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Ladrão de “faróis” apanhado no Kilamba

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O ano de 2026, só vai no seu quinto dia e os assaltos as viaturas, já vão manchando as estatísticas de criminalidade no município do Kilamba.

Na última madrugada aconteceu mais uma onde assaltos pelos quarteirões do Kilamba, o grito de socorro veio de um morador do quarteirão C, que pela manhã encontrou a sua viatura sem os longos…

Entretanto a polícia local, informou que durante a madrugada, foi pego em flagrante, delito um cidadão a furtar acessórios de viaturas (Farois). Todos os lesados devem portanto fazer uma participação junto do piquete, para reaverem os seus bens.

info@kilambanews.com

VENEZUELA: A LÓGICA DA NORMALIZAÇÃO DA LEI DO MAIS FORTE E A LIÇÃO PARA ANGOLA

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A história política recente da Venezuela, desde a ascensão de Hugo Chávez até a presidência de Nicolás Maduro, não pode ser lida como uma simples sucessão de governos. Trata-se, antes, de um confronto estrutural entre dois projectos de mundo: de um lado, a afirmação da soberania nacional, do controlo estatal dos recursos estratégicos e da autodeterminação dos povos; do outro, a lógica da hegemonia, da intervenção e da subordinação periférica aos interesses das grandes potências.

*Por: Joaquim Jaime*

Este embate, distante de ser exclusivamente venezuelano, é expressão de uma disputa global que atravessa a América Latina, África e partes da Ásia — regiões historicamente marcadas pela dependência económica e pela ingerência externa.

A eleição de Hugo Chávez em 1998 representou uma rutura profunda com o sistema político herdado do Pacto de Punto Fijo, que durante décadas garantiu estabilidade formal à custa de exclusão social, corrupção e subordinação económica. O Caracazo de 1989, reprimido com violência extrema, revelou o esgotamento desse modelo e abriu caminho para uma alternativa de carácter nacional popular.

Com a Constituição de 1999, Chávez refundou o Estado venezuelano, consagrando direitos sociais, democracia participativa e, sobretudo, a soberania sobre os recursos naturais, em particular o petróleo. Esta decisão foi o verdadeiro ponto de não retorno. Ao recuperar o controlo da PDVSA (empresa nacional de petróleo e gás, a semelhança da Sonangol) e direcionar a renda petrolífera para políticas sociais, a Venezuela rompeu com a lógica rentista subordinada aos interesses externos.

A reação não tardou. O golpe de Estado de 2002, seguido da sabotagem petrolífera, demonstrou que a soberania, quando levada a sério, tem custos elevados. A derrota do golpe consolidou o chavismo e radicalizou o seu projecto, transformou a Venezuela num símbolo de resistência ao unipolarismo norte americano.

Durante o ciclo de altos preços do petróleo, Chávez utilizou o excedente económico para promover inclusão social interna e construir alianças internacionais soberanas, como a ALBA e o Petrocaribe. Ao estreitar relações com a China, Rússia, Irão e Cuba, a Venezuela passou a integrar o campo das nações que contestam a ordem internacional assimétrica.

Este posicionamento teve um significado geopolítico claro: nenhum país que desafie frontalmente a hegemonia pode esperar neutralidade das potências dominantes. A Venezuela deixou de ser apenas um produtor de petróleo para se tornar um actor político incómodo.

A morte de Hugo Chávez, em 2013, marcou o início de uma nova fase. Nicolás Maduro herdou o poder num contexto radicalmente mais adverso, sem o capital simbólico do líder fundador e enfrentando a queda abrupta dos preços do petróleo a partir de 2014.

É neste período que o confronto assume a forma de guerra híbrida: sanções económicas, bloqueios financeiros, isolamento diplomático e tentativas explícitas de mudança de regime. As dificuldades económicas reais — escassez, inflação e recessão — foram amplificadas por um cerco externo que visava estrangular o Estado venezuelano e provocar o colapso político.

A autoproclamação de Juan Guaidó em 2019, com reconhecimento imediato por Washington e aliados, revelou a disposição das potências ocidentais de substituir a soberania popular por soluções tuteladas externamente. O fracasso dessa estratégia não levou à sua revisão, mas à sua intensificação.

