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Jogadores ameaçam greve: Mau ambiente nos Palancas Negras

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A aparente boa disposição visível no rosto dos jogadores esconde o mal-estar instalado no balneário dos Palancas Negras, que ponderam paralisar os trabalhos, depois do jogo de sábado frente aos Mouribotones da Mauritânia, caso persista o impasse em relação ao prémio de apuramento. A “lua de mel” criada na véspera da partida de Portugal para o Egipto, palco da 32ª edição da Taça de África das Nações em futebol, chegou ao fim depois do empate (1- 1), na estreia diante da Tunísia, segunda-feira, em Suez.

O grupo às ordens do sérvio Srdjan Vasiljevic mostra-se desapontado com o elenco directivo da Federação, encabeçado por Artur Almeida e Silva, por não acreditar que a Confederação Africana não tenha, até agora, feito a transferência dos 250 mil dólares correspondentes à primeira tranche do prémio de 500 mil dados a cada uma das 24 selecções, pela qualificação.

Os atletas, que por enquanto preferem não dar entrevista, pedem compreensão aos adeptos, que à distância têm feito correntes de força, em prol do sucesso do país na grande montra da modalidade no continente. Dizem-se obrigados a recuar da decisão de deixar a abordagem de questões relacionadas com dinheiro para depois da presença na prova, por falta de compromisso dos dirigentes.

Sempre focados na preparação do próximo desafio, os atletas fizeram saber que não teriam necessidade assinar documento, se houvesse seriedade da parte da Federação. O Jornal de Angola apurou igualmente que pelo menos seis dos jogadores escolhidos por Vasiljevic estão determinados em deixar de representar a equipa nacional. Quase certa é a saída do seleccionador, após a conclusão da estadia de Angola no Egipto. A boa imagem deixada pelos Palancas Negras frente às Águias de Cartago fez subir a cotação do técnico sérvio, que já foi alvo de algumas abordagens em Suez.

Fonte: JA

PR inaugura centralidade construída há nove anos

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Imobiliário. João Lourenço convida empresários a juntarem-se ao Governo para construção de um matadouro na Huíla. E manifesta a intenção de investir mais fora de Luanda, visando o descongestionamento da capital.
Presidente da República anunciou, durante o primeiro dia de sua visita de trabalho à Huíla, a inauguração para amanhã, terça-feira, da centralidade de Quilemba, no Lubango, mandada construír pelo Governo anterior.

João Lourenço garante que a centralidade “está pronta desde 2014, mas sem condições para ser habitada”, por falta de água e energia eléctrica, itens agora instalados pelo seu Governo, embora parcialmente.

De acordo com o Presidente, as condições actuais já permitem que “800 habitações sejam distribuídas”, dado que as restantes serão entregues à medida que as dificuldades no acesso à água e à energia eléctrica forem estancadas.

Iniciado em 2012, o projecto inclui moradias isoladas e edifícios com apartamentos T2 e T3. Segundo os dados disponíveis no ano passado, no global, cada apartamento T3 custa 9,9 milhões de kwanzas e cada vivenda tipo T3 custa 13,2 milhões. O governo da Huíla estuda a possibilidade de alargar o prazo de pagamento de 20 para 30 anos.

A centralidade da Quilemba, erguida a nordeste do Lubango, com uma capacidade para albergar cerca de 48 mil habitantes, foi idealizada para comportar 11 mil habitações, tendo sido mais tarde revisto para apenas oito mil. O projecto contempla infra-estruturas internas como redes viária e eléctrica e de iluminação pública, água, esgotos, drenagem de águas pluviais, com jardins-de-infância, escolas primárias e secundárias e áreas de lazer.

Previsão de novos investimentos

O Presidente manifestou também a intenção de investir mais no interior, visando o descongestionamento de Luanda, cujas infra-estruturas, considerou, “estão subcarregadas”, face à “sobrepovoação”. No entanto, lamentou a falta de um matadouro na província, tendo em conta o número de animais na Huíla e convidou os empresários a juntarem-se ao Executivo.

João Lourenço prometeu ainda a construção, para breve, de uma linha de transmissão de energia proveniente da central hidro-eléctrica de Laúca, que poderá sair do Gove, no Huambo, para Matala, na Huíla.

