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Inscrições para habitações do Zango 5 terminaram

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As inscrições, via online, para aquisição de habitações na centralidade do Zango 5, em Luanda, terminaram esta quarta-feira (05/02), às 23h59, com mais de 115 mil candidatos inscritos, que vão concorrer para duas mil e 390 residências, entre apartamentos e vivendas T3.

O encerramento desse processo de candidaturas, designado venda livre ao público (30% do número total de habilitações disponíveis), marca o fim de compra e arrendamento de casas na centralidade do Zango 5, o que significa que já “não haverá mais residências disponíveis nessa urbanização”, segundo o secretário de Estado para Habilitação, Joaquim Silvestre.

O secretário, que falava recentemente no acto de apresentação do site de candidaturas (www.imocandidaturas.co.ao), recordou que o encerramento do actual processo de inscrições às habitações simboliza a última fase de venda de casas nessa centralidade, tendo em conta que 70 por cento das sete mil e 964 residências existentes no Zango 5 já foram comercializadas.

Dos 70 por cento de casas comercializadas, 40% destinam-se à função pública e 30% para os funcionários de grandes empresas públicas e privadas, dois dos três públicos alvos no processo de arrendamento e compra resolúvel de habilitações do Estado.

No entanto, a última fase de inscrições às habitações do Zango 5, começou às 0h00 do dia 27 de Janeiro último e ficou marcado com algumas falhas técnicas no site de candidaturas da Imogestin, no seu primeiro dia, criando constrangimentos aos cidadãos que tentaram inscrever-se para compra e arrendamento de habitações.

Essas falhas, que registaram melhorias por volta das 12h00 do primeiro dia, centraram-se, essencialmente, na escolha da tipologia de habitação, projecto habitacional, selecção do município de residência e erro no momento de envio das candidaturas.

Após a superação dessas falhas, o processo de inscrições seguiu e continua a seguir o seu curso normal, sem causar muitos transtornos aos candidatos, apesar da lentidão do sistema de internet.

Após o encerramento dessas inscrições será realizado um sorteio de entre todas as candidaturas submetidas e aceites no limite das unidades habitacionais disponíveis.

O sorteio será público, oportunamente anunciado e realizado até quinze (15) dias após o encerramento das candidaturas, promovido por uma entidade independente credenciada pelo Instituto de Supervisão de Jogos, afecto ao Ministério das Finanças.

Os candidatos que tenham sido sorteados serão notificados por via SMS ou e-mail para preparação das condições de realização da entrevista, assinatura do contrato, pagamento da primeira prestação e recepção da casa.

A previsão de conclusão desse todo processo é de 30 a 60 dias.

Tipologias disponíveis

Das duas mil e 390 casas disponíveis no Zango 5 para a venda livre, trezentas e 20 são vivendas T3 isoladas, 452 vivendas geminadas e mil e 618 são apartamentos, que estão distribuídos em três modalidades, designadamente, arrendamento urbano, compra em propriedade resolúvel e pronto pagamento.

A modalidade de arrendamento urbano reserva mil e 939 residências, sendo 134 vivendas T3 isoladas, 302 vivendas geminadas e mil e 503 apartamentos.

Para a compra em propriedade resolúvel estão disponíveis 411 casas (146 vivendas T3 isoladas, 150 vivendas geminadas e 115 apartamentos).

Na modalidade de pronto pagamento, estão apenas disponíveis 40 vivendas isoladas.

Preços

Para o arrendamento urbano numa vivenda T3 isolada, o inquilino deverá pagar 15 mil e 506 kwanzas de renda mensal (40 por cento do salário mínimo), tendo como salário mínimo 38 mil e 765 kwanzas e o máximo de 121 mil 913 kwanzas.

Ainda nessa modalidade, a renda mensal de uma vivenda T3 geminada está fixada em 15.091 kwanzas, com um salário mínimo de 37.728 e o máximo de 113.205 kwanzas.

O arrendamento para um apartamento T3 custa 14.253 kwanzas/mês, exigindo um salário mínimo de 35.633 e máximo de Akz 87.080.