A escalada militar recente, culminando em ataques directos e na alegada captura do presidente Nicolás Maduro, representa o ponto mais grave deste confronto desde 2002. Independentemente das narrativas justificativas, trata se de uma violação frontal do princípio da soberania nacional, pilar do direito internacional e da convivência entre Estados.

Aceitar que uma potência estrangeira possa capturar um chefe de Estado sem mandato internacional é normalizar a lei do mais forte e abrir um precedente que ameaça todos os países do Sul Global. Hoje é a Venezuela; amanhã poderá ser qualquer nação que ouse controlar os seus recursos ou escolher alianças fora do eixo dominante.

A trajectória da Venezuela ensina uma lição dura, mas clara: a soberania não é tolerada quando colide com interesses estratégicos globais. Países ricos em recursos naturais que optam por projectos nacionais autónomos tornam se alvos prioritários de pressão económica, política e, em última instância, militar.

Mais do que julgar governos ou líderes específicos, o essencial é compreender a lógica estrutural em curso. O debate real não é sobre Chávez ou Maduro, mas sobre o direito dos povos de decidirem o seu próprio destino sem tutela externa.

Defender a soberania venezuelana é, portanto, defender um princípio universal: o de que nenhum país deve ser punido por tentar controlar o seu futuro. Para nações como Angola e outras do Sul Global, esta realidade não é abstrata — é um alerta estratégico.

A experiência brasileira nas últimas duas décadas oferece um estudo de caso complementar à Venezuela, demonstrando que a pressão contra projectos soberanos não se manifesta apenas por via militar ou por sanções explícitas, mas também através de mecanismos institucionais, jurídicos e mediáticos.

Durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva (2003–2010), o Brasil afirmou-se como potência emergente com política externa soberana, fortalecimento do Estado, valorização dos recursos estratégicos e protagonismo no Sul Global. A criação e consolidação dos BRICS, a política de integração sul-americana e africana, e o reforço do papel da Petrobras como empresa estratégica colocaram o Brasil numa rota de maior autonomia internacional.

Tal como na Venezuela de Chávez, o crescimento económico e a inclusão social no Brasil coexistiram com a incomodidade das elites internas associadas a interesses externos. O país passou a disputar espaço geopolítico, industrial e energético num sistema internacional avesso à autonomia periférica.

A deposição da presidente Dilma Rousseff em 2016, sob o pretexto formal de irregularidades orçamentais sem crime de responsabilidade, é amplamente interpretada como um golpe institucional. Diferentemente da Venezuela, onde a pressão assumiu formas abertas e coercivas, no Brasil a soberania foi atacada por meios aparentemente legais.

O impeachment ocorreu num contexto marcado por descoberta do pré-sal, uma das maiores reservas petrolíferas do mundo; debates sobre o controlo estatal e o destino estratégico dessas reservas; operação Lava Jato, que, embora necessária no combate à corrupção, foi instrumentalizada para desorganizar o sector energético nacional e fragilizar empresas estratégicas.

O resultado foi uma rápida reversão de políticas soberanas: abertura acelerada do sector petrolífero, enfraquecimento da Petrobras, alinhamento automático com interesses externos e perda de margem de manobra da política externa brasileira.

A posterior perseguição judicial de Lula, culminando na sua prisão e impedimento eleitoral, aprofundou a leitura de que o problema não era a corrupção em si, mas o projecto político soberano. A anulação posterior das condenações confirmou o carácter político do processo.

O regresso de Lula ao poder simboliza a tentativa de reconstrução da soberania brasileira, enfrentando um cenário internacional mais hostil e uma economia mais fragilizada. O Brasil reencontra-se, assim, no mesmo dilema estrutural da Venezuela e de Angola: como exercer soberania num sistema global que penaliza a autonomia.

Para Angola, a trajectória venezuelana não é distante nem abstrata. Ambos os países partilham economias fortemente dependentes do petróleo, histórias de luta pela soberania nacional e relações complexas com o sistema financeiro e político internacional. Tal como na Venezuela, o petróleo angolano sempre foi simultaneamente fonte de emancipação e de vulnerabilidade.

A experiência venezuelana demonstra que o controlo soberano dos recursos naturais é condição necessária, mas não suficiente, para o desenvolvimento autónomo. Quando esse controlo colide com interesses externos, surgem mecanismos de pressão que vão desde sanções explícitas até formas mais subtis de condicionamento financeiro, endividamento e imposição de agendas económicas.

