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SIC efectua busca na casa do ex-director-geral do INEA

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O antigo director do Instituto de Nacional de Estradas de Angola, Joaquim Sebastião, foi convocado a comparecer hoje no Departamento contra Crimes Económicos do Serviço de Investigação Criminal (SIC), para para prestar informações sobre o período em que geriu a empresa afecta ao Ministério da Construção. Até ao momento ainda não saiu do edifício no Kinaxixi, segundo informações o mesmo já encontra-se detido.

Afastado do cargo no início de Dezembro de 2010 pelo então Ministro da Construção e Urbanismo, Fernando Alberto de Lemos da Fonseca, Joaquim Sebastião foi ontem surpreendido na sua residência, em Talatona, por um grupo de mais de 10 elementos do SIC com um mandado de apreensão e busca.

Segundo garantem algumas fontes, durante a primeira investida, no período da manhã, os efectivos do Serviço de Investigação Criminal não terão levado qualquer documento ou bens depois de terem feito uma vistoria na residência do antigo director-geral do Instituto Nacional de Estradas.

No período da tarde, isto das 15 às 16 horas, segundo apurou a nossa fonte, os investigadores fizeram-se novamente presentes no mesmo local.

‘O SIC esteve lá com a intenção de levá-lo’, contou uma fonte, salientando que ‘não fazia sentido porque ele tinha a notificação para ser ouvido’ hoje no Departamento contra Crimes Económicos.

Ainda sem nenhuma medida de coação ou ter sido constituído arguido, sabe-se que Joaquim Sebastião deverá prestar informações apenas hoje sobre a sua gestão à frente do INEA, particularmente num período em que esta instituição jogava um papel importante no processo de reconstrução das estradas no país.

 

Centro de Oncologia beneficia de donativos do Standard Bank de Angola

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O Centro Nacional de Oncologia, situado em Luanda, recebeu ontem vários donativos, do Standard Bank de Angola, no âmbito de sua responsabilidade social que esta instituição bancária tem desenvolvido  um pouco por todo país, no apoio à Luta contra o Cancro. O banco possui igualmente neste âmbito alguns eventos regulares como a promoção de acções de saúde na comunidade com as associações Médicos Pela Vida e Cárie Not e a promoção de aulas de alfabetização, com a associação ABC Alfabetizar.

O Instituto Angolano de Controlo de Câncer recebe em média, diariamente, 200 pacientes para consultas, e é composto por 72 camas de internamento. O seu serviço de pediatria atende crianças dos 0 aos 18 anos de idade, e os casos mais preocupantes são os de leucemia e linfomas, e ainda os de transplantes da medula óssea que não são realizados em Angola. Cadeiras de rodas, medicamentos, materiais gastáveis, produtos alimentares, produtos de higiene pessoal, produtos de limpeza e vestuários constaram do leque de produtos entregues.

Paula Domingos, Directora Administrativa do IACC avançou que ” “É muito importante para nós este gesto do Standard Bank de Angola, mas o mais importante é a preocupação com que o banco sempre nos tem tratado. temos participado com o Banco em várias acções, entre estas o “Novembro Azul”, que é um projecto que visa a consciencialização do Cancro da próstata, e recebemos de braços abertos todas as ajudas que nos possam ser feitas. Vão ser de muita utilidade e é de facto muito bom”.

Por seu lado, Isabel Cândido, Directora Clínica interina do Instituto de Câncer, na ocasião, abordou sobre o défice que o hospital tem em recursos humanos e de equipamentos para o bloco operatório, realçando que o IACC recebe pacientes provenientes de todo o país o que tem sido uma das suas maiores preocupações, “tendo em conta que muitos vêm acompanhados dos seus familiares e não têm onde hospedar-se”.

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Estado injeta 280 milhões para garantir atividade do BPC

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O Estado angolano vai injetar 280 milhões de euros no Banco de Poupança e Crédito (BPC) para garantir que o maior banco do país mantenha a atividade normal, segundo um decreto presidencial a que a Lusa teve hoje acesso.

