Início Site Página 254

Bruna Sousa detida por condução sob efeito de álcool e desacato as autoridades

0

A ex apresentadora de Tv Bruna Sousa, foi detida no passado sábado, na ilha de Luanda por conduzir sob efeito de álcool.

Bruno Sousa foi autuada na ilha de Luanda quando saia de um evento, a Policia deteve a apresentadora, também por desacato, após lhe ser pedida para soprar o bafómetro que deu positivo com o nível de 1,7 grau de alcoolemia, no momento bruna proferiu várias negativas palavras ao agente, que foram consideradas como injúria e desacato as autoridades.

Por estas circunstâncias, Bruna Sousa foi encaminha a cela, e o processo encaminhado ao ministério público, que teve o julgamento sumário na passada terça-feira, a também actriz, foi condenada a 4 meses de prisão, pena esta, que foi suspensa mediante uma multa, no julgamento bruna disse não lembrar-se de algumas coisas, entretanto pediu desculpas, ainda assim o tribunal decidiu que além da multa, bruna, teve que pagar uma indemnização ao polícia que deteve-a, só assim é que a apresentadora e actriz  foi posta em liberdade esta terça-feira.

 

Fonte: Rádio Luanda

Macron diz ter aprendido a lição dos protestos mas garante não tolerar a violência

0

Presidente francês anuncia redução de impostos e aumento de salários

O Presidente francês anunciou nesta segunda-feira, 10, um aumento de 100 euros no salário mínimo, que actualmente é de 1.200 euros, na primeira mensagem à nação desde o início dos protestos ‘coletes amarelos’ há quatro semanas.

Emmanuel Macron acrescentou que os aposentados que recebem menos de dois mil euros por mês não precisarão pagar uma contribuição social generalizada em 2019 e informou a isenção de impostos e taxas às empresas sobre as horas extras pagas a seus funcionários até 2019.

Bónus sem impostos

Ele pediu aos empregadores que possam para pagar um bónus de fim de ano aos funcionários, que serão isentos de impostos”.

“Um debate sem precedentes acontecerá em nível nacional em nossas instituições, cada uma terá seu papel: governo, Assembleia Nacional, parceiros sociais e associações, vocês terão seu papel”, garantiu Macron, que, no entanto, recusou-se a retroceder na questão do Imposto sobre a Fortuna, o ISF, uma das reivindicações do movimento dos “coletes amarelos”.

“Retroceder nos enfraqueceria”, justificou, reiterando o seu desejo de combater a evasão fiscal e controlar melhor os gastos públicos.

Marcon reconheceu que “os acontecimentos das últimas semanas na França e no exterior têm perturbado profundamente a nação e misturaram reivindicações legítimas e uma sequência inaceitável de violência”.

Violência não será tolerada

“Quero dizer-vos a vocês que essa violência não será tolerada”, disse, no início do discurso, no qual assumiu, porém, que há “raiva” no país e admitiu que tem uma parcela de culpa, pedindo desculpas por alguns comentários.

Essa raiva é “daquela da mãe solteira ou divorciada que não consegue mais viver, que não tem condições de cuidar dos filhos e de melhorar sua renda mensal, e não tem esperança”, disse, citando outros grupos sociais que enfrentam dificuldades.

“Não retomaremos o curso de nossas vidas sem que nada tenha mudado. Estamos um momento histórico para o nosso país”, conclui Emmanuel Macron, garantindo que “a nossa batalha é pela França”.

Kero proporciona alegria a várias crianças com natal solidário

0

No âmbito do seu projecto de responsabilidade social a Zahara Comércio – grupo detentor das marcas Kero e Xyami Shopping, organizou na manhã de hoje (11 de dezembro), nas instalações do Xyami Shopping Kilamba uma mega festa de natal que contou com a presença de novecentas crianças vindas de sete centros de acolhimento entre eles, o Lar Kuzola, Lar Nazaré e Mamã Muxima.

Valódia Bernardo, representante do grupo Zahara, em declarações ao KilambaNews, revelou que só neste ano, o projecto doou cerca de 200 milhões de kwanzas em bens alimentares e não alimentares para 11 centros de acolhimentos no país.

