A legalização da “liamba” para
efeitos medicinais há muito que vem sendo tema de debates por parte de
especialistas em matéria de medicina, e não só, que pedem “o fim da hipocrisia
e do preconceito”, que têm impedido a pesquisa e o uso medicinal da “liamba” em
Angola.
Trata-se de um assunto, que a par
dos médicos, estão também políticos e deputados com assento parlamentar, que,
em fóruns restritos, à semelhança do que tem acontecido noutros países, vêm
defendendo a liberalização da venda, assim como do consumo, da também conhecida
como cannabis ou marijuana.
Por ser um negócio que vem
ganhando cada vez mais espaço em todo mundo, em 2019, um dos países vizinhos de
Angola, a Zâmbia, o Governo daquele país aprovou a legalização do cultivo para
o uso no sector da saúde e como forma de arrecadar receitas para a sua
economia. De igual modo aprovou também a legalização do cultivo para sua
exportação.
Depois da sua aprovação, as
empresas interessadas em cultivar e comercializar o produto, o Governo zambiano
fixou um valor de 250 mil dólares, como sendo a taxa a ser paga por ano pelas
referidas empresas interessadas, sendo que as licenças para as empresas
interessadas no negócio, ficou sob-tutela do Ministério da Saúde daquele país,
com a supervisão do Serviço Nacional da Zâmbia.
Nesta segunda-feira, 4 de
Janeiro, um dos mais renomados juristas angolanos defendeu, na sua página nas
redes sociais, “a viabilização, com a
maior urgência possível, da legalização da marijuana para efeitos medicinais e
para a exportação”.
“Muitos países já estão a
legalizar. A ONU já retirou da lista de substâncias perigosas… Estados Unidos,
Reino Unido, França, África do Sul, Ruanda e outros já legalizaram o produto,
Nós estamos à espera de quê?, escreveu, Tito Cambanje, jurista e professor
universitário.
Fonte: Correio da Kianda