Já para a modalidade de compra em propriedade resolúvel, cujo tempo de pagamento é de 30 anos, a prestação mensal numa vivenda T3 isolada custa Akz 48.765,07, tendo como salário mínimo de 121.913 kwanzas.

Na mesma modalidade, a prestação mensal numa vivenda T3 geminada é de 45.281,85 kwanzas, com um salário mínimo de Akz 113.205.

A prestação mensal num apartamento T3 custa 34.832,19 kwanzas, com um salário mínimo de Akz 87.080.

Entretanto, para o pronto pagamento, uma vivenda T3 isolada custa 11 milhões 620 mil kwanzas, enquanto a vivenda T3 geminada está no valor de Akz 10 milhões 790 mil. O apartamento T3 custa oito milhões 300 mil kwanzas.

Inaugurada oficialmente em Dezembro de 2019, pelo Presidente da República, João Lourenço, a centralidade do Zango 5 possui um total de sete mil e 964 residências, que prevê albergar 47 mil e 784 habitantes.

Das centralidades existentes em Luanda (Kilamba, Sequele e Zango 0 “Vida Pacífica”), o Zango 5 é a única que pela primeira vez terá a modalidade de arrendamento urbano, sendo que as outras urbanizações só contemplam a compra em propriedade resolúvel e pronto pagamento.

Edificada no sudeste da cidade de Luanda, no município de Viana, os primeiros moradores dessa centralidade receberam as chaves em Outubro de 2018.

Chuvas inundam casas

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Homens com moto-bombas e mangueiras ligadas para sucção de água nas casas, nos quintais e nas ruas. Era este o cenário que se assistia no dia 4 de Fevereiro, nos bairros do município de Cacuaco. Tudo por conta de uma forte e prolongada enxurrada que se abateu sobre a cidade de Luanda durante a noite de segunda-feira, tendo-se prolongado até à madrugada de terça-feira. Na manhã de ontem, o cenário repetiu-se por toda a cidade de Luanda.

A chuva provocou a destruição de coberturas de três casas, a inundação de vários quintais e causou prejuízos materiais, só no bairro dos Pescadores.

Joana Francisco, moradora do referido bairro, contou ao Jornal de Angola que além da sua casa ter ficado sem o tecto perdeu alguns utensílios domésticos. “A minha casa ficou sem o tecto e perdi alguns utensílios domésticos”, lamentou.

A situação neste bairro não esteve tão caótica, se comparada à época passada, fruto do trabalho de limpeza das valas de drenagem levado a cabo pelo Governo Provincial de Luanda, em coordenação com a Administração Municipal de Cacuaco.

No Distrito Urbano do Kicolo, algumas ruas do bairro da Boa Esperança, com realce para a da Nhimifil, dos Skoman, dos Complicados, bem como a zona da escola 4015 estiveram intransitáveis, com muitas casas inundadas. Isso obrigou a que o administrador do Distrito, João Nhanga Pedro, e o director municipal do Saneamento Básico, Bento Rafael, fossem ao terreno, com o propósito de procurar solucionar o problema.
Durante a chuva de terça-feira, a correnteza era tanta que na EN-100, no troço junto aos supermercados Shoprite e Maxi e zona da Vidrul, o asfalto esteve completamente submerso, criando dificuldades no tráfego de viaturas e na mobilidade de peões.

Já na zona que liga a Igreja de Santo António, em Kifangondo, à empresa EPAL, o trânsito fazia-se apenas num sentido (à esquerda), porque o lado oposto ficou impedido devido ao excesso de lodo que foi dar à estrada.

A viatura usada para a reportagem ficou impossibilitada de entrar no bairro Mayombe, devido ao desabamento de terra argilosa na via. Mas relatos de alguns moradores daquela circunscrição dão conta que os fortes ventos derrubaram casas de chapas de zinco e galhos de árvore. Morais Kissonde, residente no Mayombe, considerou a situação difícil. Sempre que chove, disse, a situação fica complicada, por causa dos solos argilosos, que impossibilitam a circulação de pessoas e de viaturas.

