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Assédio sexual nas escolas é punido com expulsão

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O professor que assediar ou envolver-se sexualmente com uma aluna, além de responder em processo penal, corre o risco de ser expulso da função pública, informou o chefe da área jurídica do Gabinete Provincial de Educação de Luanda. José Filho disse que a circular  distribuída há dias sobre a matéria vai ser cumprida à risca.

De agora em diante, todo o professor de uma instituição de ensino geral, médio e politécnico que assediar ou se envolver sexualmente com uma aluna vai, além de responder a um processo penal, ser expulso da função pública, informou o chefe da área jurídica do Gabinete Provincial de Educação de Luanda.
José Filho disse ao Jornal de Angola que o objectivo desta medida é proteger as raparigas, por isso “não se vai dar tréguas aos professores que continuarem com essas atitudes reprováveis”.
“Vamos seguir à risca a circular que visa diminuir ou mesmo acabar com assédio nas escolas”, disse, frisando que o documento é de cumprimento imediato e deve ser inserido nos regulamentos internos.
O Gabinete Provincial de Educação de Luanda fez sair, há um mês, uma circular que manda demitir o professor que for acusado de ter assediado uma aluna. Se-gundo o documento, 90 por cento dos processos disciplinares, que chegam ao conhecimento da  direcção, têm a ver com casos de assédio e envolvimento sexual entre professores e alunas.
“Os casos acontecem e não podemos esconder”, sublinhou José Filho, contando que há o registo de um professor de uma escola da Centralidade do Sequele detido, acusado de envolvimento com uma aluna e um outro no Benfica que engravidou duas alunas adolescentes.
O Gabinete Provincial de Educação de Luanda tem 12 processos em fase de instrução, ligados a assédio e envolvimento sexual entre professores e alunas. Sem avançar números, disse que outros processos decorrem a nível dos municípios. “Alguns processos em instrução englobam três a quatro professores”, citou, para referir que esta semana um dos casos, com a proposta de expulsão, vai ser encaminhado à ministra da Educação.
Nesta altura, o Gabinete de Educação de Luanda está apostado na divulgação da circular, para que toda a sociedade tome conhecimento. Para o efeito, as direcções das escolas foram orientadas a afixar nas vitrinas, informar os professores e encarregados de educação nas reuniões trimestrais e nas assembleias de trabalhadores.
À guisa de exemplo, José Filho contou que os professores que se envolveram com alunas têm acima de 30 anos, e as alunas entre os 13 a 17 anos, embora a taxa de idade das vítimas seja até aos 23 anos.
Ao pedir mais prudência e respeito pelas “filhas dos outros”, o responsável da área jurídica do Gabinete Provincial de Educação de Luanda disse que o “envolvimento com uma aluna causa insucesso escolar”.
“O professor, no meio educacional, é a pessoa que tem mais experiência em relação à aluna, por isso não encontramos qualquer justificação para esse acto, durante a instrução do processo”, admitiu, dizendo que há muitos casos de envolvimento, mas as direcções das escolas dão, às vezes, protecção ao professor, para não deixar o colega em maus lençóis.

