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PR anula concurso nas telecomunicações

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O Presidente da República, João Lourenço, determinou hoje a anulação do resultado do Concurso Público Internacional para a atribuição de um Título Global Unificado à quarta Operadora Global no sector das Telecomunicações no país.

No dia 12 deste mês, o Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação anunciou a adjudicação do Contrato de Concessão de Serviço Público de Comunicações Electrónicas à empresa angolana Telestar.

Em nota, a Casa Civil do Presidente da República considera ter havido, da parte da empresa declarada vencedora do concurso, “o incumprimento dos termos das peças do procedimento, na exigência relativa ao balanço e demonstrações de resultados e declaração sobre o volume global de negócios relativo aos últimos três anos”.

Com vista a assegurar um processo limpo e transparente, refere, o Presidente da República orientou o Ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação a instruir, no prazo de 30 dias, o expediente para formalizar um novo concurso público.

Nessa conformidade, revogou o Despacho Presidencial nº 21-A/18, de 23 de Fevereiro.

Altas patentes da DNVT detidas por suspeitas de venda de cartas de condução

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As detenções surgem na sequência de denúncias que culminaram com a apreensão, nesta Sexta-feira,12, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro de centenas de diversos documentos, como cartas de condução e livretes, em posse de um cidadão de nacionalidade chinesa

O chefe do gabinete do director-geral da Direcção Nacional de Viação e Trânsito (DNTV), o Intendente João de Sousa, o sub-inspector Dinis e a inspectora identificada como Ariete, responsável desta instituição nos Serviços Integrados de Atendimento ao Cidadão (SIAC), em Cacuaco, e o motorista do gabinete do director- geral da DNTV, cujos nomes não nos foram revelados, foram detidas no último Sábado,13, à tarde, por suspeita de envolvimento num esquema fraudulento de venda de cartas de condução a cidadãos estrangeiros com destaque para os chineses, soube o OPAÍS de fonte policial.

Segundo foi apurado, outras figuras podem ser detidas, estando neste momento a serem efectuadas diligências pelas autoridades que investigam o caso. Há suspeitas de envolvimento de oficiais ligados aos SIAC do Cazenga e do- Nosso Centro. O chinês detido é descrito como integrante de um grupo pertencente a uma rede do esquema de venda de cartas de condução, com beneplácito de algumas figuras influentes, afectas à DNVT. Informação apuradas indicam que a venda e a certificação fraudulenta de alguns documentos rondava os 100 e 200 mil Kwanzas. “É um negócio no qual eles vedem as cartas e as autenticações. Mesmo um individuo estrangeiro, que nunca esteve em Angola, pode adquirir carta cá e trocá-la num outro país, porque já está autenticada” contou a fonte de OPAÍS, para quem o esquema já vêm sendo praticado desde a antiga Direcção da DNVT. A referida rede prosseguiu a fonte, está alegadamente protegida por altas patentes afectas ao Ministério do Interior, particularmente da Policia cujos nomes recusou- se revelar.

Os cidadãos de nacionalidade chinesa, maioritariamente trabalhadores do sector da construção civil e comércio em Angola, são apontados como os maiores clientes que sustentam o esquema fraudulento. O facto de algumas figuras detidas serem próximas ao actual director da DNVT, Conceição Gomes, e da sua adjunta, Madalena, as probabilidades do caso vir a ser “abafado” são maiores, uma vez que estas entidades, alega-se, gozarem da protecção do titular da pasta do Interior, Angelo da Viegas Tavares e do seu vice-ministro do, Salvador Rodrigues. Contactado o porta-voz da Direçao Nacional de Aviação e Transito, Angelino Serrote, não confirmou nem descartou, tendo considerado ser da responsabilidade do SIC, a prestação de esclarecimentos sobre o assunto. Por sua vez, o porta-voz adjunto dos Serviços de Investigação Criminal Nacional, António Paim, disse não ter informações sobre a referida matéria, tendo remetido ao porta-voz da polícia em Luanda, Mateus Rodrigues.

