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Instaladas 700 câmaras para vigilância da capital

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O ministro do Interior, Eugénio Laborinho, visitou na manhã de ontem, em Luanda, o Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), onde se inteirou da evolução do projecto, avaliação das dificuldades, tendo baixado orientações concretas em relação à finalização da primeira fase da sua implementação, de referenciar que a centralidade do Kilamba já tem instalada várias cameras em vários pontos que podem entrar em funcionamento a qualquer momento.

O CISP vai auxiliar a actividade dos órgãos de defesa e segurança na identificação e resolução rápida de problemas de manutenção da ordem e tranquilidade públicas, factos criminais, acidentes e incidentes que impactam de forma directa na segurança interna e externa do país.

Eugénio Laborinho manifestou satisfação pela finalização do projecto e concluiu que se vai registar uma viragem na forma como o sistema de segurança pública vai funcionar e que, com a implementação do CISP, haverá uma actuação de forma inter-institucional e integrada entre os órgãos de defesa e segurança.

Quando entrar em funcionamento, o CISP vai assegurar uma cooperação mais estreita entre todas entidades que concorrem para a garantia da segurança pública, permitindo que se tome decisões conjuntas e coordenadas, de forma mais célere e eficaz para a resolução de problemas de segurança e de emergência.

Um dos acessos a esta plataforma será feito pela efectivação de uma chamada, utilizando o número 111, que é de fácil assimilação e utilização, inclusive para as camadas mais vulneráveis, tais como crianças, idosos e pessoas com características especiais.
O terminal telefónico do CISP permite que as solicitações de emergências dos cidadãos sejam rapidamente atendidas edespachadas para os órgãos que integram os ministérios do Interior e da Saúde, bem como de outras forças de defesa e segurança.

Na primeira fase, o projecto será implementado nas províncias de Luanda e Benguela, onde já estão instaladas mais de 700 câmaras em Luanda e algumas dezenas em Benguela, permitindo assim, a monitorização das cidades em tempo real.
O sistema de videovigilância vai inibir as acções e práticas criminais, ou investigar e facilitar a identificação dos autores considerados como transgressões, contravenções ou crimes.

A infra-estrutura do CISP possui as plataformas de tecnologias de informação e comunicação mais modernas do mercado tecnológico, algo que vai auxiliar as forças de defesa e segurança na garantia da ordem e tranquilidade públicas.

O titular da pasta do Interior orientou as equipas responsáveis pela condução do referido projecto a continuarem com o processo de formação, instalação dos últimos equipamentos, interligação de bases de dados e testagem dos dispositivos tecnológicos, para que tudo esteja em condições para o funcionamento pleno, após a sua inauguração.

Estiveram presentes na visita, os secretários de Estado do Interior, o comandante-geral da Polícia Nacional, bem como os membros do Conselho Consultivo Normal do Ministério do Interior.

Fonte:JA

Seis em cada 10 milhões USD investidos lá fora estão em ‘offshores’

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Paraísos fiscais como Singapura, com 1.071 milhões USD, lideram a lista do stock de investimento directo lá fora por parte de residentes nacionais e estrangeiros em Angola. Seguem-se as Ilhas Maurícias, com 830 milhões USD, e a Ilha de Man, uma dependência da coroa do Reino Unido, com 297 milhões USD.

Nas denominadas offshores, ou paraísos fiscais, como Singapura, Maurícias e Ilha de Man, estão cerca de 63% dos investimentos directos lá fora de residentes em Angola, nacionais ou estrangeiros, equivalente a 2.198 milhões USD, de acordo com o relatório do BNA sobre a Balança de Pagamentos e Posição do Investimento Internacional de Angola sobre o I trimestre de 2019.