“O projecto Kero Kandengue” disponibilizou este ano cerca de 200 milhões em bens alimentares e não alimentares e estamos a fazer tudo para aumentar o nosso apoio.

O mais importante não são os números mas é a qualidade, porque é isso que elas [crianças] precisam”. Disse.

“O projecto Kero Kandengue” envolve cerca de 1400 crianças de 11 centros de acolhimento infantil. É actualmente um dos mais activos projectos de responsabilidade social do país virada para crianças.

Falta de saneamento básico continua a ser preocupação

0

Os documentos existentes sobre o saneamento básico, macrodrenagem das águas pluviais e residuais constituem a base da actuação da nova direcção da Unidade Técnica de Gestão do Saneamento de Luanda (UTGSL), com vista a melhorar o meio.

A garantia foi dada pelo actual director da UTGSL, Afonso Antas Miguel, durante o acto de tomada de posse. O responsável reconhece à Angop que os problemas de saneamento básico são de uma dimensão extraordinária para a cidade de Luanda, pela forma como cresceu, desprovida de infra-estruturas, representando, assim, um grande desafio para a sua actividade.

Mas, apesar de tudo, disse sentir-se tranquilo por existirem documentos orientadores sobre a política de desenvolvimento do saneamento. A intenção é tornar Luanda numa cidade com todas as infra-estruturas próprias do meio urbano.

“O abastecimento de água, o sistema de drenagem das águas pluvial e residual e a gestão de resíduos, são os primeiros passos que qualquer meio urbano tem que dar para que sobreviva como meio urbano”, explicou.

Afonso Antas Miguel manifestou o desejo de encontrar soluções que reflictam o contexto, o perfil socioeconómico dos utentes e a necessidade de cada um participar e comparticipar financeiramente nos encargos do lixo.

O director dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Baptista Adão Correia, informou que uma das suas prioridade recai para a prova de vida dos ex-militares para se reajustar o cadastramento.

Mais de quatrocentas crianças vivem nas ruas de Luanda

0

Quatrocentos e 65 crianças, dos 10 aos 25 anos de idade, vivem em várias artérias da cidade capital, de acordo com uma pesquisa apresentada hoje, sexta-feira, em Luanda.

A pesquisa foi realizada de Março a Junho do corrente ano pela organização “Voluntariado Internacional para o Desenvolvimento” (VIS), no âmbito do seu projecto “Vamos juntos”.

Teve como grupo alvo meninos e meninas a viverem na rua e foram efectuadas visitas regulares no período das 18 horas até as 22horas, em 20 paradas da cidade de Luanda, com destaque para os arredores do 1º de Maio, Aeroporto, Golfe II, Baía de Luanda e Vila de Cacuaco.

O estudo aponta a Vila de Cacuaco como a localidade com maior concentração de crianças e casais adolescentes na rua, onde foram cadastrados 104 crianças e jovens, 31 por cento meninas.

Como principais causas da problemática destacam-se a violência doméstica, a vulnerabilidade social, a pobreza e a desestruturação de muitas famílias, sendo que 30 por cento das crianças tem entre 10 aos 14 anos de idade, 33 por cento 15 aos 17 e, 28 dos 18 aos 25 anos.

A faixa etária dos 14 aos 17 anos, sem distinção de sexo, é a que se apresenta com maior número na rua, principalmente pela complexidade da vulnerabilidade deste grupo alvo, a falta de um sistema de acolhimento, para além das dificuldades comuns.

A pesquisa teve como maior ênfase o sexo feminino e realça que as meninas se diferenciam dos rapazes pelas actividades desenvolvidas e a mobilidade, porquanto as mesmas são a que com maior frequência voltam para casa, mantêm ligação com a família, e outros agregados mais próximos e depois de algum tempo voltam para a rua.

O documento sublinha que as meninas preferem instalar-se em moradias ou espaços fechados e protegidos, como casa abandonada ou um quintal cercado, desde que ofereça maior segurança de forma a evitar exposição a rua, assim como fugir da violência e das recolhas da polícia, bem como integram-se nos grupos masculinos sob protecção de um homem que acaba sendo namorado.

Acrescenta que na ausência de um namorado protector, as mulheres procuram ficar em grupo do mesmo sexo ou famílias que também vivem na rua.

