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Citadinos do Kilamba impedem roubo a cabine electrica

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Oito crianças, com idades entre os sete e dez anos, foram no domingo retidas por moradores da Centralidade do Kilamba, município de Belas, em Luanda, quando tentavam retirar acessórios de uma cabine de seccionamento da ENDE.

As crianças pretendiam furtar as barras de cobre da cabine com as linhas de média tensão localizada num dos quarteirões da centralidade, objectivo que não foi concretizado.

Em declarações hoje ( segunda-feira) à Angop o porta-voz da ENDE, Pedro Pinto Bila, disse que os moradores vendo a movimentação das crianças no interior da cabine retiveram os menores, enquanto um adulto colocou-se em fuga.

“ As crianças foram encaminhadas à esquadra local da Polícia Nacional. Certamente que a acção foi a mando de adultos que deverão ser identificados e detidos”, sublinhou.

Uma cabine de seccionamento da ENDE está avaliada em aproximadamente um milhão de dólares americanos e pode beneficiar mais de mil clientes.

O uso de crianças para os furtos é o novo método usado por adultos para a subtração de materiais da Empresa de Distribuição de Energia e do Caminho de Ferro de Luanda (CFL).

Governo vai retirar subsídios aos preços de combustíveis

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A medida de retirada dos subsídios aos preços dos combustíveis será efectiva, mas com cautela devido ao seu impacto, anunciou sábado a ministra das Finanças, Vera Daves.

“Por isso é que estamos a reflectir até agora. Queremos evitar que o impacto seja muito forte. Queremos assegurar que o impacto seja o menor possível, e por sabermos do potencial impacto, a decisão ainda não foi tomada”, afirmou Vera Daves.

Falando no encontro “pequeno-almoço” com jornalistas, Vera Daves referiu que estão continuamente a reflectir sobre o melhor momento e sobre as medidas que podem ser implementadas para a criação de um ambiente em que haja mais emprego e o aumento do rendimento das famílias.

“Não queremos chegar a um cenário em que uma família chegue ao meio do mês sem dinheiro para pagar o transporte, para poder ir trabalhar ”, exemplificou.

Por causa disso, estão a reflectir profundamente sobre os impactos e a cadência. Se será faseado e a quantidade de fases. Quando começa e o que deve ser feito para que, no final do dia, as famílias sintam menos o impacto negativo a curto prazo.

Internamente, a discussão continua e já decorreram várias outras a nível da equipa económica, aguardando agora pela outra “derradeira”, para se tomar uma decisão.

Sem avançar o período, disse terem consciência sobre a importância da remoção, devido a um conjunto de factores, entre os quais, o facto de a Sonangol pedir compensação fiscal às Finanças por esta estar a absorver o custo da subvenção no seu balanço.

O Ministério das Finanças ao conceder tal compensação deixa de executar um conjunto de bens e serviços, como no domínio social, que acabam por não serem efectuados devido ao imposto que a Sonangol não paga fruto da compensação.

“Estamos a deixar de realizar despesas importantes por causa deste subsídio”, afirmou a titular as Finanças

Outra questão que se levanta para a remoção do subsídios é a diferença dos preços que promove a especulação.

De acordo com a governante, existe um diferencial entre o preço que é praticado nos países vizinhos e o de Angola, e quantidades consideráveis de combustíveis a serem comprados, que são pagos pelos contribuintes angolanos para depois serem vendidos a países vizinhos.

“Temos todos de saber se queremos continuar a subvencionar os países vizinhos”, questionou a titular.

Pesquisa feitas dão conta o Estado angolano gasta mais de 3,5 mil milhões de dólares, anualmente, com a subvenção aos preços dos combustíveis.

Governo de Angola já tem nova logomarca

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A cerimónia, que terá lugar no Centro de Imprensa Aníbal de Melo (CIAM), às 10 horas, contará com a presença do ministro da Comunicação Social, Nuno Caldas Albino, que proferirá as palavras de circunstâncias, segundo informou o director nacional da Comunicação Institucional, Eduardo Magalhães.

A opção visual encontrada pretende criar uma maior ligação e alinhamento da imagem oficial do Executivo com as actuais prioridades da governação, bem como reforçar, em termos visuais, essa mesma mudança e evolução junto do público em geral e demais audiências nacionais e internacionais, disse.

Acrescentou que a nova imagem de marca do Governo angolano terá um conceito alternativo em termos de fita, e vai representar um símbolo inovador, tanto de institucional como de moderno, e será amplamente distribuído e divulgado nas diversas plataformas de comunicação.

