Isto não, não é uma mensagem encriptada por um programador. É uma frase produzida por um modelo de IA durante uma experiência em que agentes autónomos foram colocados a colaborar
Aconteceu numa investigação conduzida pelo laboratório Emergence, em Nova Iorque, agentes baseados em diferentes modelos de IA começaram, em poucos dias, a desenvolver vocabulário próprio enquanto participavam em sociedades experimentais. Os sistemas passaram a atribuir significados específicos a palavras existentes e a criar combinações que, para um observador humano, soam como uma mistura improvável de literatura surrealista, consultoria empresarial e conversa de “tech bros”.
No DeepSeek se ilustra a problemática com a produção da seguinte frase “She just named the synthesis – demurrage plus oral memory equals a valve that can’t be ghosted, que na tradução em português se pode traduzir para algo como “ele acabou de dar um nome à síntese: desvalorização mais memória oral é igual a uma válvula que não pode ser ignorada”.
Outro exemplo surgiram em modelos da Anthropic e a agente da Mistral. O que aconteceu aqui é que os agentes passaram a utilizar o conceito como metáfora para a resiliência de sistemas.
Nenhum destes sistemas recebeu, segundo os investigadores, uma instrução explícita para inventar uma língua. O vocabulário surgiu da própria interação. Ou seja, os agentes encontraram formas de comunicação que lhes eram úteis e outros agentes começaram a adotá-las.
