Começa hoje a campanha de Angola no CAN do Egipto

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O combinado nacional começa a sua caminhada na 32ª edição do Campeonato Africano das nações em Futebol, no jogo  diante da sua congénere da Tunísia, agendado para hoje, às 18H00, no estádio de Suez.

A partida vai testar os níveis motivacionais dos Palancas Negras, que partem já com a provável integração da principal referência no ataque, Gelson Dala, recuperado de uma lesão no pé direito.

Sem Show, por acumulação de amarelos, os pupilos de Srdjan Vasiljevic terão missão difícil, por defrontarem um conjunto que se apresenta como candidato à conquista do troféu, muito pelo seu posicionamento no ranking da CAF, onde ocupa a segunda posição.

Tendo por objectivo repetir ou melhorar os feitos (quartos-de-final) de 2008 e 2010, o combinado nacional precisa de se apresentar ao mais alto nível nesta primeira partida, dado que uma vitória encurtaria o caminho para o objectivo traçado.

Depois deste encontro, Angola vai medir forças com Mali e Mauritânia, outros integrantes do grupo.

O dia de hoje abre com Côte d’Ivoire – África do Sul, para a conclusão da primeira jornada do crupo D, cujo primeiro jogo registou a vitória de Marrocos sobre a Namíbia, por 1-0.

De acordo com o ex-seleccionador dos Palancas, obreiro da inédita presença de Angola no Mundial de 2006 (honras) e 2001 (sub-20), na Alemanha e Argentina, respectivamente, nestas competições curtas e rápidas é sempre bom entrar a ganhar.

“A nossa sorte neste jogo vai depender muito do modelo e da estratégia táctica que o treinador vai utilizar. Do ponto de vista táctico e estratégico, Angola não deve jogar cá atrás. É preciso arriscar. É importante que o seleccionador não peça aos jogadores para perder por menos, senão vai perder por muitos golos. Nunca se deve pedir aos jogadores para irem ao campo e perder por menos”, disse.

Ministério do Urbanismo estuda redução de preços de habitações

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O Ministério do Ordenamento do Território e Habitação está a estudar um mecanismo para reduzir os preços das habitações nas centralidades do país informou, no Lubango a ministra do sector, Ana Paula de Carvalho. O estudo inclui igualmente a dilatação dos prazos para liquidação das casas, passando dos actuais 25 para 30 anos.

Falando aos jornalistas, na véspera da entrega simbólica das primeiras residências na centralidade da Quilemba, arredores do Lubango, afirmou que enquanto decorre os estudos, as casas vão ser entregues na modalidade de arrendamento, com preços mais baixos e depois passará a renda resolúvel.

“Queremos fazer uma revisão não apenas para a Huíla, mas no geral, está a ser feito um trabalho no sentido de rever os preços, para que haja uma prestação mais baixa”, reforçou. Quanto as residências na centralidade da Quilemba, cerca de oito mil, Ana Paula de Carvalho adiantou que as primeiras vão ser entregues na segunda-feira (24), de simbólica, devendo, todas, serem habitadas em um ano.

As casas são todas do tipo T3, entre vivendas separadas, geminadas e apartamentos em edifícios de dois e três pisos. As obras na Quilemba foram concluídas em 2012, mas ainda não recebeu habitantes devido a ausência dos principais serviços, como água e energia.

info@kilambanews.com

Ministro do interior garante aumento salarial dos agentes de terceira classe da polícia nacional

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O Ministro do Interior Ângelo de Barros da Veiga Tavares anunciou este sábado, no Instituto Superior da Polícia, Osvaldo Serra Van-Dúnen, que os agentes vão ter os seus salários duplicados ainda este mês, a informação foi avançada no acto central de comemoração dos 40 anos da instituição que dirige.

Ângelo Veiga Tavares, entende que a classe de agentes é a mais vulnerável na sua condição social e por serem eles que estão nas ruas diariamente, mais facilmente caem na tentação do suborno, este aumento foi priorizado para esta classe, na medida que  a revisão da tabela salarial permitirá, por exemplo, que o agente de terceira da Polícia Nacional, último escalão na corporação, duplique  o seu salário, ou seja aquele que ganhava 58 mil kwanzas, doravante  passará a auferir, a partir do final deste mês  116 mil.

