entregues às famílias, nem emitidas certidões de óbito.

As tropas leais a Agostinho Neto, com o apoio de militares cubanos, acabaram por restabelecer a ordem e prenderam os revoltosos, seguindo-se, depois, o que ficou conhecido como “purga”, com a eliminação das fações, tendo sido mortas cerca de 30 mil pessoas, na maior parte, sem qualquer ligação a Nito Alves, tal como afirma a Amnistia Internacional (AI) em vários relatórios sobre o assunto.

Os primeiros cinco signatários da carta aberta são José Reis, José Fuso, Jorge Fernandes, Jorge Marques ‘Big’ e Egdar Valles, irmão de Sita Valles.