Queixa dos cidadãos para tratar carta de condução e livretes

Este cenário surge numa altura em que se multiplicam na sociedade as queixas em relação às dificuldades impostas para tratar cartas de condução em todo o país e que, segundo a versão das autoridades deve-se à falta de cédulas importadas do exterior do país. Já há sete meses, muitos cidadãos disseram que se têm deslocado, com intervalo de três meses, às instalações da DNVT, localizadas em Luanda, com realce para o SIAC de Talatona, onde a enchente não faz acreditar na simplificação dos processos, como se propala. Para agravar ainda mais o quadro, o sistema para que os cidadãos possam renovar a carta de condução tambem faz das suas. “Estou nesta luta desde Sábado, 15 de Setembro, e até hoje, 21, nada foi feito. É muito chato termos que deixar o trabalho em diversas ocasiões, para tratar um documento e, nada feito”, desabafou, José Miguel, que já tem a sua carta de condução caducada.

Para ele, “não há nada simplificação. As pessoas falam muito na televisão, mas na prática é tudo ao contrário, com a agravante de não explicarem as razões”, lamentou. Na mesma condição está Estanislau Maurício. Este tem o seu livrete provisório (verbete) em mau estado de conservação e, até ao momento em que falou com OPAÍS, não tinha uma resposta positiva, facto que já dura há três anos. É de opinião que alguém tem de pôr ordem na Direcção Nacional de Viacção e Trânsito, porque vê que “brincam com os cidadãos”. Lamentou ainda o facto de muitos dos agentes não prestarem esclarecimentos devidos, ao ponto de tratarem mal as pessoas que precisam de informação. Fonte da DNVT, que falou a OPAÍS sem se identificar, admite que “este problema pode estar relacionado com dívidas da instituição para com a empresa prestadora de serviço. Caso contrário, os responsáveis já teriam tomado uma medida”, disse.

Antecedentes

Em Novembro de 2015, o então Comandante Geral da Policia Nacional, comissário geral Ambrósio de Lemos, já havia exonerado altas patentes da Direcção Nacional de Viação e Trânsito (DNTV) por fraude na emissão de documentos. A medida resultou de um inquérito instaurado devido a condutas indecorosas, infracções e falsificação de documentos e negligencia. As mesmas ocorreram depois deste jornal ter trazido à estampa, em primeira mão, vários casos envolvendo responsáveis da DNVT, tendo sido determinada a demissão, na referida altura, dos superintendentes-chefes, Zaqueu Ufolo, afecto ao Departamento de Telecomunicações e Informática, Nelson Delfim, da Repartição das Operações da DNVT, e Estevão Delfim, do Departamento de Informação e Análise da Policia Nacional e a Inspectora Chefe da secção de Exames de Condutores da DNVT, Iracelma Martins, dentre outros oficiais.

Puto Prata demite-se do Instituto Angolano da Juventude

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Artista aponta “incompatibilidade de ideias” como motivo principal da decisão.

“A direcção do Instituto Angolano da Juventude decidiu deliberadamente suspender as actividades do núcleo ‘Meu Padrinho meu Mentor’, e Puto Prata, desmoralizado e agastado com a situação, não teve outra opção senão apresentar a sua carta de demissão”, refere uma nota de imprensa enviada nesta quarta-feira ao SAPO.

De realçar que, ainda de acordo com o documento, o músico estará doravante focado no seu projecto social em prol da juventude angolana.

Meu olhar clínico às Centralidades de Luanda, com ajuda dos óculos?

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Hoje dei-me em Presidente da República. Depois em Ministro do Urbanismo e habitação. Terminei a minha missão em Governador de Luanda!