De acordo com um decreto assinado pelo Presidente da República, João Lourenço, de 30 de janeiro, para este efeito foi autorizada uma emissão de Obrigações do Tesouro, com prazo de reembolso a quatro anos e uma taxa de juro anual de 16,5%.

O decreto presidencial autoriza o Ministério das Finanças a recorrer a uma “emissão especial” de Obrigações do Tesouro em Moeda Nacional (OTMN) no valor de até 100.000 milhões de kwanzas (279,5 milhões de euros), para, lê-se, “possibilitar que o mesmo (BPC) cumpra na sua plenitude a missão para a qual foi criado”.

Em 2017, o BPC registou um buraco de 5.200 milhões de dólares (4.530 milhões de euros), de ativos com baixo desempenho e em incumprimento, essencialmente crédito malparado, o segundo pior registo da história da banca em Angola.

O Estado angolano é acionista do BPC, através do Ministério das Finanças (75%), do Instituto Nacional de Segurança Social (15%) e da Caixa de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas (10%).

Segundo dados anteriores, o Estado angolano necessitava de injetar 31.500 milhões de kwanzas (115 milhões de euros, à taxa de câmbio de então) no BPC, para completar o capital social, conforme análise da auditoria externa às contas de 2017 daquele banco, elaborada pela UHY – Auditores & Consultores.

Essa auditoria alertava desde logo que a “capacidade do banco para continuar as operações depende do sucesso das suas atividades futuras, da manutenção dos depósitos dos seus clientes e da continuação do suporte financeiro dos seus acionistas”.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) assumiu em junho de 2018 a preocupação com o crédito malparado no BPC, recomendando ao Governo que nova injeção de liquidez ficasse condicionada à concretização do plano de reestruturação e mantendo-se proibida a concessão de novos empréstimos.

A informação constava das conclusões, de junho, da missão do FMI no âmbito das consultas regulares com as autoridades angolanas, ao abrigo do Artigo IV, e que abordam com preocupação a situação da banca angolana, e a sua falta de liquidez.

Na avaliação, a missão do Fundo — que no final de 2018 chegou a acordo com Angola para um programa de assistência – concluiu que os bancos angolanos, e sobretudo os detidos pelo Estado, enfrentam um cenário de crédito malparado muito elevado, apontando o caso do BPC como o caso mais crítico: “Permanece fracamente capitalizado, dependente do BNA para liquidez, e o ritmo da sua reestruturação operacional tem sido lento”.

De acordo com o FMI, desde 2014, com o início da crise do petróleo, que colocou em evidência a gestão dos bancos, que Angola tem investido anualmente mais de 4% do Produto Interno Bruto na recapitalização das instituições financeiras. Em 2018, segundo o FMI, Angola gastaria 1% de toda a riqueza produzida nesta recapitalização.

Em 2016, especificamente para atuar sobre a situação crítica no BPC, o Governo angolano lançou a sociedade pública Recredit, uma espécie de ‘banco mau’ para comprar o crédito malparado, injetando assim liquidez naquele banco e tentando depois recuperar esses ativos considerados tóxicos.

Inicialmente foi definida a aquisição pela Recredit de cerca de um terço dos ativos problemáticos do BPC, num total de cerca de 300 mil milhões de kwanzas (mais de mil milhões de euros à taxa de câmbio atual), mandato que foi entretanto alargado pelo Governo para a compra – recorrendo à emissão de dívida pública – de mais 180 mil milhões de kwanzas (620 milhões de euros) de crédito malparado a outros bancos angolanos.

Em 2015, o BPC tinha 406 agências em todo o país, com 5.354 trabalhadores, números que subiram, respetivamente, para 443 e 5.530 até final do ano seguinte. Entretanto, a instituição iniciou um processo de redução do número de agências em todo o país.

Indústria das bebidas contesta novo imposto 31 de Janeiro, 2019

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A Associação das Indústrias de Bebidas de Angola (AIBA) reagiu ontem o estabelecimento do Imposto Especial de Consumo (IEC) – que visa também o tabaco e os artigos de luxo -, declarando que a medida vai resultar no aumento dos preços desses produtos e coloca em risco os empregos.