Punição dos professores 
Anteriormente, a punição dos professores acusados de assédio era com base na Lei 33/91, que refere que o funcionário público deve adoptar um comportamento cívico exemplar na via pública, pessoal e familiar, de modo a prestigiar sempre a dignidade da função pública e a sua qualidade de cidadão.
José Filho explicou que a norma não se apresentava clara, porque não enumerava as respectivas infracções.
“A lei define apenas a infracção disciplinar como sendo o facto voluntário praticado pelo agente, com violação de quaisquer deveres correspondentes à função exercida, e punível por acção e omissão, independentemente de ter produzido um elemento perturbador para o serviço.”
Em 2018, o Decreto Presidencial n.º 160/18 abarcou algumas novidades. O artigo 55 enumera as possíveis infracções que podem decorrer nos estabelecimentos do ensino, sem prejuízo do correspondente processo judicial por se tratar de uma prática socialmente reprovável que ofende a dignidade do educador”.
Num outro ponto,o Decreto Presidencial refere ser infracção a violação dos regulamentos em vigor nas institui-
ções de ensino. “Vimos uma oportunidade, porque o legislador deixou esta abertura para situações que deviam ocorrer, caso não encontrasse uma protecção jurídica”, disse José Filho, que explicou que todas as matérias que não são lesivas aos direitos dos funcionários podem ser incluídas no regulamento das escolas.
“As direcções das escolas têm agora um instrumento, inserido no regulamento interno, para acabar com aqueles que insistem em assediar e namorar com alunas”, disse José Filho, que aconselhou as direcções municipais e as repartições distritais a fazerem circular o documento até à última escola da periferia de Luanda, onde ocorrem a maioria dos casos.
“Vamos proteger as nossas raparigas. Elas são menores e por terem dificuldades de conversar com uma pessoa adulta, alguns professores aproveitam-se”, disse o chefe do Gabinete Jurídico. José Filho disse não acreditar que uma aluna adolescente seja capaz de convencer um adulto e chefe de família a ter um envolvimento sexual.
“Claro que se acontecer com uma aluna, vamos dar o seu tratamento, mas não aceito que uma aluna de 15 anos atrapalhe a cabeça de um professor de 40 anos, até porque o professor está sempre em situação de vantagem”, concluiu.

 

Fonte:JA

CEO da Huawei quer despedir “colaboradores medíocres”

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Ren Zhengfei, president of Huawei Technologies Co., gestures as he speaks during a session on day two of the World Economic Forum (WEF) in Davos, Switzerland, on Thursday, Jan. 22, 2015. World leaders, influential executives, bankers and policy makers attend the 45th annual meeting of the World Economic Forum in Davos from Jan. 21-24. Photographer: Jason Alden/Bloomberg via Getty Images

Ren Zhengfei dirigiu-se a todos os colaboradores através de um e-mail no final da semana.

O CEO da Huawei, Ren Zhengfei, dirigiu-se a todos os colaboradores da empresa através de um e-mail no final da semana passada, prevendo dificuldades e adiantando que pretende dirigir a tecnológica com mais cautela.

“Provavelmente a situação geral nos próximos anos não será tão brilhante como imaginei, temos de preparar-nos para tempos de dificuldades. Também temos de deixar para trás colaboradores medíocres e algumas despesas da empresa”, pode ler-se no e-mail em questão, entretanto partilhado pelo Financial Times.

Zhengfei aponta ainda que “as coisas correram suavemente nos últimos 30 anos”, notando que foi uma fase de “expansão estratégica”. Porém, o fundador da tecnológica chinesa afirmou também que é necessário “analisar com cuidado se todas as subsidiárias geográficas são eficientes” e “conduzir alguma organização”.

O e-mail deve-se sobretudo às suspeitas de espionagem que têm sido levantadas por vários países – entre eles os EUA – e que referem que a Huawei instala ‘portas de traseiras’ nos seus equipamentos e serviços em todo o mundo para que o governo chinês consiga aceder a informação privada.

Luanda em festa triste

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Hoje25 de Janeiro, é o dia de Luanda. Com efeito, Luanda comemora, hoje, 443 anos da sua fundação.

Espero que, neste dia festa, todos reflictam sobre a sua relação e comportamento para com Luanda. É importante que os governantes e a população tenham consciência de que Luanda é a capital de Angola – um País que aspira ser uma grande potência em África e no mundo. É evidente que para se alcançar esse ambicioso objectivo é necessário inteligência e entregam por parte dos governantes (infelizmente, muitos deles não têm luzes) e a colaboração da população, fazendo a sua parte, nomeadamente, tendo comportamentos positivos (civismo e cumprir com as suas obrigações para com o poder local (Governo Provincial e Administrações Municipais).

Espero que a população mude de mentalidade. Oxalá ela seja mais bem-educada e exerça o seu dever cívico de denunciar as más atitudes de munícipes em conflito com lei e com o civismo. Não se pode ficar indiferente a actos que prejudiquem a comunidade, tais como a vandalização dos bens públicos, que pertencem a todos.