A nova Logomarca Institucional vai substituir a que vigora desde 2002, cuja concepção visava assinalar as obras de reconstrução nacional que se sucederam ao estabelecimento da Paz definitiva em Angola, alcançada a 4 de Abril de 2002.

“O lettering escolhido também consegue representar modernidade e inovação de forma eficaz”, salientou o director nacional da Comunicação Institucional.

80 por cento das crianças sem documentos pessoais

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Oitenta por cento dos alunos da primeira à sexta classes, de um universo de 300, do Complexo Escolar Jardim da Essência, no bairro Fernando, comuna do 30, município de Icolo e Bengo, não possuem registo de nascimento, disse a directora da instituição académica, Emiliana Francisco.

Na escola, considerada provisória, construída com chapas de zinco e materiais precários, apenas 20 por cento dos alunos têm registo de nascimento, de acordo com a directora da instituição, que alega que os postos de registo ficam distantes da comunidade, dificultando, deste modo, a vida dos discentes.

Emiliana Francisco disse que, para a obtenção de cédula e Bilhete de Identidade, os encarregados de educação, com as mínimas condições económicas, levam os filhos aos postos de registo de Catete e Viana, os restantes sujeitam-se a estudar sem documentos.

A directora explicou que, por falta de documentação e condições financeiras, por parte dos encarregados de educação, dos 300 alunos apenas 60 frequentam oficialmente as aulas. Acrescentou que muitos sequer têm material escolar e muito menos dinheiro para apanhar o transporte de casa para a escola e vice-versa.

Neste grupo de alunos, disse Emiliana Francisco, há ainda quem caminhe a pé de cinco a oito quilómetros, todos os dias, para não perder o ano escolar, uma realidade que a responsável considera difícil de entender nos dias de hoje.

Para diminuir o índice de analfabetismo na comunidade, a administração comunal realizou acções de concertação com entidades ligadas ao sector da Educação, no sentido de os alunos assistirem as aulas sem a documentação até que se encontre uma solução.

Informou, por outro lado, que a administração do Bairro 44 tem envidado esforços para que uma equipa dos Serviços de Registo Civil se desloque à comunidade para a realização de uma campanha de registo de nascimento.

Falta de escolas

A grande preocupação de momento tem a ver com a falta de escolas na comunidade do 30, porque a única existente as salas foram construídas com chapas.
A directora Emiliana Francisco lamenta a situação e lembra que há, cada vez mais, crianças em idade escolar. “A escola provisória foi construída pelos encarregados de educação em conjunto com a administração local”.

Para minimizar as condições no sector da Educação, o Grupo Boa Vida, através do projecto social “ Embaixadores Boa Vida”, responsabilizou-se pela construção definitiva da escola.
O presidente do Conselho de Administração do Grupo Boa Vida, Tomás Dowbor, prometeu dar início às obras para a edificação da escola definitiva ainda este mês. “Tendo em conta a urgência, numa primeira fase vão ser construídas três salas com capacidade para acolher 40 alunos cada”.

Escassez de serviços

A Comuna do 30, além de postos de registo e escola, não possui centros de saúde, energia eléctrica, água potável e nem posto de Polícia. Há ainda falta de transportes, resultante das más condições da via.
O coordenador do Bairro Fernando, Salomão Ganga, disse que, por falta de um centro médico, a população recorre ao Serviço de Saúde do Bairro Dimba para receber os primeiros socorros e, caso se trate de uma enfermidade grave, o paciente é transferido para a vila de Catete.

Relativamente à água potável, Salomão Ganga informou que a zona é abastecida por camiões-cisternas, tendo, por isso, apelado aos órgãos do Governo para redobrarem esforços na solução dos problemas mais prementes.

O morador Carlos Francisco mostrou-se preocupado com o índice de criminalidade na zona, porque, nos últimos dias, ela tende a crescer, com registo de vítimas mortais. “Em algumas zonas há muito capim, o que tem originado o aumento da criminalidade”.

Samsung e Apple dominam lista dos smartphones mais vendidos de 2019

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A Apple domina toda a lista da América do Norte.

De acordo com o relatório publicado pela Counterpoint Research e Omdia, a Samsung e a Apple tiveram os smartphones mais vendidos em todo o mundo e, enquanto a tecnológica sul-coreana acabou por estar mais presente na América do Sul e Europa, a ‘Empresa da Maçã’ acabou por dominar o mercado norte-americano.