A AIBA revela pela primeira vez que a crise do preço do petróleo, que se prolonga desde 2014, já levou à perda de mais de cinco postos de trabalho só na indústria de bebidas e que não se deve “aumentar ainda mais esse número dramático com este novo imposto”.

“A efectivação desta medida constitui um choque brutal para o nosso sector já fragilizado com a questão de divisas e com uma quebra muito forte no consumo de-vido à inflação e redução do poder de compra da população”, adverte a associação.

A AIBA declara ter sido “surpreendida” pelo instituição do IEC por não ter sido envolvida de forma efectiva na discussão deste novo imposto, considerando que, e invés de ser penalizada depois dos investimento que elevaram o seu potencial exportador, deveria ser apoiada.

Solicita a reversão do imposto, declarando-se disposta a trabalhar nesse sentido com a Administração Geral Tributária.

Fonte: Angop

Dakaza inaugura nova loja em Luanda e cria mais de 40 novos empregos

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O Governador de Luanda, SérgioLuther Rescova inaugurou  na semana passada em Luanda, a 7ª loja DAKAZA, criando  45 novos postos de trabalho. Na inauguração da nova loja foi também lançado o projecto “Raízes”, que reforça a lado social da empresa ora inaugurada.

O director de operações da Dakaza, André Torres, explica que a nova loja reforça a aposta na produção nacional e promoção da cultura, mantendo o seu compromisso de uma oferta de qualidade acessível a todos. Por outro lado, o responsável esclareceu que em 2018, através do programa “Raízes”, que tem como objectivo valorizar e apostar na promoção e desenvolvimento da cultura e da produção nacional, a Dakaza realizou 10 exposições de artistas angolanos, vendeu 1 700 artigos e recebeu 30 000 visitas nas suas lojas.

A 7ª loja conta com uma área bruta de construção de 2.000m2, estacionamento dedicado e uma oferta variada de mobiliário e decoração nas diferentes áreas, como quarto, sala, mesa e cozinha, têxtil, ar livre, decoração, iluminação, entre outras, e surge depois de se ter feito um investimento que ronda em 1 300 milhões de kwanzas.

O Ministério da Cultura é agora o parceiro directo da Dakaza, através do projecto “Raízes”, que foi apresentado na Quinta feira em Luanda, na inauguração da 7ª loja. Constituído actualmente por 10 expositores, o programa “Raízes” contribui para preservação da Identidade das comunidades, bem como o empreendedorismo e empregabilidade de vários artistas e famílias, que através do seu talento promovem a cultura do país. “Embora esta seja já a 7ª loja da insígnia, este novo espaço apresenta- se com um ambiente, vivência e experiência de compra totalmente único e diferenciador. O novo conceito de loja tem como ponto principal a “Praça Central”, onde se pretende promover a Identidade e Riqueza da Cultura Nacional, através do Programa Raízes” Afirmou André Torres.

Carolina Cerqueira, ministra da Cultura, avançou  que esta parceria vai gerar empregos para a juventude e o desenvolvimento das indústrias criativas e culturais, através da melhor divulgação do artesanato, da música tradicional e outras expressões da cultura e tradição do povo, de todas as regiões do país, e esta loja será um lugar privilegiado para o efeito. De ressaltar que desde o início do programa já foram realizadas 10 exposições temáticas que receberam 30.000 visitantes.

A Dakaza assume assim um papel activo e próximo das comunidades, partilhando e promovendo o talento artístico nacional. A Dakaza é uma rede de lojas criada em Angola em 2014. Tem como missão levar aos seus clientes produtos de qualidade e as principais novidades do mercado, aos melhores preços, contribuindo para o seu bem-estar e para melhoria do seu dia-adia.

