MPLA e UNITA colocam “água na fervura” da intolerância política

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Com a temperatura política bem alta em Angola e com denúncias de intolerância política,os dois principais partidos, MPLA e UNITA tentam colocar água na fervura e apelam os seus membros a evitarem qualquer tipo de provocação por parte do adversário, uma situação recorrente na sociedade angolana.

Para a UNITA ,a origem dos actos de intolerância partem claramente do rival politico, por isso o seu presidente Adalberto Costa Júnior alerta os seus militantes a evitarem provocação.

“Nós estamos a dizer não à violência, em toda a dimensão e em voz alta, lá onde houver tentativa de agressão fuja, vai para casa, não é cobardia, evite a provocação porque a violência restringe direitos e nós já entendemos a agenda, não pomos lá os pés”, apelou Costa Júnior.

Do lado dos “camaradas”, Adriano Mendes de Carvalho governador e primeiro secretário do MPLA no Kwanza Norte, asegura que “o nosso discurso sempre foi e é de cordialidade, militante do MPLA é disciplinado, obedece a doutrina do partido, no MPLA não há lugar para intolerância”.

Questionado sobre de onde partem esses actos de intolerância, o professor universitário João Lukombo Nza Tuzola aponta que “o nosso passado sangrento é a base desses atritos, o que se guarda na memória individual ninguém pode controlar se este não apresentar comportamento na sua vivência, os desabafos que surgem explicam em parte as causas consciente e inconsciente deste comportamento”.

Aqule sociólogo e académico entende que neste período eleitoral, os debates seriam uma forma de atenuar actos de intolerância.

“A nivel dos militantes dos vários partidos, na rádio, na televisão, tem de haver muitos debates entre as partes, seria um exercício que permitiria atenuar e levar as pessoas a aceitarem o outro na diferença e não nos moldes actuais com ameaças, insultos como `sabe quem eu sou?´”, isto tem de ser extirpado da mente das pessoas”, defende Nza Tuzola.

Também o jurista lamenta que em “Angola a natureza é intolerante, não se admite opinião contrária” e que que se alguém “assumir funções ou cargo político, militar ou policial o grau de intolerância é pior ainda, nenhum militante de um partido se sente à vontade vendo o outro militante com uma bandeira diferente, a mínima coisa, isto nada tem a ver com os partidos ou outra coisa, tem a ver com a natureza da pessoa”.

Recorde-se que antes do início da campanha eleitoral têm sido relatados vários casos de intolerância política em várias províncias.

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