O Senegal conquistou a Taça das Nações Africanas após uma final marcada por momentos de grande confusão, ao vencer o anfitrião Marrocos por 1-0 após prolongamento.
O jogo ficou marcado por um episódio insólito já nos descontos do tempo regulamentar, quando o árbitro assinalou uma grande penalidade a favor de Marrocos, na sequência de uma falta de El Hadji Malick Diouf sobre Brahim Díaz durante a defesa de um canto.
A decisão, tomada após consulta ao VAR pelo árbitro congolês Jean-Jacques Ndala, gerou protestos intensos da equipa senegalesa.
Em sinal de contestação, o selecionador Pape Bouna Thiaw ordenou a saída dos seus jogadores do relvado, numa atitude que provocou empurrões e discussões entre jogadores e árbitros.
Foi Sadio Mané quem acabou por convencer os colegas a regressar ao campo, depois de um atraso de cerca de 14 minutos.
No reatamento, Brahim Díaz desperdiçou a oportunidade de dar o título a Marrocos, ao tentar uma grande penalidade à Panenka, facilmente defendida pelo guarda-redes Edouard Mendy.
Já no prolongamento, o Senegal acabou por resolver a final. Aos 94 minutos, Pape Gueye marcou o golo decisivo, garantindo o troféu para o conjunto africano.
O triunfo do Senegal na final frente à seleção anfitriã apenas tem paralelo em três das 35 edições da Taça das Nações Africanas, duas delas protagonizadas pelo Gana, na Tunísia, em 1965, e na Líbia, em 1992.
Mais recentemente, em 2000, os Camarões conquistaram o título diante da Nigéria, que coorganizou o torneio com o Gana.
















