WEBINAR COVID-19 desafios e oportunidades para a economia de Angola

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Luanda acolheu esta quarta feira, 17 de Junho 2020, uma discussão, virtual sobre o impacto da pandemia bem como uma visão da economia real, promovida pelo Banco BAI. O evento contou com a presença, entre outros, executivos da banca e 3 empresários, do qual destacou-se José Moniz, empresário no ramo da saúde, com o maior grupo de farmácias de Angola “Moniz Silva International” e de distribuição (ZINOM).

No encontro foram destacados os maiores problemas actuais em que se juntaram 3 crises: económica / cambial / crédito, a petrolífera e a sanitária. Existirá recessão em 2020/21 pois diminuiu muito o poder de compra e aumentou o desemprego em mais de 30%. Ao nível das farmácias, os custos de contexto ainda aumentaram mais, nos transportes, nas regras sanitárias, mas também devido às Inspeções excessivas que não acrescentam valor e nem são programadas.

No entanto as farmácias continuaram a funcionar 24h por dia, não havendo redução no abastecimento de medicamentos e nos seus preços; tudo pelas soluções encontradas dentro do grupo Moniz Silva (MS). Um grupo apenas composto por colaboradores angolanos.

“Não tenho pessoal expatriado. Não gasto divisas com mão-de-obra. Tenho a maior rede de distribuição local, certificada no estrangeiro”

A MS tenta abastecer-se no mercado local de forma a reduzir a exposição ao risco cambial e dinamizar economia local. Há ainda o risco de falta de matérias-primas no final do ano por dependência dos mercados asiáticos no sector do medicamento.

SOLUÇÕES PARA O FUTURO: Investimento na educação virada para as necessidades do mercado de trabalho; sistema bancário sólido mas que apoie as empresas; um estado como co-promotor do investimento e criação de emprego e não apenas como fiscalizador sem regra e cobrador de impostos; incentivar a confiança numa economia transparente e rigorosa!

“Os Bancos cativam os nossos Kwanzas um ano. Quando nos entregam as divisas, os Kwanzas estão desvalorizados. A AGT não aceita as perdas cambiais como custos para efeitos fiscais. Neste caso as empresas ficam mutiladas e acabam por morrer asfixiadas pela AGT. A economia cresce a ritmo exponencial para o abismo, fazer o quê?!!”

Ressaltou o empresário empreendedor José Moniz da Silva! Durante o Webinar, promovido pelo banco BAI e que abordou o tema, “Desafios e oportunidades para a economia de Angola”

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