Em Angola, a questão da dívida pública, a dependência de financiamento externo e a exposição às flutuações do mercado petrolífero colocam desafios semelhantes. A história recente mostra que a soberania económica não se perde apenas por via militar, mas também através de restrições orçamentais, condicionalismos financeiros e limitações à política económica nacional.

Assim como a Venezuela foi alvo de sanções e isolamento, países africanos ricos em recursos enfrentam pressões para alinhar decisões estratégicas — desde concessões petrolíferas até opções diplomáticas — com interesses externos. A diferença está nos métodos, não na lógica.

O caso venezuelano reforça uma lição central para Angola: diversificar a economia não é apenas uma meta de desenvolvimento, mas uma exigência de soberania. Reduzir a dependência do petróleo, fortalecer a produção nacional, aprofundar a integração regional africana e gerir a dívida com visão estratégica são elementos-chave para evitar vulnerabilidades estruturais.

O actual contexto internacional definido pela transição para a multipolaridade, Angola deve aprender que a soberania se constrói tanto no plano político quanto no económico e financeiro. A defesa da autodeterminação exige capacidade interna, coesão nacional e margem de manobra estratégica.

A história contemporânea da Venezuela não deve ser lida apenas como um caso latino-americano, mas como um alerta estratégico para o Sul Global. Entre petróleo, soberania e pressão externa, revela-se uma constante: países que procuram controlar o seu destino enfrentam resistência sistémica.

Para Angola, o essencial não é replicar modelos, mas compreender a lógica estrutural do sistema internacional. Defender a soberania venezuelana, no plano dos princípios, é também defender o direito de Angola — e de África — a decidir o seu próprio caminho, sem tutela externa.

Neste mundo em transformação, a soberania continua a ser um projecto em construção. E a sua defesa exige lucidez histórica, coragem política e estratégia económica de longo prazo.

São dois bebês do ano no Kilamba

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Sanguila José de 25 anos de idade e Marisa Dias Monteiro de 35 anos, são as Mães que deram a luz aos Primeiros bebés do ano 2026 no Município do Kilamba.

O Administrador Municipal do Kilamba, Arlindo Francisco Vieira dos Santos, na ronda que efectuou ao centro de saúde de referência, procedeu a entrega de kits de enxoval a mãe do primeiro bebé do ano, incluindo a mãe do segundo bebé que nasceu a 1h07 minutos, e de seguida aproveitou a ocasião para desejar as famílias festas felizes e um ano novo cheio de prosperidade.

MÓNICA: UMA MORTE ESTRANHA EM PLENA CENTRALIDADE DO KILAMBA

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Uma situação grave, dolorosa e envolta em silêncio oficial marca a morte de Mónica, ocorrida em dezembro de 2025, em Luanda. O caso levanta sérias suspeitas sobre a atuação das autoridades, o funcionamento da morgue e a violação de direitos básicos da família da vítima.

Uma morte ocorrida em plena centralidade do Kilamba, uma das zonas mais habitadas e vigiadas de Luanda, está a gerar indignação, medo e um rastro de perguntas sem resposta. Mónica, jovem cidadã angolana, morreu no dia 18 de dezembro de 2025, em circunstâncias até hoje não esclarecidas. Mais de uma semana depois, a família ainda não sabe oficialmente como, porquê, nem onde o corpo da vítima foi enterrado.

Segundo informações posteriormente transmitidas à família, Mónica teria sido morta no dia 18 de dezembro e deu entrada na Morgue Geral de Luanda Josina Machel, conhecida como Maria Pia, no dia 19 de dezembro de 2025. No entanto, o que torna o caso ainda mais perturbador é o facto de o seu enterro ter ocorrido no dia 22 de dezembro — sem o conhecimento, consentimento ou presença de qualquer familiar direto.

A família garante que nenhum membro foi informado do falecimento. Apenas no dia 24 de dezembro, indivíduos que se identificaram como agentes do SIC da esquadra 51 do Kilamba, acompanhados por uma amiga da falecida, deslocaram-se à residência do pai de Mónica para comunicar a morte da filha. Na ocasião, deixaram um papel onde constava que o corpo se encontrava na morgue do Maria Pia, na câmara 1, para efeitos de identificação.