A empresa de limpeza e saneamento básico encarregue de tratar dessa tarefa no município começou, nas primeiras horas de terça-feira, a recolher os resíduos sólidos e a limpar o lixo causado pela chuva, realizando em simultâneo a sucção de águas no interior de algumas moradias e em estabelecimentos públicos afectados, nos distritos urbanos do Kicolo e alguns bairros da vila-sede.

O município de Cacuaco tem uma população estimada em 883 mil habitantes e é circundado pelos municípios do Dande, Icolo e Bengo, Viana, Cazenga e Luanda.

Luandenses buscam relaxe sem incidentes

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Pouco movimento de trânsito automóvel e de munícipes foi o cenário observado na manhã de ontem, nas ruas da Baixa de Luanda, durante o feriado prolongado, em alusão ao Dia do Início da Luta Armada de Libertação Nacional, a assinalar-se hoje.

No período da manhã e de tarde, o trânsito automóvel era feito sem grandes congestionamentos, muito fluído, ante o olhar atento de agentes reguladores de Trânsito e da Ordem Pública, em variados pontos da cidade. O movimento que é feito num dia normal de trabalho em duas horas, esta segunda-feira fez-se em 15 minutos ou menos.

As paragens de táxi também estavam às moscas, sem passageiros, sem aquela azáfama dos outros dias. Eram muitos os taxistas estaciona-dos em paragens, à espera de clientes que chegavam a conta gotas. E os poucos que seguiam viagem explicavam que “é por causa do feriado”.

Segundo o Jornal de Angola apurou, muitos cidadãos viajaram para o interior, a fim de aproveitar o feriado prolongado em outras localidades fora da capital. “Há Operação Stop nas estradas e as pessoas estão a pensar que os táxis não estão em circulação”, disse um citadino.

A Polícia Nacional está a desenvolver uma operação de prevenção rodoviária, para reduzir a sinistralidade e para que a população desfrute em pleno a tranquilidade e segurança o feriado prolongado, que termina hoje.

Apesar de não haver engarrafamentos, agentes reguladores de Trânsito, bem como de outras forças afectas ao Comando-Geral da Polícia Nacional foram destacados nas mais importantes avenidas e ruas de Luanda, para prevenir acidentes e criminalidade, revistando algumas viaturas.

Vários postos de abastecimento de combustível funcionaram sem grandes filas, com realce para a localizada na nova Marginal de Luanda, como confirmou ao Jornal de Angola o supervisor Francisco Chitula.

Lazer na Ilha

Muitos cidadãos nacionais e estrangeiros passaram ontem momentos de lazer na Ilha do Cabo, Distrito Urbano da Ingombota, em Luanda, aproveitando o sol abrasador e convidativo que se faz sentir nesta altura do ano.

Equipa de Nadadores/Salvadores, afectos ao Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, presentes na orla marítima, confirmaram ao Jornal de Angola a presença de cerca de 900 famílias que aproveitaram o feriado prolongado para relaxar e conviver na Ilha do Cabo.

A Ilha do Cabo é geralmente um local de divertimento e lazer dos luandenses, por possuir grande variedade de equipamentos turísticos, bares, restaurantes, discotecas, hotéis e similares, junto ao mar. A família Lopes Silvestre, constituída por 38 membros, decidiu passar o dia na Ilha do Cabo. “Nós gostamos deste lugar. Luanda tem muitas praias, mas a da Ilha é diferente, mágica, onde se pode conversar, dançar, jogar, nadar. Estamos bem”, disse Rosa Silvestre.

O funcionário público Júlio Mercedes, também foi relaxar com a família e disse que não ia à praia da Ilha do Cabo há cinco anos, notando com espanto e agrado a mu-dança ocorrida naquela zona. “É notório a mudança de imagem da Ilha, por isso os seus habitantes e nós os frequentadores devemos preservar o ambiente e os bens públicos postos à disposição”.

