Kilamba – A Centralidade do Kilamba completou recentemente 13 anos de existência. Concebida como um projeto de referência do urbanismo moderno em Angola, com avenidas amplas, zonas verdes e 82 mil apartamentos distribuídos por 710 edifícios, a cidade planeada começa agora a dar sinais de desgaste e a enfrentar desafios que ameaçam descaracterizar o seu projeto original
O desgaste e a má conservação são visíveis, denunciam moradores e especialistas. A falta de manutenção da rede de drenagem e da Estação de Tratamento de Água (ETAR) tem gerado maus odores e preocupação sanitária. “O Kilamba está a cheirar mal”, queixam-se os residente.
Mas o problema mais grave, segundo o cronista Ferraz Neto, é a transformação do espaço público. “O Kilamba planeado está a dar lugar a uma espécie de “sanzala urbana”. Nos últimos meses, surgem construções por todos os lados — muros, anexos, pequenos prédios e até edifícios erguidos em espaços antes reservados para escolas, clínicas ou centros culturais”, escreveu numa análise publicada no KilambaNews
Há ainda casos em que postes de videovigilância do Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) foram vedados dentro de propriedades privadas. A criminalidade e o aumento do número de pedintes nas ruas, incluindo menores expostos a perigos, são outros problemas que afetam a comunidade.
A nível político, o Kilamba é um dos poucos redutos em Luanda onde o MPLA nunca venceu nos últimos dois pleitos eleitorais, um sinal, segundo analistas, do perfil mais esclarecido dos seus moradores.
