Se a população, ainda que paulatinamente, mudar de comportamento negativo e vergonhoso, em termos de civismo, morrei feliz… Não, podemos ter munícipes que furtam os apetrechos da escolas, que vandalizam os postes de energia eléctrica, que urinam nas partes comuns dos prédio, que façam cozinhados nas corredores e, nos edifícios, colocam o saco de lixo à porta de casa, quando deveriam descer para o depositar no contentor.

A população de Luanda deve fazer tudo que estiver ao seu alcance para convencer o Governo Central, de modo a que o dia 25 de Janeiro seja um feriado provincial para que ela possa participar de diferentes actividades sociais relacionadas com os festejos dessa circunscrição administrativa. Os luandenses e os luandinos também têm direito a festejar condignamente o dia da fundação da província de que são naturais e/ou na qual residem.

Gostava tanto que o Governo Provincial de Luanda, em parceria com empresas públicas e/ou privadas, realizasse um espectáculo musical para os luandinos. Esse espectáculo até poderia ser uma marca de Luanda, «LUANDA FESTIVA». É importante dizer que essa eventual actividade cultural jamais porá de lado outros eventos culturais e desportivos. Luanda precisa de mais cultura e desporto.

Acredito que há alguns empresários interessados em abraçar o projecto cultural mencionado. Há alguns sensíveis para questões culturais. A lei do mecenato de ser levada em consideração.


Pensando em Luanda e na sua população.

José Carlos DE ALMEIDA

(Joseca Makiesse)

Assaltantes do Banco Sol no Jardim de Rosas detidos pelo SIC

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Seis homens, presumíveis autores do assalto da agência do Banco Sol, no condomínio Jardim de Rosas, no município de Belas, em Luanda, foram detidos e apresentados hoje, quinta-feira, pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC) e Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional.

Na ocasião, os seis homens, com idades entre os 23 e 39 anos, empunhados com armas de fogo evadiram a agência bancária e roubaram 48 milhões de kwanzas e vários pertences de clientes e funcionários.

Durante as buscas e captura, os operativos do SIC apenas conseguiram recuperar 900 mil kwanzas, 12 telemóveis, uma viatura e uma motorizada utilizada durante a acção dos marginais.

Os homens apresentados hoje fazem parte de um grupo de 105 cidadãos acusados da prática de 46 crimes registados, nos últimos 15 dias, em Luanda, com destaque para o roubo de valores monetários, em moeda nacional e estrangeira, em um casino, cantinas, e na via pública, jóias, homicídios com arma branca e por disparos de arma de fogo, fraude nas vendas e burla por deflagração.

Entre os detidos destacam-se ainda 19 outros, com idades entre os 17 e 43 anos, supostamente envolvidos no crime de posse e trafico de droga, cujo tipo de substâncias e quantidades não foram reveladas.

Os operativos do SIC apreenderam, durante as acções, dez metralhadoras do tipo Akm, seis pistolas, sete viaturas roubadas, cerca de um milhão de kwanzas e quatro mil e 900 dólares norte americanos.

Constam ainda das apreensões 111 quilogramas de drogas do tipo Cannabis, 4,3 gramas de cocaína, maquina de contagem de dinheiro, motores de viaturas e electrodomésticos.

Por outro lado, as autoridades policiais em Luanda apelam os citadinos a não reagirem caso sejam vítimas de assalto, já que os meliantes vêm, geralmente, munidos com armas de fogo e sob efeito de drogas, com objectivo de consumar o acto.

O apelo foi feito pelo director do gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa da delegação provincial do Ministério do Interior, Mateus Rodrigues, à margem do acto do SIC, devido ao assassinato de um homem, de 45 anos de idade, ocorrido no distrito da Estalagem, Viana.

O facto aconteceu quando quatro homens, dos quais um já detido, realizavam o roubo de motorizadas e a vítima, que era moto taxista, reagiu, sendo tingido com um disparo de arma de fogo que causou morte imediata.

Com mais de seis milhões de habitantes fazem parte da cidade capital os municipios de Luanda, Cacuaco, Viana, Cazenga, Kilamba-Kiaxi, Talatona. Belas, Icolo e Bengo e Quiçama.

