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COVID 19: Aumenta o número de pedintes no Kilamba

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Meninos de rua Kilamba

Desde que foi decretado o estado de emergência em Angola é visível pelas ruas do Kilamba e em particular no exterior de estabelecimentos comercias nas chamadas “Cantinas” e pelas varandas dos rés de chão dos prédios o aumento de pedintes na sua maioria crianças.

Ouvidos pela equipa de reportagem do KilambaNews, os menores entre os 5 e 12 anos de idade que normalmente andam em grupo e afirmam na nossa reportagem que são oriundos dos bairros periféricos adjacentes a centralidade do Kilamba nomeadamente “Camama 2” e “Povoado”, nos seus pedidos de socorro são unanimes em garantir que têm fome e que em casa não há nada para comer.

Numa altura em que se pede para as pessoas ficarem em casa, devido ao risco de contágio do COVID 19, estes cidadãos andam pelas ruas do Kilamba sem qualquer tipo de proteção para evitar o contágio.

Administração local fez recentemente uma doação nos bairros dos arredores do Kilamba, mas pelos vistos não foi suficiente para a demanda. Os moradores do KIlamba vão fazendo o que podem, ajudando com alimentos, mas estes pedintes por vezes não têm outra alternativa e comem mesmo o resto de alimentos encontrados no contentor do lixo.

info@kilambanews.com

OKUKALA – Condomínios Inteligentes

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O projecto Okukala desenvolveu um sistema totalmente, virtual para a utilização de administradores e moradores na gestão de condomínios em prédios ou vilas.

Os condomínios exigem gestão para os serviços e áreas comuns que implicam o trabalho de administração e participação dos moradores com a prestação de uma taxa e a participação na comunicação e organização.

O Okukala permite que, da forma mais evoluída e simples seja feita a gestão de pagamentos, recebimentos, contas bancárias, gestão de unidades e moradores e eliminação de despesas com a emissão de facturas, recibos, relatórios, gráficos e avisos com envio automático e sem nenhuma impressão de papel.

O Okukala permite, também, a comunicação multilateral entre os administradores e os moradores. Esta comunicação é feita através de uma rede social dedicada ao condomínio, de avisos automáticos e de mensagens direccionadas, inclusive, entre moradores.

O projecto Okukala pertence ao consórcio angolano SilcoBytes que trabalha no desenvolvimento de sistemas virtuais de alto desempenho.

O Okukala já está disponível para utilização imediata com um mês de utilização grátis e com planos pagos acessíveis a todos os condomínios e prédios do país. O acesso é feito através do site www.okukala.com

Okukala

COVID-19: 500 Médicos em formação na Multiperfil

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Quinhentos médicos, a nível da província de Luanda, iniciaram, nesta segunda-feira (13), na Clínica Multiperfil, um curso de medicina intensiva, para reforçarem as unidades hospitalares no quadro da prevenção e do combate ao Covid-19.

A abertura da formação, dirigida essencialmente a recém-formados, coube a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, segundo a qual o número de quadros especialistas em cuidados intensivos em Angola é insuficiente.

“Essa  formação ajudará os profissionais na identificação rápida de doentes críticos, seu tratamento e monitorização de casos graves, observando os mais elevados padrões de qualidade e de gestão cuidada”, frisou a ministra.

Na ocasião, Sílvia Lutucuta referiu que estudos recentes indicam que mais de 80 por cento dos casos de Covid-19 são considerados leves, enquanto 15 por cento são classificados como graves e cinco por cento críticos.

Deste modo, sublinha a também porta-voz da Comissão Multissectorial de Resposta à Pandemia, há necessidade da preparação de todo o sistema de saúde para uma gestão adequada de casos, sobretudo graves e críticos.

Por sua vez, a coordenadora do curso de medicina intensiva para não intensivista, Lídia Dembi, disse que a acção formativa, com carga horária de 20 horas, em dois dias (segunda e Terça), na clínica Multiperfil, vai decorrer em todo país.  

A mesma formação poderá estender-se, a nível de Luanda, ao Instituto Nacional de Emergências Médicas de Angola (INEMA) e à Faculdade de Medicina da Universidade Antonio Agostinho Neto.

Os formandos terão, dentre outras matérias, o manuseamento de ventiladores mecânicos, monitorização hemodianâmica básica, choques sepsis e séptico e correcção de distúrbios metabólicos.

De igual modo, vão aprender técnicas de correção de distúrbios electrolíticos, bem como interpretação básica de gasometria. 