Dilson Jorge, Nadador/Salvador, do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, em plantão de serviço, no feriado prolongado, disse que o dia de ontem era propício para o banho na praia.

“Este é o lugar de preferência de muitos angolanos. A praia está limpa e propícia para o banho. Temos aqui todo o cuidado e protecção para os banhistas”. A forte chuva, no fim da tarde obrigou, os banhistas a deixar apressados a praia.

Grupo Boavida admite despedir até 800 pessoas este ano

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O grupo angolano Boavida, constituído por quase duas dezenas de empresas, vai desinvestir na construção e reforçar a aposta na agricultura para enfrentar a crise, que pode obrigar a despedir até 800 pessoas este ano, disse o presidente.

Em entrevista à Lusa, o presidente e fundador do grupo, o polaco Tomasz Dowbor afirmou estar diante de circunstâncias económicas “que mudam constantemente” e que obrigam a “encontrar soluções empresariais” que se adequem a este contexto.

“A nossa possível redução de pessoal surge na sequência do contexto macroeconómico que não tem sido favorável ao ambiente empresarial”, declarou, explicando que o grupo tomou um conjunto de decisões que implicam cortar postos de trabalho, mas que irão “servir, sobretudo, para encontrar melhor eficiência de determinados negócios”.

A desvalorização do kwanza “afetou a economia de forma generalizada”, comentou: “reduziu o poder de compra, a capacidade de consumo, se a moeda foi desvalorizada cinco vezes as pessoas ficaram também cinco vezes mais pobres”.

O grupo emprega atualmente cerca de 4.000 pessoas, mas as dificuldades sentidas em algumas áreas vão forçar a reduzir o número de trabalhadores que Tomasz Dowbor estima entre 500 a 800 pessoas, ao longo do ano, “uma adequação necessária, que acompanha a falta de mudanças estruturais no país” e um ambiente empresarial pouco atraente para realizar investimentos. A área mais crítica é a construção civil que está “em franco abrandamento” e “foi profundamente afetada” pela descida drástica da procura, tanto do setor público como privado.

Tomasz Dowbor estima que a procura, tanto no segmento habitacional como de áreas comerciais tenha caído 90%, obrigando a abrandar o ritmo das obras e das vendas.

“É um setor muito dependente das condições económicas do país. Compramos casas quando temos boas perspetivas de melhoria de vida, bons salários. Quando estamos em crise, não pensamos em investir. Por isso, temos de acompanhar as circunstâncias económicas e abrandar também”, notou, sublinhando que estas “são as medidas necessárias para continuar a caminhar de forma saudável”.

Estabelecido em Angola há mais de vinte anos, o fundador do grupo, que construiu vários condomínios na zona de Luanda e detém 18 empresas, vai encerrar duas indústrias ligadas à construção (fábricas de portas e janelas e esferovite).

Atualmente, o Grupo Boavida atua nas áreas do imobiliário, agroindústria, mineração, educação, saúde, entretenimento, turismo, comunicação e a estratégia passa pela diversificação dos negócios, com uma aposta forte na agricultura para vencer as dificuldades da construção civil.

“É um setor de demanda continua”, destacou o empresário, sublinhando que “as pessoas vão estar focadas na alimentação produzida internamente, e não importada” por ser mais competitiva em termos de preço. Por isso, o objetivo é “concentrar esforços” no setor agrícola.

Além da pecuária, o grupo tem também explorações agrícolas (frutas e legumes) no Caxito, província do Bengo.

Prepara agora um projeto de produção de farinha de mandioca “com uma escala relevante”, que vai ser desenvolvido mo Malanje, com recurso a uma linha de crédito, e deve iniciar a produção ainda este ano.

“Temos previstos 800 hectares de cultivo de mandioca para fabricar farinha”, uma ‘commodity’ usada na indústria farmacêutica e na produção de álcool, num investimento de cerca de 25 milhões de dólares (cerca de 23 milhões de euros).

