Seis em cada 10 milhões USD investidos lá fora estão em ‘offshores’

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Paraísos fiscais como Singapura, com 1.071 milhões USD, lideram a lista do stock de investimento directo lá fora por parte de residentes nacionais e estrangeiros em Angola. Seguem-se as Ilhas Maurícias, com 830 milhões USD, e a Ilha de Man, uma dependência da coroa do Reino Unido, com 297 milhões USD.

Nas denominadas offshores, ou paraísos fiscais, como Singapura, Maurícias e Ilha de Man, estão cerca de 63% dos investimentos directos lá fora de residentes em Angola, nacionais ou estrangeiros, equivalente a 2.198 milhões USD, de acordo com o relatório do BNA sobre a Balança de Pagamentos e Posição do Investimento Internacional de Angola sobre o I trimestre de 2019.

Singapura, com um stock de investimento directo angolano de 1.071 milhões USD, lidera essa lista, seguida das Ilhas Maurícias, onde se encontram 830 milhões USD. Já na Ilha de Man, uma dependência da coroa do Reino Unido, estão 297 milhões USD. Em conjunto, o stock de investimento directo (dividido em fundos de acções de capital e de investimento e instrumentos de dívida) nestes paraísos fiscais era de 2.198 milhões USD no final do primeiro trimestre deste ano.

Ainda assim, os investimentos dos residentes em Angola nestes três paraísos fiscais caiu 52% face a 2018 (ver gráficos), devido ao desinvestimento de 2.394,6 milhões USD nas Ilhas Maurícias. Tratam-se sobretudo de activos financeiros que estavam em posse da Quantum Global, o até então único gestor do Fundo Soberano de Angola, e que foram, entretanto, recuperados pelo Estado angolano.

Num mundo em que o segredo é a alma do negócio, são poucos os dados disponíveis sobre este tipo de investimentos em offshores que, de acordo com fontes do Expansão, funcionam como veículos para investimentos noutros países, sobretudo europeus, como Portugal, país onde vários angolanos, incluindo os denominados PEP (Pessoas Politicamente Expostas), detêm participações em empresas de vários sectores como banca ou serviços.

Alguns destes veículos também acabam por depois investir em Angola, sobretudo em sociedades anónimas. É desta forma que se conseguem ludibriar as autoridades no sentido de ocultar os últimos beneficiários das empresas.

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