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As kits foram relegadas para segundo plano

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Crónica

Hoje Fui à rua, por conta de uma necessidade premente, a falta de gás, depois de muita andança, por conta da escassez deste produto, que também passou a ser um produto precioso. A minha senhora aproveitou para fazer uns apanhados ( compras mínimas), qual foi o meu espanto, em quase todas as lojas em que passamos, além da preocupação com as medidas de prevenção, saltou-me à vista um pormenor, quase todas as senhoras estavam acompanhadas dos respectivos companheiros, assim a olhos nú, dava para ver que se tratavam mesmo de casais (marido e mulher) e não cotas com as kits, nem tias com os miúdinhos, como testemunhávamos nas ruas, bares, supermercados e nos ginásios.

Enfim, fiquei a pensar com os meus botões, o COVID-19, relegou mesmo os amantes e kits para segundo plano, assim então, aquelas manas e aqueles betinhos que dependiam da fesada dos cotas e das cotas que estes davam, ficam como?

Epa! Há casos e casos ya, o outro então, mentiu a mulher que na  empresa onde ele trabalha, um dos colegas foi-lhe diagnosticado coronavírus, por isso, a empresa ligou ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP)111, lá,o serviço de saúde pública apareceram e ordenaram que todos os funcionários fossem cumprir a quarentena institucional no Calumbo, até aí tudo bem.

A esposa, já conformada com tal decisão tomada pela empresa,depois da ligação do esposo claro, eis que recebe uma ligação de uma das colegas. Amiga! Estou a ver o carro do teu marido estacionado aqui no parque do quarteirão T no kilamba, estou a ligar-te porque me disseste que ele está de quarentena Institucional no Calumbo, mas para não haver erro, confirma se este é a matrícula do carro dele, lá a mensagem entrou no telefone da senhora. Era mesmo a matrícula do carro do esposo que disse que estava de quarentena, agora que foi decretado o estado de emergência, a senhora não sabe o que fazer, se vai ao kilamba confirmar ou se aguardar o esposo voltar.

Qual é a vossa opinião? Vamos ajudar a senhora a decidir.

Por: Hélder Ganga

Vandalismo em equipamento elétrico avaliado em milhões de kwanzas

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Trinta e dois edifícios do Distrito Urbano do Kilamba, município de Belas, em Luanda, ficaram ontem privados do fornecimento de energia eléctrica, desde, por causa de actos de vandalismo perpetrados por elementos desconhecidos, situação está que a afectou 1940 famílias, estimadas em sete mil pessoas.

Para avaliar o impacto do acto de vandalismo, o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, na companhia do secretário de Estado da Energia e de altos funcionários do sector, deslocou-se, na manhã de ontem, àquela localidade para constatar a acção causada por alguns indivíduos desconhecidos.

info@kilambanews.com

Munícipes rejeitam cumprir medidas de isolamento social

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paragem cacuaco quarentena
Creditos: Fernando Rufino

Desde que se decretou o Estado de Emergência, a presença de pessoas nas ruas do município de Cacuaco, em Luanda, aumentou de forma assustadora, sem se perceber os reais motivos, revelou, ontem, ao Jornal de Angola o administrador da circunscrição, Acílio Jacob.

“Queremos perceber a verdadeira motivação que leva as pessoas a saírem de casa, porque desde sexta-feira que vemos muita gente na rua, quando a orientação é para se manterem dentro de casa, para se evitar a propagação do Covid-19, mas infelizmente não é isso que está a acontecer”. Para fazer face a esta situação, desde sábado, foram colocados nas ruas do município de Cacuaco forças de Defesa e Segurança, para de forma pedagógica, convencerem as pessoas sobre a necessidade de respeitarem o Decreto Presidencial, no que tange ao isolamento social e às medidas de segurança para se cortar a cadeia de transmissão do Covid-19. 

Acílio Jacob disse que a população de Cacuaco socorrem-se da parte do Decreto Presidencial que autoriza a venda ambulante de forma individual, das 6H00 às 13 horas, para justificar a presença massiva nas ruas. A julgar pela avalanche de gente que insiste em permanecer nas ruas, o administrador municipal de Cacuaco defende a inversão do quadro, sob pena de haver problemas com a população, visto que as forças da Ordem estão para fazer cumprir a medida, mas a população não obedece.

