Huambo: Primeiros moradores da Centralidade de Halavala entram em Fevereiro

Os primeiros moradores da Centralidade de Halavala, no Bailundo, província do Huambo, com mais de 3.000 moradias, recebem as chaves a partir de Fevereiro, revelou ao Jornal de Angola a governadora provincial.

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A governante falava ao Jornal de Angola, por via telefónica, para destacar as realizações de 2022 e perspectivar os planos para este ano, da província do Huambo.

Lotti Nolika considerou o complexo habitacional, inaugurado em Maio de 2022 pelo Presidente da República, João Lourenço, como um marco e passo significativo na resposta aos anseios da juventude e da população em geral, em relação à habitação. 

A mais alta responsável provincial destacou o desafio dos sectores da Energia e Águas, fazendo referência das melhorias no sistema de distribuição, que paulatinamente têm aliviado as necessidades da população.

“Inaugurámos as novas subestações eléctricas de Belém, do Huambo e do município do Bailundo. Temos uma            cobertura de 100 por cento de distribuição de água potável no casco urbano e pouco mais de 80 por cento de energia também para o casco urbano”, disse a dirigente.

A governadora referiu que se vai continuar, em estreita colaboração com os departamentos ministeriais, a envidar esforços no sentido de ampliar significativamente as redes de distribuição de energia e água, nos próximos dois anos, em toda a província.

Em relação ao apoio às populações mais carenciadas, a governante apontou a implementação do projecto Kwenda, que chegou a beneficiar 79.046 famílias e mais de seis mil jovens na província do Huambo, onde muitos deles foram inseridos no mercado de trabalho, através do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP).

Os jovens contemplados, explicou, concluíram com êxito os cursos de Electricidade de Baixa Tensão, Carpintaria, Alvenaria, Serralharia, Corte e Costura, Pastelaria e Agricultura. Além destes jovens, foi também possível prestar apoio directo a 831 mulheres zungueiras.

Planos para este ano

A governadora provincial do Huambo, Lotti Nolika anunciou, que no primeiro trimestre deste ano, vão estar concluídas 80 novas salas de aula, para albergar cerca de 5.600 novos alunos. Lotti Nolika referiu que a pretensão, nos próximos dois anos, é reduzir consideravelmente o número de crianças fora do Sistema de Ensino.

Destacou que a educação continua a ser uma das grandes prioridades do Governo do Huambo, apesar das dificuldades. No ano passado, foram construídas oito escolas, o que representa, actualmente, 60 salas de aula em toda a província e o acolhimento de mais de 5.000 alunos.

A número um da governação no Huambo reconhece que o ensino e a educação com qualidade não se resumem simplesmente no investimento em betão.

“Estamos igualmente preocupados com as condições em que trabalham os docentes e com a melhoria da qualidade de vida”, disse.

A formação profissional, referiu, também é uma das frentes em que o Governo do Huambo aposta, com ganho de um novo centro de grande dimensão no Bailundo, denominado Cidadela Jovens de Sucesso e, neste momento,  está em fase de conclusão o Centro  Integrado de Formação Tecnológica (Cinfotec), que vai, certamente, ampliar as possibilidades de mais jovens serem inseridos no mercado de trabalho. A rede de estradas, apontou, também foi reforçada, tendo sido asfaltadas cerca de 15 quilómetros de estradas, com enfoque nas localidades do Huambo e Caála. Prometeu que o Governo vai continuar a apostar, gradualmente, na melhoria da rede de estradas, mediante a disponibilidade dos recursos.

Projectos imediatos

A governadora garantiu que os próximos desafios envolverão prestar particular atenção à conclusão das obras de impacto social, com principal enfoque ao Campus Universitário do Cambiote, a um novo cemitério, aterro sanitário e o centro cultural do Huambo. “Vamos igualmente focar na melhoria da política de distribuição e gestão de terras, tendo em vista à captação de maior investimento público-privado para o fomento da Agricultura, Indústria, melhoria do ordenamento urbano, habitação e serviços a nível da província”, disse.

O Governo do Huambo pretende continuar a apostar no apoio aos parceiros sociaise na melhoria da assistência e auxílio às populações mais carenciadas.