A educação e formação são outras das áreas de interesse para Tomasz Dowbor.

O grupo criou um Instituto de Liderança, focado na capacitação de curto prazo “com ferramentas concretas para jovens desempregados” e uma escola primária e secundária com “propostas pedagógicas diferentes”.

Pessimista em relação a 2020, que encara como “um ano de sofrimento e sacrifício para a sociedade em geral e para os empresários em particular”, o presidente do Grupo Boavida acredita que Angola tem mais dois anos difíceis pela frente.

E defende que o Governo vai ter de tomar medidas económicas “mais drásticas” e que tragam “mudanças mais profundas: por mais que esta direção seja boa e corajosa não traz os benefícios imediatos que se espera”.

Para o empresário, é necessário que as medidas possam trazer benefícios concretos para a população mais vulnerável, até porque o Governo irá enfrentar uma crescente pressão social.

Quando ao grupo, apesar das dificuldades, admite que a crise eliminou também boa parte da concorrência e pode ajudar a consolidar a sua posição empresarial.

“Estou confiante que vamos conseguir erguer uma ponte para ultrapassar este buraco”, vincou.

Caso suspeito de coronavírus é negativo

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Os exames laboratoriais do paciente chinês internado em Luanda, com suspeitas de contrair coronavírus, revelam-se negativos.

Segundo o Inspector Geral da Saúde, Miguel de Oliveira, os testes feitos num laboratório de referência na África do Sul não revelaram qualquer presença do Vírus, que já fez mais de 200 mortos em todo mundo.

O paciente internou na clínica Girassol, em Luanda, no dia 26 de Janeiro último, com um quadro de gripe e febres altas, tendo ficado em observação para testes laboratoriais.

As primeiras amostras feitas pelas autoridades angolanas já revelavam uma gripe comum, mas foi necessário um contrateste para afastar a suspeita.

O cidadão chinês entrou no país no dia 16, proveniente da China, mas no dia 26 sentiu-se mal e procurou ajuda médica, que resultou em internamento.

O paciente recebe alta médica ainda hoje e desse modo acaba-se o rumor de que o havia morrido.

Este foi o primeiro caso suspeito de coronavírus em Angola e na África Austral.

O coronavírus faz parte de uma vasta família de vírus que inclui os que causam a gripe comum, mas também a Síndrome Respiratória Aguda Severa (SARS).

Os primeiros sintomas são febres altas e tosse, que podem agravar até causar pneumonia.

O epicentro deste vírus é a cidade de Wuhan, China, onde tem provocado várias mortes.

Dados actualizados dão conta de que um total de 15 mil e 238 casos suspeitos e 9 mil 826 confirmados de coronavírus já foram registados no mundo.

Na China, epicentro do vírus, os casos confirmados estão em torno de 9 mil e 720, em estágio grave 1.527, óbitos 213, e fora deste país há um total de 106 casos confirmados, em 19 países.

A OMS declarou, quinta-feira, a epidemia como emergência mundial de saúde pública, devido a implicância de todos os países.

Angola entre países africanos com maior risco de contágio para a OMS

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Angola é um dos países africanos sinalizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) com maior risco de contágio em África pelo novo coronavírus, segundo um responsável da organização, que considera que o vírus pode “arrebatar” os serviços de saúde africanos.

De acordo com o diretor do programa de operações de emergência da OMS em África, Michel Yao, citado pela Associated Press, Angola faz parte de um grupo de países de prioridade máxima, dado os voos diretos da China ou com visitantes deste país, onde milhares de pessoas têm sido afetadas.

Além de Angola, África do Sul, Argélia, Costa do Marfim, Etiópia, Gana, Maurícias, Nigéria, República Democrática do Congo (RDCongo), Quénia, Tanzânia, Uganda e Zâmbia fazem parte desta lista, que Yao refere serem “países com sistemas de saúde mais fracos, que estão mal preparados para lidar” com o novo coronavírus.

Segundo o responsável da OMS, a entrada do novo vírus em África “pode arrebatar os sistemas de saúde” neste continente.

