Serviço de bombeiro do kilamba nega ajuda e cidadão morre

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Kymmy, é o nome da moradora do kilamba que contou, como perdeu o seu irmão por falta de primeiros socorros, quando até aos bombeiros foi pedir ajuda, ao que lhe foi negada a ajuda, os bombeiros alegaram não terem uma maca.

leia na íntegra o relato da cidadã que sente-se revoltada.

“Resolvi fazer esse relato, embora muito triste, só agora me sinto um pouco em condições pra falar sobre o assunto, pois é uma ferida que ainda sangra e dói muito. Mas faço esse relato como forma de chamar atenção sobre: A importância dos primeiros socorros no dia a dia e nas empresas também, e sobre a precariedade dos nossos serviços públicos. No dia 6 de Dezembro de 2016, perdi meu irmão mais velho de apenas 41 anos de idade, passou a noite a trabalhar ( Fazia supervisão de montagem de palcos), no estádio 11 de novembro, para o show que aconteceria por conta do aniversário de um determinado partido. Na manhã do dia 06, por volta das 11 horas ele começou a passar mal e se queixava de falta de ar, os colegas que com ele estavam aconselharam a descansar e comer algo, ele disse que não queria comer, mas beberia uma fanta e descansaria um pouco, pediu a uma jovem que lhe desse a fanta, no que a jovem virou o meu irmão caiu, ela gritou por socorro e os colegas e algumas pessoas vieram a correr, infelizmente não havia ninguém por perto que soubesse algo sobre primeiros socorros, pegaram no telemóvel do meu irmão e começaram a ligar para os números na lista, conseguiram contacto com dois de meus irmãos, um estava aqui na centralidade e outro na vila de Viana, meu irmão que estava mais próximo foi até a sede dos bombeiros aqui no Kilamba pra chamar uma ambulância pra acompanhar e a resposta foi que não podiam acompanhar porque não tinham uma maca, ele insistiu que fossem assim mesmo e os bombeiros nada, ele saiu desesperado da centralidade pra ir até ao sítio onde meu irmão havia caído, ligou para o outro que vinha de Viana a contar que não conseguiu ambulância, e esse meu outro irmão fez algumas chamadas e conseguiu uma ambulância, quando eles chegaram até meu irmão caído, até aquele momento não tinha tido primeiros socorros e estava a dar os últimos suspiros, quando a ambulância chegou, correram até a clínica mas infelizmente não havia mais nada que se pudesse fazer e meu irmão faleceu.

Isso é apenas pra alterar sobre a importância de se formar os trabalhadores com noções básicas de saúde (primeiros socorros), para quem tem empresa e para quem trabalha sugerir que se faça isso, pois se aqueles colegas tivessem a mínima noção sobre o assunto podiam ter feito o mínimo, e também pra fazer um alerta a esses serviços públicos, principalmente aqui na centralidade, o corpo de bombeiros se recusar a ajudar um cidadão que paga seus impostos, porque não tem maca na ambulância, isso é o cúmulo da revolta, a quem culpar? A quem imputar responsabilidade? Enfim só tenho a lamentar tudo isso é conviver com essa perda irreparável”.

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