Ady Cudz inaugura campo de basquetebol em Luanda

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O músico angolano Adi Cudz, inaugurou na manhã de sábado passado em Luanda, dia 26 de Janeiro de 2019, um campo de basquetebol, localizado na Nova Marginal. O evento começou a partir das 9h e contou com vários atractivos culturais: animação musical, concursos de dança, Freestyle de basquetebol com Ady Cudz e oferta dos produtos Rox, que proporcionaram alegria e diversão a comunidade que marcou presença em peso.

Segundo o director de marketing do grupo Noble, Dario Santos, o espaço já existia, foi requalificado pela ROX, no âmbito da sua responsabilidade social, que pretende até ao final do ano repetir esta acção em mais 5 espaços na cidade capital, promovendo a prática de desporto, fomentando a saúde e o bem-estar.

ADY CUDZ, dirigiu – se a comunidade e seus fãs, dizendo que os mesmos podem usar a internet para falarem com seus familiares e amigos, encorajando o uso racional do espaço desportivo.

Para Dario Santos, (Director de Marketing do Grupo Noble), o objectivo deste projecto é incentivar as comunidades a prática do desporto, proporcionando a inclusão digital com acesso a internet grátis.

Operadora Zap actualiza tarifário de todos serviços

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A  operadora de televisão por cabo Zap anunciou hoje, em comunicado de Imprensa, que vai actualizar o preço dos seus serviços por causa das dificuldades financeiras criadas pela desvalorização da moeda nacional.

O comunicado chegado à nossa redacção, não especifica o valor da actualização que vai fazer aos seus serviços, a ZAP indica que a mesma vai ser efectivada progressivamente porque, face às dificuldades “no pagamento a fornecedores externos” de canais, ela é “essencial” para manter a qualidade dos serviços que presta.

Essa actualização é considerada pela empresa como “vital” para a sua sustentabilidade.
Sublinhando que, enquanto operadora de televisão por satélite, os canais que compõem a sua grelha “são comprados internacionalmente” bem como “pagos montantes elevados” pelos direitos de transmissão, a ZAP informa que não lhe foi permitido, nos últimos dois anos, “ajustar os preços”.

Por esta razão, e apesar das sucessivas desvalorizações do Kwanza, a operadora lembra que pratica os mesmos preços desde 2016 e que, desde então, a moeda nacional já depreciou cerca de 80 por cento, acrescentando que a inação acumulada já vai nos 45%.
Face a este cenário, a ZAP diz que vê-se na “premente necessidade de actualizar os preços”, assumindo que o valor dessa actualização vai ser anunciada progressivamente.
A ZAP conta hoje com 1500 trabalhadores directos e 6500 indirecto.

Assédio sexual nas escolas é punido com expulsão

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O professor que assediar ou envolver-se sexualmente com uma aluna, além de responder em processo penal, corre o risco de ser expulso da função pública, informou o chefe da área jurídica do Gabinete Provincial de Educação de Luanda. José Filho disse que a circular  distribuída há dias sobre a matéria vai ser cumprida à risca.