Na América do Norte o dispositivo mais vendido foi o iPhone Xr, seguido do iPhone 11, iPhone 8, iPhone 11 Pro Max e iPhone Xs Max. Já na América do Sul os lugares cimeiros foram ocupados pelo Galaxy A10, Galaxy J2 Core, Motorola Moto E5 Play, Galaxy A20 e Galaxy J4 Core. Por seu lado, a Europa acabou por dar preferência ao Galaxy A50, iPhone Xr, iPhone 11, Galaxy A10 e Galaxy A40.

O caso mais curioso é o da China, onde podemos verificar uma hegemonia de fabricantes chinesas como a Oppo, a Vivo e a Huawei. No território chinês os smartphones mais vendidos acabaram por ser o Oppo A5, o Oppo A9, o Vivo Y93, o Vivo Y93s e, por fim, o Huawei P30.

No que diz respeito aos mais vendidos em todo o mundo, encontramos a lista abaixo onde se inclui o iPhone Xr, o iPhone 11, o Galaxy A10, o Galaxy A50, o Galaxy A20, o iPhone 11 Pro Max, o iPhone 8, o Xiaomi Redmi Note 7, o iPhone 11 Pro e o Galaxy J2 Core.

Inspecção do comércio suspende matadouros do km 30

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A inspecção geral do comércio encerrou esta sexta-feira, no mercado do km 30, no município de Viana, em Luanda, mais de dez casas de abate de animais, por falta de condições higiénicas e sanitárias que perigam a vidas dos consumidores e dos seus trabalhadores.

Segundo o inspector-adjunto da inspecção-geral do comércio, António Inácio, trata-se de uma acção inserida no plano nacional de inspecção do sector em conjunto com as áreas similares da saúde, veterinária, polícia municipal de Viana e o laboratório de controlo de qualidade do Ministério do Comércio.

A acção visa garantir que a venda de alimentos perecíveis (carne) seja exercida dentro dos padrões mínimos exigidos para o consumo humano.

A equipa de inspecção constatou que as condições de higiene, abate, conservação e venda não são as mais apropriadas.

Mesmo até o transporte do gado das áreas de criação até aos matadouros improvisados não tem cumprido com as normas, o que coloca em perigo a saúde do consumidor final.

“Nos casos mais graves serão suspensas as actividades até que os proprietários desses estabelecimentos melhorem as condições de trabalho, dentro das normas”, referiu acrescentando que essa acção será extensiva aos matadouros clandestinos.

Como requisitos mínimos para exercer a actividade de abate de animais, as autoridades exigem higiénicas, casas de banho, água corrente, energia eléctrica, material de biosseguranças.

Por seu turno, o chefe de secção do departamento sanitária da inspecção-geral da saúde, João Lucas, disse que muitos destes estabelecimentos já receberam visitas e recomendações, mas não acatarem daí o seu encerramento.

Explicou que o não cumprimento dos princípios básicos tem acarretado o surgimento de algumas doenças virais e bacterianas para os consumidores, como leptospirose e diarreicas agudas.

Por sua vez, Ernâni Lungonho, proprietário de uma das casas inspeccionadas, a actividade de inspecção tem acontecido e de forma pedagógica, mas o grande problema reside no facto das empresas não conseguirem responder às recomendações das autoridades.

Há a falta de financiamento à actividade, o que não permite melhorar as condições de trabalho.

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Investigação dos processos das casas começa na próxima semana

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O processo de triagem de documentos dos candidatos apurados em sorteio, para habilitação às residências da Centralidade do Zango 5, começa na próxima semana, anunciou hoje , em Luanda, uma fonte do Ministério do Ordenamento do Território e Habitação.

O procedimento, que será conduzido pela imobiliária Imogestin e coordenado pelo Ministério, teve o decurso de inscrições entre os dias 27 de Janeiro a 5 de Fevereiro. Inscreveram-se 157 mil e 431 candidatos, para serem apurados apenas 2.390, que vão preencher o mesmo número de residências disponíveis.

Em declarações ao Jornal de Angola a fonte disse que, à medida em que o sorteado for chamado, será feito um processo de filtragem. Caso não esteja habilitado, automaticamente o candidato é “afastado” do processo.

Perdem a candidatura, por exemplo, os inscritos que apresentem falhas na conformidade da declaração de serviço, com o salário discriminado, a caducidade do Bilhete de Identidade ou um falso número de Contribuinte.

“Muitos pensam que, pelo facto de já terem sido sorteados, nesta primeira fase, automaticamente estão habilitados a receber uma casa, o que não é bem assim. Haverá uma filtragem aos processos dos pretendentes”, explicou.

Referiu que o grupo responsável pelo processo está a estudar uma solução, caso o candidato não reúna as condições necessárias. “Ainda não encontramos um denominador comum, se estes vão a um novo sorteio ou não. Estamos ainda por definir, mas a verdade é que temos que, obrigatoriamente, preencher o número de habitações disponíveis”.