Singapura, com um stock de investimento directo angolano de 1.071 milhões USD, lidera essa lista, seguida das Ilhas Maurícias, onde se encontram 830 milhões USD. Já na Ilha de Man, uma dependência da coroa do Reino Unido, estão 297 milhões USD. Em conjunto, o stock de investimento directo (dividido em fundos de acções de capital e de investimento e instrumentos de dívida) nestes paraísos fiscais era de 2.198 milhões USD no final do primeiro trimestre deste ano.

Ainda assim, os investimentos dos residentes em Angola nestes três paraísos fiscais caiu 52% face a 2018 (ver gráficos), devido ao desinvestimento de 2.394,6 milhões USD nas Ilhas Maurícias. Tratam-se sobretudo de activos financeiros que estavam em posse da Quantum Global, o até então único gestor do Fundo Soberano de Angola, e que foram, entretanto, recuperados pelo Estado angolano.

Num mundo em que o segredo é a alma do negócio, são poucos os dados disponíveis sobre este tipo de investimentos em offshores que, de acordo com fontes do Expansão, funcionam como veículos para investimentos noutros países, sobretudo europeus, como Portugal, país onde vários angolanos, incluindo os denominados PEP (Pessoas Politicamente Expostas), detêm participações em empresas de vários sectores como banca ou serviços.

Alguns destes veículos também acabam por depois investir em Angola, sobretudo em sociedades anónimas. É desta forma que se conseguem ludibriar as autoridades no sentido de ocultar os últimos beneficiários das empresas.

Escritores angolanos entre os semifinalistas do Prémio Oceanos

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Os escritores angolanos Pepetela e José Eduardo Agualusa estão entre 54 os semifinalistas do Prémio Oceanos 2019, escolhidos por um corpo de jurado de 72 profissionais dentre as 1.467 obras concorrentes.

Pepetela concorre com “Sua Excelência, de corpo presente”, romance editado pela Dom Quixote/Texto Editores, enquanto José Eduardo Agualusa entrou na lista com a crónica “O paraíso e outros infernos”, editada pela Quetzal.

Entre os 54 títulos, há 26 romances, 17 livros de poesia, sete livros de contos, três de e um de dramaturgia, com autores de três continentes: 34 brasileiros, 18 portugueses e dois angolanos.

Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos “Pepetela” nasceu na província de Benguela a 29 de Outubro de 1941 é autor de uma obra que reflecte sobre a história contemporânea de Angola, e os problemas que a sociedade angolana enfrenta.

O primeiro romance do Pepetela foi publicado em 1972, com o título As Aventuras de Ngunga. Foi uma obra literária que ele escreveu para um público pequeno de universitários.

José Eduardo Agualusa Alves da Cunha nasceu no Huambo a 13 de Dezembro de 1960.

O seu primeiro romance “A Cinjura” recebeu o Prémio Revelação Sonangol. Com Nação Crioula foi distinguido com o Grande Prémio Literário RTP. Com Fronteiras Perdidas obteve o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco da Associação Portuguesa de Escritores, enquanto Estranhões e Bizarrocos obteve o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Ciranças e Jovens, em 2002

Em 2007 recebeu o prestigioso “Prémio Independente de Ficção Estrangeira”, promovido pelo diário britânico The Independent em colaboração com o Conselho das Artes do Reino Unido, pelo livro O Verndedor de Passados. Foi o primeiro escritor africano a receber tal distinção.

Em 2017, ganhou o Prémio Literário Internacional IMPAC de Dublin pela obra Teoria Geral do Esquecimento.

O regulamento da edição deste ano do prémio prevê que sejam atribuídos, além do prémio principal, no valor de 120 mil reais (cerca de 27 mil euros), um segundo e um terceiro prémios, respectivamente de 80 mil reais (18 mil euros) e 50 mil reais (cerca de 11.200 euros).

Durante a sessão de anúncio dos semifinalistas, que teve lugar no Consulado Geral de Portugal em São Paulo (Brasil), foram homenageados os vencedores da edição de 2018: a poeta brasileira Marília Garcia, com o livro de poemas Câmera lenta, e o escritor português Bruno Vieira Amaral, com o romance Hoje estarás comigo no paraíso.