Antes de oficializar o arranque da acção formativa, que abarcará 500 técnicos, a ministra Sílvia Lutucuta visitou os laboratórios de simulação do centro de formação da clínica Multiperfil, postos à disposição dos formandos.

Fonte: Angop

Instagram:Já pode ver ‘lives’ através do computador

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The Instagram application is seen on a phone screen August 3, 2017. REUTERS/Thomas White

É mais uma funcionalidade exclusiva da versão mobile que chega ao ‘desktop’.

Depois de várias críticas apontadas pelos utilizadores, o Instagram está (finalmente) pronto para permitir que veja ‘lives’ através da versão ‘desktop’ da rede social. De notar que está disponível apenas a capacidade de assistir, não de começar uma transmissão propriamente dita.

De notar que a capacidade de ver transmissões em direto era, anteriormente, exclusiva da versão mobile. Porém, com mais pessoas a fazerem ‘lives’ neste período de pandemia, parece que o Instagram decidiu alargar a capacidade de visionamento.

Esta não é a única funcionalidade da versão mobile do Instagram que ficou disponível para a versão desktop. A capacidade de enviar e receber mensagens também já pode ser desfrutada no computador.

A morte de uma cientista ou o nascimento de um ser político?

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O conceito de “animal político” foi mencionado por Aristóteles fazendo referência ao homem. Ele afirmou que o homem é um ser que necessita de coisas e dos outros, sendo, por isso, um ser carente e imperfeito (…)


Nos últimos dias vimos, aquando do novo pacote de exonerações e nomeações protagonizado pelo governo encabeçado por sua excelência o presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, alguns cidadãos e habitantes deste nobre país e proximidades a debaterem sobre as novas escolhas que o executivo decidiu ter no seu novo elenco governativo. Alguns já não são tão novos assim dado o currículo de benevolentes actos governativos misturados a algumas trapaças administrativas que levaram a visitar locais onde a justiça é debatida com rigor e onde o martelo faz ordem. Nas variadas abordagens que proliferaram as redes sociais e que levaram cidadãos conscientes a esboçarem opiniões sensatas e, umas até, com carácter frívolo, tocou-se muito no ponto da nomeação da mais nova detentora da pasta governativa do pelouro da Cultura, Ambiente e Turismo, a bióloga Adjany Costa. As diferentes vozes escritas faziam menção a idade, outros a sua “incapacidade” administrativa e outros até a pouca experiência política para arcar com o peso que é agora o aglutinado de ministérios. A referida sumidade reconheceu na sua tomada de posse que os desafios que se avizinham devem ser encarados com muita responsabilidade, o que é óbvio, acto que é pedido a todos os detentores de cargos públicos. É claro que é uma tarefa difícil, a priori, por ser um novo ministério porque todos cidadãos e habitantes de boa índole desta nação auguram o sucesso. Espera-se que a mesma comece a formar uma equipe de trabalho competente capaz de dar respostas as inúmeras questões que inquietam os cidadãos e habitantes deste país que dependem directamente dos actos administrativos pouco rentáveis, ou não, que daí advêm.


Há um ditado que diz: “Quem trabalha naquilo que ama não está a trabalhar, está a divertir-se”.

A então nova Ministra da Cultura, Ambiente e Turismo é uma renomada cientista, bióloga, ictiologista e conservacionista. Tem também o mestrado em biologia marinha. Até antes da sua nomeação, ela actuava como directora de projectos do Okavango Wilderness Project (Projecto da região selvagem de Okavango) que é um esforço plurianual para explorar e pesquisar a bacia do rio Okavango em África para proteger o seu ecossistema vital. Quem a acompanha nos seus projectos sabe-a como uma amante daquilo que faz pelo empenho que emprega na execução das tarefas. Trabalha(va) naquilo que gosta. A natureza, ao que tudo indica, é o seu escritório natural.


Cogitou-se também se a mesma foi contactada para assumir este desafio ou a nomeação foi feita no imperativo. Ouve-se muito pouco ou quase nada mesmo sobre governantes que se negaram a estar a frente de um determinado cargo admistrativo. A princípio todos foram contactados para os mesmos.