Decidi dar umas voltas pelas famosas centralidades da capital. Tipo já vista surpresa. A cor dos prédios está a bazar aos poucos. Muitos pedem renovação da pintura. Embora exista empresas de recolha de lixo, os resíduos estão amontoados em muitas ruas. O cheiro nauseabundo é o “perfume” de muitas zonas que “orgulham” os Angolanos, pois, as novas cidades são consideradas a sua vaidade. Um dos maiores ganhos na era pós independência. A água não jorrou hoje. Os moradores estão organizados em comissões. A taxa de condômino ronda os 5 a 10 mil kwanzas. É esse valor que usam para melhoria dos jardins, limpeza das zonas comuns e pagamento de trabalhadores que garantem os serviços. HÁ MUITOS KILAPEIROS! Alguns moradores não pagam a sua taxa, para a fúria dos coordenadores e dos demais moradores. Mesmo publicando a lista dos devedores, não querem saber.Até os filhos sabem que o papai é kilapeiro. As visitas também dão uma olhadela à lista colada no placard. Gozam com o Kilapeiro, mas não se importa. É caso para dizer que há gente sem vergonha na cara!
O passeio não ficou apenas pela simples observação visual. Deu tempo para dedo conversa com alguns moradores.

O QUE MAIS ME DEIXOU BOQUIABERTO E FURIOSO!

– Amigo, outros predios estão limpos, o que se passa com o seu?
– Vivemos só três famílias. Não temos capacidade para mandar limpar toda área.
– Então, há apartamentos livres?
– Livres? Nem pensar. Têm donos, mas não aparecem. Em alguns viviam umas moças, mas nunca mais apareceram. Nos demais, estamos aqui há cinco anos e não conhecemos os moradores. A Imogestin sempre nos dizia que têm donos.
– Há cinco anos fechados?
– Sim. Alguns têm suas casas noutras centralidades e não só. talvez guardam para os filhos que ainda não estão fabricados!
– Só pode. Mas então, muita gente com capacidade de pagar a renda resolúvel não consegue acesso à essas casas e há gente que ocupa apartamentos há mais de 5 anos e não mora?
– É o mesmo comentário que fazemos todos os dias
– Triste.
– Muito triste. Vocês que são jornalistas, façam essa denuncia. Uma grande reportagem sobre o assunto, obrigaria tom,ada de medida por parte do executivo. Não se consegue entender como gente consegue ter esse tipo de comportamento, quando muitos moradores até são inquilinos e pagam mais do que o valor da renda resolúvel.

OS relatos repetiram-se em quase todas as centralidades. É muita casa ocupada e sem moradores, há muitos anos!

Ai se eu fosse na realidade o Presidente da República, O ministro do Urbanismo ou o Governador, amanhã mesmo assinaria um decreto a colocar ordem nessa bagunça.

Foi com profunda tristeza que terminou o meu olhar clinico com ajuda dos óculos às centralidades da capital.

By: Fernando Metusal

Incêndio de grandes dimensões consome catedral de Notre-Dame em Paris

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Para já não há registo de que o fogo tenha provocado vítimas.

A histórica catedral de Notre-Dame em Paris está a arder nesta altura, segundo o Sputnik. Para já não há registo de que este fogo tenha provocado vítimas. As chamas, na parte superior do edifício, são visíveis em algumas das imagens e vídeos que estão a ser partilhados nas redes sociais, assim como o fumo que se eleva nos céus da capital francesa.

O pináculo da catedral colapsou há instantes. Era uma das partes do edifício que estava a ser mais atingida pelas chamas. O fogo já se espalhou a uma das torres de Notre-Dame, que marcam a paisagem de Paris.

O alerta para o incêndio foi dado pouco antes das 19 horas locais (menos uma hora em Portugal Continental). Os bombeiros parisienses já estão no local a combater as chamas e a área em redor da catedral está a ser evacuada. Cerca de 400 bombeiros estão mobilizados no combate ao incêndio.

Fonte: NAM

Zungueiras são a base do comercio e da familia

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“Nos grandes armazéns, cerca de 70 por cento das vendas são canalizadas para as zungueiras que depois fazem a redistribuição na venda a retalho, facto que tem um impacto muito grande na economia das famílias e do país”, disse Delma Monteiro, directora executiva da Associação Observatório de Políticas Públicas da Perspectiva do Género (ASSOGE).