Hospital Geral do Huambo

O projecto de requalificação, vai abranger os três pisos e terá uma entrada para os serviços de urgência, um bloco de cirurgia composto por sala pré-parto e consultas externas. Toda zona de internamento será reabilitada, no primeiro andar. As obras vão facilitar a circulação dos cidadãos e veículos.

O contrato da empreitada está avaliado em mais de quatro milhões de dólares, com um prazo de execução de 18 meses.

O director do Hospital Geral do Huambo, Hamilton Tavares considera que a requalificação da infra-estrutura vai ajustar os serviços aos padrões internacionais.

Referiu que o foco do Governo foi sempre à assistência materno-infantil, por estas pessoas constituírem o futuro da Nação.

Atendendo às necessidades da população que acorre ao hospital, disse, nota-se que os serviços já não correspondem, tendo em conta que a maternidade e a pediatria têm o maior serviço de internamento, fundamentalmente nos serviços cirúrgicos.

Esta obra, salientou, vai garantir a independência nos serviços, em função da mobilidade, no sentido de diminuir à distância entre a sala de parto, bloco operatório e serviços de neonatologia, fundamentalmente para aquelas crianças que nascem com pouco peso, temperaturas baixas e partos prolongados, para que encontrem assistência logo à porta.

Os serviços de internamento, revelou, actualmente, têm uma capacidade de 350 camas, para os serviços materno-infantis, mas com esta ampliação serão diminuídas as camas, porque o foco será a qualidade, melhorando o que não existia, com a inclusão das consultas externas, bloco operatório, sala de esterilização, gases medicinais que contribuem na diminuição do espaço de internamento.

A diminuição de camas, explicou o director do Hospital Geral do Huambo, não trará transtornos no atendimento, porque os doentes estarão melhor acomodados com o serviço de qualidade, que vai dispor de tecnologia de última geração.

Serviço materno-infantil com maior dignidade

A governadora garantiu ainda que a área dos serviços materno-infantis do Hospital Geral do Huambo vai ser requalificada e ampliada, nos próximos 18 meses, para garantir maior dignidade aos cidadãos.

No ano 2022, destacou, foi possível fazer um reforço efectivo da rede sanitária, com a inauguração de 11 novas unidades, repartidas entre centros e postos médicos. “Contamos com a conclusão de oito novas unidades sanitárias ao longo do primeiro trimestre deste ano, com destaque para dois novos centros de saúde, o que vem de encontro às boas práticas que nos aconselham a investir no nível primário”, realçou.

A governadora destacou que foi igualmente possível lançar a primeira pedra para a construção da nova unidade materno-infantil do Hospital Geral do Bailundo, cuja conclusão está prevista para 2024.

Com as realizações da obra do Hospital Regional Militar do Huambo, do Tchilume e da Ekunha, disse, a província terá maior capacidade de resposta acima das actuais condições.

Referiu que, enquanto durar esta empreitada, os pacientes da maternidade do Hospital Geral do Huambo, passarão a ser assistidos no Hospital Municipal do Huambo (Cambiote), e os de pediatria, no hospital dos Caminhos-de-Ferro de Benguela.

Estão, neste momento, em curso acções orientadas para a melhoria de condições nestas unidades hospitalares, para que dentro dos próximos 15 dias as mesmas estejam prontas para responder positivamente ao aumento do fluxo de pacientes.

“Apelamos à máxima compreensão e colaboração de todos em relação a estas medidas tomadas alternativamente, para que dentro dos próximos 18 meses, tenhamos a maior unidade  hospitalar da província, com uma estrutura e serviços mais ajustados aos padrões actuais, portanto, mais capazes de atender às necessidades dos cidadãos”, apelou.

Lotti Nolika reconheceu o trabalho incansável dos profissionais de Saúde, para que à semelhança do pedido feito às populações, e no mesmo espírito, prestem a máxima colaboração na recolocação temporária para as unidades referidas.

Realçou que a modernização das estruturas e equipamentos, requererá a cada um dos profissionais, uma actualização de conhecimentos e muito provavelmente de procedimentos.

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