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Familias abandonadas no Zango apontam corrupção como causa

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Deslocados e sinistrados encontram-se em campos nos arredores de Luanda

Milhares de angolanos encontram-se instalados em situação de riscos em Luanda, depois de terem sido retirados das suas áreas de residência a favor de empresas ou porque se encontravam em zonas considerads de risco.

São cerca de 126 famílias colocadas numa via pública, no Zango 3, desde 2012, enquanto outros estão instaladas atrás do cemitério municipal de Viana, e na Zona do Calumbo, todos nos arredores de Luanda.

Evaristo António, conhecido por “Cassumuna”, que vivia no antigo Gika, distrito da Maianga, disse que as famílias têm sofrido muito.

“Nós passamos mal, debaixo das águas da chuva, sol, poeira e muitos têm sido atropelados”, lamentou António.

Outra moradora, Catarina Francisco, mãe de 8 filhos, que com eles partilha uma casa de chapa, perdeu a oportunidade de ter uma casa por não estar presente no dia do cadastro.

“O problema é a corrupção das entidades que estão à frente e que nunca deixa as autoridades visitarem esta zona para não conhecerem o nosso”, denunciou.

Alberto Chaves, morador da zona, preocupado com a situação chama a atenção as autoridades pelo perigo por que passam os cidadãos.

“O Governo só vai pôr o pé aqui quando um carrinha perder os travões e destruir estas `bate-chapas”, alertou.

A VOA tentou contatar o governador da província de Luanda e o administrador Municipal de Viana, mas não obteve qualquer resposta.

No Zango existem cerca de seis campos de sinistrados em estado de abandono.

MCK: Novo álbum, novas críticas

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O rapper MCK acaba de lançar um novo álbum, “Valores”. Apesar de reconhecer alguma abertura política em Angola, o músico de intervenção social diz que ainda não se pode falar em mudanças profundas no país.

Há mudanças políticas em Angola? “A série é a mesma, só estamos numa nova temporada”, responde MCK.

O rapper angolano tem um novo álbum, intitulado “Valores”. O trabalho foi apresentado este domingo (12.08) em Luanda e sucede-se a “Proibido Ouvir Isto”, lançado há cinco anos, o disco que tornou célebre o tema: “O País do Pai Banana”.

Com o novo álbum, MCK quer ajudar a “devolver” a Angola valores culturais, económicos, sociais e morais. O disco, com 16 faixas musicais, aborda temas como a liberdade, a integridade, a justiça e a transparência.

O rapper diz que não espera muito do novo Governo, passado quase um ano desde as últimas eleições, a 23 de agosto de 2017.

“Nós estamos a ser governados por um partido que está no poder há mais de 40 anos. Então, estamos a falar das mesmas pessoas. Houve uma transição presidencial-partidária, não temos ainda uma transição de regime”, conta em entrevista à DW África.

“O filme é o mesmo”

Também o rapper Mente Mágica, conhecido no mundo lusófono por ganhar batalhas no concurso de freestyle “Reis do Rompimento” e amigo de MCK, não vê ainda grandes mudanças, apesar de reconhecer “um pouco de mais abertura” no país.

“Até agora o filme é o mesmo. Houve troca de personagens”, embora seja ainda cedo “para fazermos um julgamento sério do novo Governo porque ainda não tem um ano”, admite. “Mas a verdade também é que não devemos alimentar esperanças falsas. Melhor do que tudo é esperar para ver.”

MCK espera mais da população do que da governação: “Só se tem democracia forte quando tu tens boas exigências. Então essa é a altura, pelas aberturas políticas que temos – temos de tirar a nossa cidadania do ‘modo de voo’ e meter no vibrador ou deixar tocar alto”.

Formado em Filosofia e Direito, o músico admite a possibilidade de abraçar um projeto político nos próximos tempos, à semelhança do rapper moçambicano Edson da Luz “Azagaia” que, em 2009, se candidatou a deputado pela lista do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) no círculo eleitoral de Maputo.

“Não descarto a possibilidade de me candidatar, uma vez que reúno os requisitos suficientes para que, no futuro, abrace um projeto político”, diz.