Anselmo Ralph dá rosto à campanha do Unicef

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Anselmo Ralph é o rosto da nova campanha angolana do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O artista convidou os fãs a ajudá-lo a defender e promover os direitos da criança, através das redes sociais. “Quero convidar-vos a seguir a página do Unicef Angola no Twiter, Facebook e Instagram. Vamos dar essa força aqui, nesta promoção dos direitos da criança”, apelou o autor de sucessos como Super Homem, Fanatismo, Há quem queira, entre outras belíssimas canções.

Fonte: JA

Cantor Adi Cudz apoia a prática do desporto

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O músico angolano Adi Cudz, embaixador da marca de desodorizantes ROX irá inaugurar em Luanda, este sábado dia 26 de Janeiro de 2019, a partir das 9h, um campo de basquetebol localizado na Nova marginal.

O espaço já existente, foi requalificado pela ROX, no âmbito da sua responsabilidade social que pretende até ao final do ano repetir esta acção em mais 5 espaços na cidade capital, promovendo a prática de desporto, fomentando a saúde e o bem-estar.

O espaço desportivo contará com uma quadra de basquetebol, espaços de lazer com internet grátis para a comunidade fomentando o acesso à comunicação aos jovens e adultos. No mesmo dia, haverá animação musical para à comunidade, concursos de dança, Freestyle de basquete e oferta do produto.

A marca de desodorizantes ROX, pertence ao grupo NOBLE. A Angomart, rede de supermercados do grupo irá associar-se a esta iniciativa distribuindo lanches para as crianças presentes no evento.

Fonte: WAUCOMUNICAÇÃO

Mintrans pondera substituir grevistas do CFL

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O Ministério dos Transportes (Minstrans) informou, nesta terça-feira, que solicitou ao Executivo Angolano uma requisição civil, ao abrigo da Lei de Greve (23/91 de 15 de Junho), para substituir os trabalhadores grevistas do Caminho de Ferro de Luanda (CFL).

Segundo o Minstrans, o Executivo poderá determinar a requisição civil, em caso de justificado interesse nacional e a título excepcional, visando a substituição dos trabalhadores em greve, que reclamam, entras outras medidas, um aumento salarial na ordem de 80 por cento.

Dá a conhecer que as medidas estão a ser tomadas em coordenação com o Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social e o órgão de defesa e segurança nacional, para assegurar a tranquilidade e normalizar a circulação ferroviária do CFL o mais rápido possível.

Para tal, adverte, serão desencadeados todos os actos que se acharem convenientes, do ponto de vista disciplinar, civil e criminal para a responsabilização de todos aqueles que tiveram como fim último prejudicar os interesses da empresa, da população e da economia nacional.

A propósito da paralisação, o ministério e o conselho de administração do CFL lamentam o facto de não se ter alcançado o entendimento necessário para o levantamento da greve geral, decretada unilateralmente, no passado dia 08 de Janeiro, pelos trabalhadores afectos ao Sindicato Independente dos Ferroviários de Angola (SIFA).

Os grevistas observam uma paralisação dos serviços com base num caderno reivindicativo que inclui a melhoria das condições de trabalho, revisão da tabela salarial, actualização das categorias laborais e o aumento dos salários na ordem de 80 por cento.

Acidente na via Expressa causa oito feridos

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Aconteceu hoje (23) na Avenida Fidel Castro, mais conhecida como via expressa, um acidente por colisão protagonizado pelo Toyota Hiace, azul e branco,com a chapa de matricula LD.13.91.FM. A ocorrência deu-se no sentido de que sai da centralidade do Kilamba para o Benfica, por volta das 06:20 da manhã, defronte ao condomínio Jardim de rosas, a negligência da parte do condutor do Toyota Hiace vulgo quadradinho, esteve na base deste acidente em cadeia, causando 8 feridos dos quais 2 ligeiros e 6 graves.

No local estiveram os agentes da Brigada Especial de Trânsito, que socorreram os feridos, encaminhando-os a unidade hospital mais próxima, algumas pessoas no local, afirmaram que a pressa do azul e branco em apanhar mais passageiros esteve na base deste acidente que até ao momento não verificou nenhuma morte.