Desde a ampliação do prémio para todos os países de língua portuguesa, esta é a edição que apresenta o maior número de editoras entre os semifinalistas: 23 do Brasil, 12 de Portugal uma de Angola, totalizando 36 editoras.

O Oceanos-Prémio de Literatura em Língua Portuguesa (conhecido até 2014 como Prémio Portugal Telecom de Literatura) é considerado um dos prémios literários mais importantes entre os países de língua portuguesa, a par do Prémio Jabuti ou Prémio Camões, sendo considerado o equivalente lusófono do britânico Man Booker Prize, pelas semelhanças das suas regras e alto valor financeiro.

O Prémio foi criado em 2003 pela empresa portuguesa de telecomunicações Portugal Telecom para prestigiar e divulgar a literatura brasileira, seleccionando o melhor livro do ano. A partir de 2007, o prémio passou a estar aberto a autores de todos os países de língua portuguesa.

Após a compra da Portugal Telecom pela operadora francesa Altice, o prémio passou a se chamar Oceanos e a ser organizado pelo Itaú Cultural.

Desde 2017 que o Prémio Oceanos conta com um júri constituído por especialistas brasileiros e portugueses.

Música e literatura nas festas do Sequele

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Um conjunto de actividades culturais está a ser realizado até segunda-feira, na cidade do Sequele, sede do distrito urbano homónimo, em Cacuaco, para comemorar o quinto aniversário, desde que a centralidade começou a ser habitada, a assinalar-se no próximo dia 12.

Uma iniciativa da Administração da cidade do Sequele, o programa de actividades iniciado, hoje, inclui, além de manifestações de cariz cultural, acções de carácter religioso, desportivo, recreativo e social.

Uma feira do livro, promovida pelo Movimento Lev’Art, marcou, na manhã de hoje, a abertura das Festas do Sequele, na qual se pode encontrar uma variedade de obras e géneros, de autores nacionais e estrangeiros, além de artes plásticas, trajes típicos e exibição de uma peça de teatro para crianças.

Uma feira de exposição e venda de artigos diversos realiza-se até domingo, na qual está, igualmente, à disposição dos convivas a gastronomia da terra.

No período da noite, dois concertos marcaram o dia. O FestShow Sequele, com entradas gratuitas, no qual desfilaram pelo palco novos talentos. O festival tem reservado para sabado e domingo a actuação de mais de 50 artistas da nova geração, alguns dos quais com destaque no mercado artístico. A cantora Eva Rap Diva realizou um concerto, no espaço CS, do qual foi a anfitriã e participaram os cantores Vui Vui e Sarisari.

Para amanhã, a programação reserva um espectáculo gospel, às 15h30, e às 21h00, o Espaço Aplausos, acolhe um concerto de Puto Português, cujos convidados são Patrícia Faria, Walter Ananaz, Heavy C, Yannick Afroman, Telma Lee e Jéssica Pitbull.

Entre outras actividades agendadas, constam ainda, para amanhã , uma feira da saúde e campanha massiva de limpeza. domingo, é rezada uma missa de acção de graças na paróquia São João Paulo II.

Segunda-feira, no termo das festividades, é realizada, às 16h40, no auditório do Espaço Aplausos, uma palestra com o tema “Conceito de vivência em cidade”.

Eva Rap Diva nomeada para o Afrimma

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cantora Eva Rap Diva é a única artista feminina nomeada para a lista final do prémio All African Muzik Magazine Awards (Afrimma) 2019, divulgada quarta-feira (07), pela organização.

A cantora concorre na categoria de Melhor Artista Feminina da África Central, com outras nove candidatas, do Gabão, de Cabo Verde, Moçambique, dos Camarões e da Guiné-Bissau.

