Prostituição no povoado do kilamba continua em pleno Estado de Emergêcia

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As trabalhadoras de sexo estão a desrespeitar o Estado de Emergência, a céu aberto e nas barbas dos órgãos de defesa e segurança, nos arredores do kilamba constatamos esta realidade nos últimos dias.

O Povoado está localizado nas cercanias da centralidade do Kilamba. Convergem para aquele ponto prostitutas oriundas de Cacuaco, Viana, Rangel e outras zonas. Transportadas em táxis, elas chegam ao local para uma permanência de pelo menos quatro dias.

Muitas arrendam quartos, entre amigas, onde ficam durante os dias de prostituição. O lugar já foi mais movimentado, como esclarece uma das “funcionárias”. Acrescenta que os clientes são, maioritariamente, moradores do Kilamba. Neste momento de quarentena, as prostitutas também usam as redes sociais, nas quais deixam o endereço e contactos para eventuais contactos. Cerca de dois mil e 500 Kwanzas é o valor que o cliente paga por uma hora. Para qualquer coisa mais do que sexo propriapriamente dito o preço sobe para 6.000 kwanzas.

Por uma noite, a prostituta chega a cobrar 20 mil Kwanzas, sem contar com os gastos com comida, bebida ou outros caprichos. As mais cobiçadas pedem acima disso, atingindo mais de 30 mil Kwanzas.

Em Angola, a prostituição não está tipificada como crime, embora possa ser avaliada como atentado ao pudor. O sociólogo Jorge Camuti disse que fica difícil acabar com a prostituição no país, enquanto a miséria prevalecer. “Reduzir este fenómeno depende muito da melhoria das condições de vida no país”, disse. Porém, lamenta que, em plena quarentena e quando se faz uma cruzada contra a Covid-19, haja jovens a se prostituir. O sociólogo alerta para a necessidade de intervenção das forças de segurança.

DADOS APONTAM QUE, PELO MENOS 10,5% das “trabalhadoras de sexo” de Luanda, Benguela, Cabinda, Cunene e Bié são portadoras do HIV/Sida 2,6% deste grupo vivem com sífilis activa HÁ AINDA INFORMAÇÕES SEGUNDO AS QUAIS HÁ UMA PREVALÊNCIA 7,8% entre as mulheres 2,4% entre os homens que fazem sexo com outros homens. O município de Viana, em Luanda, é tido como o de maior índice de prostituição, em Angola.

Fonte: JA

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