Produtora “Som d’Ouro” a nova aposta de Heavy C

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Notabilizado como grande produtor e cantor da Bué de Beats, o músico Heavy C marca uma nova fase na sua carreira com a criação, em parceria com o empresário Emerson Raposo, da produtora musical Som d’Ouro, cuja apresentação oficial aconteceu quarta-feira num dos restaurantes da Ilha de Luanda.

A nova produtora possui instalações modernas, é constituída por áreas de agenciamento, produção musical, videoclips, publicidade, edição e comercialização de obras discográficas.
“A Bué de Beats é para sempre. Foi um projecto mais para o mercado adolescente, para o hip hop e r&b. A Som d’Ouro é diferente. Com esse nome, queremos que os nossos músicos sejam dourados, disciplinados e uma família”, explicou, acrescentando que a Som d’Ouro não estará apenas focada nos seus agenciados, mas também na criação e produção musical, de material publicitário e videoclips de quem não seja da produtora.

Criada entre Junho e Julho deste ano, a Som d’Ouro prepara-se para lançar, em Fevereiro do próximo ano, os álbuns do próprio Heavy C, de Ivan Alexei e de Cilana Manjenje, integrante das Afrikanas.
“Os discos do Ivan Alexei e o meu estão praticamente concluídos, faltando apenas pequenos acertos. O álbum a solo da Cilana está a ser finalizado”, disse o cantor em ex-clusivo ao Jornal de Angola, à margem da apresentação da produtora, onde foram exibidos os videoclips promocionais do seu CD e de Ivan Alexei e assinados os contratos entre a Som d’Ouro e os músicos.

O empresário Emerson Raposo diz que com a produtora pretendem, aliada à grande capacidade e qualidade de Heavy C como produtor, dar uma “outra cara” à arte de fazer música em Angola.
“Queremos levar a música a outros patamares. O mercado musical em Angola está a crescer e exige um outro nível de qualidade. E a qualidade da música não está apenas na sonoridade. Está também na harmonização dos conteúdos, ou seja, das letras”, disse o empresário.

Emerson Raposo garante que a produtora não é mais uma no mercado “a juntar grupos de músicos”, mas sim uma instituição guiada por “critérios elevadíssimos” para a selecção dos músicos com quem vai trabalhar. “Entre esses critérios, temos a humildade, a visão musical e, acima de tudo, a disciplina”, frisou.

Para o empresário, a indisciplina no mundo da música está a tornar-se “num grave problema”, numa altura em que os músicos são acusados de condutas menos correctas perante os seus fãs.
“Primamos muito pela disciplina. Não estamos a fazer colecção de músicos. Queremos bons músicos e boas músicas no mercado. Seremos muito criteriosos na selecção dos cantores com quem iremos trabalhar. Eles devem ter uma postura profissional nos compromissos que assumirem”, reforçou.

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