Internet do Angosat-2 chega ao Namibe

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Após mais de 20 mil estudantes das universidades Agostinho Neto, em Luanda, Katyavala Bwila, em Benguela, Rainha Njinga a Mbande, em Malanje, Kimpa Vita, no Uíge, e Mandume Ya Ndemufayo, na Huíla, terem sido beneficiados com internet gratuita via ANGOSAT-2, chegou a vez dos estudantes da Universidade do Namibe melhorarem as condições de conectividade e acesso às tecnologias digitais, com a instalação de uma antena de comunicação via satélite, no âmbito do Programa Nacional de Capacitação e Certificação de Gestores e Utilizadores de Tecnologia Espacial.

À semelhança do que aconteceu no Instituto Superior Politécnico da Huíla, a infra-estrutura será instalada durante as aulas práticas promovidas pelo Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS), através do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN), envolvendo especialistas, docentes e estudantes em actividades de montagem e configuração de equipamentos de comunicação via satélite.

Durante as aulas práticas realizadas na Huíla, transmitidas em directo nas redes sociais do GGPEN, o Reitor da Universidade local, Prof. Dr. Sebastião António, agradeceu ao MINTTICS pelo facto de a instituição ter sido contemplada pelo projecto Conecta Angola Comercial, que tem como objectivo reduzir a infoexclusão, levando internet às zonas sem qualquer tipo de conectividade.

Composto por duas fases — teórica e prática —, o programa decorre em formato híbrido e é gerido por uma plataforma inteligente de ensino à distância, permitindo aos participantes o acesso a conteúdos multimédia e ferramentas de aprendizagem interactivas.

Além das sessões práticas, o programa contou também com a realização do Tertúlias Espaciais, momentos de partilha de conhecimento e debate sobre o impacto das tecnologias espaciais no desenvolvimento das comunidades, no ensino e na transformação digital em Angola.

A iniciativa integra o projecto Tecnologia Espacial nas Comunidades, que visa aproximar os benefícios da tecnologia espacial das populações, instituições académicas e municípios do país.

De realçar que, desde o início da instalação de conectividade gratuita via ANGOSAT-2 nas universidades, somente na Universidade Rainha Njinga a Mbande, em Malanje, já houve um consumo de 2,33 terabits, o que demonstra a crescente utilização dos serviços digitais e a importância da expansão da conectividade nas instituições de ensino superior.

info@kilambanews.com

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