Tomás Ramos, disse a nossa reportagem que ” o motorista do quadradinho estava com muita pressa, mesmo já na paragem da ponte do 11 de Novembro, vimos a forma como ele saiu da paragem ao entrar na via principal, quase atropelava uma senhora que estava a atravessar”.

A nossa equipa, não conseguiu declarações dos  automobilistas envolvidos, no caso os donos das viaturas Toyota prado de cor branco, LD.56.89.AG, Mitsubishi L200, branco,LD.04.13.BA, no Kia Soul, branco, LD.84.23.Go, no Toyota prado, branco, LD.21.99.Ft, no Hyundai Tucson, branco,LD.09.16.Gp, e no Toyota Corolla, cinzento, LD.04.39.Gp. salientar que os condutores ainda não foram identificados em função de terem sido levados para o km25/BET. que embateram-se uma atrás da outra por causa da velocidade que trazia o candongueiro.

info@kilambanews.com

 

DNTV anuncia para breve novo modelo de matrículas

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A polícia Nacional apresentou ontem em Luanda, o novo modelo das matrículas que vai passar a vigorar no país, a medida está inserida no Decreto Presidencial n° 202/2016 de 27 de Setembro, que regula as atribuições de chapas de matrículas, para veículos automóveis e seus reboques.

O Inspector-Chefe, Domingos Satchitela, que é o  Chefe do Departamento de Telecomunicações e Informática da  Direcção Nacional de Viação e Trânsito (DNTV)  fez saber  que o país vai contar, brevemente, com um novo modelo de matrículas.

O representante da DNTV esclareceu, ainda, que, as matrículas actualmente usadas em Angola não contêm nenhum elemento de segurança.

“Existe um elevado número de falsificações e duplicações de matrículas, o que resulta em elevadas perdas fiscais e quebra na segurança pública”, justificou. Esse novo dispositivo irá suprir todo défice que havia, pois trás consigo elementos de segurança que anteriormente não se faziam acompanhar, como a identificação da placa e outros.

Segundo o Inspector-Chefe, os dados das viaturas matriculadas, actualmente, estão parcialmente registrados em formato electrónico, em Luanda, e outros Centros de Atribuição em Livros, mas, está em curso um processo de digitalização de todos os dados das viaturas numa base de dados central.

“Pois, em caso de acidentes, a título de exemplo, o automobilista deve comunicar a DNVT, que teve um acidente, e as autoridades é que vão, por sua vez, enviar a informação ao centro para poder fabricar a chapa. Isso para deminuir o índice de clonagem e falsificações”. Avançou ainda que, neste momento, a área que dirige está a trabalhar com o seu parceiro, e que, o primeiro Centro de matrícula já se encontra erguido, faltando apenas o seu apetrechamento.

“Vamos ter vários pontos para o procedimento da troca, no qual todos os veículos vão passar por uma inspecção, pois nós queremos com esta campanha detectar o maior número de carros roubados”, rematou.

Manuais proibidos “resistem” nas ruas

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A venda ilegal de manuais escolares continua “viva” nas ruas e nos mercados da província de Luanda, apesar da efectivação da “Operação Resgate” e do reforço da fiscalização dos agentes do Ministério da Educação.

(Por Marcela Ganga Mateus)

Os livros do ensino primário, de distribuição gratuita, são facilmente encontrados nos principais mercados da capital do país, colocados em bancadas improvisadas ou em panos estendidos no chão, muitas vezes próximos de esquadras da Polícia.

O negócio é feito à luz do dia, nos mercados do Asa Branca e Kikolo, bem como na zona do São Paulo e noutros pontos da cidade, num claro desafio às autoridades nacionais.

Nestes pontos, há autoridades policiais para combater o negócio, mas a persistência dos vendedores continua a “furar” a estratégia dos agentes da ordem.

Por exemplo, no Asa Branca (município do Cazenga), a venda de livros, principalmente os gratuitos, é feita a menos de um metro de uma esquadra policial.

Devido à abundância de material, o mercado do Asa Branca é um dos principais pontos de concentração de revendedores que adquirem livros em grandes quantidades e baixos preços, para revender a valores exorbitantes no centro da cidade e no interior do país.