Centralidade da Vida Pacifica tem nova Escola

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Com capacidade para de 16 mil e oitenta alunos, a escola do ensino da Centralidade da Vida Pacifica (Zango Zero), município de Viana, vai receber os seus primeiros alunos em Fevereiro de 2019, por altura do inicio do ano lectivo.

A entrega oficial da instituição escolar construída pela empresa chinesa Internacional Fund Limited (CIF) ao Governo Provincial de Luanda (GPL) aconteceu nesta segunda-feira, com a recepção das chaves pelo governador Adriano Mendes de Carvalho.

A escola vai funcionar com três turnos (manhã, tarde e noite), sendo que o ensino primário terá quatro mil e oitenta crianças, que vão ocupar 34 salas de aulas, I ciclo com cinco mil e 280, em 44 compartimentos, e II ciclo com seis mil e 720 educandos, em 56 divisórias.

Com varias áreas de serviço, gabinetes e pátio, a infra-estrutura custou ao Estado mais de 200 milhões de dólares norte-americanos.

Em declarações à imprensa, após a recepção da infra-estrutura, o governador de Luanda, Adriano Mendes de Carvalho, disse que as crianças acabam de ganhar uma nova escola.

Para o gestor, receber a escola foi bastante gratificante, apesar de haver algumas questões técnicas que vão ser revistas numa fase a posterior, como o apetrechamento, bem como a preparação do orçamento para a instituição funcionar sem constrangimentos.

Quanto a perspectiva de funcionamento, Adriano Mendes de Carvalho precisou que primeiro é importante haver uma boa planificação, equipar, montar bem os laboratórios, para que seja uma escola no real sentido da palavra.

Já o director do gabinete provincial de Educação, Narciso Benedito, considerou como sendo de grande importância a instituição escolar, que vai albergar três níveis de ensino, referindo que Luanda ganha, mas que o maior ganho é para as crianças do município de Viana.

Disse que os meses que restam para o fim de 2018 vão servir para o apetrechamento, com o equipamento necessário e material escolar, referindo que depois de tais procedimentos vão criar as condições administrativas para o inicio das aulas, em de Fevereiro de 2019.

A instituição escolar faz parte da Urbanização Vida Pacífica, que encontra-se implantado na zona sul do Município de Viana, estendendo-se por uma área aproximada de 22 hectares. O Projecto consiste no desenvolvimento de uma nova urbanização para a localidade do Zango I, onde foram projectados 2.464 fogos habitacionais, distribuídos por 22 edifícios.

info@kilambanews.com

Xyami do Kilamba recebe projecto cultural Jam Session

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Para promover o desenvolvimento da arte, em particular da arte musical, no âmbito educacional e da interactividade da comunidade e do país, realiza-se entre os dias 24 deste mês e 14 de Setembro apresentações musicais denominado Jam Session, com Selth Mainsel, no Xyami do Kilamba, anunciou nesta segunda-feira, em Luanda, fonte da organização.

Em nota enviada à Angop, a organização avança que para o feito será também promovida uma abordagem, como resultado de uma pesquisa científica, sobre o processo de criação artístico musical.

O Jam Session é um conceito que visa despertar a criatividade a espontaneidade e a interactividade de quem faz arte e de quem aprecia.

1 º de Agosto vence Domant

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O 1º de Agosto derrotou hoje, no estádio 11 de Novembro, o Domant do Bengo, por 1-0, em jogo de acerto da 26ª jornada do Campeonato Nacional de futebol da primeira divisão (GirabolaZap 2018).

O único golo da partida foi apontado por Edson (auto golo) ainda na primeira parte.

Os “Agostinos” lideram o campeonato com 53 pontos, mais três dos petrolíferos, na segunda posição. O Domant continua no 14º lugar, com 22.

Quando faltam duas jornadas para o fim da prova, os militares poderão festejar o seu terceiro título consecutivo já na próxima jornada, em caso de vitória sobre o Sagrada Esperança da Lunda Norte, para a 29ª ronda.