Eva Rap Diva é uma das novas referências do mercado hip-hop angolano, que não para de se reinventar. Passou, nos últimos dois anos, a investir no mercado musical internacional.

Actuou em alguns dos maiores eventos internacionais, como o Festival Vodafone Mexefest, MEO Sudoeste, Rock in Rio Lisboa e MEO Marés Vivas.

Além de Portugal, a cantora já mostrou as suas rimas no México, Brasil e na Espanha.

Além da Rap Diva, concorrem por Angola, na categoria de Melhor Artista Masculino da África Central, os artistas Preto Show, Matias Damásio, Anselmo Ralph e C4 Pedro.

Para a modalidade de Melhor Grupo Africano estão os candidatos B26 e Força Suprema, enquanto Rui Orlando está na categoria de Artista Revelação.

A lista final contempla ainda Miguel Buila, na categoria de Melhor Artista Gospel, C4 Pedro e Anselmo Ralph, na modalidade de Melhor Colaboração.

Para Melhor DJ de África concorrem DJ Jeff e Man Renas, para Melhor Grupo de Dança Africano os The Grove, The Team e Manuel Canza Laurenzo, e para Melhor Artista Lusófono Matias Damásio, Anselmo Ralph, Puto Português e Filho do Zua.

O radialista Afonso Quintas concorre para a modalidade de Personalidade Rádio/TV do Ano.

All African Muzik Magazine Awards (Afrimma) é um prémio criado em 2014, pela revista “African Muzik Magazine Awards”, que visa promover a expansão da música africana na diáspora, gravada e publicada entre Novembro e Junho.

Distingue, anualmente, os africanos que mais se destacam no mercado musical internacional.

A gala de premiação da Afrimma realiza-se em Outubro de cada ano, em Dallas, Texas, EUA.

Angola teve a sua melhor participação na edição de 2017, com C4 Pedro em destaque (arrebatou os troféus referentes ao Melhor Artista Masculino da África Central, Melhor Artista Lusófono e Melhor Artista Além-Fronteiras).

No mesmo ano, a cantora Nsoki foi eleita Melhor Artista Feminina da África Central, com a música “África Unite”, e Artista Revelação.

Já em 2018, o país conquistou o prémio de Melhor Artista Masculino Lusófono, como o músico Kyaku Kyadaff.

Mais de 30 ambulâncias do INEMA escondidas desde 2013 foram encontradas em Viana

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O Governador de Luanda Sérgio Luther Rescova efectuou ontem, uma visita surpresa ao Centro Ortopédico de Reabilitação Física, em Viana, onde foram encontradas 38 ambulâncias, afectas ao Instituto Nacional de Emergências Médicas (INEMA).

Durante a visita, que se estendeu a uma oficina de Ortiz Protésico, a direcção da instituição informou ao governador que deste número de viaturas, algumas encontram-se estacionadas no local desde 2013 e outra há um ano.

A direcção representada pelos Directores Administrativo, Fernando Fula e Clínico, Inocêncio Machado, informou ao Governador que as viaturas encontram-se guardadas  na instituição pelo  facto de pertencerem a uma instituição ligada ao Ministério da Saúde.

‘’Desconhecemos o objectivo da permanência destas viaturas. Estamos aqui há um ano desde que assumimos a direcção do Centro. Por isso descartamos todas as responsabilidades’’, afirmaram.

O governador disse que vai averiguar porque as ambulâncias, que considerou abandonadas, se encontram naquele local, considerando que são meios bem equipados e necessários para emergências médicas.

Sérgio Rescova visitou igualmente o Hospital Municipal do Capalanga/Viana e passou pelas salas de internamento, pediatria,  hemoterapia, além da morgue.

Na morgue, o governante constatou que das seis câmeras, apenas duas estão em funcionamento.

Em declarações à imprensa, o governador disse que esta visita visou constatar o atendimento à população em distintas unidades hospitalares.

