Centralidade do Zango 8000 recebe primeiros moradores
Os três primeiros moradores do projecto habitacional Zango 8000, em Luanda, que concorreram pela função pública entre Agosto e Setembro de 2017, receberam hoje as chaves das suas residências.
A ministra do Ordenamento do Território e Habitação, Ana Paula de Carvalho, fez a entrega simbólica das primeiras habitações da Centralidade do Zango 8000 aos cidadãos, num acto que marca o arranque do processo de venda das duas mil e 600 primeiras habitações das 8000 projectadas naquela nova urbanização do município de Viana.
De acordo com a ministra, a comercialização destas duas mil e 600 residências deve-se ao facto de terem as soluções provisórias complementares para as águas residuais.
A entrega das restantes habitações está condicionada à conclusão das infra-estruturas das Estações de Tratamentos de Águas Residuais (ETAR).
Para a Vila Pacífica, a ministra entregou a chave a um dos proprietários das 336 habitações disponíveis para esta fase.
“O processo está a decorrer de forma razoável, e nesta fase entregaremos à função pública e depois serão as empresas públicas e ao público em geral” – disse.
Ana Maria, uma das beneficiaras, disse que foi para a reforma há semana passada e agora ganhou uma casa “para poder repousar depois de muito ter trabalhado”.
Para o Zango 8000, os beneficiários das residências terão uma prestação mensal de 64 mil e 444 kwanzas nas vivendas isoladas, 59 mil e 841 kwanzas nas vivendas geminadas e 46 mil e 32 kwanzas nos apartamentos.
Fonte: Angop
A religião é subproduto de classe
Nesta semana não assisti o Programa Televisivo na Lente, por falta de energia eléctrica, mas não posso deixar de tecer a minha modesta opinião sobre o fenómeno religioso em Angola, sobretudo, em Luanda.
Segundo Aristóteles, a observação é o método mais eficiente e eficaz para avaliar um discurso e eu concordo. Desde que nasci, sempre acreditei na existência de um ser supremo, todo-poderoso e benevolente, isto torna-me num ser teísta.
Comecei a frequentar, de forma activa à igreja quando ainda estudava a 6ª classe, isto em 2003. Naquele longínquo período, eu já interrogava a função primária da igreja e os meus amigos, aqui na rede, podem confirmar.
Porém, não entendo o espanto e consequente admiração das pessoas ao verem a reportagem sobre a religião em Angola divulgada ontem pela Televisão Pública de Angola (TPA), pois penso não ser uma verdade oculta, só não vê quem não quer.
Em Angola está cada vez mais visível, o desespero, a pobreza, a fome e até o imediatismo, que têm levado as pessoas a acreditarem na primeira luz que aparece, por esta razão temos visto situações lastimáveis, todos temos um parente, amigo ou vizinho, que vendeu tudo pela religião, sejamos sinceros, eu até já nem consigo distinguir alguns pastores dos “quimbandeiros”, parece até que está tudo misturado.
Por isso, defendo que a religião é alienação, é uma forma de iludir a mente do homem, mostrando-lhe as venturas celestes para encobrir a miséria e a opressão, que é a realidade humana.
Esta alienação deve ser esclarecida “a partir da situação histórico-social concreta.” Para Karl Marx a alienação não é o fundamento da religião, mas o resultado. De acordo com os escritos de Marx, esta alienação esta na condição social e económica das classes menos favorecidas que são exploradas pelas classes dominantes, ricas.
Contudo, para ele, se essas barreiras de classes sociais e económicas forem destruídas, automaticamente a religião também o será. Pois a religião é subproduto de classe.
Isabel dos Santos retira queixa-crime contra Presidente da Sonangol
A empresária angolana Isabel dos Santos, ex-presidente da petrolífera Sonangol, disse hoje à agência Lusa que retirou a queixa-crime num processo de difamação contra o atual Presidente do Conselho de Administração da empresa, Carlos Saturnino.
Num comunicado enviado à Lusa em Angola, a filha do ex-Presidente angolano José Eduardo dos Santos, que a nomeara para a liderança da petrolífera, explica que optou por “não prosseguir” com a queixa crime por difamação por a opinião pública estar “suficientemente esclarecida quanto à verdade e de estarem restabelecidos os factos”.
“No atual contexto de febre político-mediática, decidi não alimentar mais a controvérsia, especialmente porque, depois de todas as minhas detalhadas explicações, tornou-se bastante claro e evidente para a opinião pública que as ações levadas a cabo por Carlos Saturnino foram deliberadamente mal-intencionadas e cujas alegações são infundadas”, lê-se no documento.