O 1º de Agosto tem vantagem sobre o Petro de Luanda, nos jogos entre si. Na primeira volta empataram a zero e na segunda a turma do Rio Seco venceu por 2-0.

Resultados completos da 26ª jornada

Libolo-Desportivo da Huíla, 3-0

Maquis-1º de Maio, 3-0

Sporting de Cabinda-Sagrada Esperança, 0-0

Petro de Luanda-Caála, 2-1

Académica do Lobito-Progresso do Sambizanga, 1-0

Kabuscorp do Palanca-Cuando Cubango FC, 2-1

1º de Agosto-Domant,

Alberto da Silva Pepino acaba de falecer no Hospital Geral de Benguela

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O ciclista veterano Alberto da Silva “Pepino”, de 95 anos, faleceu na noite de sábado, 11.08.2018, vítima de doença, no Hospital Geral de Benguela, soube o Angola Acontece 24 Horas.
Recentemente o veterano natural de Benguela, pedalou 34 quilómetros numa 1 hora, 44 minutos e 38 segundos, no sábado, no percurso Benguela-Talamajamba, uma iniciativa inserida nas manifestações alusivas as 57 anos do aniversário do início da Luta Armada.

Em 2015, com 92 anos na altura, pedalou 40 quilómetros no mesmo trajecto numa hora e 19 minutos, com o propósito de homenagear os heróis do 4 de Fevereiro de 1961.
À imprensa, Pepino, que ganhou o apelido de “Gladiador do Asfalto”, disse estar orgulhoso por cumprir mais uma missão, apesar da idade avançada. O veterano admite que a sua estratégia pessoal visa chamar a atenção da sociedade para reflectir seriamente sobre o estado do desporto em Benguela. Acrescentou que o Mundo tem de conhecer a capacidade dos africanos no desporto, dada a sua força de vontade e respeito.
Depois do evento, decorreu uma cerimónia de recepção ao ciclista, defronte à Administração Municipal de Benguela, prestigiada pela presença do secretário de Estado dos Desportos, Carlos de Almeida, dos vice-governadores provinciais para os Serviços Técnicos e Infra-estruturas, e para a Área Político-Social e Económica, respectivamente, Leopoldo Muhongo e Deolinda Valiangula, entre outras entidades.
Em 2009, o ciclista angolano Alberto Silva “Pepino”, natural de Benguela, participou em São Francisco da Califórnia, Estados Unidos da América (EUA), nos Jogos Olímpicos da terceira idade.
Em 2013, voltou aos EUA onde se sagrou campeão mundial na sua categoria, conquistando duas medalhas de ouro em provas de contra-relógio e de fundo.

Petro ganha e volta a “colar” líder

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O Petro de Luanda ganhou hoje (sábado) ao Desportivo da Huíla, por 2-0, em partida de acerto à 28ª jornada do Girabola2018 e igualou na liderança da prova, com 50 pontos, o 1º de Agosto.

Tony, aos 51 minutos, e Tiago Azulão (83′) foram os autores dos golos no Estádio 11 de Novembro, em Luanda.

Apesar da igualdade pontual, o 1º de Agosto leva vantagem nos jogos entre si, pois venceu (2-0) na segunda volta, depois de um empate na primeira.

Eis os resultados da 28ª jornada:

Académica do Lobito-FC Bravos do Maquis, 3-1

Sporting de Cabinda-Progresso do Sambizanga, 1-2

Domant FC-Recreativo da Caála, 0-0

Libolo-Sagrada, 2-1

Kabuscorp-1º de Maio, 4-2

1º de Agosto-Interclube, 2-0

BPC vai fechar balcões

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O Banco de Poupança e Crédito (BPC) referiu hoje que vai manter a política de encerramento de balcões e de despedimento de funcionários, no quadro da reestruturação e do saneamento da instituição.

A indicação foi avançada pelo presidente do conselho de administração do BPC, Alcides Safeca, no Lubango, capital da província da Huíla, à margem do lançamento de uma linha de financiamento apoiada pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).

