Portugal fechou a preparação para o Mundial 2026 com uma vitória por 2-1 sobre a Nigéria, no Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria. Os golos portugueses foram marcados por Pedro Neto e Francisco Conceição, num jogo que deixou algumas dúvidas sobre o estado da equipa antes da partida para os Estados Unidos.
O aviso de Carlos Daniel que vai dar que falar
No debate que se seguiu na RTP Notícias, o jornalista Carlos Daniel não foi por rodeios na análise ao desempenho da Seleção nos dois jogos de preparação, colocando diretamente em causa o papel de Cristiano Ronaldo como titular inamovível.
“Tentando ser o mais cru possível, mas ao mesmo tempo respeitando a qualidade de todos os jogadores, mesmo dos que estiveram menos bem, a começar em Ronaldo: se não mexermos no ataque, não vamos ter grandes possibilidades de ter sucesso no Mundial. É preciso dizer isto agora, o aviso à navegação.”
O jornalista foi ainda mais direto sobre a situação do capitão. “Ronaldo hoje é um problema para a Seleção e o jogo de hoje comprovou. Parece-me que Portugal ficar amarrado à obrigação de jogar sempre com Ronaldo é um problema.”
A solução que Carlos Daniel propõe
Para o jornalista, o contributo de Ronaldo não está em causa, mas o seu papel dentro da equipa deveria ser repensado. “Se Ronaldo hoje se mentalizasse que podia ser um suplente a surgir numa fase mais tardia de alguns jogos, com mais espaço, um adversário mais desgastado, podia ainda, com o lado simbólico que aporta ao jogo, ser um jogador muito importante.”
Carlos Daniel sublinhou ainda o peso que o estatuto do jogador parece ter nas decisões técnicas. “Este titular inamovível, parece que há quase medo de o tirar antes dos outros ou ao mesmo tempo dos outros, está a criar um problema ao próprio Cristiano Ronaldo. As pessoas admiram-no imenso, tributaram-lhe aquele aplauso à saída porque há uma gratidão do país indiscutível e justíssima, mas isso não nos pode impedir de dizer: Ronaldo pode ser útil em alguns momentos, mas a Seleção não pode viver de Cristiano Ronaldo, já não pode.”
