Sendo a mais alta mandatária do sector, terá, ao que tudo indica, suas actividades coordenadas e bem delimitadas não dando a possibilidade de, enquanto estiver a dirigir o ministério, ter de sair para voltar as atividades que sempre fez com muita satisfação e profissionalismo. Neste interím, a questão que se coloca é a seguinte: Não estará o governo a “matar” os desideratos de uma cientista colocando-a a trabalhar longe do seu habitat de “eleição”? Angola conta com apenas dois biólogos renomados, o Dr. José Luís Mateus Alexandre e a agora ministra Adjany Costa. Não seria mais fácil continuar a apostar na sua carreira como cientista injectando somas financeiras para dar continuidade do trabalho que até ao momento antes da nomeação ela fazia com brio? Ou existe uma vontade enorme de “matar” uma cientista e fazer nascer um ser político com capacidades ainda por descobrir? Esperamos todos que ela tenha capacidade de pensar com a própria cabeça, coisa que não parece ser assim tão fácil ou permitida nos meandros políticos partidários.

Que não seja nem uma nem outra. Que seja a vontade do governo em conduzir o país para novos paradigmas e que a maioria governada sinta os benefícios das inúmeras remodelações que têm estado a acontecer de forma muito frequente, muitas até sem darem a possibilidade de elaboração e execução de projectos.

Por: Edy Lobo

Administração do Kilamba oferece cesta básica às famílias carenciadas

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Em conformidade com o Decreto Legislativo Presidencial 81/20 de 25 de Março, que declara o estado de Emergência Nacional, a Administração do Distrito Urbano do Kilamba efectuou, nesta Quinta-feira, 09 de Abril de 2020, a oferta de bens essenciais às famílias carenciadas da circunscrição, numa parceria com o Supermercado Angomart que, preocupado com o momento de isolamento que o país vive face à Pandemia do COVID-19, decidiu oferecer 500 Cestas básicas, com produtos de primeira necessidade às populações do Bita Progresso, Bita Santo António, Vila Flor e Terra nova.

O Administrador do Distrito Urbano do Kilamba, Murtal Marta e o responsável da área comercial do supermercado Angomart, testemunharam o momento.

A Administração do Distrito Urbano do Kilamba apela aos cidadãos a permanecerem nas suas residências em cumprimento do Estado de Emergência e a acatar as medidas de prevenção recomendadas pelas autoridades sanitárias do País.

Governo apoia famílias vulneráveis com bens da cesta básica

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A Comissão Económica do Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira [09.04.2020], um financiamento de 315 milhões de Kwanzas para apoiar as famílias mais carenciadas com bens da cesta básica.

Orientada pelo Presidente da República, João Lourenço, a Comissão Económica aprovou a implementação, em Maio, da primeira fase do Programa de Transferência Social Monetária, em benefício das famílias mais carenciadas.

Ainda no âmbito do apoio às famílias, à Comissão Económica autoriza as empresas privadas a transferirem para o salário dos trabalhadores o valor descontado para a segurança social, correspondente a 3 por cento do seu salário, em Abril, Maio e Junho.

Recomenda, também, às empresas do sector da energia e água a não cortarem o fornecimento destes serviços durante o mês corrente.

A Comissão Económica aprovou um conjunto de medidas de implementação imediata de apoio às empresas, em resposta aos efeitos da Covid-19 e da queda acentuada do preço do barril no mercado internacional.

As medidas incluem desanuviar a pressão sobre a tesouraria com obrigação tributárias (alívio fiscal), através do alargamento dos prazos limite para a sua liquidação, e com o pagamento de contribuições para a segurança social (alívio no pagamento de salários), através do diferimento do pagamento da contribuição para a segurança social referente ao segundo trimestre de 2020, para o pagamento de seis parcelas mensais durante os meses de Julho a Dezembro do ano em curso, sem juros.

Incluem, também, assegurar o apoio financeiro para a manutenção mínima dos níveis de actividade das micro, pequenas e médias empresas do sector produtivo, através da alocação de cerca de 448 mil milhões de Kwanzas.

Remover procedimentos administrativos que incidem sobre o processo de constituição de empresas, tais como o registo estatístico e o requerimento do alvará comercial para o exercício de determinadas actividades consta igualmente entre as medidas tomadas pelo Executivo.

Uma das decisões saídas da reunião da Comissão Económica foi acelerar a transição da actividade informal para o sector formal, com a implementação “urgente” das acções previstas no programa de reconversão da economia informal.

Entre as medidas tomadas, constam ainda assegurar a mobilidade mínima necessária de trabalhadores durante a fase de estado de emergência, através de credenciamento do pessoal das empresas privadas cuja actividade laboral não está suspensa.