Na zona do São Paulo, o cenário é semelhante. O negócio é feito em mais de 75 por cento da sua extensão, mesmo com a presença de fiscais e agentes da Polícia Nacional que timidamente amedrontam as comerciantes.

Apesar da presença de fiscais e polícias, vendedoras circulam com o material proibido sobre a cabeça e nos ombros; outras os escondem em panos embrulhados.

Para ludibriar as autoridades, levam apenas alguns volumes de amostra, enquanto a maioria é depositada em casas de processo, para não pôr em risco o negócio.

Já no interior do mercado do Kikolo, considerado também um dos grandes pontos de venda de material de distribuição gratuita, o comércio é feito com tranquilidade.

A Angop constatou que, em nenhum momento, se verifica a presença da Polícia no local, apesar de, à semelhança do Asa Branca, haver uma esquadra junto do mercado.

Nestes locais, o conjunto de livros da 1.ª e 2.ª classes é vendido no valor de mil kwanzas, enquanto os da 3.ª e 4.ª classes custam três mil. Já os da 5.ª e 6.ª classes custam 3.500 kwanzas.

Já o kit de cadernos de actividades (composto por apenas três livros da 1.ª à 3.ª classe) custa 15 mil kwanzas no mercado do São Paulo, enquanto os da 1.ª e 2.ª classes estão a ser comercializados por 2.500 kwanzas.

O kit de cinco livros da 4.ª custa três mil kwanzas, ao passo que os da 5.ª e 6.ª classes (compostos por oito livros) estão a ser vendidos ao preço de quatro mil.

Ainda no mercado do São Paulo, cinco cadernos pequenos, no formato de meia folha A4, estão a ser comercializados a mil kwanzas, enquanto a mesma quantidade de cadernos no tamanho A4 custa entre dois mil e dois mil 800 kwanzas.

No mesmo espaço, um caderno de mola aspiral, que pode ser usado para 15 disciplinas, está a ser vendido no valor de quatro mil kwanzas.

Para o presente ano lectivo, o Ministério da Educação prevê distribuir 28 milhões e 267 manuais em todo o país, quer para o ensino normal, quer para o especial.

Os manuais actualizados serão distribuídos na ordem de 63 por cento, e os não-actualizados em 37, em todas as províncias e salas de aula.

A actualização dos manuais orçou em 1,1 mil milhões de kwanzas.

Falhas na distribuição

Embora sejam de distribuição gratuita nas escolas públicas, encarregados de educação são obrigados a recorrer aos mercados para a aquisição de manuais.

Lamentam o facto de, há muitos anos, verem os educandos reclamarem por nunca serem contemplados com os livros nas suas instituições de ensino.

O problema é do conhecimento das autoridades do Ministério da Educação, que há anos buscam soluções consistentes para acabar com o desvio de material didáctico.

Os encarregados questionam, igualmente, o facto de, até hoje, aparecerem tantos livros de distribuição gratuita fora do circuito normal (mercado paralelo e ruas), pelo que pedem às autoridades do sector para reforçarem a fiscalização.

Segundo António Fernando, encarregado de educação, em virtude da deficiência no sistema de distribuição das escolas, teve de recorrer ao mercado paralelo para a compra de materiais para os seus três filhos.

Já Antónia Soares avança que, nas livrarias, os preços são muito elevados, daí ter, igualmente, recorrido ao mercado, onde se encontram manuais a preços mais acessíveis.

A também vendedora do mercado do Kikolo mostrou-se indignada com o preço do kit da 9.ª classe, comercializado no valor de 30 mil kwanzas, afirmando que, desta forma, muitos pais ficam sem possibilidades de adquirir o material para os filhos.

Procura satisfaz vendedores

Para quem faz da venda de material educativo nos mercados o ganha-pão para o sustento familiar, o período de começo das aulas torna-se o mais desejado.

Nesta altura do ano, o cenário é de grande procura por parte dos encarregados de educação que, sem opções, acabam por ceder à “tentação” da compra ilegal na rua.

Apesar de se reconhecer a ilegalidade dessa prática, aumenta, diariamente, o volume de livros proibidos nos mercados e nas ruas da capital angolana.