Quando os familiares se dirigiram à morgue, depararam-se com uma situação ainda mais chocante: o corpo de Mónica não se encontrava no local. Apenas uma fotografia da falecida foi apresentada. Posteriormente, os familiares foram orientados a dirigir-se à esquadra onde teria sido feita a primeira denúncia, mas até à data não houve qualquer esclarecimento concreto, nem informação sobre a localização do corpo.

Enquanto o silêncio oficial persiste, circulam versões contraditórias sobre o que realmente aconteceu. Uma das versões aponta que Mónica teria passado mal após consumir quizaca (sakamadesso), preparada pela patroa de uma amiga com quem trabalhava no Kilamba. Outra versão, mais grave, sugere a possibilidade de violência, assalto ou agressão, alegadamente por Mónica ter recusado entregar algo que lhe teria sido exigido.

Há ainda informações não desmentidas de que Mónica estaria grávida de aproximadamente um mês, o que, caso se confirme, agrava significativamente a gravidade do caso e levanta novas exigências legais e criminais quanto à investigação da sua morte.

Até ao momento, a família vive num limbo institucional. Não existe causa oficial da morte, não se sabe quem autorizou o enterro, não se conhece o local exato onde o corpo foi sepultado e nenhuma explicação formal foi prestada pelas autoridades competentes.

Segundo relatos atribuídos a funcionários da própria morgue, o enterro de Mónica teria ocorrido por ordem do Governo Municipal de Luanda, com base numa autorização que, alegadamente, lhes conferia esse direito. Esta informação, no entanto, nunca foi formalmente documentada ou apresentada à família.

O caso levanta sérias dúvidas e profunda indignação. É incompreensível e inaceitável que uma pessoa que deu entrada numa morgue no dia 19 de dezembro seja enterrada no dia 22, sem identificação familiar, sem notificação oficial e num prazo tão curto — sobretudo quando se trata de uma morte potencialmente violenta.

Até à presente data, a família de Mónica afirma que:

Não recebeu qualquer comunicação oficial do hospital ou das autoridades;

Não conhece a causa oficial da morte;

Não sabe quem autorizou formalmente o enterro;

Não sabe onde se encontra o corpo da falecida.

Diante deste cenário, a família exige esclarecimentos urgentes, a identificação do local onde o corpo foi enterrado, a entrega da documentação oficial do óbito e a abertura de uma investigação séria, transparente e imparcial, capaz de apurar responsabilidades e repor a verdade.

O caso Mónica expõe, mais uma vez, fragilidades profundas no sistema de investigação criminal, comunicação institucional e respeito pelos direitos das famílias em Angola. Enquanto o silêncio prevalecer, a dor aumenta — e a justiça continua ausente.

Fonte: Rádio Cassimiro

Haverá lançamento de fogo de artifício hoje no Kilamba

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Através de um comunicado que a redação do KilambaNews teve  acesso a Administração Municipal do Kilamba, informa ao público em geral, que será realizado Lançamento de Fogos de Artifícios hoje (31) durante a passagem de ano o período referido, no largo adjacente ao quarteirão F. Centralidade do Kilamba.

A iniciativa visa proporcionar um momento festivo, confraternização, união e renovação da esperança entre os munícipes, observando desde já as regras de segurança, o bem-estar da população e a protecção do meio ambiente, em conformidade com as normas pré-estabelecidas.

Assim sendo, a Administração Municipal do Kilamba apela à prudência, compreensão, serenidade e colaboração de todos os munícipes e visitantes da Centralidade, lamentando com antecedência quaisquer eventuais transtornos que poderá surgir no decorrer da actividade, e reafirma o seu compromisso com a segurança, a ordem pública e o bem-estar social.

info@kilambanews.com

Sonho terminou para Angola

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A selecção angolana de futebol masculino ficou definitivamente afastada do Campeonato Africano das Nações que decorre em Marrocos.

Angola empatou sem golos frente ao Egipto na terceira e derradeira jornada da fase de grupos do CAN, mas ainda podia alcançar o apuramento para os oitavos-de-final.

Para chegar aos oitavos, os angolanos precisavam de ser um dos quatro melhores terceiros, em seis grupos.

