Angola nos quartos de final

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Angola, apurou-se ontem para os quartos-de-final ao empatar,  (0-0), com o Congo Brazzaville, em jogo da terceira jornada do Grupo C do CHAN´2018, que decorre no Marrocos,, onde, no próximo domingo, vai defrontar as fortes Águias na Nigéria.
Tratou-se de um jogo sem grande qualidade técnica, sem muitas acções ofensivas, pois a ostensiva contenção, em jogo jogado, de ambas selecções, pareceu deixar claro que o empate era o ideal porque qualificava-as para os “quartos”.
Aos 14 minutos o jogo estava estabilizado  parte a parte. Faltava aos angolanos acentuado jogo ofensivo. Mano Calesso à direita esquerda e Job à esquerda faltavam acertar.
O primeiro, do qual se esperava muito por ter entrado de início, esteve longe dos lances que sabe fazer; não se lhe viu a executar passes de  bolas profundas. Estava a falhar. E ao Job sobrou ou sobrava o seu jogo rápido que ainda não acontecia.
No meio campo angolano estava a faltar algo mais, tal como no corredor central e nas laterais dos palancas Negras. Foi apenas Manguxi aos 16 minutos que, individualmente, deu um sinal de perigo ofensivo ao rematar ao lado da baliza contrária.
Esta acção, em remate forte e cruzado, que não atingiu no entanto o alvo. Assustou unicamente o adversário, um adversário que, em resposta, contava muito com a boa movimentação de Makisse.
Trata-se de um dianteiro esgueirava-se muito bem no lado esquerdo do ataque da sua equipa, onde o defensor angolano Mabiná era o seu policia, dando-o muita  luta nas posse de bola e jogadas que recebia e distribuía . De Makiesse, o Nari , outro defesa angolano de boa altura, “sacudiu” o grande perigo para a baliza angolana.
Digamos que  Angola, até aos 25 minutos, estava com uma grande força: muito controlo de bola, bom meio campo, boa defesa. Tinha, por exemplo, 45 por cento de posse de bola e o Congo Brazzaville apenas 25.
Só sobrava mesmo fazer o mais importante nos 12 metros finais do campo adversário. O golo ou golos não aconteceram, de modo que os Palancas Negras foram ao intervalo com a obrigação de pensar que o seu controlo territorial ( 58 por cento a seu  favor e 42 para o Congo Brazzaville) tinha de, na segunda parte, traduzir-se em números, e não apenas no 0-0 com que selou a primeira parte.
Aliás, sabias os Palancas que o Burkina Faso, noutro campo, marcou (1-0) aos Camarões, o que já comprometia, até ali, a qualificação de Angola ao quartos-de-final, devido àquele 0-0 na primeira metade de jogo frente a um Congo Brazzaville, que tem jogadores com boa leitura táctica do opositor. Os congoleses apenas viram nesta etapa um amarelo exibido pelo árbitro Mustaphaa Bissiki, aos 37 minutos.

SEGUNDA PARTE

Na reatamento, o seleccionador angolano Srdjan Vasiljevi, não mexeu na equipa inicial, apenas colocou  Mano Calesso na esquerda e Job à direita, a ver se a “maquina atacante” funcionasse melhor,  o que pareceu não resultar de imediato, pois, Angola tardava chegar à baliza de Moko.
Manguxi, ineficiente, desacertado e nervoso recebeu um cartão amarelo aos sessenta (60) minutos, para 8 minuto depois Fofo sair e Kaporal entrar e jogar 26 minutos, pois no jogo anterior contra o Camarões apenas actuou um minuto.
Os Palancas, depois de se aperceberem do empate dos Camarões com o Burkina fasso (1-1), já só precisavam já de um controlo emotivo porque chegou aos 70 minutos de jogo a jogar como entrou na primeira e segunda parte, misto é sem possibilidade de jogar com qualidade do meio campo à área restritiva congolesa.
Vá entrou para o lugar de Job a faltar dez minutos do final com a finalidade de manter a estabilidade defensivo.
De resto, ficou a lição de até ao próximo domingo os Palancas terão de melhorar a qualidade do seu jogo. Com apenas um golo marcado (0-0 diante do Burkina Faso; 1-0, sobre os Camarões, e 0-0 ontem diante do Congo Brazzaville) há muito trabalho por fazer em todos os sectores da equipa. O facto de ter ficado sem segundo lugar com 5 pontos, atrás, portanto do Congo (7), não significa sucesso.

fonte:JD

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