Lemba Afonso, 45 anos, é vendedora ambulante. Na manhã de hoje estava na paragem da Vila de Cacuaco, a comercializar vários produtos. A revelar conhecimento da pandemia e sobre as formas de transmissão, ainda assim foi peremptória em dizer que não consegue “ficar em casa de braços cruzados”, quando tem em mãos uma soberana oportunidade de “fazer dikomba” (ganhar dinheiro).
“Se eu ficar em casa, vou ganhar o quê?”, questionou para acrescentar “agora que tem poucas pessoas na rua a vender, o negócio acaba rápido e assim volto mais cedo junto da minha família”, disse Lemba Afonso.

Esposa de um militar das FAA, a vendedora confirma que o companheiro já recebeu o salário a semana passada, mas afirma que precisa “zungar”, porque o dinheiro não chega até ao final do mês para acudir a família em caso de necessidade. Adão Lopes trabalha num restaurante, na Ilha de Luanda. Neste momento, encontra-se fechado por conta das medidas para prevenir a propagação do coronavírus. Interpelado pelo Jornal de Angola, o cidadão disse preferir ficar na rua com os amigos, alegando não conseguir ficar em casa “a olhar para as paredes”.

“Vivo na Nova Urbanização. Durante o dia não temos luz, é um martírio ficar em casa sem fazer nada, as crianças fazem muito barulho e chateiam muito, para não lhes bater a toda hora, acho melhor ficar aqui com os meus amigos até as horas passarem”, justificou com sorriso nos lábios. Conhecedor da pandemia que assola o mundo e as formas de transmissão, Adão Lopes diz “confiar somente em Deus para o proteger”, daí afirmar despreocupado que “não tem tanta necessidade de se manter em casa feito prisioneiro”.

Por transportar mais de 10 passageiros, o taxista António Alves que faz o percurso Cacuaco/ Bengo ficou, ontem, sem a viatura de marca Toyota-Hiace, vulgo quadradinho, e a Carta de Condução, retida pela Polícia Nacional, por não respeitar a medida de distanciamento social recomendada para o interior dos meios de transporte públicos. “Sei que devia levar no máximo sete pessoas, mas como a paragem está muito cheia, não queria deixar os passageiros, quando tenho espaço na viatura”, tentou justificar o taxista, que preferiu a ganância e não respeitar o Decreto Presidencial, sobre Estado de Emergência.

Blocos 9 e 11 do Sequele sem água

Os blocos 9 e 11 da Centralidade do Sequele estão privados do fornecimento de água potável há mais de uma semana, situação que preocupa os moradores, tendo em conta a necessidade de se lavar constantemente as mãos, para a contenção da propagação do coronavírus (Covid-19).


Segundo apurou o Jornal de Angola, os moradores destes blocos que agora passam mais tempo nos apartamentos devido à medida de isolamento social, são obrigados a retirarem água dos tanques reservados para rega dos jardins.  Os moradores pedem a intervenção urgente da Empresa Provincial de Águas de Luanda (EPAL), para alterar o actual quadro porque nos demais blocos daquela centralidade, a água jorra das torneiras todos os dias.

Imagem: Fernando Rufino

MARATONAS IRRESPONSÁVEIS EM TEMPOS DE QUARENTENA

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O décimo terceiro dia da quarentena dos 14 impostos por lei, cá pelas bandas de Camões, já se despedia. Nestes longos e duradouros dias de isolamento social aconselhado pelas autoridades de saúde e do governo português, o tédio e o medo completavam qualquer frase de desejo que tentava despontar no seio de cada um de nós. Fomos chamados a responsabilização, pela primeira vez, de salvar o mundo não fazendo coisa alguma, ou seja, estando em casa apenas a fazer aquilo de que não estávamos muito habituados a fazer.