Segundo Delma Monteiro, as mulheres vendedoras ambulantes asseguram uma “contribuição fundamental” à economia do país e devem ser “protegidas legalmente”.

A ASSOGE divulgou ainda que 25 por cento das vendedoras ambulantes constituem as “únicas rendas activas das suas famílias”, defendendo “maior justiça económica e social”.

“Elas são, normalmente, uma contribuição activa para o sustento das famílias e cerca de 25 por cento das zungueiras são as únicas rendas activas que as suas famílias possuem”, adiantou Delma Monteiro.
Em declarações à Lusa, no âmbito de uma conferência sobre a “Zungueira: sua Protecção e Contribuição na Economia do País”, que se realiza hoje, em Luanda, assinalou que estas mulheres garantem o sustento de “muitas famílias que se encontram no limiar da pobreza”.

Apesar da “pressão policial e dos agentes da fiscalização”, com relatos e contestações sobre a actuação das autoridades, as zungueiras têm presença notável nas ruas do país comercializando diversos produtos, desde géneros alimentares a electrodomésticos.

A conferência está enquadrada no projecto sobre “Direitos Económicos da Mulher no Mercado Informal” que visa promover um debate público sobre os diplomas legais que regulam o comércio e as balizas da formalidade e informalidade comercial em Angola.

“Pretendemos ainda informar e conscientizar sobre os direitos da mulher e os mecanismos legais que podem ser usados para a sua protecção com a finalidade de contribuir para uma maior justiça económica através da advocacia para a garantia dos direitos económicos e sociais”, apontou.

Para a líder associativa, a zungueira está enquadrada nos grupos sociais com “reduzido acesso aos serviços públicos” no país e “menos abrangidas pelas políticas públicas” devido ao estigma que ainda persiste nesses grupos cuja maioria é mulher.

Questionada sobre as políticas públicas sobre o mercado informal, com as autoridades a desenharem mecanismos para a sua formalidade, e a legislação disponível, Delma Monteiro considerou que as mesmas “não cobrem as actuais necessidades do mercado informal”.

De acordo com a directora executiva da ASSOGE, as políticas públicas têm sido pensadas “muito a nível dos gabinetes”, recordando que a Lei sobre as Actividades Comerciais legaliza a venda ambulante, no entanto, com uma “regulamentação deficiente”.

“Muitas das mulheres que desenvolvem a sua actividade económica no mercado informal nem bilhete de identidade têm”, realçou Delma Monteiro.

Faleceu Quinzinho

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O antigo avançado angolano Quinzinho faleceu, esta segunda-feira, vítima de ataque cardíaco enquanto praticava jogging. Joaquim Alberto Silva, conhecido no meio futebolístico por Quinzinho, era pai de Xande Silva, jogador português que atua no West Ham, atuou no futebol português na década de 90 e no início do século.

União de Leiria, Rio Ave, FC Porto, Farense, Aves, Alverca e Estoril foram os clubes nacionais em que Quinzinho jogou.

Fonte: A Bola

Black Coffee vai agitar ilha de Luanda

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O conceituado Dj sul-africano, Black Coffee é o cabeça de cartaz da grande festa “Escape Vodka” que acontece dia 26 de Abril na Tenda da Ilha de Luanda a partir das 22 horas.

A noite será memorável, uma vez que acontece oficialmente o lançamento da marca, Vodka Escape, para além de Black Coffee vão ainda agitar a pista de dança com muita boa música eletrónica e não só, os Dj´s Paulo Alves e Ricardo Alves, Wallgee, AM ROOTS, Felipe Narciso & Fresh Nunas.

O acesso ao evento é para maiores de 18 anos com direito a bar aberto e todos presentes na festa, apreciadores de Vodka vão viver uma experiência única com degustação de vários cocktail´s da Vodka Escape que promete ser a mais consumida nas noites de Angola. Mas a marca deixa sempre o apelo aos consumidores a serem responsáveis e consumirem sempre o álcool com moderação.

