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Smartphone dobrável da Samsung já em Setembro

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A gigante sul-coreana de eletrônicos Samsung anunciou nesta quinta-feira que lançará seu smartphone dobrável de última geração em setembro, apesar de uma disputa comercial entre Seul e Tóquio que, segundo analistas, afetará a entrega ao mercado.

No início deste mês, Tóquio restringiu a exportação para a Coreia do Sul de vários materiais cruciais para suas principais empresas globais de produtos eletrônicos e smartphones, incluindo a líder de mercado Samsung.

A medida foi tomada em resposta a uma decisão de um tribunal sul-coreano que ordenou que empresas japonesas que utilizaram trabalho forçado durante a Segunda Guerra Mundial indenizassem as vítimas coreanas.

A decisão de Tóquio levantou a preocupação internacional sobre o efeito nas cadeias globais de fornecimento de tecnologia e a possibilidade de aumento dos preços para os consumidores em todo o mundo.

O Galaxy Fold da Samsung está entre os produtos finais que serão afetados, pois depende de um filme químico produzido pela empresa japonesa Sumitomo Chemical, segundo Tadashi Uno, da IHS Markit.

A Samsung planejava lançar seu modelo que dobra em abril, mas adiou a data de lançamento depois que foram encontrados problemas com a tela após alguns dias de uso.

A gigante dos smartphones afirmou que melhorou o dispositivo desde então.

A Samsung passou quase oito anos desenvolvendo o Fold em um esforço para estimular a demanda e potencialmente reviver um setor que luta por inovações.

Cidade Capital Acolhe Prova de Vinhos Sul-Africanos

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A Wosa(Wines Of South Africa), em parceria com o Departamento de Agricultura do Cabo Ocidental e a (Wesgro)agência sul-africana de promoção e apoio ao investimento do turismo do cabo Ocidental, realiza atividades promocionais em Luanda, no dia 02 de Agosto de 2019, no Hotel Presidente, com um cocktail de degustação de vinhos com objetivo primário de conscientização dos vinhos de qualidade sul-africanos entre os consumidores angolanos.

Essas atividades fazem parte de uma visão coletiva da indústria de vinhos da África do Sul, para aumentar a divulgação no mercado angolano e melhorar a qualificação dos consumidores, com conhecimento sobre vinhos voltados para o comércio, a media e os consumidores.

Representantes da Bayede e da House of Mandela, estarão a disposição durante o evento e posteriormente na loja Shoprite do Belas Shoping para activação da marca.

Atraso no financiamento impede chegada das 876 viaturas Pegado ao país

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O atraso na disponibilização do financiamento e abertura das cartas de créditos impediu a chegada ao país das primeiras 876 viaturas da marca angolana ?Pegado?, prevista inicialmente para este mês de Julho.

A informação foi avançada nesta terça-feira à Angop, pelo CEO do Grupo BMP, Bruno Miguel Pegado, sublinhando que a situação está ultrapassada, prevendo que as primeiras viaturas possam chegar ao País de forma faseada em finais de Outubro.

Avançou que em Outubro chegam 75, em Dezembro 75, Janeiro 120 viaturas até atingir os 876 veículos.

Bruno Miguel Pegado disse que os preços de cada viatura deverão ter um acréscimo de 20 %, excepto para os 25 clientes que aderiram a promoção de pré-vendas.

“Tem mais de 25 clientes que aderiram ao programa de pré-vendas e estão todos informados. Tiveram contactos com os comprovativos que originaram estes atrasos”, reforçou.

Em Fevereiro deste ano (2019), a empresa havia anunciou um investimento de 58 milhões de dólares, para instalação em Angola de uma unidade industrial para fabrico e montagem de automóveis de marca “Pegado”, cujo financiamento será suportado pelo Banco Africano de Exportações e Importações (Afreximbank).

Numa primeira fase, as viaturas serão montadas no exterior do país, para posteriormente começarem a ser montadas e fabricadas em Angola, no Waku Kungo, província do Cuanza Sul, resultante da aprovação de um plano de 16 milhões de dólares que será amortizado junto dos fornecedores, paulatinamente.

Naquela altura, Bruno Miguel Pegado, havia informado que a construção da fábrica dependia de alguns pressupostos, pois tem a linha de financiamento aprovada, mas ainda não está disponível.

Com a linha de montagem de viaturas do Waku Kungo, serão criados 100 postos de trabalho directos.

Em relação aos preços das viaturas, cujos modelos têm nomes ligados à identidade cultural angolana, rondam os AKz 2,9 milhões (Macocola) e AKZ 14,4 milhões (Okavango).