Michel Yao acrescentou que, durante os próximos dias, pelo menos 20 países vão receber o reagente necessário para testar as amostras de possíveis casos infetados com o vírus.

O diretor do programa de operações de emergência da OMS em África defendeu ainda as medidas de precaução num momento em que surtos de Ébola e sarampo afetam a RDCongo.

“Se se verifica que é um vírus suave, está tudo bem. Se for perigoso e deixares que dizime pessoas, então falhaste à saúde pública”, referiu Yao.

A China elevou para 213 mortos e quase 10 mil infetados o balanço do surto de pneumonia provocado por um novo coronavírus (2019-nCoV) detetado no final do ano em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).

Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há mais de 50 casos de infeção confirmados em 22 outros países – Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Austrália, Finlândia, Emirados Árabes Unidos, Camboja, Filipinas, Índia, Suécia e Rússia.

A Organização Mundial de Saúde declarou na quinta-feira uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional (PHEIC, na sigla inglesa) por causa do surto do novo coronavírus na China.

Uma emergência de saúde pública internacional supõe a adoção de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial.

Esta é a sexta vez que a OMS declara uma emergência de saúde pública de âmbito internacional.

Para a declarar, a OMS considerou três critérios: uma situação extraordinária, o risco de rápida expansão para outros países e a exigência de uma resposta internacional coordenada.

Suspeito de coronavírus em Angola é chinês

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Um cidadão chinês, com suspeita de coronavírus, está internado na clínica Girassol, em Luanda, informou, nesta quarta-feira, a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta.

Segundo a governante, que falava em conferência de imprensa, o paciente chegou há 12 dias daquele país asiático e apresenta um quadro de febres altas e tosse.

Sílvia Lutucuta avançou que as pessoas que mantiveram contacto com o paciente estão a ser contactadas, para efeito de exames médicos, sem precisar números.

Apesar do internamento do cidadão chinês, apelou à calma da população, reafirmando que o sector da Saúde está preparado para atender eventuais casos de contaminação.

Este é o primeiro caso suspeito de contaminação por coronavírus na região da África Austral.

As autoridades sanitárias angolanas prometem apresentar novos pronunciamentos sobre o cidadão internado, a qualquer momento.

O Governo angolano anunciou no último sábado um plano de contingência para prevenir eventuais casos de contaminação por coronavírus no país.

O plano passa pela instalação de termómetros no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro e implementação de medidas preventivas nos portos, nas fronteiras terrestres e paragens com grande fluxo de pessoas.

O coronavírus faz parte de uma vasta família de vírus que inclui os que causam a gripe comum, mas também a Síndrome Respiratória Aguda Severa (SARS).

Os primeiros sintomas são febres altas e tosse, que podem agravar até causar pneumonia.

O epicentro deste vírus é a cidade de Wuhan, China, onde tem provocado várias mortes.

Até ao momento, 132 pessoas morreram desta doença e cinco mil e 974 casos de coronavírus foram já confirmados, segundo os últimos relatórios publicados esta quarta-feira, pela OMS.

Além da China, também foram reportados casos de infecção pelo coronavírus em Macau, Hong Kong, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, França, Alemanha, Austrália e Canadá.

O “Regresso às Aulas” mais esperado está no KERO

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O “Regresso às Aulas” é um dos momentos mais esperados pelos kandengues e o Kero preparou muitas surpresas, disponibilizando uma diversificada gama de material escolar com várias colecções. Tudo a preços baixos e com a melhor qualidade.

A campanha começa no dia 27 de Janeiro e prolonga-se até 26 de Fevereiro. Durante este período as famílias poderão adquirir produtos escolares a preços especiais, entre eles os essenciais para o regresso às aulas, tais como: mochila
(várias cores) a 3.590 akz, estojo a 1.590 akz, pack 2 esferográficas a 299 akz, conjunto de lápis a 690 akz, conjunto de afia com borracha a 399 akz e caderno agrafado Kamba a 490 akz.