João Lourenço cancela autorização para renovação da frota da TAAG

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Presidente - João Lourenço

O Presidente angolano cancelou a autorização dada em janeiro para a aquisição de novos aviões para a TAAG, alegando a necessidade de se proceder a um “estudo mais aprofundado” no Plano de Reestruturação da companhia aérea de Angola.

Num despacho presidencial datado de 9 de abril, a que a agência Lusa teve hoje acesso, João Lourenço refere-se às autorizações para a celebração de contratos com as empresas Boeing e Bombardier, que, segundo a imprensa angolana, dizem respeito a 15 aparelhos até 2022.

No documento, é também pedido ao Ministério dos Transportes angolano para desencadear os instrumentos para “estruturar e montar a operação de financiamento” para a aquisição de aeronaves e negociar o refinanciamento de dois Boeing 777-300-ER adquiridos nos últimos anos.

“O ministro das Finanças, em articulação com o ministro dos Transportes, deve dinamizar esforços junto dos vendedores e financiadores com vista a reverter todas as operações financeiras realizadas, bem como minimizar os danos financeiros e reputacionais para o Estado angolano”, lê-se no despacho presidencial 52/19.

Sobre a decisão tomada, a imprensa angolana refere tratar-se de uma imposição do Fundo Monetário Internacional (FMI) durante a missão que realizou a Angola nos últimos 10 dias de março.

Segundo a imprensa, que cita fontes oficiais, a secretária de Estado para as Finanças e Tesouro, Vera Daves, esteve no dia 09 deste mês no Ministério dos Transportes para explicar que o FMI considera que a compra dos aviões “colocaria a dívida pública angolana [atualmente em quase 90% do PIB] numa situação insustentável”.

O novo despacho de João Lourenço revoga, assim, o presidencial 12/19, de 14 de janeiro, em que, depois de aprovado o plano de reestruturação e modernização da frota da TAAG, autorizou o ministro dos Transportes a celebrar, a partir de 2020, contratos de compra e venda de aeronaves com Boeing e Bombardier.

A medida foi então justificada pelo Presidente angolano com a “transformação e modernização” da TAAG – Linhas Aéreas de Angola SA, que “é um elemento fundamental para a consolidação da política do poder executivo para o setor da aviação civil angolana”.

João Lourenço argumentou também que a medida foi tomada face à “importância da renovação da frota” da companhia de bandeira de Angola para a “dinamização da sua política empresarial e concretização dos seus objetivos estratégicos”.

Uma informação anterior da administração da TAAG apontava para o objetivo de aquisição, a partir deste ano, de 11 aviões de médio curso, no âmbito do programa de modernização da companhia, além de aeronaves de última geração do tipo Boeing 787, para as rotas de longo curso.

A decisão tem também como pano de fundo a conclusão das obras de construção do novo aeroporto de Luanda.

A atual frota da TAAG é composta por 13 aviões Boeing, três dos quais 777-300 ER, com mais de 290 lugares e que foram recebidos entre 2014 e 2016.

A companhia conta ainda com cinco 777-200, de 235 lugares, e outros cinco 737-700, com capacidade para 120 passageiros, estes utilizados nas ligações domésticas e regionais.

A Lusa noticiou em novembro que a privatização parcial da transportadora aérea estatal angolana TAAG prevê a venda de até 10% do capital social a outras companhias aéreas, nacionais ou estrangeiras, segundo o novo estatuto da empresa.

O documento, aprovado por decreto presidencial de 26 de novembro, refere que o capital social da TAAG está avaliado em 700.000 milhões de kwanzas (cerca de 2.000 milhões de euros), representado por 2.000 milhões de ações ordinárias.

“Serão obrigatoriamente da titularidade do Estado ou de outras entidades pertencentes ao setor público as ações representativas de, pelo menos, 51% do capital social em cada momento existente”, lê-se no estatuto da companhia aérea de bandeira angolana.

