“Alex Ferguson” o mau cheiro do Manchester United

0
73

Roy Keane questiona o motivo pelo qual, não só Sir Alex Ferguson, como também David Gill continuam a marcar presença nas reuniões da administração do Manchester United, na sequência do despedimento de Ruben Amorim.

Roy Keane voltou, esta quinta-feira, à carga contra a direção do Manchester United, na sequência da decisão de avançar para a demissão de Ruben Amorim, que acabou por não resistir ao empate a uma bola com o Leeds United, em Elland Road, e à (‘bombástica’) conferência de imprensa que se seguiu.

Adquirido ao Sporting, em novembro de 2024, a troco de uma verba na ordem dos 11 milhões de euros, o treinador português acabou por somar 24 vitórias, 18 empate se 21 derrotas ao cabo de 63 partidas oficiais, perfazendo um ciclo negativo que, na opinião do antigo capitão dos red devils, se deve mais à gestão da estrutura do clube do que propriamente às qualidades do próprio.

“Bem, o que é que acontece nestas entrevistas de emprego? Eu estou intrigado, porque eles continuam a dar emprego a algumas pessoas. O que é que aconteceu numa entrevista para que fiquem por lá durante 12 ou 14 meses para, mais tarde, dizerem ‘Este não é o tipo certo para nós’?”, começou por afirmar.

“Será que não suspeitaram de nada quando estavam a falar com eles? Será que não lhes olharam nos olhos? Dá para ver quem é que está a tomar as decisões, no Manchester United. Ainda temos [Sir Alex] Ferguson e David Gill a andarem por lá, como se fossem um mau cheiro”, prosseguiu.

Sir Alex Ferguson, recorde-se, orientou Manchester United, entre 1986 e 2013, conquistando duas uma Taça das Taças, duas Ligas dos Campeões, uma Supertaça Europeia, uma Taça Intercontinental, um Campeonato do Mundo de Clubes, 13 Premier Leagues, cinco Taças de Inglaterra, dez Supertaças de Inglaterra e ainda quatro Taças da Liga.

David Gill, por seu lado, chegou ao clube em 1997, para assumir a pasta das finanças, antes de ser promovido ao cargo de diretor executivo, em 2003. A saída deu-se em 2013, quando optou por candidatar-se (com sucesso) ao papel de vice-presidente da FIFA, sendo substituído pelo então ‘braço direito’, Ed Woodward.

“Esqueçam o CV”

Para Roy Keane, um dos principais problemas do Manchester United está, de resto, relacionado com a maneira como os mais recentes treinadores têm vindo a ser escolhidos: “Quem é que entra neste processo de entrevistas a treinadores? Tu [Gary Neville, companheiro de painel] já fizeste isto, já entrevistaste treinadores”.

“Sentas-te ali, a tentar perceber alguém, e a pensar ‘Será ele o tipo certo para nós?. Esqueçam o CV. É claro que precisas de ter alguma coisa no CV, como a conquista de um troféu ou teres sido treinador há muito tempo, mas tens de olhar a pessoa nos olhos e perguntar ‘Serás o homem certo para nos levar ao sucesso?'”, concluiu o agora comentador desportivo, de 54 anos de idade.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui