A Direcção de Investigação de Ilícitos Penais da Polícia Nacional de Angola, na sequência de uma denúncia a que teve acesso, desencadeou uma operação que culminou no desmantelamento parcial de uma associação criminosa que actuava no âmbito da criminalidade organizada transnacional, constituída com a finalidade de realizar transações bancárias ilícitas, no sistema bancário nacional.
A denúncia, de acordo com as autoridades, inicialmente, dava conta de um alegado sequestro de um cidadão brasileiro de 38 anos de idade, que chegou ao país a 24 de Junho de 2026 para supostamente prestar serviços de informática numa universidade.
Entretanto, no seguimento das investigações, no dia 20 de Julho de 2026, foi localizado um apartamento no município do Kilamba onde se encontrava o referido cidadão brasileiro, na companhia de 7 cidadãos angolanos, facto que despertou a atenção dos investigadores e, feitas diligências preliminares, concluiu-se que o cidadão brasileiro, na realidade, é um haker que foi contactado através das redes sociais, por cidadãos angolanos, tendo integrado a associação criminosa.
Já em Luanda, o grupo orquestrou um esquema com a finalidade de interferir no sistema bancário nacional, para realizarem transferências bancárias ilícitas de valores consideravelmente elevados.
Das diligências investigativas preliminares, concluiu-se que não se tratava de um caso de sequestro, mas sim de uma organização criminosa de âmbito transnacional, autodenominada “TERMINAL – Linha de Comando”, composta por cidadãos angolanos, brasileiros, nigerianos e namibianos.
As suspeitas apontam que a associação criminosa se dedicava à prática de crimes informáticos, nomeadamente invasão de sistemas bancários, interceptação fraudulenta de códigos OTP, burla informática, falsificação de documentos e branqueamento de capitais.
O KilambaNews, identificou os detidos como sendo: Hermenegildo Henriques Domingues, 38 de idade, brasileiro, de São Paulo, zona sul, Amaro Sebastião Antônio, Celso Bráulio Machado Fernandes, Henriques Noata Emanuel, Inoque Panzo Mussage Morais e Ruivo Manuel Cunga, todos angolanos.
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