Realce ainda para a marca exclusiva do Kero – Kool – que disponibiliza uma gama diversificada de artigos de papelaria incluindo: esferográficas, lápis, mochilas, borrachas, pastas de arquivo e cadernos. Entre as marcas mais desejadas e procuradas pelos kandengues que o Kero disponibiliza, destaque para as linhas de material escolar da “Frozen”, “Minnie e Mickey”, “Avengers” e “Patrulha Pata, entre muitas outras disponíveis em todas as lojas Kero.

De 23 a 26 de Janeiro (inclusive), o Xyami Shopping junta-se ao Kero, e diariamente irá atribuir aos seus clientes um total de 920 prémios no valor de 3.000 AKZ em cartão Kero, ao clientes que façam compras cumulativas no valor de valor 10.000 akz.

Valor este que poderá ser utilizado a partir de 1 de Fevereiro. Os prémios serão atribuídos em todos os Xyami Shoppings: Xyami Shopping Nova Vida | Xyami Shopping Kilamba | Xyami Retail Benguela | Xyami Shopping Lubango e Xyami
Shopping Huambo.

Startup angolana de aluguer de bicicletas entra em funcionamento

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Durante o ANGOTIC 2019, foi apresentado oficialmente a primeira startup angolana de aluguer e rastreamento de bicicletas denominado “E-Bina“, 100% Angolana especializada em compartilhamento de bicicletas e, em breve, também em trotinetes eléctricas.

A Startup começa a operar apenas em Luanda, até o momento conta com 150 bicicletas espalhadas na Baía de Luanda nesta fase inicial.

Os detalhes de utilização podem ser encontrados na aplicação oficial da e-Bina.

Petrolíferas venderam 210 milhões USD aos bancos em 25 dias

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Os bancos comerciais adquiriram divisas num montante global de 210 milhões USD num espaço de 25 dias desde a entrada em vigor, a 2 de Janeiro de 2020, do Aviso do BNA que permite os bancos comerciais adquirirem divisas directamente às petrolíferas.

De acordo com o governador do BNA, José de Lima Massano, que falava esta tarde em conferência de imprensa depois da reunião da Comissão de Política Monetária, até aqui não se mostrou necessário haver a intervenção do BNA nesta relação no sentido da correcção de qualquer prática fora do quadro normativo vigente.

Entretanto, de acordo com José de Lima Massano, há bancos que não têm adquirido divisas às petrolíferas, uma vez que não têm qualquer relação comercial e há outro em que a relação comercial existe mas não se chega ao consenso relativamente à taxa de câmbio a aplicar.

Em termos acumulados, em 2019 o BNA vendeu USD 9,35 mil milhões, contra USD 13,47 mil milhões no período homólogo, o que representou uma diminuição de 30,58%. No mês de Dezembro de 2019, o BNA vendeu ao mercado um montante total de USD 844,66 milhões.

Como resultado das medidas de política cambial adoptadas no ano de 2019, observou-se uma melhoria significativa no acesso à moeda estrangeira por empresas e cidadãos, por um lado, e, por outro, à redução do diferencial entre a taxa de Câmbio do Kwanza face ao Dólar dos EUA entre os mercados primário e Informal. O diferencial cambial passou de 150,62% aquando da implementação do regime cambial por bandas, para 22,97% em Dezembro de 2019, abaixo do diferencial observado em 2018 (28,26%).

No que concerne às reservas internacionais, registou-se uma acumulação tanto das Reservas Internacionais Brutas (RIB) como das Reservas Internacionais Líquidas (RIL). As RIB situaram-se em USD 17,34 mil milhões em Dezembro de 2019, contra USD 16,17 mil milhões no ano anterior (+7,22%), representando um grau de cobertura de importações de bens e serviços de 8,45 meses.

As Reservas Internacionais Líquidas tiveram o mesmo comportamento, situaram-se em USD 11,84 mil milhões, o que representou um aumento de 11,19% face ao ano anterior, cenário de aumento anual de reservas que não ocorria desde 2013.