“A minha decisão de não prosseguir com a queixa-crime do processo por difamação tem por base o facto de a opinião pública estar suficientemente esclarecida quanto à verdade e de estarem restabelecidos os factos”, acrescentou Isabel dos Santos, nomeada para a liderança da Sonangol pelo pai, em junho de 2016, na altura com a tarefa de assegurar a reestruturação da petrolífera estatal angolana.
No comunicado, Isabel dos Santos sublinhou acreditar que as várias entrevistas que concedeu ao longo deste ano sobre o mesmo assunto, bem como os comentários públicos que efetuou, “foram bastante esclarecedores, no sentido de informar a opinião pública sobre a falsidade das acusações proferidas”.
“As suas [de Carlos Saturnino] acusações não passaram de alegações sem qualquer evidencia factual, nem fundamentos, motivados apenas por uma vingança pessoal. Os factos e as verdades sobre o meu exercício enquanto Presidente do Conselho de Administração da Sonangol foram por mim amplamente comunicados e provados, não havendo assim necessidade de dar continuidade ao processo”, indicou.
O caso começou em novembro de 2017, quando o então recém-eleito Presidente de Angola, João Lourenço, empossado cerca de mês e meio antes, exonerou Isabel dos Santos do cargo de presidente do conselho de administração da Sonangol, nomeando para o seu lugar Carlos Saturnino, à época secretário de Estado dos Petróleos.
Antes de ser nomeado secretário de Estado pelo Presidente angolano, Carlos Saturnino foi, até dezembro de 2016, presidente da comissão executiva da Sonangol Pesquisa & Produção, tendo sido demitido por Isabel dos Santos, com a acusação de má gestão e de graves desvios financeiros.
“Não é correto, nem ético, atribuir culpas à equipa que somente esteve a dirigir a empresa no período entre a segunda quinzena de abril de 2015 e 20 de dezembro de 2016”, respondeu na altura Carlos Saturnino.
A 28 de fevereiro, depois de várias acusações de má gestão que atribuiu à empresária angolana, Carlos Saturnino denunciou a existência de uma transferência de 38 milhões de dólares (31,1 milhões de euros) feita pela administração cessante, após a sua exoneração.
Carlos Saturnino enumerou algumas, sublinhou, “constatações” sobre o grupo Sonangol, que encontrou após a exoneração da anterior administração, liderada por Isabel dos Santos.
“Tomamos posse no dia 16 de novembro de 2017 e nesse dia, à noite, apercebemos que o administrador que cuidava das finanças na Sonangol, embora tivesse sido exonerado no dia 15, ordenou uma transferência no valor de 38 milhões de dólares para a Matter Business Solution, com sede no Dubai”, acusou.
Segundo Carlos Saturnino, a referida transferência foi realizada através do banco BIC, “que passou a ser um dos bancos preferenciais a nível da Sonangol”.
“Acho que isso dispensa comentários. Não foi o único caso. No dia 17 de novembro, houve o pagamento de mais quatro faturas também. Ou seja, como é que pessoas que tinham sido exoneradas pelo Governo ainda faziam transferências. Não pode ser um ato de boa fé de certeza absoluta”, observou Carlos Saturnino.
A 02 de março deste ano, a PGR abriu um inquérito para apurar as denúncias feitas por Carlos Saturnino, que, entretanto, foi alvo de uma queixa-crime por difamação apresentada por Isabel dos Santos.
Num comunicado, a PGR indicou então que o inquérito visa “investigar os factos ocorridos, bem como o eventual enquadramento jurídico-criminal dos mesmos”.
Dias depois, Isabel dos Santos negou as acusações e considerou-as “infundadas”, afirmando-se “confortável” com o inquérito aberto pela PGR, desafiando o presidente da Sonangol a apresentar a demissão.
Isabel dos Santos acusou Carlos Saturnino de “procurar buscar um bode expiatório para esconder o passado negro” da empresa, realçando o facto de ter encontrado em 2016 a Sonangol em “falência”.
A 03 de agosto, o procurador-geral da República de Angola, Hélder Pitta Grós, indicou que Isabel dos Santos fora notificada para prestar esclarecimentos em dois processos-crimes, um em que é acusada e outro em que é a queixosa.
Em causa está o envio de uma notificação da PGR a Isabel dos Santos, para prestar esclarecimentos sobre a sua gestão enquanto responsável máxima da Sonangol, concessionária angolana de hidrocarbonetos, e de um outro processo em que a mesma acusa o seu substituto, Carlos Saturnino, de difamação.
Questionado então pela agência Lusa, Hélder Pitta Grós afirmou que Isabel dos Santos “foi de facto notificada”, mas “não é de grande relevância o facto de ela não ter comparecido”.
