Venda de drogas por parte de adolescentes inquieta munícipes do Kilamba

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O consumo e venda de droga por parte dos jovens e adolescentes em várias zonas e escolas do Kilamba está a preocupar os moradores, sobretudo os encarregados de educação, que chamam a atenção das autoridades para tomarem a peito esta questão. Um professor de uma das escolas do Kilamba contou ao Novo Jornal que são muitos os adolescentes e crianças que vendem e consomem drogas no recinto escolar.

Sob anonimato, o professor revelou que os casos são entregues à Polícia e aos encarregados de educação que nada fazem para travar este perigo que, segundo ele, tem crescido no Kilamba. Duas estudantes contaram que já presenciaram colegas a comercializar cocaína na escola e que reportaram o assunto à direcção que accionou a polícia da centralidade.

Segundo estas estudantes, dias depois um grupo de activistas ligados a uma ONG apareceu na escola a desencorajar tais práticas, mas suspeitam que o comércio de droga continua em diversos pontos. Sobre o assunto o Novo Jornal tentou sem sucesso ouvir explicações do comando distrital do Kilamba da Polícia Nacional.

Apesar dos assaltos e acidentes, os moradores do Kilamba continuam “vaidosos” por viverem naquela centralidade “Kilamba é Kilamba, apesar dos problemas que existem, aqui vivem quase todos os endinheirados do País”, contou de forma sorridente uma moradora. Trata-se de Marata João António, que vive no Kilamba desde 2013, tendo salientado que de todas a centralidade o Kilamba é a melhor e está feliz por lá morar.

Quem também se sente orgulhoso por viver no Kilamba é o morador Eduardo Domingos João, de 57 anos, que assegura que, tirando os condomínios, não há outro lugar melhor para se viver como a centralidade do Kilamba.

Segundo Eduardo Domingos João, viver no Kilamba orgulha e alegra qualquer um munícipe da província de Luanda. “Temos problemas, sim, mas por enquanto são todos controlados, a par dos assaltos na via pública, ainda assim nos sentimos vaidosos por viver aqui”, descreve o morador, assegurando que quem pratica os assaltos e roubos na centralidade são os moradores dos bairros vizinhos.

Sobre os assuntos que narraram aos moradores, o Novo Jornal tentou ouvir a administração da centralidade, mas devido aos preparativos das festividades, não foi possível. Felismina Ferreira, administradora adjunta da Centralidade do Kilamba, assegurou à imprensa que das actividades que norteiam as festividades dos 12 anos da centralidade, está a realização de uma palestra onde questões relacionadas ao Kilamba serão discutidas.

Entretanto, um bolo de 12 metros de comprimento foi encomendado pela administração da centralidade para apagar as velas com os munícipes nesta data natalícia.

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