Pela vizinhança do Bom retiro, em Vila Franca de Xira, o silêncio imperava com saúde. Cheirava tranquilidade e da boa culinária portuguesa que também invadia sorrateiramente nossos estômagos fofoqueiros por via do olfacto. Ao contrário do que se ouvia em muitos lares, que a monotonia ocupava e invadia relações, parece que por cá não é bem assim. Existe uma independência nalguns lares. Cada um com o seu telefone, tendo o seu dia para passear com o cão e a vida avança. Dentre as regras de precaução e contra proliferação do vírus que está na moda, existe uma que permite que podem ser realizados exercícios físicos na rua sendo no máximo duas pessoas por vez.
Mas como em todo mundo teimosia há em escalas consideráveis, quando o dia já se despedia colocando o sol em posição quase que horizontal para dar lugar a lua, 7 ou 8 jovens, entre rapazes e meninas, com idades correspondidas entre a irresponsabilidade e a maior idade decidiram dar uns toques numa bola de futebol próximo a um campo de futebol salão que por sua vez estava encerrado por orientações superiores. A princípio já violavam uma lei de precaução. Aquilo a mim chamou a atenção e comentei com o meu tio a tamanha irresponsabilidade dos imberbes dizendo que chamaria a polícia. Mas não o fiz.

O distrito organizado que é, todos os dias pelas 17h30 minutos passa o carro do pão. Desço para comprar o pão. De repente vejo um aglomerado a correr disperso. Cada um na sua direcção. Nunca tinha visto, desculpem o termo, “brancos” a correrem com os rostos apavorados de medo na luta pela sobrevivência num lugar que não fosse na tela em filmes ou seriados. Porquê corriam os marmanjos? ERA O “CAVERÃO” QUE ACABAVA DE CHEGAR. Um carro grande da polícia portuguesa com espaço suficiente dentro para serem “espancados” e levados a reflectir pela tamanha irresponsabilidade social por 30 minutos, todos os teimosos e simpatizantes da irresponsabilidade.

A coisa é séria. As regras também já foram adoptadas em Angola com maior incidência para a capital, Luanda, onde as nossas forças de defesa são obrigadas a fazer “educação física-consciente” em tempos de pandemia, dando corrida e porretes aos renitentes.

Mas agora é sério: nunca tinha visto na vida real um “branco” apavorado. Pretos como eu já vi bwe. Aliás é nossa praxe viver apavorados tanto que, quando uma benção refastela-nos, usamos do adágio popular mais comum que alegra qualquer céptico: Quando a esmola é demais o santo desconfia.

Por: Edy Lobo

R. Kelly diz que é “maltratado” na prisão

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O cantor tem-se queixado de falta de condições no estabelecimento prisional, chegando mesmo a dizer que “teme pela vida”.

A cumprir pena efetiva de prisão, o cantor R. Kelly fez um apelo à justiça para que reconsiderasse a decisão de sair da prisão, alegando que está a ser “mal tratatado”, tem “falta de condições” e que “teme pela vida” atrás das grades.

Contudo, apesar dos apelos do homem condenado por múltiplos crimes relacionados com abuso de menores, os procuradores insistem que R. Kelly não deverá ser libertado e que terá de cumprir a pena de prisão até ao fim.

O portal The Blast, que teve acesso aos documentos encaminhados para o tribunal, adianta que os procuradores defendem que “se for libertado, existe o risco do criminoso fugir e, posteriormente, tentar obstruir a acção da justiça, intimidando ou até mesmo ameaçando as vítimas que o podem acusar”.

Os procuradores garantem ainda que R. Kelly está a ser “devidamente tratado e que não existe qualquer razão que possa levar à sua libertação”.

info@kilambanews.com

COVID-19: Campanha de desinfestação na Centralidade do Kilamba

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Uma campanha de desinfestação para o reforço da prevenção contra o novo Coronavírus (Covid-19) iniciada, sábado, na capital do país chegou hoje ao Kilamba.

A iniciativa é do Governo Provincial, com parceria da empresa Novagrolider (Agricultura, Agropecuária e Agroindustro), no quadro das medidas de prevenção ao Covid-19.

A acção vai desenrolar-se nos mercados formais e informais, paragens de táxis e autocarros de todos os municípios, enquanto durar o Estado de Emergência e a necessidade da prevenção da pandemia.