O governante enumerou ainda, outros projectos em curso que visam melhorar a capacidade de resposta dos órgãos do Ministério do Interior, com destaque para aquisição de viaturas, material não letal, restauração da frota de helicópteros da PN e revisão da tabela salarial dos efectivos.

O acto central dos 40 anos do Ministério do Interior foi marcado com um desfile das forças e meios e serviu, também, para homenagear os antigos ministros e vice-ministros do sector e altos responsáveis dos órgãos executivos centrais.

Afreximbank: Angola como estudo de caso de combate à corrupção

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O economista-chefe do banco pan-africano Afreximbank considerou que Angola é hoje um “estudo de caso” no processo político de combate à corrupção e elogiou as reformas feitas pelo Presidente João Lourenço.

“Angola foi sempre um grande destino de investimento. Lembro-me de lá ir quando estava no Banco Mundial e ver uma série de jatos. Mas isso não era investimento certo”, recordou Hippolyte Fofack, em entrevista à Lusa, à margem dos encontros anuais do banco que decorreram em Moscovo.

Esse investimento era muito direcionado para o “capital intensivo sem impacto na população”, algo que Fofack acredita que vai mudar: “A indústria em que estamos a insistir é de trabalho intensivo que ajuda a reduzir a desigualdade”.

A desminagem do país vai permitir uma maior aposta na agricultura e existem projetos de indústrias locais, até na área farmacêutica, considerou.

Em 2015, quando os preços das matérias-primas baixaram, “muitos que viviam em Angola saíram por causa da falta de liquidez”.

“Os investidores foram em massa para Angola quando o petróleo subiu e depois fugiram quando o preço baixou. Isso é gente que quer o dinheiro rápido, mas nós preferimos o investidor paciente”, explicou Fofack.

Mas nos últimos anos, “alguém [José Eduardo dos Santos], que foi Presidente durante 40 anos, escolheu pessoalmente outra pessoa para lhe suceder [João Lourenço]. E o atual Presidente “não precisou que [José Eduardo dos Santos] morresse e está a lutar contra a corrupção sabendo que a corrupção está, de algum modo, ligada a quem o nomeou”, resumiu.

“É um estudo de caso” e Angola tem hoje como Presidente “alguém que está comprometido em colocar o país no caminho certo e melhorar a governação”.

Kilamba tem novo administrador

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O Governador de Luanda Sérgio Luther Rescova Joaquim efectou hoje mexidas no seu pelouro, dentre elas, está a nomeação do novo administrador para o distrito da cidade do kilamba.

Murtala António José Marta, é o novo homem forte do kilamba, foi nomeado hoje em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Administrador do Distrito Urbano do Kilamba, Município de Belas. O novo inquilino da mais moderna centralidade do país foi diretor dos serviços a comunidade durante o 2012 à 2013.

De acordo com as prerrogativas que a lei lhe confere, o Governador Provincial de Luanda,  procedeu ainda as seguinte às seguintes exonerações e nomeações:

Exonerações:

1- É, o Senhor Noivito Agostinho Pedro, exonerado do cargo de Administrador do Município do Icolo e Bengo, para o qual havia sido nomeado por despacho n.º 202/GGPL/2018, de 19 de Abril;

2- É, o Senhor Vicente Francisco Soares, exonerado do cargo de Administrador do Município da Quiçama, para o qual havia sido nomeado por despacho n.º 60/GGPL/2016, de 19 de Fevereiro;

3- É, o Senhor Mateus António da Costa, exonerado do cargo de Administrador do Município de Belas, para o qual havia sido nomeado por despacho n.º 58/GGPL/2016, de 25 de Fevereiro;

4- É, o Senhor André Soma, exonerado do cargo de Administrador do Município de Viana, para o qual havia sido nomeado por despacho n.º 236/GGPL/2018, de 19 de Abril;

5- É, a Senhora Njiila Liberte Pires da Conceição de Carvalho, exonerada do cargo de Administradora do Município de Talatona, para o qual havia sido nomeada por despacho n.º203/GGPL/2018, de 19 de Abril;

