BNA:Recomenda venda equivalente a 500 euros para ajuda familiar no exterior

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O Banco Nacional de Angola (BNA) fez uma recomendação aos bancos comerciais para que disponibilizem o equivalente a 500 euros aos seus clientes que solicitem divisas para o envio na forma de ajuda familiar para o exterior, mas alguns bancos estão a informar os seus clientes de que se trata de um “instrutivo” do BNA com a moldura da obrigatoriedade e não apenas uma orientação não impositiva.

Esta informação foi transmitida hoje pelo governador do BNA, José de Lima Massano, em declarações aos jornalistas feitas aquando da realização do Conselho de Ministros, embora esteja, como o Novo Jornal Online apurou, a ser extrapolada por alguns bancos comerciais que estão a informar os seus clientes de que se trata de um instrutivo emitido pelo banco central.

O governador do BNA justificou a recomendação com o facto de haver uma grande procura de divisas, com solicitações aos bancos comerciais acima dos 400 milhões de euros, e escassez destas face à demanda.

Desde de pelo menos meados de 2014 que Angola atravessa uma grave crise económica e financeira, gerada essencialmente pela queda abrupta do preço do petróleo, o que, entre várias consequências, resultou no enxugamento de moeda estrangeira da economia, levando a um aumento brutal da procura de dólares e euros no mercado informal.

José de Lima Massano, face a isto, admitiu ter a consciência de que se trata de uma verba pequena, mas sublinha que “se acontecer com regularidade” vai resolver alguns dos problemas quer os cidadãos enfrentam nos países onde estão.

No entanto, como o próprio sublinha, trata-se de uma recomendação e não de um instrutivo, que tem cumprimento obrigatório pelos bancos comerciais, o que deixa espaço para que os bancos possam, dependendo da urgência, acrescentar valor a estas transferências que servem para os cidadãos nacionais enviarem dinheiro a familiares que se encontrem no estrangeiro.

No entanto, como o próprio sublinha, trata-se de uma recomendação e não de um instrutivo, que tem cumprimento obrigatório pelos bancos comerciais, o que deixa espaço para que os bancos possam, dependendo da urgência, acrescentar valor a estas transferências que servem para os cidadãos nacionais enviarem dinheiro a familiares que se encontrem no estrangeiro.

Fonte: NovoJornal

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