A revolução dos repolhos

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Olhados de cima pra baixo, eles poderão não constituir qualquer perigo até serem mal consumidos e causarem danos estomacais gritantes.

Todo o líder deveria ser aquele que trabalha conjuntamente com os seus liderados sabendo posicionar-se no momento em que passa as instruções de modos a não ser confundido entre os ardilosos, teimosos e daltónicos emocionais.

Vezes várias questionamo-nos quando vivenciamos uma situação no cotidiano e as respostas em forma de gotas da pólio vão invadindo nossas bocas todos os anos eleitorais sem conseguir sequer fenecer a deficiência que se calhar muitos gostariam de ter para entender o muito que acontece cá nesta lavra apelidada de república.

Pais há, que possuem pouca bagagem arguta para contrapor seus filhos quando os mesmos buscam por respostas a questões que a nível de qualquer pai que sobreviveu ao sistema do partido único parece afronta e para saírem ilesos perante os factos encobrem-nos com bens materiais para os tranquilizar. Uma forma de corrupção doméstico-familiar.

O desemprego nos últimos anos tem crescido de forma exponencial. Cada cidadão tem a obrigação de lutar, não importa o ringue ou tatame, de formas a manter as bocas que alimentam fechadas o tempo máximo que puderem. Perfis desencontrados têm criados actos belicosos em quase todos os meios.

Muitos foram chamados sem vontade a serem seguranças de edifícios nas centralidades, outros jardineiros, tantos outros e outras, quitandeiras; todos os dias passa um carro a publicitar a venda de gás ou a pedir socorro nos megafones dizendo que arranjam isso ou aquilo. Os taxistas, principalmente, são a bandeira de produtividade desta nossa nação, tanto que o dia que decidiram parar, o caos apoderou-se das câmaras e microfones.

Olhemos e prestemos atenção onde está o poder votante desta nação. Está nas mãos deles: taxistas,
quitandeiras, roboteiros, seguranças dos edifícios que observam meticulosamente os produtos dos Keros e Shoprites a entrarem nas casas dos seus patrões e muitas vezes não têm uma refeição condigna e/ou onde descarregar a produção intestinal de uma biologia saudável.

Em muitos evangelhos políticos foram apregoados a melhoria dos transportes públicos,criando ilusões da classe de David Copperfield, afirmando categoricamente que teremos metros de superfície na via, melhoria dos serviços hospitalares, da energia e água para todos criando expectativas que acabaram por “espetar” nossos juízos e dilapidar com as nossas esperanças em augurar momentos luzentes.

A produção cinematográfica do Rocha Pinto já foi capaz de mostrar-nos do que são capazes de fazer sem precisarem de ir a Hollywood quando mataram a senhora que sustentava o seu lar.

Os taxistas já pararam na via; temos seguranças nos prédios que com os olhos esbugalhados vão proferindo olhares ferozes em rostos mansos aguardando por uma oportunidade para saltar o muro e atacar, motoristas de governantes insatisfeitos mas por não terem aonde ir vão inspirando o mesmo ar de produção hipócrita de quem os paga mas expirando ira e desalento pelas nasais.

Todos os mencionados supra os considero repolhos porque se encontram em posição, a priori,desfavoráveis. São ensaios.

Agora me digam: Vocês já imaginaram uma revolução dos repolhos? Haverá intestinos para
suportar os gases fedorentos e as tifóides que serão produzidas?

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