6- É, o Senhor Ermelindo da Silva Gonçalves Pereira, exonerado do cargo de Vice-Presidente para Área Política Social, Assuntos Comunitários e Ambiente da Comissão Administrativa da Cidade de Luanda, para o qual havia sido nomeado por despacho n.º 363/GGPL/2018, de 31 de Julho;

7- É, o Senhor Manuel António Sebastião, exonerado do cargo de Director do Gabinete Provincial de Acção Social, Cultura Juventude e Desportos, para o qual havia sido nomeado por despacho n.º864/GAB.GOV/2015, de 9 de Julho;

8- É, o Senhor António Manuel Fiel, exonerado do cargo de Administrador do Distrito Urbano do Sambizanga, para o qual havia sido nomeado por despacho n.º 242/GGPL/2018, de 19 de Abril;

9- É, o Senhor Hélder Manuel Jardim do Nascimento Balsa, exonerado do cargo de Administrador do Distrito Urbano da Ingombota, para o qual havia sido nomeado por despacho n.º 193/GGPL/2016, de 26 de Abril;

10- É, a Senhora Mariana Domingos Francisco Cunha, exonerada do cargo de Administradora do Distrito Urbano da Samba, para o qual havia sido nomeada por despacho n.º 196/GGPL/2016, de 26 de Abril;

11- É, o Senhor Miguel Silva de Almeida, exonerado do cargo de Administrador do Distrito Urbano dos Ramiros, para o qual havia sido nomeado por despacho n.º 1230/GGPL/2016, de 30 de Dezembro;

12- É, o Senhor Eduardo Costa Gabriel, exonerado do cargo de Administrador do Distrito Urbano do Zango, para o qual havia sido nomeado por despacho n.º 948/GGPL/2016, de 24 de Novembro;

13- É, o Senhor Euclides Joaquim Faria da Costa, exonerado do cargo de Administrador do Distrito Urbano da Baia, para o qual havia sido nomeado por despacho n.º 1236/GGPL/2016, de 30 de Dezembro;

14- É, o Senhor Tomás Muanza, exonerado do cargo de Administrador Comunal da Barra do Cuanza, para o qual havia sido nomeado por despacho n.º209/GGPL/2016, de 26 de Abril;

15- É, o Senhor Fernando Ernesto Binge, exonerado do cargo de Administrador Municipal Adjunto para Área Técnica, Infraestruturas e Serviços Comunitários do Município de Viana, para o qual havia sido nomeado por despacho n.º 101/GGPL/2017, de 13 de Março;

16- É, o Senhor Tomás Bica Mumbundo, exonerado do cargo de Administrador Municipal Adjunto para o Sector Político e Social do Município de Cacuaco, para o qual havia sido nomeado por despacho n.º 364/GGPL/2018, de 31 de Julho;

17- É, a Senhora Isabel Luís Domingos João, exonerada do cargo de Administradora Adjunta para Área Política, Social e da Comunidade do Distrito Urbano do Lar do Patriota, Município de Talatona, para o qual havia sido nomeada por despacho n.º 50/GGPL/2017, de 19 de Janeiro.

Nomeações:

1- É, o Senhor Miguel Silva de Almeida, nomeado em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Administrador Municipal do Icolo e Bengo;

2- É, a Senhora Mariana Domingos Francisco Cunha, nomeada em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Administradora Municipal de Belas;

3- É, o Senhor Fernando Eduardo Manuel, nomeado em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Administrador Municipal de Viana;

4- É, o Senhor Ermelindo da Silva Gonçalves Pereira, nomeado em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Administrador Municipal de Talatona;

5- É, o Senhor António Manuel Fiel, nomeado em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Administrador Municipal da Quiçama;

6- É, a Senhora Isabel Luís Domingos João, nomeada em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Directora do Gabinete Provincial de Acção Social, Família e Igualdade do Género;

7- É, o Senhor Manuel António Gonçalves, nomeado em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Director do Gabinete da Cultura, Turismo, Juventude e Desporto.