As crianças que vivem na rua, sobretudo as meninas, encontram-se em constante movimento, instabilidade e incertezas pela segurança física, economia (possibilidade de encontrar trabalho ou fugir do foco onde acumulam dívidas) e a dinâmica de amizade ou conflito do grupo (relações afectivas).

O informe apresentado frisa que quase todas as crianças entrevistadas na rua experimentaram pelo menos um tipo de droga e que as intervenções de primeiro socorro (feridas) são as mais frequentes e visíveis, seguidas de diversas outras doenças, como infecções da pele e nos órgãos genitais, paludismo e tuberculose, bem como casos de gravidez precoce e VIH e sífilis.

De acordo com a responsável da educação e formação do VIS, Ilenia Guasti, em declarações à Angop, a margem da apresentação da pesquisa, na maioria dos casos as adolescentes que engravidam-se precocemente não fazem consultas pré-natal, outras dizem abortar sobre orientação do companheiro ou pelo facto de o pai da criança não querer assumir a paternidade.

Co-financiado pela União Europeia, o estudo contou com a colaboração dos Salesianos de Dom Bosco, da Samusocial Internacional e do Instituto de Ciências Religiosas de Angola (ICRA) e visou apresentar um quadro mais completo e realista da situação actual dos meninos que vivem na rua, mapear, a nível nacional, as instituições de acolhimento que já trabalham com menores de rua, bem como promover a formação de estratégias e políticas de intervenção realista e adequadas à protecção de crianças mais frágeis e em situação de risco.

“A pesquisa foi realizada na cidade de Luanda, mas prevê-se realizar a recolha de dados em outras províncias para entender como é o fenômeno no país”, frisou.

Segundo disse, dados adquiridos em instituições que trabalham com o fenômeno indicam que as províncias de Huambo e do Benguela são as que apresentam igualmente crianças a viverem na rua, sendo que nas restantes localidades é uma questão de vulnerabilidade social, onde crianças vão pedir estímulos acompanhados pelos pais e depois voltam para casa.

Emissão de passaportes volta à normalidade

0

O Serviço de Migração e Estrangeiros (SME) normaliza, a partir da próxima semana, a emissão de passaportes ordinários, anunciou ontem o director do gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do Ministério do Interior.

Em declarações à Angop, o subcomissário Waldemar José confirmou que a irregularidade na emissão de passaportes deveu-se à escassez de cédulas, situação que está resolvida. As cédulas, disse, começam a chegar ao país no próximo fim-de-semana. “Pedimos um pouco de paciência aos utentes. Estão a ser criadas as condições para que a emissão de passaportes volte à normalidade”, referiu.

Por este facto, o subcomissário Waldemar José anunciou que a partir da próxima semana haverá o aumento do número de brigadas nos postos de emissão em todo país, com o fim de tornar mais célere o atendimento.

O subcomissário Waldemar José não divulgou, no entanto, as quantidades nem a origem das cédulas.
Oito a seis meses é o tempo que vários cidadãos angolanos alegam esperar para obter um passaporte junto do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME). O Serviço de Migração e Estrangeiros tem priorizado os cidadãos que apresentam documentação médica para consultas no exterior ou para bolsas de estudo.

A celeridade nos actos migratórios é um dos grandes objectivos traçados.

Quando Eu era “Puto”

0

Quando Eu era puto este mês era o melhor do ano, a partir do dia 1 começavam a chegar os brinquedos do salo dos velhos e dos manos.

Cada dia era vivido com emoção e contagem regressiva para a chegada do grande 25 o dia da família. Havia sempre uma visita em casa ou íamos sempre visitar minhas tias espalhadas um pouco pela cidade.
No dia 25 de tarde “grifávamos” as roupas compradas no princípio ano e passeávamos pelo bairro, quem não estivesse bem grifado mãe dele era “Mbica”.

A semana passava a voar e vinha logo a passagem de ano, com kumbu ou sem éramos felizes, festejávamos com tudo, gritos, abraços, tiros de AK, “spara”, ninguém ficava indiferente aos festejos, musicas em todas as casas umas tocavam “vizinha zongola” e outras “Fenacult”.