“Porque isso tem acontecido com outros cidadãos que não têm comparecido e que têm justificado as suas ausências. A questão dela é que não se fez presente, não apresentou nenhuma justificação e vamos voltar a notificá-la, como temos feito noutros casos”, explicou o Procurador-Geral da República.
Quanto à data da próxima notificação, Pitta Grós disse que isso depende do magistrado do processo, que tem outros casos em mãos.
“Há dois processos. Há um processo-crime em que ela é que é a queixosa, portanto, ia ser ouvida como queixosa, e outro processo, que é de inquérito, que ela ia ser ouvida também”, salientando que a notificação era para prestar esclarecimentos em ambos os processos.
Segundo o Procurador-Geral da República, os dois processos estão “parados, aguardando somente que ela seja ouvida”.
Netflix responsável por 15% do tráfego de internet a nível global
YouTube e navegação pela web vêm logo a seguir.
Um estudo publicado pela Sandvine dá conta que 15% do tráfego de internet a nível global deve-se a subscritores da Netflix.
Diz o estudo em questão que o YouTube se encontra no segundo lugar com 11,4% e a navegação de web com 7,8%. O estudo mostra também quais os serviços de streaming mais usados, indicando que a Netflix tem uma ‘fatia’ de 26,6%, acima dos 21,3% do YouTube, dos 5,7% do Amazon Prime e dos 3,5% do Twitch.
A hegemonia da Netflix são boas notícias para a empresa que dentro de algum tempo terá de lidar com um rival da Disney que se fará falar de exclusivos da Pixar, Marvel e Lucasfilm.
Quanto custa Deus?
Nada, de acordo com as sagradas escrituras, Ele é omnipresente, omnipotente e omnisciente, por outras palavras Deus está em todo lugar ao mesmo tempo, tudo sabe e tudo pode, por conseguinte sabe o que se passa com os seus filhos.
Nesta senda ter acesso ao Criador é a coisa mais fácil, basta crer e receber que as portas para Ele estão abertas a toda hora.
Porque então ir a igreja? Porque é necessário congregar com os irmãos da fé para o seu crescimento e fortalecimento. Porque pagar por alguns serviços (bênçãos)? Na verdade não se cobra nada para ter acesso às bênçãos divinas o que se observa na nossa realidade/Sociedade é o aproveitamento da aflição alheia e a falta de conhecimento por parte de quem precisa (Os meus filhos perecem por falta de conhecimento).
Por outro lado, está escrito que é necessário trazer as primícias ao Altar em sinónimo de respeito e adoração ao Todo Poderoso para que Este proteja então aos que o fazem, e para os que não fazem também existe as suas consequências.
Existem os crentes que vendo os seus pedidos respondidos, em forma de gratidão levam oferendas aos seus pastores pela ajuda prestada, cabe ao pastor aceitar ou entregar a congregação (Livre Arbítrio), mas não foi Deus quem pediu. Ou exige isto ou aquilo para abençoar.
A única coisa que o Senhor pede é a nossa obediência á sua palavra para termos as Suas bênçãos em nossas vidas. Portanto só nos custa obediência á sua Palavra para o termos sempre connosco.
Corrupção corrosiva
Angolanos dominados pela ganância
Tornam-se cleptomaníacos adorados
E admirados por tristes pés descalços
Aos quais se exigia aplausos e votos
Com muito dinheiro fácil na algibeira
Restava uma parte para festa do sexo
Que era paga com notas de diamante
Adquiridas com petróleo sangrento
Vaginas usadas por pénis promíscuos
E de risco assumiam cargos de relevo
Tomaram o poder em muitos sectores
Afastando mulher fiéis e competentes
Mulheres bonitas negociavam o corpo
Em vivendas, hotéis e carros luxuosos
Com o dinheiro roubado durante anos
Em subsolo e empresa desgovernados
À solta, imenso criminosos sorridentes
Exibiam a prova do crime nas estradas
Enquanto os tribunais apenas olhavam
Ignorando a justiça em nome do povo
Viagens particulares pagas pelo Estado
Obras estatais sem concurso público
Obras sem visto do Tribunal de Contas
Obras para se enriquecer os corruptos
E privatizações prejudiciais ao estado
Corroíam este rico e belo País africano
Corrupção, vai-te embora! Detesto-te!
Corrupção, mataste os meus familiares
Mataste-os de doenças e de desgosto
Por isso, deves ser condenada e presa
Corrupção, vai-te embora! Detesto-te!
Odeio-te a ti e aos teus descendentes:
Incompetência e bajulação destrutivas
Promiscuidade e nepotismo perigosos
Confusão de bens públicos e privados
E perseguição aos homens honestos
Corrupção, basta! Vamos combater-te!


