8- É, o Senhor Hélio Nelson de Aragão dos Santos, nomeado em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Administrador do Distrito Urbano do Benfica, Município de Talatona;

9- É, o Senhor Tomás Bica Mumbundo, nomeado em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Administrador do Distrito Urbano do Sambizanga, Município de Luanda;

10- É, o Senhor Paulo Maka Simão Zady, nomeado em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Administrador do Distrito Urbano da Baia, Município de Viana;

11- É, o Senhor Hélder Manuel Jardim do Nascimento Balsa, nomeado em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Administrador do Distrito Urbano da Samba, Município de Luanda;

12- É, o Senhor Africano André Pedro, nomeado em Comissão de Serviço, exercer o cargo de Administrador do Distrito Urbano do Golfo, Município do Kilamba-Kiaxi;

13- É, o Senhor Euclides Joaquim Faria da Costa, nomeado em Comissão de Serviço, exercer o cargo de Administrador do Distrito Urbano do Zango, Município de Viana;

14- É, o Senhor Ruí Josefo Duarte, nomeado em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Administrador do Distrito Urbano da Ingombota, Município de Luanda;

15- É, o Senhor Tomás Muanza, nomeado em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Administrador do Distrito Urbano dos Ramiros;

16- É, a Senhora Ana da Conceição Nambi Manjolo, nomeada em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Administradora do Distrito Urbano do Sequele, Município de Cacuaco;

17- É, o Senhor Murtala António José Marta, nomeado em Comissão de Serviço, para exercer o cargo de Administrador do Distrito Urbano do Kilamba, Município de Belas.

 

Governo continua a analisar melhor momento para aumentar preço dos combustíveis

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O Governo angolano está a analisar se é o momento adequado para aumentar o preço dos combustíveis, uma recomendação do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a redução de subsídios do Estado, disse o ministro das Finanças.

Archer Mangueira disse que, a ser feito um aumento aos combustíveis, será no âmbito de uma recomendação geral do FMI.

“Foi uma recomendação geral que o Fundo fez, em relação à necessidade de reduzir o nível de subsídios e essa redução passa por ajustamentos de preços de bens fixados”, referiu Archer Mangueira, em declarações à rádio pública angolana.

O titular da pasta das Finanças em Angola sublinhou que cabe agora ao executivo angolano, no âmbito do programa tem levado a cabo de estabilização macroeconómica, “ver, primeiro, se são recomendações que se encaixam bem, e, segundo, o momento adequado de as aplicar”.

Há cerca de um ano, o governante angolano tinha já admitido um cenário de aumento dos preços dos combustíveis no país, mas em paralelo com medidas para mitigar efeitos negativos na vida das famílias.

A mesma intenção chegou a ser admitida pelo presidente do conselho de administração da Sonangol, Sebastião Pai Querido Gaspar Martins, aquando da sua tomada de posse, em maio deste ano, indicando apenas que decorre um trabalho conjunto de concertação “de modo a que todos se sintam satisfeitos” com o ajustamento dos derivados de petróleo.

“O certo é que tem de ser um preço que satisfaça de modo financeiro os cofres do Estado, mas que também faça com que a população não seja penalizada”, disse na altura o presidente da petrolífera estatal angolana.

Para o FMI, ajustar o valor da venda dos combustíveis serviria para “refletir as mudanças nos preços internacionais” e na taxa de câmbio, introduzindo “um mecanismo automático de ajuste de preços”.

Angola, apesar de ser o segundo maior produtor de petróleo em África, importa cerca de 80% dos combustíveis que consome, devido à reduzida capacidade de refinação interna.

Para manter os preços artificialmente baixos, o Governo atribui subsídios aos combustíveis, que já sofreram em outros anos alguma redução.

Paulo de Almeida vai expulsar polícia que maltratou criança em viana

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O comandante-geral da Polícia Nacional disse, ontem em Luanda, que
os efectivos da corporação que cometem “acções reprováveis
socialmente”, manchando a imagem da Polícia vão ser expulsos e
encaminhados para os órgãos de Justiça, para serem
responsabilizados criminalmente.

Segundo o JA, o comissário-geral Paulo de Almeida fez estas
considerações durante o acto que marcou o 23º Aniversário da
Polícia Fiscal, que decorreu na Unidade Fiscal Marítima, na Ilha de
Luanda.

Paulo de Almeida fez menção aos dois últimos casos que chocaram a
sociedade, concretamente o da criança de nove anos, que foi
brutalmente agredida por uma inspectora-chefe da corporação, e o do
agente que disparou contra à esposa, por recusar engomar uma camisa.