De agora em diante, todo o professor de uma instituição de ensino geral, médio e politécnico que assediar ou se envolver sexualmente com uma aluna vai, além de responder a um processo penal, ser expulso da função pública, informou o chefe da área jurídica do Gabinete Provincial de Educação de Luanda.
José Filho disse ao Jornal de Angola que o objectivo desta medida é proteger as raparigas, por isso “não se vai dar tréguas aos professores que continuarem com essas atitudes reprováveis”.
“Vamos seguir à risca a circular que visa diminuir ou mesmo acabar com assédio nas escolas”, disse, frisando que o documento é de cumprimento imediato e deve ser inserido nos regulamentos internos.
O Gabinete Provincial de Educação de Luanda fez sair, há um mês, uma circular que manda demitir o professor que for acusado de ter assediado uma aluna. Se-gundo o documento, 90 por cento dos processos disciplinares, que chegam ao conhecimento da  direcção, têm a ver com casos de assédio e envolvimento sexual entre professores e alunas.
“Os casos acontecem e não podemos esconder”, sublinhou José Filho, contando que há o registo de um professor de uma escola da Centralidade do Sequele detido, acusado de envolvimento com uma aluna e um outro no Benfica que engravidou duas alunas adolescentes.
O Gabinete Provincial de Educação de Luanda tem 12 processos em fase de instrução, ligados a assédio e envolvimento sexual entre professores e alunas. Sem avançar números, disse que outros processos decorrem a nível dos municípios. “Alguns processos em instrução englobam três a quatro professores”, citou, para referir que esta semana um dos casos, com a proposta de expulsão, vai ser encaminhado à ministra da Educação.
Nesta altura, o Gabinete de Educação de Luanda está apostado na divulgação da circular, para que toda a sociedade tome conhecimento. Para o efeito, as direcções das escolas foram orientadas a afixar nas vitrinas, informar os professores e encarregados de educação nas reuniões trimestrais e nas assembleias de trabalhadores.
À guisa de exemplo, José Filho contou que os professores que se envolveram com alunas têm acima de 30 anos, e as alunas entre os 13 a 17 anos, embora a taxa de idade das vítimas seja até aos 23 anos.
Ao pedir mais prudência e respeito pelas “filhas dos outros”, o responsável da área jurídica do Gabinete Provincial de Educação de Luanda disse que o “envolvimento com uma aluna causa insucesso escolar”.
“O professor, no meio educacional, é a pessoa que tem mais experiência em relação à aluna, por isso não encontramos qualquer justificação para esse acto, durante a instrução do processo”, admitiu, dizendo que há muitos casos de envolvimento, mas as direcções das escolas dão, às vezes, protecção ao professor, para não deixar o colega em maus lençóis.

Punição dos professores 
Anteriormente, a punição dos professores acusados de assédio era com base na Lei 33/91, que refere que o funcionário público deve adoptar um comportamento cívico exemplar na via pública, pessoal e familiar, de modo a prestigiar sempre a dignidade da função pública e a sua qualidade de cidadão.
José Filho explicou que a norma não se apresentava clara, porque não enumerava as respectivas infracções.
“A lei define apenas a infracção disciplinar como sendo o facto voluntário praticado pelo agente, com violação de quaisquer deveres correspondentes à função exercida, e punível por acção e omissão, independentemente de ter produzido um elemento perturbador para o serviço.”
Em 2018, o Decreto Presidencial n.º 160/18 abarcou algumas novidades. O artigo 55 enumera as possíveis infracções que podem decorrer nos estabelecimentos do ensino, sem prejuízo do correspondente processo judicial por se tratar de uma prática socialmente reprovável que ofende a dignidade do educador”.
Num outro ponto,o Decreto Presidencial refere ser infracção a violação dos regulamentos em vigor nas institui-
ções de ensino. “Vimos uma oportunidade, porque o legislador deixou esta abertura para situações que deviam ocorrer, caso não encontrasse uma protecção jurídica”, disse José Filho, que explicou que todas as matérias que não são lesivas aos direitos dos funcionários podem ser incluídas no regulamento das escolas.
“As direcções das escolas têm agora um instrumento, inserido no regulamento interno, para acabar com aqueles que insistem em assediar e namorar com alunas”, disse José Filho, que aconselhou as direcções municipais e as repartições distritais a fazerem circular o documento até à última escola da periferia de Luanda, onde ocorrem a maioria dos casos.
“Vamos proteger as nossas raparigas. Elas são menores e por terem dificuldades de conversar com uma pessoa adulta, alguns professores aproveitam-se”, disse o chefe do Gabinete Jurídico. José Filho disse não acreditar que uma aluna adolescente seja capaz de convencer um adulto e chefe de família a ter um envolvimento sexual.
“Claro que se acontecer com uma aluna, vamos dar o seu tratamento, mas não aceito que uma aluna de 15 anos atrapalhe a cabeça de um professor de 40 anos, até porque o professor está sempre em situação de vantagem”, concluiu.