Luísa Machado é uma das vendedoras do mercado do Kikolo e manifesta a sua satisfação pelo aumento de clientes nesta altura do ano.

Sem revelar a proveniência dos manuais que vende, diz tratar-se de um negócio rentável, principalmente nesses dias que antecedem o começo do ano lectivo.

Neste período, de acordo com a vendedora, os livros mais difíceis de se encontrar são os cadernos de actividade do ensino primário e os da 7.ª classe em diante.

Domingas Manuel, vendedora na zona do São Paulo, diz que, apesar dos riscos, a venda de material escolar proibido compensa no final do dia.

Já Rosa da Conceição, vendedora no São Paulo, lamenta apenas o facto de, nalgumas ocasiões, perder o produto aquando das operações da Polícia e da Fiscalização.

Adianta que, quando assim acontece, perdem grandes quantidades de produto, representando um grande rombo nos planos financeiros.

Polícia nega passividade

Conquanto seja criticada pela população, devido à venda ilegal de livros à volta dos seus postos oficiais, a Polícia nega estar a ser passiva no combate a essa prática.

Waldemar Paulo, director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do Ministério do Interior, promete que vão afinar os mecanismos para contrapor a venda ilegal, procurando descobrir a origem e levar os responsáveis às barras do tribunal.

Na óptica do oficial, o combate deve começar pelo fecho das fontes de distribuição dos manuais escolares nos mercados paralelos. “Só assim se poderá pôr fim à venda nestes locais”, expressa.

O responsável adianta que a luta será inglória se não se fechar “a torneira” a partir da fonte, na medida em que “os revendedores nos mercados são apenas a ponta do iceberg neste processo de venda de material escolar nos mercados”.

No âmbito da “Operação Resgate”, o oficial avança que deverão ser criados mecanismos e acções concretas para combater a venda ilegal de material escolar nos mercados.

Lamentos no ensino privado

Se, para os encarregados de educação e pais de crianças matriculadas em instituições públicas o princípio de cada ano lectivo tem sido uma dor de cabeça, o cenário é quase de “terror” para quem tem os educandos inscritos em escolas privadas.

Sem direito a livros gratuitos, pais e encarregados de educação de alunos matriculados nos colégios lamentam o facto de terem de comprar manuais bastante caros, fora do circuito do Ministério da Educação, e com algumas diferenças em termos de conteúdo.

Por essa razão, dizem, nem conseguem recorrer ao paralelo para a aquisição de livros.

Em defesa da casa, o presidente da Associação Nacional do Ensino Particular (ANEP), António Pacavira, pede o apoio do Ministério da Educação (MED), no que à produção de manuais para o ensino primário diz respeito.

Diz haver disponibilidade das escolas privadas para poderem negociar com as autoridades a compra dos livros da Reforma Educativa, na base de um preço justo, uma vez que a gratuitidade só abrange o ensino público.

A Lei de Base n.º 17/16 estabelece que “apenas as crianças matriculadas no ensino público têm direito a manuais gratuitos, medida que exclui as escolas do ensino privado”.

António Pacavira lamenta a situação das instituições do ensino privado e avança que, há quatro ou cinco anos, recebiam do MED material destinado aos alunos do ensino primário.

Para o responsável, devido à melhoria da qualidade do processo de ensino e aprendizagem, há necessidade de se uniformizarem os conteúdos dos manuais, razão pela qual considera ser tarefa do Estado produzir maior volume de livros.

As instituições privadas recorrem, anualmente, à Plural Editores para a produção de materiais que chegam às mãos dos encarregados de educação a preços exorbitantes.

Têm, ao todo, mais de um milhão de alunos, maioritariamente no ensino primário. Para atender à demanda, carecem, anualmente, de quase cinco milhões de manuais.

Com a ajuda ou sem ajuda imediata do Estado, a certeza é que, dentro de dias, as escolas públicas e privadas terão de encontrar soluções para distribuir manuais escolares.

Até lá, fica em aberto a questão que, há anos, não encontra resposta: Quem sairá vencedor nesse combate nas ruas, entre autoridades e vendedores ilegais de livro?