“Vai haver, sim, o despedimento de pessoal”, declarou Alcides Safeca, lembrando que o processo de reestruturação e saneamento tem uma componente de otimização do pessoal e de redução de custos, com a qual foram encerradas, entre abril e agosto, 14 balcões do maior banco angolano, estatal.

Segundo o presidente do conselho de administração do BPC, o processo vai continuar na região sul do país, com o encerramento de um dos balcões do banco nas capitais das províncias da Huíla, Cunene, Namibe e Cuando Cubango.

Alcides Safeca afirmou que o processo de reestruturação do BPC decorre a “bom ritmo” e prevê diferentes ações no domínio da gestão, o que já acontece em várias unidades orgânicas e dos processos internos do banco, imprimindo um “maior rigor às ações dos colaboradores e direção” da instituição.

“O banco está a trabalhar para melhorar a sua eficiência na prestação de serviços aos clientes”, adiantou, referindo que houve também outras ações, além da gestão e do saneamento da carteira no balanço do banco.

Alcides Safeca adiantou que, apesar do encerramento de agências, a expansão dos serviços bancários continua, no cumprimento pleno do que foi aprovado pelos acionistas da instituição e reforçado na assembleia-geral, realizada em maio.

O responsável do BPC adiantou que terminou, em junho, o processo de repasse do crédito malparado (no montante de cerca de 2.500 milhões de euros), o que permite que o banco volte a conceder empréstimos, ao contrário do que aconteceu em novembro de 2017, quando, ao anunciar novas operações de crédito, o banco não tinha sequer estas questões equacionadas.

Em julho de 2017, questionado pela agência Lusa, o anterior presidente do conselho de administração do BPC, Ricardo d’Abreu, indicou que o banco tinha 500 mil milhões de kwanzas (2.546 milhões de euros) na carteira de crédito malparado e que emitiu uma dívida pública no valor de 231 mil milhões de kwanzas (1.170 milhões de euros) a favor da sociedade Recredit, também estatal, que vai gerir os créditos problemáticos da banca angolana, a começar pelo BPC.

O BPC fechou as contas de 2016 com um prejuízo de 29,5 mil milhões de kwanzas (150 milhões de euros), resultado que justificou com as “decisões assumidas pelo atual conselho de administração”, de constituir 72,7 mil milhões de kwanzas (370 milhões de euros) para “imparidades e provisões” do exercício de 2016.

Assim, fica refletida nas contas uma perda potencial ou efetiva de quase 400 milhões de euros em créditos concedidos anteriormente.

Em 2016, o BPC tinha 443 agências em todo o país, com 5.530 trabalhadores, tendo Ricardo d’Abreu garantido então, que o plano de reestruturação não passava, para já, por despedimentos ou fecho de balcões, mas por outras medidas de poupança interna.

Standard & Poor’s mantém ‘rating’ de Angola em B-

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A agência de notação financeira Standard & Poor’s (S&P) manteve o ‘rating’ de Angola em B-, continuando também a prever também uma perspetiva estável daquela economia, mas alerta para a desvalorização do ‘kwanza’.

Numa informação hoje divulgada pela S&P, à qual a Lusa teve acesso, aquela agência confirma a manutenção do ‘rating’ de ‘B-/B, semelhante à avaliação feita há seis meses.

“Prevemos que a dívida pública de Angola continue a subir em 2018, em grande parte como resultado da desvalorização do ‘kwanza’ […] e da sua subsequente depreciação, mas também devido aos défices orçamentais”, explica aquela entidade.

Ao mesmo tempo, a S&P aponta que o preço do barril de Brent, que serve de referência ao petróleo, deverá ficar perto dos 60 dólares entre 2018 e 2021, o que “ajudará Angola a reduzir o seu défice a médio prazo”.

Na avaliação hoje divulgada, esta agência de notação financeira indica ainda que a perspetiva (o chamado ‘outlook’) se mantém estável.

Para justificar tal atribuição, a S&P alude às “reformas governamentais em curso que visam um maior crescimento económico e a redução da dívida orçamental” a partir do próximo ano.