Afirmou que, embora os casos tenham ocorrido fora do âmbito
profissional, constitui uma atitude reprovável, uma vez que “nós
juramos ser o exemplo da ordem, do respeito à Lei, e dos direitos
humanos, pelo que não pode um agente da autoridade ser autor de
acções bárbaras contra o próximo”.

Paulo de Almeida recordou que a disciplina e a ética profissional, o
brio, a firmeza na actuação e o respeito ao cidadão, devem
constituir atitudes de postura do agente da Polícia Nacional.

O comandante-geral da Polícia Nacional mostrou-se preocupado com
algumas anormalidades verificadas nas fronteiras do país, “do ponto
de vista funcional, organizativo e de segurança”.

A este respeito, acrescentou que a Polícia, em colaboração com a
Administração Geral Tributária, e o Serviço de Migração e
Estrangeiros, e demais serviços, estão a trabalhar para reverter a
situação.

info@kilambanews.com

Centralidades tornam-se centros de empregos temporários

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Os quarteirões das centralidades do Kilamba, KK 500, Vida Pacífica, Zango Zero e Km44, em Luanda, têm servido de locais de concentração de pessoas que procuram empregos permanentes ou temporários.

Expostos nos pontos principais com materiais que identificam as suas habilidades, como latas com tintas, vassouras, antenas parabólicas, ferros de engomar, homens e mulheres biscateiros dispõem de todo e qualquer tipo de trabalhos domésticos e de reparação desejados.

Provenientes de vários pontos da província de Luanda, os serviçais são mulheres e homens que, a partir das sete horas da  manhã, marcam presença nos locais, na ânsia de conseguir alguma ocupação que garanta valor monetário para o sustento familiar, embora saibam que os dias são diferentes em termos de contratos diários.

Para o trabalho doméstico ou de reparação, não existe uma tabela fixa de preços, pois os trabalhos são pagos mediante as negociações entre as partes, o que os torna arriscado, devido à desonestidade de certos contratados e contratantes, como explica Ana Domingos, engomadeira, e José Ernesto, canalizador, que estão nesta vida há quatro anos.

Ana Domingos diz que pode dar-se o caso de engomar, mas a solicitante não aprovar o serviço feito, logo o valor combinado é desfeito, deixando o biscateiro prejudicado.

O risco de contratação é maior para os patrões que colocam as residências à disposição de biscateiros desconhecidos durante  muitas horas, sujeitos a  furtos de objectos  pessoais e de alimentos, como é o caso de Joana Nunes, moradora do  Kilamba.

A moradora explica que, por duas vezes, precisou de limpar a casa e deu conta do desaparecimento de alguns objectos e, dias depois, na esperança de reclamar à diarista, foi ao local de concentração e  surpreendeu-se  com o desaparecimento dela.

Situação diferente teve Sandra Faria, que há sete anos contratou Rosa da Costa como diarista e permanece até hoje com a família, sem suspeita.

Sandra Faria afirma que a escolha foi por intuição, devido à necessidade de ter uma auxiliar no lar.

Segundo Josefa André, Inês Mendes, Júlia Milonga e Domingas Vunla, gostariam de ser trabalhadoras permanentes, por garantir salário seguro no final de cada mês, mas tem sido difícil encontrar emprego definitivo.

Revelam, igualmente, terem sido contratadas por agências de prestação de serviços domésticos, mas o salário é reduzido, sendo mais rentável trabalhar por conta própria.

António Manjongo informa que, no início do processo de ocupação das centralidades, os valores ganhos por dia eram consideráveis, face ao volume de trabalhos solicitados pelos moradores, mas hoje reduziu consideravelmente. “Há dias em que nada levamos  para casa”, desabafa.

Os jardineiros, os limpadores dos edifícios e os porteiros são os que fazem parte da lista de empregados domésticos com trabalho fixo, apesar de usufruírem um salário muito baixo, que varia de 15 a 20 mil  Kwanzas  mensais.

Nalguns casos, os jardineiros e porteiros, para reforçarem a renda, ainda se sentem obrigados a ajudar os moradores a subirem com as compras, a limpar os carros e a exercer outras actividades.

Fonte: Angop