A visão da empresa é apostar primeiro no mercado angolano e depois conquistar os países africanos.

Nesta altura, a empresa tem já algumas solicitações para Congo Democrático, República Centro Africano, que querem direito de exclusividade para representar a marca nos seus países.

Gravidez precoce aumenta no Uíge

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Autoridades sanitárias e a sociedade civil na província do Uíge manifestaram-se preocupadas nesta quarta-feira (24) com o elevado índice de casos de gravidez precoce.

De acordo com o administrador da maternidade Municipal do Uíge Kianguebeni Nguinamau foram registados 57 partos assistidos a menores de entre 14 e 18 anos de Janeiro à Junho do ano em curso nessa maternidade.

Nguinamau disse que esses casos “têm vindo a crescer”

O técnico ginecologista da maternidade do Uíge Hozome Nzau conferiu que semanalmente atende 3 a 4 casos de gravidez em adolescentes.

A preocupação veio da parte da diretora da World Vision em Angola Maria Carolina que considerou ser elevado o índice de casos de gravidez precoce em Angola.

Para conter a situação a rede de mulheres virtuosas no Uíge ligada a APDCH com o patrocínio da União Europeia está realizar palestras nas comunidades sobre a gravidez precoce e o abandono escolar.

A secretaria da rede Pancha José disse que “o objetivo destas palestras é de minimizar o índice de gravidez precoce e o abandono escolar em adolescentes e jovens”

Não é só a Google. Apple também ouve conversas dos utilizadores

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Além de pedidos à Siri, as conversas privadas também são analisadas.

Uma investigação do jornal espanhol El País afirma que – à semelhança da Google – a Apple também ouve conversas dos utilizadores de iPhone como forma de melhorar a assistente digital Siri. Porém, a investigação em questão indica que a Apple não ouve só os pedidos feitos à assistente mas também conversas pessoais.

Diz o jornal espanhol que a Apple tem equipas externas dedicada a ouvir os utilizadores de iPhone, seja em inglês, francês ou alemão. São os membros destas equipas os encarregados por analisar os pedidos e conversas dos utilizadores, as quais são gravadas quando (aparentemente) é pressionado o comando de ativação da Siri.

“Existem gravações de todos os tipos. Pesquisas ou solicitações normais para a Siri e também muitas barbaridades “, dizem ex-trabalhadores destas equipas ao El País. “Eu cheguei a ouvir pessoas a fazer sexo. Às vezes, a gravação começa por acidente e eles não percebem”, chegou a contar um deles.

João Lourenço volta a mexer no seu executivo com várias exonerações

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O Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, no uso das prerrogativas que lhe são conferidas pela Constituição da República de Angola, exonerou hoje dos seus cargos as seguintes entidades:

Ângelo de Barros da Veiga Tavares, do cargo de Ministro do Interior;

Marcos Alexandre Nhunga, do cargo de Ministro da Agricultura;

Pedro Luís da Fonseca, do cargo de Ministro da Economia e Planeamento.

Eugénio César Laborinho, do cargo de Governador da Província de Cabinda;

Pedro Mutinde, do cargo de Governador da Província do Kuando Kubango;

Alcino dos Prazeres Isata Francisco da Conceição, do cargo de Secretário para os Assuntos Económicos do Presidente da República;

Manuel Neto da Costa, do cargo de Secretário de Estado para o Planeamento.

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São nomeadas as seguintes entidades para os cargos abaixo designados:

– Eugénio César Laborinho, Ministro do Interior;

– António Francisco de Assis, Ministro da Agricultura e Florestas;

– Manuel Neto da Costa, Ministro da Economia e Planeamento;

– Marcos Alexandre Nhunga, Governador da Província de Cabinda;

– Júlio Marcelino Vieira Bessa, Governador da Província do Kuando Kubango;

– Lopes Paulo, Secretário para os Assuntos Económicos do Presidente da República;~

– Samahina de Sousa da Silva Saúde, Secretário de Estado para o Planeamento;

Por último, é nomeado Jorge Francisco silveira, para o cargo de Director-Adjunto do Cerimonial do Presidente da República.

CASA CIVIL DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA em Luanda, 24 de Julho de 2019

Governo cria novo Centro Político Administrativo de Luanda

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O Governo angolano apresentou ontem o Centro Político Administrativo (CPA) de Luanda, projecto a ser erguido em três anos numa parceria público-privada congregando, nomeadamente 28 edifícios ministeriais, o secretariado do conselho de ministros e 37 casas protocolares.

