Moradores do Kilamba divergem sobre preços da cesta básica

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Se para uns, a redução do preço da cesta básica cria alguma oportunidade de poupança. Outros dizem que a realidade é “totalmente diferente”.A equipa de reportagem do KilambaNews saiu à rua nesta terça-feira,7, para ouvir dos cidadãos sobre que posição têm a respeito dos preços da cesta básica praticados nos diversos estabelecimentos comerciais e notou que os cidadãos têm opiniões diferentes.

A lista da cesta básica inclui arroz, feijão, caixa de frango, óleo, massa, além dos outros produtos inerentes ao consumo diário.

Sandra Pinto, 38 anos, moradora do projecto habitacional do KK 5000, falou ao KN que os preços praticados nas lojas comercias da região correspondem as expectativas e têm ajudado “a poupar o meu dinheiro”.

“Houve uma baixa considerável entre Maio e Junho, para mim, isso ajuda a poupar o meu salário e não só. Antes os preços eram praticados de forma exagerada, mas agora quase tudo está ao nível dos nossos bolsos. Por exemplo, o saco de arroz custava 15 mil kwanzas, mas hoje há armazém que o saco custa seis mil a sete mil”, disse a consumidora.

A mesma ideia é partilha pelo Miguel João, morador do Kilamba, que referiu na altura da reportagem que o actual preço da cesta básica permite poupar mais e comprar o essencial.“Antes queixava-me dos preços, mas agora não. Penso que os preços aqui fixados condizem para todos os bolsos. Estou satisfeito com o que vejo aqui. Já consigo meter em casa duas caixas de frango e dois sacos de arroz”, aplaudiu o morador

Já com opinião diferente, Augusto Manuel Paixão, 56 anos, segurança privado, sublinhou que a redução do preço trouxe impacto positivo, mas “só para quem ganha bom dinheiro”. Ele afirma que ganha 25 mil kwanzas, pelo que a redução do preço não lhe ajuda para fazer compras.

“O meu salário são 25 mil kwanzas. Para mim, que ganho esse valor, ainda não satisfaz a minha necessidade. Para eu saber que baixou tem que ser um valor que o meu salário pode chegar para comprar particularmente arroz, óleo. Devo reconhecer que baixou sim, mas para mim não me faz nada. No meu salário ainda pago propinas, táxi, gás e roupas para as crianças. Para quem ganha muito, o preço baixou diferente de quem ganha pouco”, lamentou Augusto Paixão.

Acrescentou que “num mês compro apenas um saco de arroz e o resto já não compro”.

Margarida Gomes, vendedora num dos bairros do kilamba, disse que com o que ganha não lhe permite fazer comprar para casa.

“Não critico ninguém por ganhar muito dinheiro. Mas, meu irmão, eu não vejo aqui redução dos preços nenhum. Para mim, é como se tivesse a comprar o arroz e outros produtos a cem mil kwanzas. Não vejo nenhuma diferença” explicou ao KilambaNews

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