Angola regista já sete casos de contaminação do COVID-19 e duas mortes confirmadas.

info@kilambanews.com

Covid-19: Munícipes de Viana optaram por caminhar a pé até Luanda

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In front of the Viana railway station, a bus of TCUL (Transporte Colective Urbano de Luanda E.P.) a bus of TURA (Transporte Urbano Rodoviario de Angola, privado) Condongeiros (mini-buses, privado) e viaturas individuales

Com o aperto das forças conjuntas FAA e Polícia Nacional, que fecharam os acessos às principais vias rodoviárias da capital, por causa do Estado de Emergência, centenas de munícipes residentes em Viana e não só optaram, ontem, por andar a pé longas distâncias, para irem atrás dos seus objectivos, como alternativa à escassez de transportes públicos, constatou o Jornal de Angola.

Às 6h00 da manhã, quando a viatura em que seguia transpôs a passagem de nível do CFL, na zona do Millenium, Km 14, em Viana, e acedeu à Avenida Deolinda Rodrigues, o repórter deu de caras com muita gente na paragem de transportes públicos, debaixo da velha, enferrujada e corroída ponte pedonal, em frente ao supermercado Alimenta Angola.

Por ter abrandado a marcha, para captar imagens, uma multidão cercou a viatura, convencida de que o proprietário estava a fazer “puxada”. Sorte foi estar com as portas trancadas, senão algumas pessoas teriam entrado no Hyundai i10. “Vai até aos Congolenses?”, “vai para o 1º de Maio?” indagaram os munícipes que estavam na paragem, à espera de transporte.

À medida que seguia a Avenida Deolinda Rodrigues, em direcção a Luanda, era visível as paragens cheias de pessoas, a gesticularem, com o dedo polegar, indicando a direcção a seguir, sempre que uma viatura se aproximasse.

Enquanto muitos permaneciam nas paragens, acreditando na chegada de um motorista caridoso, que os pudesse levar ao seu destino, centenas de outros optaram por caminhar a pé em direcção a Luanda, uma situação que nos fez recordar o longínquo ano de 2000, em que milhares de residentes de Viana saíam de diversos bairros do município até ao centro da cidade, por falta de transportes.

Alguns homens com mochilas às costas, mulheres e crianças caminhavam à berma da estrada, em grupos repartidos, todos a “lutarem contra o tempo”, a suarem as estopinhas, com o objectivo de alcançarem os vários pontos da cidade de Luanda, principalmente os hospitais, como fez questão de realçar um transeunte, abordado a propósito pelo Jornal de Angola.

O cenário do género foi observado da zona do Alimenta Angola até ao desvio da Frescangol, que dá acesso ao município do Cazenga, através da Deolinda Rodrigues, com muita gente a caminhar a pé, contrastando de longe com o reduzido número de viaturas que circulavam àquela hora da manhã.

Na paragem dos Congolenses não havia viva alma, apenas na Esquadra Móvel da Polícia Nacional estavam dezenas de jovens algemados e sentados no chão do recinto, supostamente por terem cometido delitos criminais, durante o período nocturno de sábado e à madrugada de domingo.

No posto de abastecimento de combustíveis do Catetão, enquanto o repórter pára para abastecer a viatura, uma senhora com cerca de 60 anos e a filha, na casa dos 20, imploravam por ajuda para as transportar à Maternidade Lucrécia Paim.

“Meu irmão, por favor, tenho uma filha que lá se encontra em trabalho de parto, no bloco operatório”, implorava a mulher. Com máscara enrolada na mão, ela exibia o artefacto como prova de que tinha o dispositivo de segurança individual, mas nem isso convenceu algum utente de viatura a levá-las, respondendo com silêncio e desprezo total.

Credencial à mão

No terceiro dia da implementação do Estado de Emergência, a circulação de viaturas e de peões tornou-se difícil. Aos utentes são lhes exigidos a apresentação de credencial, para justificar a movimentação. Nem mesmo o passe emitido pelo Jornal de Angola era suficiente para se movimentar, mesmo estando, ontem, escalado para trabalhar.

Na passagem de nível do CFL, no KM 14, em Viana, viatura patrulha da Polícia Nacional fechou uma faixa de rodagem e colocou cones noutro. Só acedeu à via principal aquele que tinha em mãos uma credencial que justifica a sua movimentação.

