Depois de ter representado o Desportivo de Chaves em Portugal, na II Liga, longe dos grandes palcos do futebol mundial, Vozinha tornou-se um dos destaques do Mundial 2026, por Cabo Verde. A exibição assinada naquele 15 de junho, no empate ante a Espanha, foi um «momento» de sonho para si e arrastou atenções de milhões de utilizadores nas redes sociais, em particular no Instagram, onde a sua conta oficial foi inundada de novos seguidores, gostos e comentários.
Mas a caminhada desportiva de sucesso por Cabo Verde, que ultrapassou a fase de grupos só com empates (ante Espanha, Uruguai e Arábia Saudita) e só caiu no prolongamento dos 16 avos de final ante a Argentina, trouxe-lhe um lado menos positivo entre o equilíbrio da vida pessoal e profissional daí em diante.
«Perdi a minha paz e tranquilidade. Não tenho mais privacidade, ou pelo menos tenho muito menos do que tinha antes. Agora saio, vou a um restaurante, e há sempre alguém a querer tirar uma fotografia comigo ou a pedir-me um autógrafo. Ou, pior, alguém a filmar-me. Isso é o que mais mudou na minha vida e acho que não há nada que eu possa fazer sobre isso», afirmou, numa entrevista ao The Observer, publicada no sábado.
«Muita gente quer ser famosa e ter uma imagem pública, mas só vê o lado positivo dessa realidade. Para ser sincero, se me oferecessem a vida que tenho hoje ou a vida que tinha antes, eu escolheria a que tinha antes», assumiu Vozinha.
Após a exibição notável ante Espanha, daquele que era, para milhões de adeptos no mundo, provavelmente um guarda-redes desconhecido (apesar dos seus 40 anos), Vozinha só se apercebeu, quando foi falar aos jornalistas, da dimensão social e digital que a atuação em campo teve. E quando uma repórter lhe mostrou o telemóvel.
















