“Muita manteiga para pouco pão”

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“A colheita é grande mas os trabalhadores são poucos”. Mt 9,37

Aconteceu a cerca de uma semana e meia pra cá, provavelmente, e tem acontecido se a memória não me atraiçoa, em todos os anos no mês de Agosto a corrida pelo bem-estar através da academia “económica” pouco cátedra: Um nível académico, mais um abono no salário”. Infelizmente, não é a cientificidade prática que é levada a tomar uma decisão para o bem comum, sociedade profissional, mas sim o documento “legalizado”; terra dos mudos onde o papel fala mais alto que a combinação dos ícones singulares que compõem o aparelho comunicativo.

Provocado o engarrafamento. Eis que somos todos tidos como chineses numa multidão asiática com olhos rasgados, para quem julga com a visão míope e que pouca bênção profissional no apreciar tem.
De há um tempo para lá eram poucos os que ostentavam títulos académicos com um peso e arcabouço firmes dada as conjunturas histórico-sociais, económica-politicas que se viveram com os nefastos acontecimentos principalmente marcados pela civil guerra. De há um tempo, agora para os dias de hoje, foram ressuscitando vontades de se fazer melhor sobre o soado sino da paz, tentando luzir com uma imagem de que tudo está a ser feito nos conformes quando na verdade “a cabidela não foi preparada com sangue suficiente”.

Qual a pressa? Mostrar que fazemos e produzimos “quantilidades” ou mostrar que fazemos para alegrar inócuas mentes e formar sociedades surdas-mudas?
Um pedaço africano geográfico que, ano vai e ano vem, arrota de suas entranhas, licenciados e mestrados mas não profissionais, formados para deformar e depois apontar o dedo para o conformismo adquirido em partes pelo seu homónimo político que faz novela sobre o palco patriótico tricolor.
Que justificações poderão ser aceites, e sem objecções, para tamanho revés que faz sombra?

Caso para dizer “muita manteiga para pouco pão” ou muitos licenciados mas poucos formados. E nem adianta acusar os teus professores que o formaram porque na universidade o conhecimento pode muito bem ser adquirido também de forma autónoma fruto de investigações tempestivas.

A entrega massiva às Universidades, num país normal, deve ser sinal de progresso e não o avesso. Números bastantes fantásticos e numa perspectiva epistemológica mostram que os intelectuais são os principais causadores da balbúrdia terrena que vivemos visto que é um número significativo, apesar de fazerem parte de um sistema que meia as intervenções eloquentes e a razão, sob pena de causarem lazeiras domésticas aguçando gravemente a inópia em muitos casos.

Por um futuro profícuo repensemos a formação e as “alforrias” nas academias do ensino superior no nosso país.

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