Do KM 14 até aos Congolenses, várias barreiras foram montadas, sendo que o passe do Jornal de Angola tinha sido suficiente para passar. Mas, quando chegou à antiga Tourada, no bairro da Calemba, Distrito da Maianga, o cenário mudou. O passe já não era suficiente. Foi exigido ao repórter uma credencial.

“Tudo bem, és jornalista”, disse o sub-inspector da Polícia Nacional, que se mostrou irredutível em abrir a passagem, mesmo diante da identificação. “Senhor polícia, a medida tomada no âmbito de Estado de Emergência não restringe a circulação de jornalistas, quando em serviço”, tentou elucidar o repórter, tendo recebido a seguinte resposta: “nossos chefes nos disseram que só passa quem tem credencial”.

No alto da sua arrogância e falta de respeito à mistura, o polícia gritava para retirar a viatura e com o dedo em riste, indicava o caminho a seguir. Indignado, o autor destas linhas disse: “vou escrever isto, amanhã vai sair no jornal” e aquele respondeu: “Escreva se quiser, não quero saber”.

Cidade fantasma

Ao que tudo indica, os moradores das zonas periféricas de Luanda estão ainda com muitas dificuldades, três dias depois da entrada em vigor do Estado de Emergência, em acatar as recomendações para ficar em casa, no âmbito das medidas de corte da cadeia de transmissão do Covid-19.

Em quase todos os bairros da periferia de Viana, Cazenga e Luanda (Rocha Pinto é um deles), parece haver uma certa resistência das pessoas em acatar as recomendações para o uso de máscara e observar a distância social. Teimosamente e ignorando os efeitos da pandemia, muita gente insiste em estar junto e misturado.

Nos arredores da Maternidade Lucrécia Paim, Hospital Militar Principal e Pediatria, a Polícia Nacional montou um aparato de segurança, no sábado, que impediu, ontem, a presença de familiares e de vendedores ambulantes de comida, água fresca, frutas, fraldas descartáveis e outros artigos indispensáveis aos doentes.

Aquela algazarra de familiares a dormirem ao relento e vendedores, muito comum em frente aos hospitais de Luanda, não foi observado. Na Mutamba, quando eram 10H55 havia quatro pessoas na paragem de autocarro da TCUL. Ontem, de manhã, a Baixa de Luanda parecia uma cidade fantasma.

Morador do Kilamba morre vítima de COVID-19

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Dois dos infectados com coronavírus em Angola acabaram por falecer sábado, 28, em Luanda, anunciou, a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta ontem durante o balanço diário feito a imprensa.

As vítimas Tratam-se de um indivíduo do sexo masculino, de 59 anos de idade, residente regularmente em Portugal e regressado no dia 12 a Angola. E de um segundo caso, um jovem também angolano, do mesmo sexo, residente na centralidade do Kilamba de 37 anos de idade, conhecido por “Bussula Fortunato”, regressado a Angola vindo de Portugal no dia 13 de Março.

uma equipa de saúde pública está a fazer contactos próximos aos falecidos para os notificar, testar e submeter a quarentena domiciliar e institucional.

Nas próximas duas semanas, serão feitos rastreios aleatórios em centros de maior concentração populacional, como mercados e outros, para se eliminar a cadeia de transmissão local.

Quanto aos casos de infecção confirmados somam sete, incluindo os dois mortos.

info@kilambanews.com

O que muda em Angola com o estado de emergência

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O estado de emergência entra em vigor em Angola a partir de sexta-feira. Estabelece restrições de circulação em território nacional e a possibilidade de confinamento compulsivo em casa ou estabelecimentos de saúde.

O decreto presidencial que declara o estado de emergência em Angola, com início às 00:00 de 27 de março e fim às 23:59 de 11 de abril, devido a “uma situação de iminente calamidade pública”, pressupõe a suspensão parcial de alguns direitos.

Entre estes estão o direito de residência, circulação e migração para qualquer parte do território nacional, podendo ser impostas pelas autoridades “as restrições que julgarem necessárias para se reduzir o risco de contágio por circulação comunitária”.