Define igualmente que “a transmissão e a oneração de ações pertencentes ao Estado ou a qualquer entidade do setor público fica sempre dependente da autorização do titular do poder executivo [Presidente da República]” e que a administração da TAAG deve recusar a venda de participações caso coloque em causa a revogação da licença de exploração de transporte aéreo da sociedade.

Não é ainda permitido ultrapassar o limite de 10% de ações subscritas exclusivamente por trabalhadores e reformados do setor dos transportes, e 10% de ações “por uma ou várias companhias aéreas estrangeiras” como “parceiras tecnológicas”.

Está ainda previsto um limite de 2% de ações a subscrever por “qualquer entidade privada nacional, e pública ou privada estrangeira”.

Petro vence Kabuscorp e iguala o lider

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O Kabuscorp do Palanca foi incapaz de se impor, neste sábado, ante o Petro de Luanda, ao perder , por 1-4, com hat-trick de Tiago Azulão, em jogo da 24ª jornada do Campeonato Nacional da primeira divisão disputado no estádio 11 de Novembro.

A jogar na condição de anfitrião, a turma do Palanca viu-se sem pernas para redimir-se do desaire (0-2) averbado na nona ronda da presente temporada, registando 11 derrotas contra sete do rival nos duelos entre si realizados desde a época de 1998.

Logo de inicio, o Petro deu mostra de perigo, Job isola Tiago Azulão que tinha tudo para abrir o marcador, mas escorregou e o remate saiu fraquinho para defesa fácil de JB.

Neste período, os campeões do Girabola 2013 viam-se sem criatividade para dar seguimento às jogadas, o que lhes obrigava a efectuar várias jogadas recuadas.

Em consequência disto, aos sete minutos, Job cortou uma jogada adversária perto da área e serviu Tiago Azulão, que sem dar hipótese de defesa à JB ,fez o primeiro golo da partida.

O mesmo Job voltou a estar em evidência momentos depois com um cruzarmento que Karanga com golpe de cabeça força JB socar para canto.

A reacção do Kabuscorp surgiu apenas aos 15 minutos, com Amaro a tentar enganar Elber na sequência de um livre de muito longe, mas a bola passou longe do alvo.

Os petrolíferos dominavam o encontro, fruto disso, aos 19 minutos, Tiago Azulão voltou a marcar o segundo em complemento de passe de Caranga.

Inconformado com actuação do plantel do Palanca, o técnico Paulo Torres substituiu Dani por Tresor, aos 22 minutos, visando reforçar o sector ofensivo, mas a equipa voltou a sofrer golo, por culpa de Tiago Azulão que fez o hat-trick aos 38 minutos.

A partir daí, tudo era mais fácil para os visitantes, Toni driblou um oposto e foi empurrado a centímetro da grande área e o juiz, Benjamin Andrade, considerou livre. Chamando a cobrar, Job acertou no travessão, mantendo a vantagem de 3-0 dos tricolores ao intervalo.

No reatamento, o Kabuscorp entrou convicto a inverter o marcador, mas o tento de honra apareceu somente aos 77 minutos, com Dani a aproveitar um passe atrasado de Lami para reduzir a desvantagem (1-3)

Já na recta final Mateus, que entrara no lugar Job (73’), isolou-se já no tempo de desconto, obrigando JB a sair de forma inapropriada da baliza e fez um “chapéu” que selou o marcador para 4-1. a favor do Petro.

Com este resultado o Kabuscorp do Palanca fica na sétima posição com 31 pontos ao passo que o Petro de Luanda cola-se ao líder como os mesmos 48 pontos, mas os militares continuam na liderança por terem vencido o Petro de Luanda, por 2-0, na nona ronda e empatarem no duelo de resposta ante o Kabuscorp (0-0), na 23ª jornada.

Na próxima jornada, o Kabuscorp do Palanca medirá força com Saurimo FC, ao passo que o Kabu visita o Interclube.