Mas éramos felizes e não sabíamos como se diz, no dia 01/01 era religioso ir à praia para deixar os males do ano findo e receber as bênçãos do ano novo, se não houvesse boleia do vizinho apanhávamos um “uauá” até ao Baleizão e íamos a “bute” até a ilha, se em casa descobrissem levamos mangueiras mas não apagava a alegria.

Hoje que somos já kotas e temos responsabilidades conjugais e familiares estamos mais distantes uns dos outros, nunca há tempo pra nada…
Neste mês vamos dedicar um pouco do nosso tempo para os ante queridos, para aquelas pessoas que nunca mais vimos e dar um abraço de saudade porque quando eu era puto não havia distância para ficar com a família.

Feliz natal e próspero ano novo a todos.

Vinte mil alunos serão admitidos nas escolas de Luanda

0

Vinte mil novos alunos poderão ingressar nas escolas de base do ensino geral da província de Luanda, no ano lectivo de 2019.

O anúncio foi feito, nesta quinta-feira, na capital do país, pelo vice-governador provincial para o sector Técnico e Infra-estruturas de Luanda, José Cai, quando intervinha no acto do 22 de Novembro, Dia Nacional do Educador, que decorre sob o lema “ O direito à educação é também o direito a um professor qualificado”.

O responsável disse que esforços estão a ser desenvolvidos no sentido de construir-se mais escolas para serem inseridas no sistema de ensino um maior número de crianças.

Reconheceu que muitas das instituições académicas de Luanda tem problemas, como falta de equipamento escolar e difícil acesso, situação que dificulta a actividade educativa dos professores.

Solicitou aos professores no sentido envolverem-se nos programas de resgate dos valores morais e cívicos, bem como na moralização da sociedade.

Por seu turno, o director do Gabinete de Educação da Província de Luanda, Narciso Benedito, deu a conhecer que vão surgir novas escolas do ensino primário e secundário nos municípios do Belas, Cazenga e Viana.

O surgimento das novas infra-estruturas, ressaltou, vai permitir o ingresso de 15 a 20 mil alunos.

A actividade foi marcada com a entrega de diplomas de mérito aos professores que na década de 1980 deram o seu contributo para o desenvolvimento do ensino na província de Luanda.

O Dia Nacional do Educador começou a ser celebrado quando a 22 de Novembro de 1976, numa visita a fábrica têxtil Textang II, o primeiro Presidente da República de Angola, António Agostinho Neto, declarou “guerra” ao analfabetismo.

Apanhada: Samsung usou fotografia de câmara DSLR para promover smartphone

0

O objetivo da empresa terá sido promover a câmara do Galaxy A8 Star e as respetivas capacidades de edição.

A divisão da Samsung na Malásia foi apanhada a usar uma fotografia captada por uma câmara DSLR obtida através de um banco de imagens, tendo sido a própria fotógrafa responsável pela imagem a descobrir a ‘façanha’. A fotógrafa, Dunja Djudjic, reparou que alguém havia comprado a sua fotografia, tendo posteriormente descoberto a imagem no site da Samsung.

“A minha primeira reação foi começar a rir. Olhem só para o trabalho de Photoshop que fizeram na minha cara e cabelo! Sempre gostei da cor natural do meu cabelo (ainda que agora esteja a tornar-se cinzento e branco) mas parece que o criador da imagem prefere tons mais avermelhados. Exceto nos olhos, em que removeram todos os vasos sanguíneos”, escreve Djudjic de acordo com o TechCrunch. A fotógrafa revela ainda que o fundo foi alterado, sendo substituído por um que desse a sensação de profundidade que se tem tornado tão popular entre os smartphones de hoje em dia.

A fotografia terá sido alterada de modo a promover a câmara do Galaxy A8 Star, procurando levar os consumidores a pensarem que a imagem foi captada pelo smartphone. Esta não é prática única da Samsung, com mais fabricantes de smartphones a terem as mesmas práticas para promoverem os seus produtos.

Detido marido da advogada encontrada morta em casa

0

O marido da advogada Carolina Joaquim de Sousa da Silva, encontrada na segun-da-feira morta na fossa da moradia em que vivia, no Zango III, município de Viana, foi detido, no mesmo dia, pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC).