“ A saúde está entre as principais prioridades da nossa população, por isso, vamos continuar a acompanhar como estão a funcionar os nossos hospitais. Precisamos nos engajar mais para  reduzir o indice de doenças e de mortalidade’’ – disse.

Sobre o número reduzido de médicos e outros técnicos, informou que vai trabalhar junto do Ministério da Saúde para admissão de mais quadros para reduzir o défice.

Polícia detém homens que pretendiam roubar arma de segurança

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A Polícia Nacional deteve, dois homens de 23 e 31 anos, no município do Cazenga, em Luanda, que pretendiam apoderar-se da arma de fogo de um agente de uma empresa de segurança privada em serviço num estabelecimento comercial

O porta-voz da Polícia Nacional no Cazenga, Luís Pedro, em declarações à Angop, referiu que o agente privado encontrava-se em serviço no interior do estabelecimento comercial, os dois cidadãos fizeram-se passar por clientes e aproveitando a distração do segurança simularam uma luta.
Luís Pedro referiu que o segurança pretendia manter a ordem no recinto quando foi surpreendido pelos meliantes que pretendiam tirar-lhe  a arma de fogo já carregada, e na luta um dos acusados activou o gatilho, atingindo o agente da empresa privada.

Fonte: Angop

Fundo abre concurso para assegurar habitações no kilamba

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O Fundo de Fomento Habitacional (FFH) lançou, a 01 deste mês (Agosto), um concurso público para empresas prestadoras de serviços de segurança nas centralidades afectas a este órgão tutelado pelos ministérios das Finanças e do Ordenamento do Território e Habitação.

Com esta iniciativa, pretende-se manter a segurança do património  habitacional das mais de 15 centralidades do país, onde se tem registado casos de assaltos à mão armada, furtos e vandalização de viaturas.

Segundo um anúncio do FFH, publicado no Jornal de Angola, o concurso está aberto às entidades nacionais e estrangeiras, sendo que a entidade contratante tem disponível 820 milhões e 560 mil kwanzas, para executar serviços em 12 meses.

Aos concorrentes, a direcção do Fundo de Fomento Habitacional está a exigir, entre outros documentos, o certificado do Ministério do Interior que habilita a empresa a exercer a actividade de segurança em Angola.

Desde Março deste ano, o FFH tem competência para gerir todos os projectos habitacionais construídos e a ser edificados no país, incluindo as centralidades, antes geridas pela imobiliária “Imogestin.

Novo administrador do Kilamba promete repor ordem na cidade

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O aumento da delinquência, a falta de um hospital, as constantes avarias dos semáforos, a ausência de um mercado local e o surgimento da venda ambulante desorganizada em diversas artérias da cidade do Kilamba, estão entre as preocupações apresentadas ao novo administrador do Distrito Urbano do Kilamba, Murtala Marta.

As preocupações foram apresentadas num encontro que Murtala Marta manteve, no sábado último, com os coordenadores dos bairros Bitas e Vila Flor e dos edifícios do KK-5000 e da cidade do Kilamba, sede do Distrito Urbano do Kilamba.
A desfiguração dos edifícios da cidade do Kilamba, com novas pinturas no exterior e sem a autorização da administração, é outra preocupação apresentada na reunião, na qual foi feito um apelo ao novo administrador para tomar medidas severas contra os que cometem transgressão administrativa.

O aumento do lixo e a falta de um documento jurídico que dê força às coordenações dos edifícios para punirem moradores que se furtem ao pagamento das taxas de condómino também foram assuntos levantados no encontro, que visou a apresentação do administrador Murtala Marta.

A problemática dos espaços verdes e de recreação, o crescimento de barracas, a poluição sonora, sinistralidade rodoviária e o aumento do número de cães vadios são outras questões apresentadas a Murtala Marta.