Se no Grupo A, os Comores com dois pontos, como Angola, ficaram atrás devido à diferença de golos, no Grupo C, foi o contrário que aconteceu.

Nos jogos do dia, a Nigéria venceu o Uganda por 3-1, enquanto a Tunísia empatou a uma bola frente à Tanzânia, e foi esse golo que fez a diferença.

Na tabela classificativa no Grupo C, a Nigéria terminou no primeiro lugar com nove pontos, à frente da Tunísia com quatro, da Tanzânia com dois e do Uganda com dois.

No entanto, a Tanzânia termina à frente de Angola na luta pelos melhores terceiros, porque, apesar da diferença ser igual (-1), o segundo critério de desempate são os golos apontados e nesse aspecto, a Tanzânia marcou três enquanto Angola apenas dois.

Recorde-se que neste CAN-2025, Angola, que integrava o Grupo B, perdeu por 2-1 frente à África do Sul, e empatou diante do Egipto (0-0) e frente ao Zimbabué (1-1).

A caminhada dos Palancas Negras termina na fase de grupos.

Funcionários da Administração Municipal do Kilamba de volta ao trabalho

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A Administração Municipal do Kilamba, registou nesta Segunda-feira, 29 de Dezembro, uma presença massiva de funcionários nos postos de trabalho, após o feriado prolongado do dia de Natal.

A normalidade no funcionamento da instituição foi registada pelos Municípes que acorreram aos vários Gabinetes e Direcções para tratarem de assuntos de vosso interesse.

Com esta prontidão, a Administração Municipal do Kilamba, parabeniza a dedicação, empenho e entrega dos funcionários e apela a manutenção do compromisso para com o serviço público.

info@kilambanews.com

 

Xavier Kassoma afirmou “Fui eu quem descobriu Jonathan Buato e Clinton da Mata” e não Pedro Gonçalves

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Em entrevista exclusiva concedida à TV Belas, a maior emissora de televisão digital de Angola, o empresário e olheiro Xavier Kassoma destacou a sua importância no processo de identificação e recrutamento de jogadores angolanos que militavam na diáspora, afastando a ideia de que o então selecionador Pedro Gonçalves tenha sido o principal responsável pela vinda desses atletas para a Seleção Nacional.
Durante a conversa, Kassoma foi categórico ao afirmar: “Fui eu quem descobriu Junata Buato, António Dominick e Clinton da Mata. Não foi Pedro Gonçalves”. Segundo o empresário, a sua formação específica em scouting (olheiro) foi determinante para localizar talentos angolanos espalhados pela Europa, muitos dos quais ainda se encontram em atividade profissional.
De acordo com Xavier Kassoma, a sua atuação permitiu identificar e recrutar diversos jogadores para representarem os Palancas Negras, entre eles Alexandre, Esmael, Tobias, Guilherme Afonso, Igor Vetoquele, Joaquim Adão, João Black, Dolimenga e Kivuvo. “Esses jogadores foram por mim encontrados e encaminhados para a Seleção Nacional”, sublinhou.
Questionado sobre a alegada participação de Pedro Gonçalves nesse processo, Kassoma reagiu em tom firme, desafiando qualquer versão contrária. O empresário esclareceu que a iniciativa de procurar jogadores da diáspora partiu do então selecionador Romeu Filemón, que, na altura, solicitou formalmente o seu trabalho. Segundo Kassoma, Romeu Filemón chegou mesmo a custear a sua estadia durante 15 dias no estrangeiro para que pudesse localizar os atletas mencionados. “Foi uma iniciativa clara e direta de Romeu Filemón”, frisou.

O Natal e a sua essência

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O Natal chega todos os anos com a promessa de luz, mas, para muitos, já não ilumina como antes. Há uma sensação colectiva de que a festa perdeu o rigor, o encanto e até a alma. O calendário insiste, as datas mantêm-se, mas o espírito parece cada vez mais distante da realidade das famílias. O Natal continua a chegar, mas já não encontra as mesmas condições para permanecer.

Durante muito tempo, o Natal era visível nas ruas, nos bairros e nos rostos. As árvores enfeitadas com jogos de luzes coloriam as avenidas e transformavam o quotidiano num cenário de esperança. Havia um ambiente de festa que começava muito antes do dia 25 e se prolongava até ao fim do ano. Hoje, essa imagem tornou-se memória.

