PGR reitera posição da polícia que seu funcionário morreu de acidente de viação

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Vice-procurador-geral refuta acusações de familiares

A Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola assegurou que a morte do funcionário Lucas Chissolokumbe Chivukuvuku, no passado 4 de Julho, em Luanda, envolta em suspeitas de homicídio por alegadamente investigar denúncias de corrupção, deveu-se a um acidente de viação.

“O trabalho preliminar realizado até hoje permite-nos dizer com segurança que as causas da morte foram acidentais. Acidente de viação, tal como reportado inicialmente pela polícia”, garantiu o vice-procurador, Mota Liz nesta quarta-feira, 11, na capital angolana.

Aquele magistrado adiantou ainda que a autópsia ao corpo de Lucas Chissolokumbe Chivukuvuku aponta para “morte violenta devido a um traumatismo crânio-encefálico severo”, na sequência do capotamento do táxi em que seguia, por “negligência” e condução sob o efeito de álcool do motorista, entretanto detido.

Além de contrariar a tese de que Lucas teria sido assassinado, Mota Liz ainda assegurou que, ao contrário de informações postas a circular, Chivukuvuku não tinha responsabilidades de investigação ou sequer “o poder para bloquear” contas bancárias.

Lucas Chissolucombe Chivukuvuku exercia as funções de oficial de diligência da PGR junto do Departamento de Crimes Económicos do Serviço de Investigação Criminal.

Denúncias de familiares

Entretanto, logo após a morte de Chivukuvuku, familiares falaram em queima de arquivo.

Médicos legistas fizeram autópsia ao corpo de Chivukuvuku no Hospital Josina Machel, na presença dos seus familiares, tendo, segundo o tio dele Abel Chivukuvuku, colocado de parte a hipótese avançada pela Polícia Nacional.

“Eles (médicos legistas) disseram que não é possível aquelas lesões analisadas no cadáver terem sido causadas por um capotamento, enquanto as declarações da polícia são aldrabices”, avançou Chivukuvuku lamentando que a polícia não esteja ao serviço dos cidadãos “mas ao serviço do regime”

O também presidente da CASA-CE considerou que o sobrinho foi vítima do trabalho que realizava na PGR para desmascarar crimes económicos e financeiros.

“Ele era um investigador da PGR e tinha processos sensíveis sob sua responsabilidade, foi sendo ameaçado ao longo do tempo com tentativas de suborno e isto levou a sua morte, alguns dos seus colegas do SIC foram encontrados com o telefone da vítima no aeroporto no sábado, penso que houve tentativa de apagar evidências também e temos informações de que um jeep foi à casa dele na quinta à noite provavelmente o assassinar “, denunciou na altura Abel Chivukuvuku que prometeu entregar os nomes das pessoas à PGR.

Lucas Chissolucombe Chivukuvuku foi hoje a enterrar no cemitério do Benfica, em Luanda.

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