Fonte: Página Oficial do Vice-Presidente da República de Angola

Ministra da saúde tranquiliza cidadãos do kilamba

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Angola conta já com 19 casos positivos de Covid-19, a ministra da saúde Silvia Lutucuta tranquilizou ontem os moradores do kilamba, em relação a preocupação levantada, que dá conta da morte por coronavírus, de um dos cidadãos que vivia nesta centralidade, a informação foi avançada ontem durante a conferência de imprensa, no centro de imprensa Anibal de Melo, por altura da actualização dos dados.

Até o momento, todos os casos testados positivo no páis, felizmente são importados, ontem houve à confirmação de mais dois casos, uma senhora de 38 anos e um senhor de 59 anos, a ministra fez saber que tem ainda 1094 amostras, 165 amostras em precessamento e que já tiveram alta 57 pacientes suspeitos. Dos 19 casos testados positivos, Angola já registou dois óbitos, dois recuperados.
O Kilambanews esteve na conferência de imprensa e questionou a senhora ministra quais foram os procedimentos utilizados nos cidadão recuperados? E quais os medicamentos foram administrados a estes doentes, que permitiu a sua total recuperação?
Eis a resposta da senhora ministra:

“ Os cidadãos recuperados tinham manisfestações leves, o tratatamento é sintomático, como qualquer outra gripe, mas neste casos específicos, na altura já se estava a utilizar com sucesso em alguns locais, a cloroquina e a ditromecina e estes pacientes beneficiaram destes medicamentos e deste tratamento e por isso estão curados e é um bom começo, ficamos felizes e é assim que queremos evoluir”

Quantos aos cidadãos que vivem no kilamba e vieram nos voos dos dias 16,17 e 18 e que não cumprirama a risca a quarentena dominiliar, a ministra respondeu assim:
“Quanto aos Passageiros dos vôos dos dias 16 17 e 18, não podemos pensar no kilamba como uma lombardia da Itália ( cidade da Itália), queremos tranquilizar os nossos residentes no kilamba que as medidas competentes de saúde pública, foram tomadas logo na altura, fez-se o diagnóstico e logo acionámos os processos, avançou uma aquipa de resposta rápidas de saúde pública, que foi logo atrás dos contactos, foram isolados os mesmos contactos, foram testados e felizmente todos os casos foram negativos”.

Senhora ministra, o kilamba poderá vir a ser o epicentro da doença em luanda?
“Não há razão por esta altura dos residentes no kilamba colocarem alguma dúvida ou ficarem preocupados e sobretudo acharem que estão ou serão o epicentro. Não é verdade, mas nós estamos numa fase inicial da pandemia em Angola, e se forem observadas todas as medidas que o ministério tem estado a passar e se os residentes no kilamba ficarem em casa isto vai ajudar em grande medida ao corte da cadeia de transmissão”.

Unique Beverages entregou material de prevenção de covid-19 ao Ministério da Saúde

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A empresa angolana, Unique Beverages, efectou hoje em Luanda (8) a entrega de 1.200 unidades misturadas entre álcool etílico e álcool em gel o apoio surge das acções de responsabilidade social da empresa que desta forma apoia o Executivo na luta de prevenção ao COVID-19.

Na ocasiã, Lino Joel Director da Central de Compra e Aprovisionamento de Medicamentos e Meios Médicos de Angola CECOMA, manifestou o agradecimento em nome do ministério da saúde, ao gesto da empresa UNIQUE BEVERAGES, que “contribuiu assim com uma das grandes ferramentas que serve para a desinfestação das mãos dos médicos que estão na linha da frente no combate ao COVID 19 em Angola”.

Já o responsável de Marketing da UNIQUE BEVERAGES, Dario Santos, afirmou na ocasião que “às 1.200 unidades doadas tanto de álcool Etílico e álcool em gel é a melhor forma que  empresa encontrou no quadro da sua responsabilidade social para apoiar o executivo na luta contra o COVID-19 e este gesto, não vai ficar por aqui pretendemos levar ajuda também para às provinciais e para às zonas periféricas de Luanda”.

A pandemia do novo coronavírus (COVID-19), já afectou mais 117 países e já causou mais de 70 mil mortos em todo mundo. Em Angola, regista-se casos positivos da pandemia, dada a sua gravidade, complexidade, fácil transmissão e o facto de ainda não existir cura para este vírus, o Presidente da República, João Lourenço, pelos poderes que a Constituição lhe confere, decretou “Estado de Emergência” no País que vigora desde o dia 27 de Março e estende-se até ao dia 11 de Abril de 2020, data que pode ser prorrogada por um prazo de igual período.

