O único Hospital do Kilamba não Funciona

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Antes de mais  Feliz natal e ano novo cheio de sucesso. Há dias, li a carta de um leitor em que apelava maior e melhor participação dos cidadãos na resolução dos nossos problemas. Na referida carta com o título “A Nossa parte, ”alertava que não devíamos só criticar o governo e que devíamos fazer muito mais e ter de facto uma verdadeira noção de cidadania. Ate aqui, plenamente de acordo. Mas na verdade, o que há por criticar sobrepõem-se a muita coisa errada e que cresce a cada dia que passa.

Por exemplo: como entender que na centralidade do Kilamba que alberga milhares de famílias não exista um hospital de referência. La vive muita gente e não há de facto uma unidade hospitalar para acudir os seus habitantes e visitantes. É inadmissível. E só não sabe quem não quer. Recentemente, o filho de um colega caiu contra um vidro no wc e ficou gravemente esquartejado. Mãe, pai e vizinhos, super aflitos dirigiram-se para o único hospital e não tinha nada absolutamente para socorrer o pequeno. Aqui não temos nada, dizia o pessoal de serviço.

É melhor irem para outro hospital. Não temos agua oxigenada, adesivo, ligadura, álcool, betadine, suturas e outros. De facto não havia nada naquela unidade que era uma escola e foi transformada em centro médico, porque de hospital não tem nada semelhante ou aproximado. Do Kilamba ao hospital Geral Provincial de Luanda é uma boa distancia para quem possa estar nos limites da vida. Agora imagine ir para as privadas com os preços que praticam. O menino teve de ser levado para a Clínica Sagrada Esperança do Talatona. So a ser suturado, mais de 200 mil kwanzas já tinham voado dos bolsos dos pais nesta fase do campeonato em que muitos salários estão atrasados.

É no Kilamba, a menina dos olhos bonitos do executivo e de milhões de angolanos que recebe visita de ilustres figuras mundiais, particularmente chefes de estado daqui e acolá. Temos de construir com muita força e bem. O indispensável a vida humana não pode faltar, como hospitais, maternidades, escolas, bombeiros etc, etc. Já não é hora e muito menos tempo de erguer-se moradias e o mais importante ficar para depois. Que esta carta não escape aos olhos dos governantes, principalmente ao Senhor Governador de Luanda, aos ilustres Ministros da Saúde, da Construção, Urbanismo e Habitação, entre outros responsáveis. Ou ainda melhor ao Conselho de Ministros.

Ana Machado

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