Um centro de Convenções, um hotel, um campus judicial, um palácio da cultura, um centro de exposições e vários serviços de apoio institucional são algumas das valências do CPA a ser erguido na orla marítima de Luanda, zona da Chicala.

O também denominado Bairro dos Ministérios, cujos custos da empreitada não foram relevados, compreende igualmente “áreas inteiramente dedicadas à iniciativa privada”, como centro de negócios, prédios de apartamentos, hotéis, restaurantes e zonas de lazer.

Segundo o ministro de Estado do Desenvolvimento Económico de Angola, Manuel Nunes Júnior, a construção do Centro Político Administrativo de Luanda “virá reduzir os avultados recursos financeiros” que o Estado gasta com os atuais edifícios, inclusive privados.

“Os edifícios onde hoje funcionam os vários departamentos que constituem o executivo angolano estão dispersos pela capital e muitos deles funcionam em espaços privados, o Estado despende avultados recursos financeiros pela utilização desses edifícios”, disse.

“Muitas vezes não ajustados e preparados para acomodar instituições e serviços públicos, muitos desses imóveis estão degradados e sem regras de eficiência, inovação e desprovidos de condições tecnológicas exigidas. Trata-se de uma situação que era preciso alterar”, sublinhou.

Discursando na cerimónia de apresentação pública do projeto, aprovado por decreto presidencial em fevereiro passado, referiu que o CPA vai “albergar condignamente” o executivo angolano e enquadra-se na “continuidade da regeneração” da província de Luanda.

Para Manuel Nunes Júnior, a parceria público-privada utilizada para a edificação da empreitada, como forma de financiamento de despesas públicas por meio da iniciativa privada, é a “mais viável em situações de restrições orçamentais” que o país vive.

Em situações de “restrições orçamentais”, assinalou, “temos de ser, suficientemente, imaginativos para resolver os problemas de financiamento dos problemas públicos que se nos colocam”, enaltecendo, o mecanismo da parceria público-privada.

“Trata-se de uma forma de envolver o sector privado na prossecução de objetivos públicos e também no processo de diversificação da nossa economia”, frisou, alertado para a remoção dos “riscos que daí podem advir”.

O governante alertou que os resultados das parcerias público-privadas apenas serão positivos, “caso sejam assegurados” um conjunto de mecanismos essências à sua implementação, sobretudo no que respeita a “remoção dos riscos inerentes” a este tipo de financiamento.

Por seu lado, o ministro da Construção e Obras Públicas angolano, Manuel Tavares de Almeida, sem avançar prazos para o início das obras, referiu que em função da complexidade do subprojecto o período de amortização dos investimentos será no período de 7 anos.

“Depois de lançarmos o concurso público ainda este ano teremos os valores que surgirão da concorrência, existe um estudo de pré-viabilidade cujos resultados não devemos anunciá-los para não influenciar a concorrência”, disse quando questionado pela Lusa.

Em relação ao início das obras, o ministro angolano realçou que os prazos “vão depender da resposta do sector privado”, portanto, realçou, “é um projecto que apela a participação do investimento privado, financiamentos e depende muito da resposta desse sector”.

O Centro Político Administrativo de Luanda será erguido numa área total de 1.193.947 metros quadrados e será uma continuidade do bairro da Praia do Bispo onde já estão localizados o Palácio Presidencial e a nova sede do parlamento angolano.

Onda de assaltos continua no quarteirão U

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Á mais de uma semana que os moradores do Quarteirão U do Kilamba perderam o sossego devido a constante onda de assaltos de que têm sido vitimas, desde placas de carros a tentativa de furto a viaturas.

Ao socorro da Policia Nacional apela-se para esta inquietação que tenhem sofrido os residentes desta cidade propriamente nos Blocos U e X. A onda de assaltos, as placas electronicas são as favoritas, na semana passada houve inclusive uma tentativa de furto a uma carrinha de marca Toyota Hilux de um casal de nacionalidade Chinesa que saía para a labuta. As viaturas lesadas são de marca Hyundai Elantra e Accent,Toyotas Prado, 4 Tunner entre outras.

No ultimo domingo (21/07) foi a vez de um casal com ambas as viaturas de marca Toyota Prado a verem as suas placas subtraidas pelos meliantes que diambulam por esta urbe sem que as autoridades competentes noticiem a sua existencia ou actividade. Assim mais uma preocupação foi adicionada a lista de inúmeras outras a esta familia angolana.