Sobre a Unique Beverages

Unique Beverages, empresa de produção, engarrafamento e distribuição de bebidas alcoólicas e não alcoólicas que actua desde 2015, no mercado angolano. Em responsabilidade social, a Unique Beverages, actua nas seguintes áreas: Ambiente, Desporto, Cultutura e Saúde.

Quarentena termina em Wuhan, mas normalidade ainda está longe

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Cidade que é o epicentro do coronavírus foi reaberta nesta quarta após dois meses de medidas de isolamento

Para os estudantes angolanos em Wuhan, o fim oficial do período de isolamento não trouxe mudanças, já que os perigos suscitados por casos assintomáticos excluídos da contagem oficial ditam o prolongamento de restrições nas universidades da cidade chinesa.

Milhares de pessoas abandonaram Wuhan para outras partes da China, após 76 dias de bloqueio da cidade que foi o centro do novo coronavírus, mas os portões das universidades locais “continuam encerrados” e os estudantes “proibidos de sair dos dormitórios”, descreve à agência Lusa Euclides Simeão, aluno de engenharia de Ciências da Computação.

“Espero voltar a poder caminhar no ‘campus’, mas, por enquanto, continuamos retidos nos dormitórios”, diz o representante dos cerca de 40 estudantes angolanos em Wuhan, acrescentando que não há ainda data marcada para o início das aulas.

O fim de um bloqueio, sem precedentes, da cidade com 11 milhões de habitantes, e que serviu como modelo para vários países que tentam agora travar a epidemia da covid-19, constitui outra experiência inédita: retomar os negócios e o quotidiano, ao mesmo tempo que se evita uma segunda vaga de infeções por uma doença que, em muitos portadores, não apresenta sintomas.

“A escola diz-nos que há ainda os assintomáticos e, portanto, recomenda cautela, mesmo quando reabrirem os portões, e para manter a distância social, lavar sempre as mãos e usar sempre máscara”, conta Euclides.

O fim oficial do bloqueio tem um significado político importante ao permitir ao regime chinês declarar vitória na luta contra o surto, que começou no país, numa altura em que a Europa e os Estados Unidos são os novos centros da doença.

Em editorial, no entanto, o jornal do Partido Comunista Chinês alertou para comemorações prematuras.

“Este dia, esperado há muito, será naturalmente celebrado pelas pessoas. Porém, não se trata da vitória final”, nota o Diário do Povo. “Temos que nos lembrar de que, apesar de satisfeitos com o fim do bloqueio, não podemos relaxar”.

Só na quarta-feira passada é que a Comissão Nacional de Saúde chinesa começou a divulgar o número de pessoas infetadas que não têm sintomas, mas que podem transmitir o vírus. Desde então, o país reportou um total de 1.095 destes casos.

O trânsito automóvel em Wuhan começou hoje a retomar ao normal, à medida que pontes, túneis e autoestradas foram reabertas. Segundo os dados oficias, a cidade não registou novo caso de infeção nas últimas 24 horas.

A imprensa local avançou que cerca de 65.000 pessoas deixaram hoje Wuhan, de avião ou comboio. No entanto, chegadas ao destino, serão sujeitas a uma quarentena de 14 dias e a testes de deteção de ácidos nucleicos do novo coronavírus.

Para Rui Severino, um português que recusou abandonar Wuhan durante o período de isolamento, apesar da oferta de repatriamento por Portugal, o fim do bloqueio constitui uma motivação para o futuro.

“É um sentimento de grande alívio”, conta à agência Lusa o treinador de cavalos de corrida. “Já podemos ver a luz ao fundo do túnel”, diz.

Severino conta que, “sobretudo para pessoas que têm crianças pequenas [o período de bloqueio] foi bastante desgastante”, pelo que se “nota agora um grande alívio por poderem sair à rua”.

Durante o bloqueio de 11 semanas, os residentes de Wuhan foram autorizados a sair de suas casas apenas para comprar comida ou participar em outras tarefas consideradas absolutamente necessárias.

Para Euclides Simeão, o fim do bloqueio e a reabertura do ‘campus’, que deverá ocorrer nas próximas duas semanas, serviu para acalmar os estudantes. No entanto, o angolano diz que o retorno à normalidade não é aguardado com a ansiedade de outrora.

“É aborrecido, mas já nos habituámos”, descreve. “Para nós, o normal passou a ser estar em quarentena”.