Angola vence novamente

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Com duas pivots em campo, Angola iniciou o jogo dos quartos de final diante da Argélia com Teresa “Bá”, Machado, Venâncio, Kassoma, Viegas, Natália e Guialo, e foi igual a si mesma: com uma defesa pressionante, execução rápida e saída em contra-ataque.

No entanto, apesar dos penetrantes quase incómodos sons das vuvuzelas do princípio ao fim, o jogo até não começou nada bem, com dois ataques perdidos.

Porém bem compensados com boa defesa. Este desnorte momentâneo, que contagiou o público, acabou por ser, no final das contas, a história desta partida. Efectivamente, depois do primeiro de Venâncio em ataque posicional e o segundo de Natália, de contra-ataque, antecedido de boa defesa de Bá, tudo voltou “ao normal”.

Assim, cedo Angola chegou aos 4-0. O primeiro golo contra aconteceu à passagem dos seis minutos, numa altura que até os leigos em andebol já teriam percebido o que viria a acontecer nos próximos 60 minutos mais ou menos.

O moderno placar electrónico do Multiusos parecia avariado, pois só se alterava de um lado e com regularidade e velocidade que chegou aos 8-1.

O segundo tento argelino só ocorreu à passagem do primeiro terço da primeira parte. Daí o marcador evoluiu de maneira menos desequilibrada. Mesmo assim, na metade da primeira parte o marcador era 13-5 e, como de hábito, o seleccionador Filipe Cruz iniciou as substituições colocando em campo a “segunda equipa” excepto a guarda-redes “Bá”.

Os golos foram sucedendo, das mais variadas formas e estilos, com diferentes assinaturas, mas maioritariamente para uma mesma baliza, para deleite dos prosélitos, que apareceram em massa, a maior jamais vista nesta prova.

Ao intervalo, o resultado era 22-9, e a festa prosseguiu na segunda parte com a torrente de golos na baliza argelina e a 15 minutos do fim, Angola tinha marcado 10 golos contra três (32-12).

O caso do vencedor estava ultrapassado, então o público foi buscar outro foco: chegar pela primeira vez aos 40 golos. De resto, não era tarefa nada difícil e quando faltavam 10 minutos para o fim do tormento a que estava sujeita a Argélia, já marcador já registava 35-15.

Portanto, as anfitriãs dispunham de 10 minutos para marcar cinco golos, e essa facilidade terá desequilibrado ligeiramente o grupo, porque foi a fase mais perdulária, com falhas de um para zero e passes errados na saída em contra-ataque. Mas este momento de fraqueza não foi aproveitado pelo adversário que há muito estava entregue.

A verdade é que o minuto 20 trouxe consigo um momento cinzento no grupo, que o técnico Filipe Cruz, atento, pós um basta pedindo um desconto de tempo.

Controlados os ânimos, continuou a perseguição do objectivo “40”, único atractivo do jogo nessa altura. Este aconteceria à passagem do minuto 28 (40-18).

Foi um momento apoteótico. Carolina Morais fez as delícias dos adeptos, ao finalizar de esquerda um dos já costumeiros contra-ataques. A ovação e o descarregar da ansiedade foi completa no público e o pavilhão registava o maior momento de exultação até hoje no Africano.

A partir daí o jogo evaziou-se, transformou-se em festa pura e nem mais o público prestava atenção, mais preocupado em celebrar os 40, enquanto especialistas e oficiais começavam a pensa Camarões.

No final, num grupo em que todas as atletas, titulares e suplentes, estiveram em alta, foi preciso uma exibição excepcional para Aznaide Carlos se destacar. Acabou eleita MVP pelos nove golos que a tornaram na goleadora da partida dos “40!”.

Fonte: Angop

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