As medidas podem incluir “confinamento compulsivo da pessoa visada em domicílio próprio ou em estabelecimento de saúde indicado pelas autoridades públicas” e interdição das deslocações e da permanência na via pública, que não sejam justificadas, por exemplo no exercício de atividades profissionais, assistência médica e medicamentosa, abastecimento de bens ou serviços imprescindíveis.

Será o Governo a definir em que situações e com que finalidade a liberdade de circulação, “preferencialmente desacompanhada”, se poderá manter. As autoridades podem também impedir a entrada no território nacional ou condicioná-la “à observância das condições necessárias para se reduzir significativamente o risco de propagação da pandemia”, através do confinamento compulsivo de pessoas.

Durante este período poderá ser requisitada “a prestação de quaisquer serviços e a utilização de bens móveis e imóveis, de unidades de prestação de cuidados de saúde, de estabelecimentos comerciais e industriais, de empresas e outras unidades produtivas”.

Da mesma forma pode ser imposta a obrigatoriedade de abertura e funcionamento, o encerramento ou a modificação da atividade, da quantidade e do preço dos bens produzidos e dos serviços prestados por determinadas empresas.

As autoridades podem determinar que quaisquer trabalhadores de entidades públicas ou privadas se apresentem no serviço e passem a desempenhar outras funções, para outras entidades, nomeadamente no caso de trabalhadores dos setores da saúde, da proteção civil, da segurança e da defesa.

Manifestações restritas e greves suspensas

Fica suspenso o direito à greve em tudo o que possa comprometer o funcionamento de infraestruturas críticas ou de unidades de prestação de cuidados de saúde e de setores económicos vitais para a produção, o abastecimento e o fornecimento de bens e serviços essenciais.

Podem ser também estabelecidas restrições à realização de reuniões e de manifestações, assembleias ou congressos que impliquem uma aglomeração superior a 50 pessoas.
Também para reduzir o risco de contágio poderão ser limitadas ou proibidas celebrações de cariz religioso e de outros eventos de culto ou culturais como funerais, casamentos, batizados, comemorações de aniversário, romarias e procissões, com mais de 50 pessoas.

O Presidente João Lourenço justifica a necessidade de tomar providências adicionais, no quadro das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das boas práticas de prevenção e combate à expansão da covid-19, “no âmbito das quais têm sido tomadas medidas de severa restrição dos direitos e liberdades, em especial no que concerne aos direitos de circulação e às liberdades económicas”.

Surgido na China, em dezembro, o novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 450 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 20.000. O continente africano registou 69 mortes, ultrapassando os 2.631 casos.

Covid-19: 20 mil testes e máscaras chegam hoje em Luanda

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This photo taken on February 18, 2020 shows a worker sorting face masks being produced to satisfy increased demand during China's COVID-19 coronavirus outbreak, at a factory in Nanjing, in China's Jiangsu province. - The medical equipment factory switched surgical instruments and dental equipment production lines to a mask production line to meet the increased demand. (Photo by STR / AFP) / China OUT (Photo by STR/AFP via Getty Images)

Um carregamento contendo 20 mil testes de diagnóstico laboratorial, 100 mil máscaras médicas, mil roupas de protecção e escudos chegam, hoje, a Luanda, numa doação da Fundação Jack Ma e Alibaba.

Os suprimentos médicos chegam às 7h30, numa aeronave da companhia Ethiopian Airlines, no âmbito de uma iniciativa global de combate à Pandemia do Coronavírus (Covid-19), nos países africanos. A Fundação Jack Ma e Alibaba pretende distribuir, pelo continente, 1,1 milhão de kits de testes e seis milhões de máscaras para o continente africano prevenir-se do Covid-19. “Nós não podemos ignorar o potencial perigo em África e pensar que este continente de 1,3 mil milhões de pessoas vai milagrosamente escapar à crise. O mundo não faz ideia das consequências nefastas da pandemia do Covid-19 em África”, disse recentemente Jack Ma, para justificar o seu gesto.

África tem ainda uma longa marcha para conter o surto do novo coronavírus que já infectou mais de 400 pessoas no continente. Pelo menos 30 países africanos já têm casos do Covid-19. Maior parte dos países africanos dispõe de fracos sistemas de Saúde já sobrecarregados de doenças como cólera, malária e ébola.