A redacção do KilambaNews em nome dos habitantes desta cidade vem por meio deste apelar mais uma vez as esquadras do Kilamba a melhorarem os seus mecanismos de patrulha e ao SIC que investigue com mais afinco a fim de por cobre a esta onda que parece ser incessante.

Aos moradores apelamos maior vigilância aos meios envolventes e aumentar a iluminação nas areas mais escuras circunvizinhas aos edificios.

info@kilambanews.com

Enfermeiros deixam de prescrever receitas e realizar outros actos médicos

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Decisão é uma reacção a afirmações da bastonária da Ordem dos Médicos

Os enfermeiros angolanos deixaram de prescrever receitas médicas e realizar outras tarefas como forma de protesto contra a afirmação das bastonária da Ordem dos Médicos de Angola, Elisa Gaspar, que defendeu que aquela classe profissional não deve usar batas brancas, receitar medicamentos e fazer outros actos que competem aos médicos.

As organizações socioprofissionais da saúde exigem também um pedido de desculpas públicas de Gaspar.

As declarações da bastonária da Ordem dos Médicos de Angola foram proferidas no dia 25 de Maio, quando se referiu a que “os enfermeiros não podiam passar receita médica e que um “médico é um deus na terra”.

Na ocasião Elisa Gaspar também denunciou a existência de falsos médicos cubanos.

“Os pronunciamentos da bastonária da Ordem dos Médicos de Angola Elisa Rangel são um desrespeito à classe e exigimos um pedido de desculpas, mas mesmo depois de alguns encontros a bastonária nega-se de fazê-lo”, diz o segundo secretário-geral do Sindicato dos Enfermeiros, António Afonso Kileba.

O sindicalista afirma, no entanto, que ao deixarem de prescerver receitas e realizar outros actos, os enfermeiros não estão a fazer nenhuma greve.

Kileba acrescentou que eles vão se limitar a realizar “os actos de enfermagem, como tirar os sinais vitais e aplicar a medicação”.

Há dias, a bastonária Elisa Rangel, sem pedir desculpas, disse à imprensa ter sido mal interpretada.

A VOA tentou sem sucesso ouvir a bastonária da Ordem dos Médicos de Angola .

Recorde-se que a falta de médicos tem levado os enfermeiros a realizar actos normalmente atribuídos a médicos como consultas, prescrição de medicamentos, solicitação de análises clínicas e certidões de óbito.

Passaportes, só com ‘esquemas’ e ‘gasosas’

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Mesmo após a subida dos preços dos emolumentos para a emissão dos passaportes, o Serviço de Migração e Estrangeiros (SME) continua com dificuldades na emissão. No início do ano, o SME prometeu que os documentos em Luanda seriam emitidos até 15 dias. Há quem esteja à espera desde Janeiro. Há quem até tenha conseguido, mas só depois de ‘esquemas’ e ‘gasosas’.

Ao NG, o SME nega prestar declarações, afirmando apenas estar à espera dos resultados do que está a ser feito para melhorar o quadro actual.

No início do ano, o Governo anunciou a subida das taxas de emissão de passaportes de três mil kwanzas para os 30.500. E até prometeu que, ao contrário do que acontecia anteriormente, em que os passaportes demoravam meses e até mesmo anos para serem entregues, desta vez, o processo seria “mais célere”.

Entre o discurso e a prática, nota-se uma grande diferença, que, inclusive, tem deixado vários utentes agastados e aborrecidos. Como é o caso de António Leandro. O gestor, de 32 anos, pretendia passar as férias de Junho em Lisboa. Por causa do passaporte expirado, em Janeiro, dirigiu-se ao guiché do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME) do Serviço Integrado de Atendimento ao Cidadão (Siac), em Talatona, Luanda, para a renovação. Depois de horas à espera, deu entrada do processo, pagando a taxa de 30.500 kwanzas, com a promessa de que seria entregue duas semanas depois. Na data prometida, dirigiu-se ao guiché, mas foi informado que o documento ainda não estava disponível e que era apenas uma questão de dias para receber o passaporte. Os dias transformaram-se em semanas e as semanas em meses, e o gestor continua sem o passaporte e viu frustrado o desejo de viajar. Até escreveu a reclamar, por duas vezes, mas sem sucesso. Agastado, procura ter o passaporte mesmo que isso implique pagar uma ‘gasosa’ por entender ser a via “mais fácil” quando se trata de conseguir documentos.

Há quem esteja na luta há mais tempo. Residente no Lubango, Huíla, Castilho Marcolino ‘luta’ desde Fevereiro de 2018 para a obtenção do passaporte. O comprovativo do SME mostra que o jovem fez o pedido de emissão do passaporte ordinário a 7 de Fevereiro de 2018, com um prazo de entrega de 60 dias. Mais de um ano depois, tenta, a todo o custo, saber as razões para ainda não ter o passaporte. Pedem-lhe apenas paciência.