Roubo de placas

As placas electrónicas de elevadores e de viaturas, assim como os motores dos aparelhos de ar condicionado dos primeiros andares e apartamentos de rés-do-chão são os novos alvos dos marginais na cidade do Kilamba.

Depois de ter ouvido atentamente as preocupações dos moradores, no encontro que contou com a presença de mais de 100 pessoas, o administrador Murtala Marta prometeu criar um programa de intervenção, para evitar choques com as responsabilidades do Fundo de Fomento Habitacional.

“O momento serviu para a recolha de reclamações, sugestões e opiniões dos moradores, tendo a administração tomado boa nota. Prometemos dar solução aos vários problemas apresentados”, garantiu o responsável.

Ordem na cidade

Murtala Marta disse que uma das prioridades da sua administração vai ser a reposição da ordem. “Há muita desordem e vamos lutar com todas as forças para resgatar a disciplina, por ser fundamental para a tranquilidade e segurança de todos os moradores”.O administrador do Distrito Urbano do Kilamba apelou aos moradores e aos visitantes da cidade do Kilamba para terem comportamentos mais dignos e evitarem situações menos boas.

“Temos de criar uma empatia para poder trabalhar e facilitar a gestão participativa que o governo quer implementar”, acentuou Murtala Marta.

Questionado sobre o seu programa de actividade, o novo administrador disse que, depois do diagnóstico efectuado sábado, vai traçar um plano de prioridades, com vista a dar solução aos principais problemas dos moradores do distrito.

Preocupações idênticas, na generalidade, foram apresentadas também por moradores dos bairros Bitas e Vila Flor, em cujas áreas têm, ainda, problemas de ocupação ilegal de terrenos.

Músicas dos Irmãos Almeidas fazem vibrar público do “Show do mês”

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As músicas da dupla irmãos Almeidas, interpretadas por Moniz de Almeida e Jojo Gouveia, puseram o público em pé para cantar, dançar e vibrar, durante duas horas e trinta minutos no “Show do mês”, que aconteceu na noite desta sexta-feira, em Luanda.

Os temas musicais como “Vigarista”, “É duro”, “Paciência”, “Senta mais um pouco”, ” Amor melaço”, “Kussukulo os adobes”, “Cara de pau” e “Medley Angola vencer/Kimbanda/Rigo e lazaro bandeira” mexeram com o número de fãs que lotaram completamente a habitual sala de espectáculos do projecto musical “Show do mês”.

“Mama”, “Medley viagem Moniz Uria”, “sofrimento”, “sulemwe”, “chefe é quem manda”, “Vamue Vanda lovava com Sabindo Henda”, “Minha viola”, “Ficar com as duas”, “Acerta-te”, “Yara”, “Medley tio Zé”, “África” e “Guilhermina também fizeram parte das músicas cantadas durante o show.

Moniz de Almeida, com a sua habitual performance por cima do palco, cantou e encantou o público que se fez presente no “Show do mês”.

O público, que viu o espectáculo musical a encerrar com os sucessos “Ngapa” e “Morainha”, também dançou e vibrou temas musicais como “Embrião” de Sabino Henda e “Sulula” de Bessa Texeira”, que subiram no palco do “Show do mês”.

Falando à imprensa, no final do evento, Moniz de Almeida disse sentir-se honrado por pisar naquele que considerou um dos melhores palcos de Angola e pelo público ter recebido bem o espectáculo.

Referiu que a forma como foi recebido pelo público significa que a dupla Irmãos Almeidas ainda é uma das melhores do país.

Na ocasião, o músico Sabino Henda referiu que o mercado está carente e precisa de mais produtores e eventos do género que fazem encarar outros palcos, para que os artistas não desapareçam por muito tempo dos palcos.

Organizado pela Nova Energia, o “Show do mês”, que vai na sexta temporada (começou em 2014), é um projecto musical que visa valorizar a música e o músico angolano, dar oportunidade aos artistas da vanguarda, assim como os novos talentos sem espaço para se mostrarem.