Centralidade nova com problemas velhos

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Problemas mil, é o que se vive na nova Centralidade do Zango 5, desde as primeiras horas de hoje 13 de março, a rádio Luanda, está a radiografar o referido projecto habitacional e o que se ouve dos vários moradores é só problemas, daqueles muitos velhos, para uma centralidade nova.

Desde à falta de professores, esquadra policial, hospital, supermercado, falta de recolha de lixo, criminalidade, creches, transportes, enfim, falta quase tudo numa centralidade nova, que foi inaugurada o ano passado, por sua excelência João Manuel Gonçalves Lourenço, de referir, que aquando deste acto, várias foram as promessas feitas ao timoneiro da nação, mas que até a presente data, quase nada foi cumprido.

Antes mesmo desta visita da Rádio Luanda, os munícipes, já clamavam por socorro, chegando mesmo a dizer que foram esquecidos, votados ao abandono total, queixando-se da falta de sensibilidade das autoridades competentes.

Diz uma moradora, que no dia da Inauguração mentiram o senhor presidente “ Tudo aquilo que passou na televisão e nas rádios é a mentira, a realidade aqui é dura, não se compreende como Inauguraram uma centralidade sem serviços absolutamente nenhum” rematou dona Teresa da Silva.

A eduação, este é o grande calcanhar de aquiles, segundo relatos de vários moradores, as escolas não têm professores, e as que têm, não são suficientes, para termos uma ideia, uma professora da iniciação lecciona em 3 salas de aulas quase que de maneira simultânea, passa numa, escreve alguma coisa, vai às outras faz o mesmo procedimento e depois volta a primeira sala. Assim mesmo está bom? Pergunta uma das mães.

A grande questão que se coloca, e foi reportado durante as várias entrevistas feitas pelos repórteres da Kianda, tem que ver, com as pessoas que já habitam na centralidade desde 2018, sendo que a mesma só foi inaugurada no dia 19 de Dezembro de 2019, pelo Presidente da República?

Um dos munícipes mais antigos desta urbe, explica que na verdade a centralidade já tinha sido inaugurada pela Ministra da Habitação, e nesta altura já algumas residências começaram a ser habitadas, à nossa equipa sabe também que já foram comercializadas as habitações destinadas a dois dos três grupos de clientes, nomeadamente para a Função Pública (40%), grandes empresas públicas e privadas correspondentes (30%) e desta franja muitos já estão a residir nos apartamentos e vivendas disponíveis, é o caso deste moradore, considerado dos mais antigos nesta nova urbe, que recebeu a casa em 2018 pelo ministrério da admnistração do território.

Outra preocupação dos munícipes, prende-se com a inércia a que está a administração ou coordenação da centralidade, pois que, na zona das vivendas, muita anarquia se verifica, as casas têm um modelo único, mas neste momento,  assisti-se, à edificação de construção de casas de primeiro andar, o derrube de paredes e cada um agora constrói como quer e sem respeitar os padrões, e a própria admnistração, não é tida nem achada, “ repara senhor jornalista que há inclusive casas que a admnistração colocou nelas  o selo de  “Obra Embargada”mas as obras continuam normalmente, frisou o senhor Aristides.

Mateus Amaral, coordenador do Quarteirão H, lamentou o facto de não terem sido acautelados aspectos como a abertura de esquadras, casa de velórios, bancos, supermercados e lojas de conveniência, o que obriga os moradores a obterem os serviços mínimos fora da  centralidade.

Alguns moradores foram unânimes em afirmar que a área necessita de mais serviços, para que se torne, de facto, “habitável”.

A  Centralidade foi concebida para 47.784 habitantes, edificada no sudeste da cidade de Luanda, no município de Viana, a Centralidade do Zango 5 contempla moradias isoladas e geminadas (com três quartos) e edifícios com dois e três pisos. Os primeiros moradores receberam as chaves em Outubro de 2018.

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