Kwanza perde mais dois porcento do seu valor face ao Euro

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O Kwanza desvalorizou-se em mais dois porcento em relação ao Euro e passa a custar agora 253,7 para cada unidade da moeda europeia, resultado do quinto leilão de divisas realizado nesta terça-feira pelo Banco Nacional de Angola (BNA).

Com o leilão de hoje, depois dos realizados nos dias 09 e 16 deste mês, no âmbito da entrada em vigor do câmbio flutuante, no somatório, a depreciação do Kwanza face ao Euro, moeda referência a partir da qual é definido o valor cambial das demais, atingiu já 27 porcento.

O leilão, com o valor de 81,8 milhões de Euros, teve já como regra a banda de dois porcento definida pelo BNA para evitar os grandes saltos em baixa que o Kwanza deu nos dois primeiros leilões, 10 e 15 porcento entre o primeiro e o segundo face à moeda europeia.

O quinto leilão de venda de divisas do ano de 2018 contou com a participação do mesmo 26 bancos comerciais, que absorveram integralmente os EUR 81,8 milhões, tendo sido apurada uma taxa média ponderada de venda de AKZ 253,706 por EURO. Em função disso, o Dólar está agora fixado em 207,006 kwanzas.

Contribuíram para o apuramento da taxa de câmbio de referência 17 dos 26 bancos participantes, tendo a taxa mais alta sido de Kz 253,747 por EURO e a mais baixa de Kz 253,126 por EURO.

As divisas vendidas nesta data destinam-se às seguintes finalidades:

60% – Matéria-prima, peças, acessórios e equipamento fabril;

15% – Seguros, telecomunicações, transportes e outros serviços;

19% – Agricultura, agropecuária, pescas e mar;

3% – Artigos de higiene, limpeza, material escolar e de escritório;

3% – Vestuário, calçado, artigos e utensílios domésticos.

Para bens alimentares, medicamentos e operações privadas, o BNA mantém o mecanismo de vendas directas, via bancos comerciais.

Nesta segunda-feira, o director do departamento dos ‘ratings’ soberanos da agência de notação financeira Fitch, Tony Stringer, admitiu à Lusa que a depreciação da moeda nacional angolana traz “dores de curto prazo”, mas terá depois um efeito positivo.

“A depreciação da moeda traz dores a curto prazo em termos de inflação, por exemplo, mas é parte de um ajustamento que terá de acontecer antes de a economia se reequilibrar, e terá um efeito positivo” na avaliação da qualidade do crédito do país, disse Tony Stringer.

Fonte: Angop

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