Uma fonte ligada ao SIC, contactada ontem pelo Jornal de Angola, não mencionou as circunstâncias em que o marido, Olívio Silva, foi de-tido, se antes ou depois do encontro que a Polícia manteve com jornalistas sobre o caso da advogada, que era dada como desaparecida desde quinta-feira, dia 29 de Novembro.
A família da advogada acreditou na possibilidade de Carolina Joaquim de Sousa da Silva estar desaparecida, por o marido alegar que, na manhã de quinta-feira, acompanhou-a até à paragem para apanhar um táxi que a levaria ao serviço, uma vez que o seu carro estava avariado.
O marido deslocou-se à casa da sogra, no bairro Golfe II, onde manifestou o seu desespero junto dos familiares da advogada, aos quais disse que soube do escritório de advogados para o qual Carolina da Silva trabalhava que a mulher não tinha chegado ao local de trabalho.
À família da mulher, que exerceu advocacia durante cinco anos e estava grávida de dois meses, o marido ainda disse que só ligou para o escritório de advogados por não ter conseguido falar ao telefone com a mulher, porque os dois telemóveis que ela usava no dia do “desaparecimento” estavam desligados.
A fonte do SIC afirmou que o marido da advogada é o principal suspeito da morte da mulher e admitiu que o homicídio tenha sido cometido por razões passionais.
Uma irmã da advogada assassinada, disse à Televisão Pública de Angola (TPA) que a família não tem dúvida sobre quem pode ser o autor do crime bárbaro, referindo-se implicitamente ao cunhado.
Maria Armando, mãe da advogada, disse à TPA que pensou, inicialmente, que a filha fosse vítima de um rapto, em resultado de algum processo que estava a acompanhar como advogada. “Afinal de contas fui enganada”, uma referência implícita ao genro.
O porta-voz da delegação provincial de Luanda do Ministério do Interior, intendente Mateus Rodrigues, disse que o corpo de Carolina da Silva foi ontem autopsiado.

Traços da personalidade

Ontem, a mãe da advogada disse ao Jornal de Angola que o marido da filha nunca deu indícios de ser “psicopata ou esquizofrénico”. Maria Armando acentuou que o genro, de 28 anos e contabilista de formação, sempre teve atitude de “um jovem bem educado”.

Depois de ter feito uma pausa na conversa, a mãe da advogada disse: “Afinal, venho a saber agora que ele fez tudo para assassinar a Carolina de forma calculista e planificada”.

Dona Maria Armando lembra-se da filha como uma “jovem trabalhadora e boa dona de casa”. Além destes traços da personalidade da filha, Maria Armando disse que a advogada era “muito dedicada à igreja e que não tinha segredos a esconder ao marido, uma vez que eram amigos”.

Como prova da fidelidade ao marido, os desvios de chamada do telefone de Carolina Sousa iam para o telefone do marido, contou ao Jornal de Angola a mãe da advogada, que disse ser impossível que a filha tenha tido uma relação extra-conjugal. Maria Ar-mando mencionou ainda que o cartão multicaixa da filha e o respectivo código andavam com o marido.

“A minha filha teve uma morte trágica e o seu corpo não está em condições para se manter mais tempo”, disse a mãe da vítima, referindo-se ao facto de o genro ter co-locado lixívia na fossa, o que contribuiu para a rápida de-composição do corpo.

Carlota Cambenje, colega e amiga de Carolina da Silva, sublinhou que a advogada era uma pessoa “muito séria e dedicada ao trabalho”.

As duas saiam quase sempre juntas do local de serviço, porque Carlota Cambenje apanhava boleia oferecida ou pela colega ou pelo marido desta quando fosse buscar a mulher.
Carlota Cambenje esteve a última vez com Carolina da Silva na quarta-feira, dia em que a colega a deixou em casa, na Centralidade do Sequele.

“Nunca me passou pela cabeça que a minha colega teria esse fim trágico”, salientou Carlota Cambenje, adiantando que, nas conversas que mantinha com Carolina da Silva, esta nunca deixou transparecer algum “indício de descontentamento no lar”.

À hora do fecho desta edição, o Jornal de Angola soube que a advogada foi morta por espancamento um dia antes de o suspeito ter anunciado o seu desaparecimento.

A ideia inicial do suspeito era fazer um buraco no quintal, mas, como pensou que seria trabalhoso, decidiu colocar o cadáver na fossa da moradia.