Nos bairros, as contribuições para o fim de ano eram quase um ritual sagrado. Cada família ajudava como podia, e ninguém ficava de fora. Havia um sentimento de pertença, de partilha e de compromisso colectivo. O Natal era construído em conjunto, com sacrifício, mas também com alegria.

Os armazéns e as ruas fervilhavam de movimento. As vendas “bombavam”, como se dizia, e o comércio sentia o pulso da época festiva. As zungueiras multiplicavam as voltas, estranhando a rapidez com que o negócio crescia. Havia dificuldade, sim, mas também havia circulação, expectativa e vida.

Hoje, o cenário é outro. O poder financeiro das famílias diminuiu de forma visível e dolorosa. O Natal tornou-se mais pobre, mais contido, mais silencioso. Já não se compra o que se deseja, compra-se o que é possível. E, muitas vezes, nem isso.

O novo “menu” do Natal diz muito sobre os tempos que vivemos. Fazer sócia, misturar asa com pele de frango, um pacote de massa, um quilo de arroz, tomate de cem, cabuenha frita e um “feliz Natal” dito com esforço. Não é falta de vontade, é falta de meios.

Não se trata apenas de comida. Trata-se da sensação de que a celebração foi reduzida ao mínimo, quase como um acto de resistência. As mesas já não são fartas, mas tentam ser dignas. E, ainda assim, muitos sentem que falharam, quando na verdade apenas sobreviveram.

Criou-se, ao longo dos anos, a ideia de que o Natal se mede pela abundância da mesa e pela quantidade de presentes. Mas se assim fosse, milhões estariam excluídos da celebração. O Natal não pode ser um privilégio reservado a quem tem mais recursos.

Talvez seja tempo de perguntar se não nos afastámos do verdadeiro sentido da data. O Natal não nasceu do consumo, nem do excesso. Nasceu da simplicidade de um menino numa manjedoura, longe do luxo e da ostentação.

E se pensarmos que o Natal é apenas mais um dia em que se comemora o nascimento de Cristo? Um dia que convida à pausa, à oração e ao silêncio interior. Um dia em que a família se reúne não apenas para comer, mas para agradecer.

E se pensarmos que o Natal é mais um dia em que se ora em família, mesmo que seja com poucas palavras e muita fé? Um dia em que se pede força para continuar e sabedoria para não perder o rumo. Um dia em que Deus volta a ser centro, e não acessório.

E se aceitarmos que a prioridade não é a mesa farta de bolo-rei, cozido, bacalhau com natas e doces variados? Que a verdadeira abundância está na presença, no respeito e no amor partilhado entre quem está à mesa?

Talvez o Natal precise ser resgatado do peso das comparações. Comparar mesas, roupas e presentes apenas aprofunda frustrações. O Natal não deveria ser um espelho das desigualdades, mas um antídoto contra elas.

Quando olhamos com atenção, percebemos que muitas famílias já celebram o Natal da forma mais pura possível: com o pouco que têm, mas com muito coração. Nessas casas, o Natal ainda resiste, mesmo sem luzes, mesmo sem embrulhos.

O Natal também é um dia de reflexão sobre as famílias que construímos. Sobre os valores que transmitimos e as escolhas que fazemos. A sociedade que temos hoje nasce, em grande parte, das famílias que fomos e somos.

Celebrar o Natal é, também, reconhecer as falhas, pedir perdão e recomeçar. É perceber que não basta trocar presentes, é preciso trocar atitudes. Não basta reunir uma vez por ano, é preciso cuidar o ano inteiro.

Num contexto de tantas dificuldades, o Natal pode ser uma oportunidade de reencontro com a solidariedade. Um prato partilhado, uma palavra de conforto, um gesto simples podem ter mais impacto do que qualquer presente caro.

O Natal chama-nos à empatia. A olhar para o vizinho, para o parente distante, para quem passa necessidade em silêncio. Chama-nos a lembrar que ninguém deveria celebrar sozinho, nem com fome, nem sem esperança.

Mesmo pobre, o Natal pode ser digno. Mesmo simples, pode ser profundo. Mesmo silencioso, pode ser transformador. Tudo depende do lugar que lhe damos no coração.