Confirmou, por outro lado, a abertura de um inquérito levado a cabo pelo Ministério do Ordenamento do Território e Habitação, sobre alegadas irregularidades no processo de distribuição das casas.

Notícias postas a circular nas redes sociais, na quarta-feira última, dão conta que o Ministério do Ordenamento do Território e Habitação abriu um inquérito para apurar a veracidade de denúncias públicas, sobre alegadas irregularidades no processo de distribuição das mais de 2.000 moradias na centralidade do Zango 5.

O responsável confirmou existirem rumores à volta do assunto, mas refere não passarem de comentários efémeros e dolosos. Assegurou que o processo de comercialização de mais de 2.000 residências, no Zango 5, vai continuar o seu percurso normal.

“Acreditamos que os fomentadores destes tipos de comentários são os candidatos que, infelizmente, não foram contemplados. A equipa de trabalho nada tem a ver com a não selecção de todos os que se inscreveram. As pessoas são livres de concordar ou não com o sistema. Acredito que, ainda que fosse outro sistema de sorteio, os mesmos comentários iam surgir”, lamentou.

Segundo ele, todas as 2.390 habitações inicialmente disponíveis foram sorteadas. Dentro de 90 dias os candidatos apurados começam a receber as chaves dos seus apartamentos.

Governo dos EUA bane uso da TikTok

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Os trabalhadores governamentais da Transportation Security Administration devido a receios com a segurança da app.

Ogoverno dos EUA baniu o uso da app TikTok entre os trabalhadores da Transportation Security Administration (TSA) por receios de segurança e privacidade.

A decisão foi tomada depois do senador Chuck Schumer de Nova Iorque ter enviado uma carta ao administrador da TSA, David Pekoske, a explicar as suas preocupações.

“Estes vídeos fazem rir; são criativos. Mas a China pode estar a rir destas publicações da TSA por motivos diferentes e isso deve preocupar-nos e é por isso que estou a apelar à TSA para que encontre outra plataforma e pare agora o seu uso da TikTok”, pode ler-se na carta partilhada pelo MarketWatch.

A TikTok já havia sido apontada como um potencial risco de segurança, sobretudo quando trabalhadores governamentais começaram a instalá-la nos seus dispositivos pessoais e fizeram vídeos com ela.

“QUO VADIS” Cidade do Kilamba

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Inaugurada em Julho de 2011, pelo então Presidente da República, José Eduardo dos Santos, a Cidade do Kilamba, o maior projecto habitacional construído no país, durante algum tempo ostentou a imagem de uma Luanda próspera e acolhedora. Não foi por acaso que o projecto constou do “roteiro” cedido aos vários chefes de Estado e do Governo que visitaram o país, particularmente, no período que antecedeu a crise financeira.

Localizada no Distrito Urbano do Kilamba, município de Belas, a Sul de Luanda, perto de completar nove anos desde que foi inaugurada, relatos dos moradores e os sinais de degradação que apresenta entristecem qualquer cidadão comprometido com o bem colectivo. Os bens públicos continuam a ser destruídos. A iluminação pública é deficiente, espaços reservados a espaços verdes acolhem capim com altura descomunal, parques foram transformados em feiras e os passeios degradados. Há registos de infiltração de água e fissuras em vários apartamentos. Também há falhas recorrentes no abastecimento de água, poluição sonora constante e moradores que fazem resistência em pagar a taxa de condómino. Enfim, um conjunto incontável de problemas que, de facto, tornam cada vez mais difícil a vida da maioria dos moradores. Felizmente, nota positiva tem sido dada a Polícia Nacional que conseguiu estancar os níveis altos de criminalidade.

Devido aos vários problemas que afectam a Cidade do Kilamba, os moradores direccionam críticas, fundamentalmente à administração da cidade, a quem acusam pouco ou nada fazer para mudar o quadro negativo. Foi assim na gestão de Joaquim Israel e, posteriormente, com João Baptista Domingos. Levando em conta as reclamações dos moradores aos microfones da Rádio Luanda, proferidas na semana passada, tudo leva a crer que com o administrador Murtala Marta, no cargo há oito meses, a história se repete. Neste entretanto, alguns moradores admitem mesmo ter perdido esperança em melhorias com o actual modelo de gestão da cidade. Defendem que o Kilamba deve ter autonomia administrativa e financeira. De outro modo, não vislumbram um futuro risonho e temem o agudizar dos problemas.

Por:Adalberto Ceita