 

Fonte:JA

CEO da Huawei quer despedir “colaboradores medíocres”

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Ren Zhengfei, president of Huawei Technologies Co., gestures as he speaks during a session on day two of the World Economic Forum (WEF) in Davos, Switzerland, on Thursday, Jan. 22, 2015. World leaders, influential executives, bankers and policy makers attend the 45th annual meeting of the World Economic Forum in Davos from Jan. 21-24. Photographer: Jason Alden/Bloomberg via Getty Images

Ren Zhengfei dirigiu-se a todos os colaboradores através de um e-mail no final da semana.

O CEO da Huawei, Ren Zhengfei, dirigiu-se a todos os colaboradores da empresa através de um e-mail no final da semana passada, prevendo dificuldades e adiantando que pretende dirigir a tecnológica com mais cautela.

“Provavelmente a situação geral nos próximos anos não será tão brilhante como imaginei, temos de preparar-nos para tempos de dificuldades. Também temos de deixar para trás colaboradores medíocres e algumas despesas da empresa”, pode ler-se no e-mail em questão, entretanto partilhado pelo Financial Times.

Zhengfei aponta ainda que “as coisas correram suavemente nos últimos 30 anos”, notando que foi uma fase de “expansão estratégica”. Porém, o fundador da tecnológica chinesa afirmou também que é necessário “analisar com cuidado se todas as subsidiárias geográficas são eficientes” e “conduzir alguma organização”.

O e-mail deve-se sobretudo às suspeitas de espionagem que têm sido levantadas por vários países – entre eles os EUA – e que referem que a Huawei instala ‘portas de traseiras’ nos seus equipamentos e serviços em todo o mundo para que o governo chinês consiga aceder a informação privada.

Luanda em festa triste

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Hoje25 de Janeiro, é o dia de Luanda. Com efeito, Luanda comemora, hoje, 443 anos da sua fundação.

Espero que, neste dia festa, todos reflictam sobre a sua relação e comportamento para com Luanda. É importante que os governantes e a população tenham consciência de que Luanda é a capital de Angola – um País que aspira ser uma grande potência em África e no mundo. É evidente que para se alcançar esse ambicioso objectivo é necessário inteligência e entregam por parte dos governantes (infelizmente, muitos deles não têm luzes) e a colaboração da população, fazendo a sua parte, nomeadamente, tendo comportamentos positivos (civismo e cumprir com as suas obrigações para com o poder local (Governo Provincial e Administrações Municipais).

Espero que a população mude de mentalidade. Oxalá ela seja mais bem-educada e exerça o seu dever cívico de denunciar as más atitudes de munícipes em conflito com lei e com o civismo. Não se pode ficar indiferente a actos que prejudiquem a comunidade, tais como a vandalização dos bens públicos, que pertencem a todos.

Se a população, ainda que paulatinamente, mudar de comportamento negativo e vergonhoso, em termos de civismo, morrei feliz… Não, podemos ter munícipes que furtam os apetrechos da escolas, que vandalizam os postes de energia eléctrica, que urinam nas partes comuns dos prédio, que façam cozinhados nas corredores e, nos edifícios, colocam o saco de lixo à porta de casa, quando deveriam descer para o depositar no contentor.

A população de Luanda deve fazer tudo que estiver ao seu alcance para convencer o Governo Central, de modo a que o dia 25 de Janeiro seja um feriado provincial para que ela possa participar de diferentes actividades sociais relacionadas com os festejos dessa circunscrição administrativa. Os luandenses e os luandinos também têm direito a festejar condignamente o dia da fundação da província de que são naturais e/ou na qual residem.

Gostava tanto que o Governo Provincial de Luanda, em parceria com empresas públicas e/ou privadas, realizasse um espectáculo musical para os luandinos. Esse espectáculo até poderia ser uma marca de Luanda, «LUANDA FESTIVA». É importante dizer que essa eventual actividade cultural jamais porá de lado outros eventos culturais e desportivos. Luanda precisa de mais cultura e desporto.

Acredito que há alguns empresários interessados em abraçar o projecto cultural mencionado. Há alguns sensíveis para questões culturais. A lei do mecenato de ser levada em consideração.


Pensando em Luanda e na sua população.

José Carlos DE ALMEIDA

(Joseca Makiesse)