O estudante do Ensino da Língua Portuguesa, no Instituto Superior de Ciências da Educação de Luanda, tinha a intenção de ir a Cabo-Verde fazer um estudo comparado do ensino do português para a tese de mestrado. Devido ao impasse, encontra-se parado e impedido de concluir a tese. Alguém o aconselhou a fazer uma reclamação por escrito dirigida à direcção do SME naquela província. “O mais agravante é que, para apresentar reclamação, tem de se pagar novamente”, lamenta. Pagou uma taxa adicional de 988 kwanzas para o formulário de reclamações, desde Fevereiro. Agastado com a demora, o jovem optou por outros ‘esquemas’, recorrendo a um dos comissários do SME, mas que também ainda não solucionou o problema.

Pela página oficial do SME no Facebook, ‘chovem’ várias críticas e reclamações de utentes que não recebem o passaporte há meses. Evana Angélica afirma ter pago 39 mil kwanzas para tratar um passaporte urgente para o filho. “Dizem que tem duração de sete dias úteis. Já passaram 20 dias nem no sistema deles, nem no posto da emissão consigo encontrar o processo, nem sei mais o que fazer”, escreve. Outra utente, Irma Mendes, afirma ter emitido o passaporte do filho em Maio com a garantia de sair em um mês. “Até agora, nada. Ainda estão a mandar fazer uma carta a reclamar a emissão do passaporte, senão, não sai. Estão a brincar com o cidadão. Eu ia tratar o passaporte se não tivesse necessidade de viajar?”, questiona.

Uma questão de sorte e de ‘gasosa’

Entre os que choram pela demora, há quem sorria e esteja aliviado por, depois de vários meses, ter finalmente recebido o passaporte. Um ano depois e após uma reclamação por escrito, Márcia Rego conseguiu, em Maio, o passaporte para a filha de dois anos. “Tratei a primeira vez em Abril do ano passado, mas, até Abril deste ano, não tinha o passaporte. Apresentei uma reclamação por escrito e, depois de 20 dias, deram-me o passaporte”, conta, ao ironizar que foi por uma “questão de sorte”.

Se para Márcia Rego foi sorte, para Reginalda Roque foi preciso mesmo recorrer à ‘micha’ ou mais conhecido ‘esquema da gasosa’. Com necessidade urgente de ter o passaporte, depois de vários meses de espera, teve de pagar a um dos agentes no posto para agilizar o processo. Duas semanas depois, recebeu a ligação de que o passaporte já estava disponível. Tal como Reginalda Roque, um outro utente, de nome Fragoso, precisou da influência do irmão que trabalha no SME para conseguir ter o passaporte sem ter de esperar vários meses.

A melhorar o quadro

Contactada pelo NG, a directora do Gabinete de Comunicação de Institucional e Imprensa, Teresa Silva, respondeu que sobre o assunto o SME já falou tudo o que tinha de falar e que a direcção-geral decidiu esperar pelos resultados para melhorar o quadro actual para alinhar as acções às necessidades dos utentes. Funcionários do SME, contactados pelo NG, garantem que a situação está a ser normalizada depois da falta de cédulas para a emissão de passaportes.

Por decreto presidencial

Em Janeiro, as autoridades anunciaram alteração das taxas de emissão dos passaportes ordinários, passando de três mil para os 30.500 kwanzas. Na altura, foi justificada com a decisão do Estado de deixar de subvencionar as cédulas para a emissão dos passaportes que têm um custo elevado devido aos elementos de segurança. O preço da produção de cada passaporte custava ao Estado mais de 28 mil kwanzas.

Até foi prometido um trabalho mais célere, pelo próprio director nacional do SME, Gil Famoso, que garantiu que a emissão seria feita em menos de 15 dias para os utentes de Luanda e um mês para os das outras províncias, ao contrário do que acontecia até Dezembro, em que o tempo de espera variava entre um e 12 meses, dependendo da disponibilidade da matéria-prima.

A subida das taxas veio expressa no Decreto Presidencial n.º 21/19, de 14 de Janeiro. Waldemar José, porta-voz do Ministério do Interior, acreditava que, com a subida, aumentaria a arrecadação de receitas para o Estado e que iria “ficar mais fácil encomendar um maior número de cédulas”. Adiantava ainda que os novos preços iriam garantir também a entrega do documento “a tempo e horas”.