Cristo não nasceu num palácio, nem rodeado de riquezas. Nasceu na humildade, para lembrar que a grandeza humana não está no que se possui, mas no que se partilha. Essa continua a ser a maior lição do Natal.

Que este Natal nos ensine a desapegar do supérfluo e a valorizar o essencial. Que nos ajude a compreender que ter menos não significa ser menos. Que nos devolva a capacidade de agradecer, mesmo em tempos difíceis.

Que o Natal seja um tempo de esperança renovada, de solidariedade activa e de fé viva. Um tempo em que cada gesto conta e cada coração importa. Um tempo em que ninguém é invisível.

No dia em que Cristo nasce, que possamos nascer com Ele também. Nascer para a esperança, para o amor e para a responsabilidade colectiva. Que este Natal, mesmo simples, seja verdadeiro. E que, apesar de tudo, continue a fazer sentido.

Por: YARA SIMÃO

Simplifica Turismo vai “revolucionar” o sector em Angola

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O Conselho de Ministros aprovou, durante a sua 12.ª Sessão Ordinária, presidida pelo Presidente, João Manuel Gonçalves Lourenço, um importante pacote legislativo para o sector do Turismo, com impacto directo na simplificação administrativa, promoção do investimento, diversificação da economia e projecção internacional de Angola.

Entre as medidas aprovadas, destaca-se a implementação do Simplifica Turismo, nos termos do Decreto Presidencial n.º 134/25, de 03 de Julho, que introduz um novo modelo de licenciamento das actividades turísticas, com a adopção progressiva do licenciamento único, a atribuição de alvarás com prazo ilimitado e a redução significativa da burocracia em todo esse processo.

Foram ainda aprovadas as Taxa Únicas para o Licenciamento dos empreendimentos turísticos, estabelecimentos de restauração e similares e das agencias de viagens, que são diplomas legais que congregam, num único acto, todos os custos administrativos associados à vistoria conjunta, emissão do alvará, certificados de habitabilidade e de segurança contra incêndios. Trata-se de uma medida de simplificação que reduz burocracia e garante que com um único pagamento o empreendedor cumpre com todas as suas responsabilidades financeiras decorrentes do processo de licenciamento.

O Executivo aprovou igualmente as medidas para o desenvolvimento do Turismo de Eventos, como um forma de posicionar o nosso País como um destino competitivo no segmento do MICE (Meetings, Incentives, Conferences & Exhibitions), com a criação do Convention & Visitors Bureau de Angola, entidade vocacionada para a captação e promoção de grandes eventos nacionais e internacionais, de modo a maximizar a utilização de infraestruturas como o Aeroporto Dr. António Agostinho Neto e o novo Centro de Convenções da Chicala.

No domínio do Turismo Marítimo, foram aprovadas as medidas orientadas para a promoção internacional e captação de navios de cruzeiro, aproveitando o facto de o País já possuir três portos com condições para receber navios de cruzeiro, nomeadamente, o Porto de Luanda, o Porto do Lobito e o Porto do Namibe. Trata-se de uma iniciativa que pretende assegurar uma promoção internacional do país e a qualificação da oferta turística das cidades costeiras para torna-las cada vez mais atractivas aos excursionistas dos navios de cruzeiros.

Foi também aprovada a Proposta de Lei de Autorização Legislativa para a definição do regime da Contribuição Especial para o Turismo, que consiste na introdução de um tributo que incide sobre o custo da pernoite nos empreendimentos turísticos e de alojamento local por turistas internacionais. Trata-se de uma medida que visa à obtenção de meios de financiamentos específicos para a promoção, desenvolvimento e qualificação da oferta turística nacional. A contribuição especial para o turismo será determinada mediante aplicação de taxa de 5% sobre o valor das diárias cobradas pelos empreendimentos turísticos até ao máximo de sete noites.

Por fim, otomou conhecimento do Turismo. Um diploma que visa dar resposta à dinâmica e à complexidade deste mercado de trabalho, onde os catálogos de profissão sectorial e o qualificador de referência surgem como instrumentos que asseguram a equidade no processo de recrutamento, selecção e desenvolvimento profissional do capital humano nacional como motor de desenvolvimento da empregabilidade.

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